Crônicas Mitológicas escrita por Elias Franco de Souza


Capítulo 3
Jasão


Notas iniciais do capítulo

Espero que vocês gostem da apresentação de um novo personagem, bem como do mundo ao redor dele. Neste capítulo, conheceremos um pouco sobre a origem dos Cavaleiros de Zeus.



Este capítulo também está disponível no +Fiction: plusfiction.com/book/733972/chapter/3

Após algum tempo procurando no céu, traçou com o indicador uma linha imaginária ligando quatro estrelas, para mostrar uma constelação.

— Está vendo, Jasão? Sempre que você olhar para essas quatro estrelas, você saberá que eu estou orando por você. Esta é a constelação que me protegeu até hoje, e agora ela será a sua guardiã.

No meio do bosque, um jovem moribundo, com escoriações por todo o corpo, conversava com um bebê que dormia em seus braços. O rapaz vestia apenas uma túnica de linho branco, em farrapos e manchada de sangue, e era visível que ele já havia sofrido severa hemorragia. Estava pálido e respirava com dificuldade.

— Não tenho muito tempo — lamentou, olhando com carinho para o bebê. — É hora de nos despedirmos — um fulgor branco envolveu o corpo do bebê, consumindo-o até desaparecer.

Jasão arregalou os olhos e arqueou-se na cama, arfando muito. Conforme a respiração voltava ao normal e a visão se acostumava com o escuro, lembrou-se que estava em seu quarto, e não no meio de uma floresta. Ainda era de madrugada, mas já se podia ouvir os pássaros darem os primeiros cantos da manhã. Uma voz feminina e sonolenta encobriu o silêncio.

— Sonhou com seu pai de novo?

— Eu te acordei? — retrucou com outra pergunta, mas não obteve resposta. — Sim. Ele estava diferente, mas me fez sumir de novo. Sempre me assusto nessa parte.

— Diferente como?

— Não sei. Vou dormir — resmungou, virando-se para o outro lado na cama.

Hele continuou sentada na outra cama, encarando o irmão no escuro, até que desistiu e também voltou a se deitar. Já havia semanas que Jasão tinha pesadelos com o pai; ou pelo menos era quem ele acreditava ser.

— Acha mesmo que não somos irmãos? — Hele insistia em tentar arrancar uma conversa de Jasão.

— Não temos nada em comum. Nem eu com meus pais — respondeu, ainda de costas.

— Mas você só começou a pensar assim quando começou a ter esses sonhos.

— Eu já suspeitava, Hele — replicou. — Os sonhos só confirmaram o que eu já sabia. — O silêncio que se seguiu fez Jasão pensar que respondera de forma muito ríspida. Se virou para a irmã e percebeu que ela o encarava. — Não temos o mesmo sangue, mas somos irmãos — embora Jasão não tivesse certeza, Hele pareceu esboçar um sorriso. Isso o confortou. — Não vou conseguir dormir. Melhor levantar e já fazer alguma coisa — decidiu-se, dando um pulo da cama.

— Vai fazer o quê? Não esquece que tem que levar as colchas para a cidade.

— Não vou demorar. Só vou cortar um pouco de lenha — explicou saindo apressado para fazer o desjejum.

A casa de madeira era pequena. Tinha apenas dois quartos, um ao lado do outro, cujas portas se comunicavam com o espaço comum, que seria uma sala ou cozinha. Os dois quartos eram tão pequenos que só tinham espaço para alguns baús e para as camas, duas de solteiro para Jasão e Hele e uma de casal para seus pais. Na sala havia uma mesa para refeições e outra para trabalho, algumas banquetas, prateleiras com frutas, frascos e potes em conservas, baús, um punhado de lenha cortada para alimentar o fogo, uma lareira e um forno. Na mesa de trabalho estavam os instrumentos de fiar e tecelagem, assim como as colchas que Jasão deveria levar à cidade.

Comendo algumas uvas passas, o garoto procurou pelos demais alimentos do desjejum. Juntou um pedaço de pão, o qual recheou com mel e amêndoas, e já foi dando umas mordidas, intercaladas por goles d’água de um cantil. Havia colocado também um punhado de farinha de cevada em uma tigela, mas por enquanto a ignorava.

— Ficou com preguiça de tirar leite? — era seu pai quem perguntava ao sair de seu quarto. Filêmon era um homem baixo e muito magro, com uma mistura de cabelos negros e grisalhos, e barba por fazer. O nariz grande e anguloso era um pouco torto para a direita. Os olhos, cinzentos, estavam marejados e vermelhos, como quem custou muito a abri-los na madrugada. De fato, ele não era nada parecido com Jasão. Agora, na luz da alvorada, já dava para ver que ele era um rapaz bonito. Alto, era musculoso e tinha cabelos loiros e olhos azuis claros. Seus cabelos iam até os ombros, e seu rosto era limpo, com os poucos pelos de barba dos seus dezesseis anos sendo cuidadosamente raspados todas as manhãs. Ao contrário do pai, seu nariz tinha proporções perfeitas, assim como o resto do rosto. — Eu pego pra você — continuou, na ausência de uma resposta do filho, e seguiu para fora da casa, enquanto o garoto apenas o encarava com um olhar sonolento e mastigava a comida devagar. Após alguns minutos, Filêmon voltou com um baldinho de madeira cheio de leite de cabra, o qual despejou sobre a farinha que Jasão havia pegado previamente. O rapaz misturou a papa com a mão, e virou a tigela na boca. — Por que acordou tão cedo? — perguntou a Jasão após puxar uma banqueta para se sentar à mesa. Descascava uma cebola enquanto esperava o filho engolir a comida.

— Como eu tenho que levar as colchas da Hele para a cidade, e depois já vou ficar com o Tio Mentes, quero adiantar o trabalho aqui de casa e cortar uma lenha antes de sair. — Seu pai segurou uma risada. Jasão olhou para ele sem entender, a princípio achando que o pai estivesse de gozação com ele. Mas o sorriso no rosto de Filêmon era uma mistura de orgulho com incredulidade.

— Você se preocupando com o trabalho do seu velho... — terminou de descascar a cebola e deu uma grande mordida, seguida de um gole de vinho. Apertou os olhos e suspirou com satisfação após engolir tudo junto. — O outono chegou rápido esse ano. Tomara que dessa vez você aprenda a caçar direito com o seu tio. Quero comer mais carne ano que vem — provocou, dando um soco no braço de Jasão. O rapaz riu. De fato, a caçada não era o seu forte.

— Acabei. Vou cortar a lenha — disse, empurrando a tigela e espreguiçando os braços.

— Não exagera no ritmo, ou você não aguenta o resto do dia — advertiu, enquanto Jasão dava passos apressados para o lado de fora. O garoto pegou o machado e se sentou num coto de árvore para afiá-lo com uma pedra apropriada. A disciplina era parte essencial de qualquer trabalho, como havia aprendido com o seu tio. Todo ano, desde que Jasão se lembra por gente, seu tio o levava para mais longe da cidade, para o outro lado do Monte Pélion. Durante o outono e o inverno, Mentes o educava para se tornar um homem completo. Aprendeu artes, música, poesia, ética, filosofia, artes de adivinhação e profecias, terapias curativas com ervas medicinais e ainda outras ciências. Também aprendeu a caçar e a limpar a caça, a coletar raízes e outros vegetais comestíveis, a fazer fogo, a preparar os alimentos, a montar abrigo, a se orientar na natureza, a purificar a água e até mesmo a manusear armas e a praticar artes marciais.

Mas a parte favorita de suas férias com o tio eram sempre as histórias que ele contava sobre os deuses e os heróis. E para esse ano em especial, Jasão estava muito ansioso, pois tinha certeza que seus sonhos recentes tinham alguma ligação com as história que seu tio contava sobre os Cavaleiros de Zeus. Segundo Mentes lhe ensinou, esta é a ordem responsável pela manutenção da paz na Terra, e cuja origem remete a centenas de anos atrás, quando pela primeira vez os deuses precisaram da ajuda dos humanos para vencer uma guerra, a Gigantomaquia[1]. Os gigantes, uma raça de monstros virtualmente indestrutíveis, só podiam ser mortos pelo ataque combinado de um deus com o de um mortal. Por isso, os deuses se aliaram a semideuses que viviam entre os humanos. Mais tarde, quando os deuses abandonaram a Terra para viverem somente no Olimpo, com o intuito de não atrair mais guerras contra outras entidades que colocassem em risco a existência humana, Zeus decidiu deixar os descendentes daqueles semideuses responsáveis pela segurança da Terra. Criou então a ordem dos Cavaleiros de Zeus, que protegeriam os homens dos desastres naturais, das injustiças, dos governos tirânicos e de monstros sobreviventes que ainda habitassem a Terra.

Os Cavaleiros foram estabelecidos no Santuário de Zeus em Olímpia para, além de lhe prestarem honra e homenagem, representarem a autoridade do próprio Crônida[2] na Terra. Vários dos filhos de Zeus também ajudaram na fundação dos cavaleiros. Atena e Hermes ficaram responsáveis por ensiná-los as artes marciais e o domínio do cosmo, um poder oculto presente em cada ser vivo e relacionado à origem do universo. Quando controlado e aprimorado, o cosmo pode tornar o homem capaz de realizar feitos sobre-humanos e até mesmo milagres, como ter a força de um deus ou controlar os elementos da natureza e do universo. É com esse poder que os cavaleiros foram capazes de derrotar os monstros remanescentes na Terra. E para ajudar na proteção dos cavaleiros, Hefesto forjou um total de 48 armaduras mágicas, que poderiam ser trajadas somente pelos mais fortes, justos e dignos dos Cavaleiros de Zeus.

É nesse ponto que reside a suspeita de Jasão acerca de seu suposto pai biológico, o que o estaria visitando todas as noites em seus sonhos. Pois a concepção de cada armadura foi inspirada em cada uma das 48 constelações[3] do céu, próximas as moradas dos deuses. E como o material para a confecção dessas armaduras mágicas vinham dessas estrelas, cada constelação passou a ser a guardiã do cavaleiro que trajasse a armadura correspondente.

— “Esta é a constelação que me protegeu até hoje, e agora ela será a sua guardiã.” — repetiu para si as palavras de seu sonho. Seria então o seu pai um Cavaleiro de Zeus? Que constelação no céu pode ser identificada por apenas quatro estrelas, enfileiradas quase em linha reta? Ele teria morrido ou ainda estaria vivo? Eram perguntas que Jasão se fazia constantemente, num esforço em compreender a insistente mensagem que aparecia em seus sonhos e descobrir mais sobre seu pai. Pois todas as noites o garoto tentava encontrar a constelação indicada no céu e falhava. Esperava que seu tio o ajudasse com essa tarefa. E se Mentes não tivesse todas as respostas que Jasão buscava, talvez um dos Cavaleiros de Zeus as tivesse.

Segundo Mentes, Teseu, o rei de Atenas, era um dos mais poderosos dentre os 48 cavaleiros, um cavaleiro de ouro, e um dos únicos três atuais cavaleiros de ouro que ainda lutam desde o início da guerra, há quinze anos. Portanto, se o pai de Jasão foi um cavaleiro quando ele ainda era um bebê, alguém importante como o rei Teseu, que já era cavaleiro de ouro antes da guerra começar, certamente iria conhecê-lo. Encontrar com um rei em uma cidade distante, no entanto, já era sonhar alto demais. E os outros dois, Héracles, o guardião do Templo de Zeus em Olímpia, e Perseu, rei de Micenas, estavam ainda mais longe.

— Vai amolar a manhã toda, ou tá a fim de cortar lenha também? — era sua mãe, Báucis, que o estava encarando da porta de casa com uma mão na cintura e um sorriso debochado.

— Ah, é. Já deve estar bom, né? — Levantou meio sem graça por ter se distraído, e foi se posicionando para cortar os cotos de madeira.

Báucis era um pouco mais baixa e mais nova que o marido, mas um pouco mais gorda. E embora ela também tivesse muitas rugas e cabelo grisalho, seu sorriso contagiante e seus olhos verdes a faziam parecer bem mais jovem. Jasão começou a partir ao meio os cotos, um a um, cuidando para não usar força demasiada no final do golpe, mas apenas guiar o machado no último instante, e deixar a gravidade fazer o trabalho. Assim não se cansaria e cortaria mais lenha, como Filêmon lhe ensinou.

Após cerca de uma hora e meia de trabalho, deu-se por satisfeito. Foi trazer mais água do poço para matar a sede e sentou-se à mesa para o café da manhã. Seus pais estavam na lavoura, e Hele estava na mesa ao lado trabalhando em um bordado. Apesar de Filêmon e Báucis já estarem ficando velhos e o trabalho no campo não render mais como antigamente, a família ainda tinha um pouco de conforto financeiro graças a esse talento da garota. Ela era a melhor tecelã da região. A corte de Iolco pagava um bom dinheiro para ter os bordados dela. Ela podia fazer absolutamente qualquer desenho, em qualquer tecido. Nesse momento, Hele trabalhava em um retrato da Titanomaquia[4] em uma colcha. Desenhava uma batalha no céu e, entre as nuvens, colocava de um lado Zeus, Poseidon, Hades, Hera, Deméter e Héstia e, do outro, Cronos, Jápeto, Hyperion, Teia, Crio e Ceos. Apesar de acostumado com a qualidade no trabalho da irmã, Jasão a observava impressionado enquanto comia.

— Tá ficando bom? — perguntou sem olhar para o irmão. Hele estava corada. Parecia incomodada em estar sendo observada por tanto tempo.

— Hã? Ah, claro que tá. Tá ótimo — respondeu, voltando a encarar a comida para não perturbá-la. Nos últimos dias, Hele estava agindo diferente com ele – ela nunca havia se incomodado com a presença do irmão antes. Jasão entendia que devia ser por causa da sua teoria deles não serem irmãos biológicos, mas não gostava de admitir que ela sentiria vergonha dele apenas por não serem mais filhos dos mesmos pais. Afinal, Hele estava na idade de casar – Filêmon estava apenas esperando Jasão sair para as montanhas para conceder a mão dela em casamento. Um homem e uma mulher, sem parentesco, dormindo no mesmo quarto seria algo imprudente. Mas o rapaz não gostava de pensar em Hele de outra forma que não como a sua irmã. Era um tabu para ele olhar para Hele como uma possível companheira, ainda que eles não tivessem o mesmo sangue.

— Por que você está evitando olhar para o meu lado agora? — a voz de Hele pareceu mais confiante dessa vez.

— Quê? Eu não to. — finalmente voltou a olhá-la. Jasão odiava a maneira como ela podia ler os seus gestos.

— Você não precisa parar de olhar para mim só por que eu fiquei sem graça. Ou eu não sou bonita? — perguntou de forma divertida. Jasão não tinha a menor ideia de como responder a essa pergunta, nem o porquê dela ter sido feita de forma tão repentina. De fato, Hele era uma garota atraente. Agora na luz da manhã, ele podia observar seus longos e brilhantes cabelos de cor castanho clara, seus olhos de um verde profundo, suas feições que pareciam a de uma ninfa[5] e seus braços macios. Mas o que Hele pensaria dele se respondesse a essa pergunta com franqueza? A hesitação em responder e o rubor em seu rosto fez Hele sorrir. Jasão percebeu que já havia entregado seus pensamentos.

— Você já sabe. Desde criança eu sempre te elogiei, maninha — tentou esquivar-se da resposta sem mentir.

— É, mas eu queria saber agora... — comentou de forma resignada a ficar sem a resposta, e seu sorriso foi se fechando enquanto voltava a focar-se no bordado. — Hoje você vai embora e só volta ano que vem. Quando voltar, papai já vai ter dado minha mão em casamento, e não vamos mais nos ver.

— Por que isso te preocupa? Iolco é tão perto. Eu vou te visitar... — “sempre”, pensou Jasão, mas a palavra não saiu quando viu que Hele estava chorando. Ela estava olhando baixo para esconder as lágrimas, mas não conseguiu evitar que uma escorresse por seu rosto. Ao perceber que foi notada chorando, a garota desistiu de disfarçar e confrontou o irmão diretamente, com os olhos marejados:

— É porque eu quero ficar com você.

Jasão congelou. Ouvir isso de sua irmã, com aqueles olhos, fez seu coração partir. Não por que a declaração, se é que era um declaração, não o deixasse lisonjeado. Mas por que ele não queria ver sua irmã sofrendo. E isso era algo inevitável de acontecer se ela queria ficar com ele de forma romântica. Os dois jamais poderiam ficar juntos. Sem saber o que dizer, Jasão levantou-se atrapalhado, batendo na mesa e derrubando a banqueta, e com um sorriso nervoso pelo desastre que provocara, foi pegando as colchas que deveriam ser levadas para Iolco.

— É melhor eu ir logo, já perdi muito tempo comendo — esclareceu, apressado.

— Espera! Você não vai se despedir...

Hele até chegou a se levantar para tentar falar com Jasão antes que ele partisse, mas o rapaz a ignorou e saiu pela porta, em direção à estrada. Era melhor assim, ele pensou. Talvez a garota, em sua inocência juvenil, tivesse se declarado a Jasão apenas por conveniência, por temer casar-se com um homem, ainda que rico, desconhecido, e esperando que Jasão, o único outro possível pretendente a quem ela tinha acesso, pudesse cancelar esse casamento arranjado. Mas e se não fosse apenas isso? As palavras de Hele pareciam ter convicção, e o atormentavam agora. Será que ele também gostava dela a esse ponto? Jasão se recusava a considerar essa possibilidade. Até por que ele não poderia dar um futuro melhor a ela do que um rei. Se Jasão realmente a amasse, deveria deixá-la se casar com o rei Pélias.


Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no Nyah e em seu sucessor, o +Fiction, durante 1 ano!

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!


Notas finais do capítulo

[1] Gigantomaquia é o nome da guerra entre os deuses do Olimpo e os gigantes, na mitologia grega.

[2] O sufixo –ida significa “filho de”. Crônida é o adjetivo para “filho de Cronos”, comumente usado para se referir a Zeus.

[3] Os gregos pré-homéricos certamente não conheciam toda a abóbada celeste, pois parte do céu astral não era visível da região geográfica em que eles habitavam. Para esta história, o autor utiliza como referência as constelações do Almagesto, de Ptolomeu. E embora essa obra tenha sido publicada somente no século II d.C., em torno de 1500 anos depois do período em que essa história se passa, ela também não contempla toda a abóbada celeste.

[4] Titanomaquia foi na mitologia grega a guerra entre os deuses do Olimpo e outro panteão de deuses, os Titãs.

[5] Ninfas eram espíritos naturais femininos ligados a um local particular da natureza, como rios, lagos, fontes, bosques, montes e prados.



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Crônicas Mitológicas" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.