Na Minha Vida escrita por André Tornado


Capítulo 27
Amiga


Notas iniciais do capítulo

No capítulo anterior:
John consegue acalmar Paul, George e Ringo, dando-lhes confiança de que tudo vai correr bem e que vão continuar a sua fuga. Passam a fronteira e não encontraram qualquer problema, o que melhorou o seu humor. Quando chegam à nova cidade têm um encontro inesperado. Ou melhor, um reencontro...



Nos olhos da mulher atravessou-se um clarão de espanto que logo foi empurrado resolutamente para as traseiras da consciência, num passe de frio calculismo, correntemente designado por instinto de sobrevivência. A sua expressão desanuviou-se e tornou-se amigável, mas de uma forma artificial naqueles primeiros segundos. Pestanejou para substituir a duplicidade ainda patente no rosto pálido por uma máscara de surpresa, de apreço, um quase olhar carinhoso. Continuava a parecer forçado, desagradável. O tal instinto a ditar-lhe que se comportasse de maneira diferente daquela que sentia realmente.

Os dedos lestos da mulher dobraram uma folha em quatro, guardou o papel na bolsa que tinha sobre as pernas, debaixo do tampo da mesa. Tudo muito rápido, um passe de mágica, com melhor apresentação do que o truque dos cartões de identificação no posto fronteiriço. Então, desabrochou numa atitude descontraída e nada restou da impressão de falsidade anterior.

Paul repetiu surpreendido:

— Margaret.

— Paul!

— O que fazes aqui?

Antes que a situação de alongasse ao ponto de obrigá-la a uma resposta que destruiria o seu esforço, ela lançou-se ao pescoço de Paul e deu-lhe um abraço apertado.

— Margaret…

— Oh, estou tão contente por voltar a ver-te! Que surpresa tão boa!

John, no entanto, achou tudo exagerado. Cruzou os braços, mantendo-se alerta e desconfiado. Queria encontrar o erro, propôs-se a isso. Para que fim, não sabia bem explicar. Tinha uma comichão na nuca que o incomodava e não bastava coçar-se.

Ela despegou-se de Paul, deu-lhe um beijo curto nos lábios. Sorria-lhe, suspirou. Parecia verdadeiramente feliz, solidamente feliz. O que havia ali de esquisito? Tudo ou talvez nada.

Ela, de seguida, sorriu-lhes, a todos eles, passando os olhos por cada um dos três rapazes, uma demonstração sincera de que estava contente por revê-los, de igual modo, sem exceção, mesmo que continuasse agarrada a Paul. George e Ringo, depois John que semicerrou as pálpebras, na sua análise inexplicável. O mais novo acenou-lhe com a mão, o baterista murmurou um “olá”, o líder do grupo, John Lennon, não se manifestou. Não conseguia descolar os lábios para o que quer que fosse, falar ou sorrir ou fazer uma careta.

Um reencontro agradável e improvável, quando se conheceram em circunstâncias tão extraordinárias. Após um naufrágio. Continuava a ser forçado, postiço, uma atriz a recuperar o controlo da audiência. John que tinha reparado em todas as subtis cambiantes da mulher ficou confuso, pois deixou de ver qualquer sinal que indicava que havia ali qualquer coisa de errado… Olhou para Ringo e para George, mas os dois tinham um ar tão satisfeito quanto Paul, não notaram coisa alguma e ele pensou que estava a imaginar coisas por conta do cansaço.

No entanto…

No entanto, ele não iria desistir.

Ela agarrou nas mãos de Paul, esticou os braços num gesto que indicava que iria começar a rodopiar no corredor da cafetaria, ao som da música que uma jukebox discreta produzia num canto ao fundo, junto à entrada para os lavabos. Respondeu num tom caloroso:

— O que faço aqui? Esta é a minha cidade. Eu moro aqui.

— Pensava que continuavas no barco com o teu pai – explicou Paul.

George e Ringo menearam a cabeça indicando que tinham a mesma dúvida.

— Surgiu… um assunto urgente com o armador e tive de desembarcar pouco tempo depois de vocês.

— Na mesma vila?

— Oh, não… Senão teria ido atrás de vocês, claro! – declarou ela marcando as palavras com uma modulação perfeita da voz, vincando o quanto se importava com eles. – Noutro porto, mais adiante, na costa. Apanhei um avião. Na verdade, uma pequena avioneta que já tinha sido fretada. Também acabei de chegar à cidade.

— Um assunto mesmo muito urgente – comentou Ringo. – Para teres um avião particular à espera.

— O armador dono da empresa pesqueira onde trabalha o meu pai é muito exigente – explicou ela mudando o tom para mais sério, precisava de convencê-los de que estava a falar a verdade. – Para começar, detesta atrasos em reuniões que eventualmente tenha marcado…

— Um patrão pouco simpático.

— Um patrão é um patrão. – Abriu um sorriso que não chegou a iluminar-lhe os olhos. – Não esperava ver-vos por cá. Julguei que tivessem seguido viagem… para outro lugar. O mundo é muito grande.

— Ou muito pequeno – contrapôs George com uma piscadela de olho.

Ela corou. A atuação era irrepreensível. John respirou devagar, mergulhando a fundo no seu cinismo, mas encontrava-se sozinho nesse lago miserável e gelado. Ninguém o acompanharia no exercício e ele acabaria por fazer figura de parvo. Tudo estaria bem, para quê insistir? No entanto…

— Sim, muito pequeno… Tão pequeno que acabámos por nos encontrarmos nesta cafetaria, quando acabei de chegar do aeroporto e parei aqui para um refresco.

— Esta cidade era a única referência que tínhamos, um sítio que fosse próximo de onde nos deixaste – justificou-se Paul. – Por causa do cartão que me deste.

— Eh… Pois claro, o meu cartão.

— Pensámos em… Bem, estamos um pouco longe de casa e enquanto não apanhássemos um avião para regressar, pensámos em… em ti. Pensámos que nos podias ajudar. Iríamos telefonar-te para te pedir permissão… Acreditamos que não te irias importar.

Nisto, ela largou as mãos de Paul e indicou a mesa:

— Não se querem sentar? Temos muito que conversar e estamos a fazê-lo desnecessariamente em pé. Que falta de cortesia! Vamos tomar esse refresco juntos. E depois contam-me para que precisavam da minha permissão.

Como dois rapazes inquietos, George e Ringo ocuparam a cadeira mais próxima, deslizando pelo assento de napa colorida. John passou por Margaret, cheirou-lhe o perfume. O odor era doce, um suave veneno perigoso… Ele fechou os olhos, mordeu o interior da boca. Devia parar com aquilo. O prurido continuava, todavia… Havia um alarme, alguma coisa naquela história de uma reunião apressada com o armador que não batia totalmente certo, mais a coincidência de ela ter desembarcado imediatamente a seguir a eles. John sentou-se ao lado de Ringo que estava junto a George.

Margaret puxou Paul pela mão e sentaram-se na cadeira oposta, ficando de frente para os três rapazes. As sobrancelhas de Ringo uniram-se com aquela evidência – eram eles e era o casalinho. George agarrou no menu plastificado e nesse movimento deu uma cotovelada no baterista que aligeirou a carranca do rosto.

— Eu quero comer qualquer coisa.

— Não exageres, George.

— Estamos a fazer poupanças? – perguntou o mais novo, admirado.

— Acho que podemos beber e comer o que quisermos. O Paulie não se vai importar – disse John. – Certo, Paulie?

Paul assentiu. Margaret riu-se, tapando a boca com os dedos.

— O que teve tanta graça? – perguntou-lhe Paul, agarrando num segundo menu plastificado.

John agarrou no terceiro menu.

— Ele trata-te assim? Paulie?

— Pensava que tinhas escutado no barco… Eu trato-o por Johnny, por vezes. Somos amigos desde a escola.

— Passei algum tempo convosco, mas não o suficiente para ter participado… nas vossas conversas mais pessoais – contou ela divertida por ter apanhado aquele detalhe. – Além disso, estavam demasiado traumatizados para falarem muito. Nunca chegaram a ser muito expansivos no tempo que passaram no barco do meu pai. Diz-me… Paul…

John estava prestes a interrompê-la e a repreendê-la se ela se atrevesse a usar o mesmo tratamento. Não admitia que houvesse entre Paul e Margaret esse tipo de intimidade. Eles mal se conheciam! E ela era, bem… era uma mulher. Não entrava na classificação de companheirismo que ele definia natural entre os membros masculinos da humanidade.

— Precisavam da minha permissão para quê?

— Oh… Era para algo simples, julgamos nós…

— Não precisávamos da tua permissão, na verdade, mas o Paul é um rapazinho bem-educado. O que não se aplica a mim, infelizmente. Não posso falar pelo George e pelo Ringo, mas acredito que são mais parecidos comigo do que com o Paul – declarou John antipático.

O estremecimento de Margaret indicou que se ofendera, mas disfarçou o mal-estar impondo um sorriso aos lábios.

— Oh, estou a ver. Tu fazes tudo o que te apetece, sem pedir autorização a ninguém.

— Já sou suficientemente crescidinho para saber tomar as minhas próprias decisões e arcar com as consequências, muito obrigado. E sem precisar de explicar nada a quem quer que seja.

— Compreendo!

— Eu quero um hot dog, batatas fritas e uma salada de alface com molho de vinagrete – anunciou George, com um dedo sobre uma das linhas do menu. – Para beber quero um batido de baunilha e a seguir um café longo.

A interrupção fez que todos olhassem para George.

— Bem, o teu estômago não para – observou Ringo. Aproveitou o balanço e resolveu cortar a animosidade que estava a crescer, sem qualquer explicação razoável segundo a sua ótica, entre John e Margaret. Seriam ciúmes de Paul? Também espetou um dedo sobre o menu que George segurava e que tinha estava a consultar. Disse: – Eu também já escolhi. Quero uma tosta com duplo queijo, uma tosta com presunto, um chocolate quente e um café longo, igual ao do George.

— Ok, então… Podemos fazer os nossos pedidos – concordou Paul. Esticou um braço, estalou os dedos e chamou a empregada.

— Um chocolate quente?

— Sim, John. Gosto de chocolate quente! – justificou o baterista.

Margaret levantou o segundo menu que Paul lhe entregou, cobriu a cara com este. Os seus olhos viajavam rapidamente pelas linhas, demasiado rápidos mas John foi o único que reparou nesse pormenor e resolveu relevar aquela implicância que, até para ele, começava a ser exagerada. Ringo estava desconfiado que se relacionava com Paul e não era nada disso… Ou era?

Aproximou-se uma moça fardada com uma saia rodada cor-de-rosa e um avental branco sobre esta, blusa com mangas de balão, cabelo vermelho-fogo apanhado num rabo-de-cavalo, uma bandolete da mesma cor da saia, a mastigar uma pastilha, munida de um pequeno bloco de notas e uma esferográfica. Era a empregada que lhes deu as boas-vindas ensaiadas à cafetaria, numa frase que misturava algumas palavras publicitárias ao estabelecimento, e perguntou de forma monocórdica, enrolando a pastilha na língua, o que desejavam consumir, informando-os sobre o consumo mínimo.

Paul indicou o pedido de George e de Ringo, pediu um sumo de laranja natural, um café e um dónute simples para a Margaret, que entretanto lhe tinha devolvido o menu, fez um sinal com os olhos para John que indicou que queria um hambúrguer com queijo, uma cola e um café longo e ele próprio acrescentou que queria o mesmo que John, mas em vez da cola uma água com gás. Os menus foram recolhidos pela empregada que deu meia-volta, a saia rodada ondulou revelando meias brancas presas por ligas. Ringo debruçou-se para cima de John para ver melhor as pernas da empregada e este só não levou com George em cima também porque acalmou o baterista com um empurrão. Os três endireitaram-se na cadeira que partilhavam.

Margaret sorriu-lhes efusivamente.

— Eu sei o que queriam… Queriam ficar na minha casa. Era isso, não era?

Paul sorriu-lhe de volta.

— Sim, era isso Margaret. – Olhou John de esguelha. – E iríamos sempre pedir a tua permissão para nos servirmos da tua casa. No fim de contas, o cartão que me deste tinha o teu número de telefone e assim era fácil contactar-te.

John bufou. Encostou-se ao assento alto, sacou de um cigarro e prendeu-o nos dentes. Ela avisou-o de que era proibido fumar ali dentro.

— Obrigado pelo aviso, love— resmungou ele, arrancando com brusquidão o cigarro da boca. – Se não for por ti, ainda acabo preso por desobediência às estúpidas regras da tua bonita sociedade de plástico.

Ela fez um esgar, o primeiro de desagrado. Estava a perder a paciência. Paul crispou a testa. Contudo, ela não se quis deixar afetar e virou-se para Paul.

— Então, encontraram-me… e podem fazer o pedido pessoalmente.

A mão de Margaret esgueirou-se para a de Paul, sobre o assento da cadeira deles. Ele apertou-lhe os dedos, aproximou-se do rosto dela. Os narizes quase que se tocavam. Numa voz suave e persuasiva, tão romântica como a de um herói esquecido da literatura, pediu-lhe:

— Querida Margaret… Podemos ficar alojados durante um ou dois dias na tua casa? Até encontrarmos um lugar para nós… Prometo que não daremos qualquer trabalho, só vamos precisar de um teto para nos abrigarmos durante a noite. Durante o dia iremos procurar uma casa para nós. Um hotel, um motel… Qualquer coisa até conseguirmos viajar para a nossa cidade.

Por instantes, George e Ringo julgaram que iria sair um pedido de casamento.

John limitou-se a suspirar.

— E se forem mais de dois dias? – indagou ele, cáustico.

— Podem ser os dias que quiserem – respondeu ela, concentrada na boca de Paul. As suas pestanas tremulavam.

O beijo foi curto. Os lábios tocaram-se brevemente, mas com uma certa intensidade

— Cuidado! Ainda estamos na cafetaria… Podem pensar que estão sozinhos, num quarto recatado – atirou John, a brincar com o cigarro entre os dedos. – Depois avisem se querem privacidade no apartamento… love. Se quiserem assistência e gravação vídeo, o George tem jeito para a fotografia.

— Como sabes que eu tenho jeito…?

— Cala-te, George! – exigiu Ringo.

Margaret esticou o pescoço, a sua boca que antes se entreabria de desejo formava agora uma linha fina de agastamento e fúria. O que evitou a próxima discussão, que Paul se preparava para atenuar fazendo uma das suas intervenções veementes, já estava habituado aos arrebates de Lennon que quando embirrava com alguma coisa investia a direito, como uma locomotiva desgovernada, e estava mais do que habituado a livrá-lo de brigas violentas, incómodas e na maioria dos casos desnecessárias, seria até ridículo vê-lo a discutir com a Margaret sabia-se lá por que estúpida razão que ele cozinhara na sua mente, foi o regresso da empregada.

O prato com o hot dog deslizou até ao paralelepípedo metálico que acondicionava os guardanapos de papel, George segurou-o. De seguida deslizaram os pratos com as batatas fritas, com a salada, com as tostas e com os hambúrgueres. Os rapazes olharam para a empregada que servia antipática e mecanicamente os vários pedidos, murmurando os nomes como que a conferir alto se tudo estava a vir para a mesa como solicitado. Pousou os copos do batido, do chocolate quente, do sumo de laranja, da cola, da água com gás com uma rodela de limão. Deixou o café com o dónute e um comando com um botão colorido que deveriam apertar para que lhes fossem servidos os quatro cafés, para que viessem quentes explicou condescendente.

— Mas o que…?

— Muito obrigado. Podemos pagar já? – perguntou Paul cortando a reclamação de John.

Lennon mostrou as mãos. Percebeu que McCartney estava a vigiá-lo.

— Como queiras! Como queiras!...

A empregada informou que o pagamento fazia-se à saída, pois eles podiam querer fazer novo pedido e recordou-lhes que os bolos e as tortas daquela cafetaria eram caseiros e frescos, confecionados diariamente a partir de uma receita antiga da bisavó de um dos sócios. Muito antiga, portanto. Olhou para o teto como se estivesse, efetivamente a fazer contas aos anos que a famosa receita tinha.

— Que bom saber isso – interveio Ringo tentando ser simpático para a empregada mal-encarada. – Podemos pedir depois uma fatia para acompanhar o café. O que achas, George?

George mostrou o polegar para cima. Tinha a boca cheia de salsicha e mostarda.

— Limpa-te, George! – pediu John, esticou um braço e arrancou um molho de guardanapos do paralelepípedo.

— Usa-se o mesmo botãozinho do comando?

— Sim, senhor – respondeu a empregada a Ringo.

Margaret disse:

— Sim, provem os bolos. São realmente muito bons. Os melhores desta zona da cidade. – Perante o olhar censurador da empregada, ela emendou: – Os melhores de qualquer zona da cidade.

— Não é permitido fumar aqui dentro, senhor – informou a empregada ao reparar no cigarro na mão de John.

Este mostrou-lhe os dentes num falso sorriso.

— Já sei, querida… Muito obrigado pela indicação. Vou portar-me bem.

A empregada afastou-se, tornou a exibir as coxas bem torneadas, as meias brancas e as ligas. A comida distraía George e Ringo já não mergulhou para cima de John, com receio de um outro empurrão. John trincou o seu hambúrguer olhando o baterista de viés.

— Vocês costumam ser sempre assim? – perguntou Margaret, arrancando uma porção do dónute com a ponta dos dedos. – Tão… elétricos? Crianças grandes, sem parar um minuto?

Paul piscou os olhos.

— Crianças grandes?

John cortou:

— Agora quero comer, love. Não me apetece conversar. O George e o Ringo concordam comigo. Paul, deves alimentar-te como deve de ser ou não vais ter energia para a tua amiga. Uma pausa, uma trégua. Depois vamos conhecer o teu apartamento. Concordas, Margaret?

— O teu sarcasmo chega a ser ofensivo.

— Obrigado, love. Mas deves parar… Não estou habituado a receber tantos elogios de uma vez só e num único dia.

— Oh…

A música da jukebox mudou para uma canção de rock ‘n roll clássico e o azedume de John Lennon desapareceu. Começou a trautear a letra, com a boca cheia. Ringo pôs-se a bater com um pé no chão para mimar o ritmo, George murmurava a melodia e Paul acompanhou-o. Um velho sucesso de Chuck Berry chamado “Carol”.

Margaret olhava-os enlevada mas também muito admirada.

Quando tinha estado com eles no barco não se tinha apercebido de como eram espirituosos, divertidos, engraçados, irónicos e, principalmente, unidos num grupo tão coeso que era difícil penetrar naquela carapaça de duro cimento.



Notas finais do capítulo

John está desconfiado em relação à Margaret. Há qualquer coisa que não está a bater certo. Os outros, principalmente Paul, estão muito contentes por revê-la e não pressentem qualquer perigo. Quem terá razão?

Deixo-vos a ligação da canção que se ouve no fim do capítulo, primeiro a versão original, depois a versão cantada pelos Beatles:
https://www.youtube.com/watch?v=JdFwoDzpAvQ
https://www.youtube.com/watch?v=FHheZLASM_E

Próximo capítulo:
Atraiçoados.



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