Família Moderna escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 6
Magoada


Notas iniciais do capítulo

O Vestido é igual ao da Cady Heron da Garotas malvadas. O look todo é igual ao do filme.



P.O.V. Godric.

Eu sabia que ela tinha ficado magoada.

—Eu não acredito que a Arlene falou isso de mim! Pensei que fossemos amigas, mas que vaca. Eu acabo de perder a minha avó, achei ela morta na sala e tinha pedaços em todo lugar. Já perdi a conta de quantas vezes tive que levantar no meio da noite pra ir na casa dela fazer chá para os filhos dela quando ficam doentes!

—Miranda...

—Não! Ela me acusou de dormir com o meu chefe diante da cidade inteira!

—Miranda, eu fiquei sabendo o que aconteceu. Você sabe como a Arlene é.

—Dessa vez foi demais. Eu aturo o seu primo me chamando de cachorra, eu não ligo sei que é o jeito dele, aturo as babaquices do meu irmão Jason que já dormiu com a cidade inteira e se eu não fosse irmã dele dormiria comigo também, eu aturo as idiotices do Eric, aturo os mortos na minha orelha, me esforço pra não entrar nas cabeças de vocês todos os dias e ela me faz uma coisa dessas?!

—Miranda... eu...

—Cala a boca! Eu não quero mais te ouvir Arlene! To cansada dos seus dramas, das suas reclamações, das fofocas. Minha avó acaba de morrer, eu encontrei o corpo dela espalhado pela sala e ainda não acharam o assassino e você não me ouve reclamando da vida ou ouve? Você acha que só porque tem três filhos é melhor que eu?! Já esqueceu de todas as vezes que você me ligou desesperada no meio da noite pra eu usar as minhas... como é que você chama mesmo? Ah, é macumbas! Nos seus filhos doentes? Você é uma mal agradecida isso sim.

Ela entrou no carro e foi embora.

—Dessa vez você exagerou Arlene. Enfiou os pés pelas mãos. Qual é? A Miranda pode ter esses poderes, mas ela sempre usou só pra ajudar a gente. Ela nunca machucaria ninguém ou tiraria vantagem disso. E você sabe que ela prometeu pra vó que não iria fazer nada demais com nenhum cara antes de casar.

—E quem garante que ela já não fez?

—Eu.

—E eu.

—Como é que vocês sabem?

—Sangue de virgem tem um cheiro diferente.

Nós fomos até a casa dela e ela estava chorando.

—Entre Godric. Sempre será bem vindo aqui. O que é isso?

—O que?

—Puta merda. Que que é isso?

P.O.V. Miranda.

Eu vi aquele retrato. 

—Tatiana mil e oito antes de Cristo.

—O que é isso? Por favor alguém responde!

—Essa era a esposa do Eric.

—Que? Porque eu sou igual a ela?

—Não sabemos. Acredito que vocês duas sejam a mesma alma.

—Que? Tipo, reencarnação?

—É.

—Eles sabem que eu entendo? O Eric sabe?

—O que você entende?

—Nada. Me fala, o que eu sou pra você? Quem eu sou pra você?

—Você é ela. Você tem que ser.

—Seu doido doente! Eu sou a Miranda Stackhouse! Você não pode fazer isso comigo! Não pode vir aqui e virar a minha vida de cabeça pra baixo!

—Você é Miranda Skarsgarth.

—Que? Sou adotada?

—Não. O sobrenome Stackhouse é falso. Eles mudaram pra se esconder.

—Se esconder de quem?

—Russell Edgington. Ele matou minha família inteira, mas antes de se casar comigo Tatiana me confidenciou que havia tido uma filha e que a menina tinha sido dada para adoção contra sua vontade e que isso foi mantido em segredo.

—Então somos parentes?

—Não. Eu e você não, mas você e Tatiana sim.

—Meu Deus! Eu to passando mal.

Então tudo apagou.

Quando voltei a mim ouvi uma conversa entre Eric e alguém.

—Você não devia ter feito o que fez.

—E porque não Seu Elias?

—Porque ela passou mal. Ela descobriu a verdade muito rápido, tudo de uma vez, ela sofreu um grande choque e podia ter morrido. 

—O que?!

—É verdade. A Pâmela me falou que Miranda tem uma marca de nascença na bariga, no mesmo lugar onde sua esposa levou a facada. Tem o mesmo formato.

—Como ela sabe?

—Ela viu. No dia em que o tal vampiro que os estava roubando foi assassinado, Miranda estava se limpando no banheiro feminino, trocando de roupa e ela viu a marca.

P.O.V. Eric.

Ouvi o Compton chamar a enfermeira.

—O que foi?

—Ela acordou.

—Ela está bem?

—Fisicamente ela não tem nenhum arranhão, mas diz que está com dor de cabeça.

—Tudo bem.

A enfermeira foi até ela e voltou.

—Ei! Como ela está?

—Ela quem?

—Miranda Stackhouse.

—Ela está sedada. Alguém fez uma bela duma bagunça na cabeça dessa pobre menina. Ela terá que ser avaliada pelo psiquiatra antes de sair.

Então eu fiquei chocado. 

—Acho que você errou na dose.

—O que?

—Miranda...

—Eu me lembro.

—De que?

—De tudo. Eu me lembro disso, do dia em que o retrato foi feito. Mas, isso não muda nada Eric. 

—Não muda?

—Tudo mudou e não só pra mim. Deve se lembrar de como eu te olhava antes e ver o jeito que eu te olho agora. Você era o meu marido e agora você é um monstro. As coisas estão diferentes agora. Você não pode dizer que não estão.

Ela estava saindo.

—Senhorita Stackhouse, você tem que ser avaliada pelo psiquiatra.

—Não. Eu to cheia de psiquiatras. Céticos, hipócritas disseram que eu era doida. Mas, eu não sou. Olha em volta! Vampiros existem! Minha mãe era uma fada e o meu pai era um bruxo! Eu sou a reencarnação de uma mulher que morreu a mais de mil anos, sou telecinética e leio os pensamentos das pessoas! Sou uma híbrida, eu faço magia e o meu chefe é um metamorfo! Bem vinda á Bon Temps! Bem vinda ao mundo real!

—Miranda...

—Bill, me leva pra casa por favor.

—Você tem que ter alta. É contra a lei eu te tirar daqui sem a autorização do médico.

—Que merda. Eu só quero ir pra casa.

Bill compeliu o médico a assinar a alta e a levou pra casa.

P.O.V. Miranda.

Miranda Skarsgarth. Não, eu sou a Miranda Stackhouse filha de Maria e Corbet Stackhouse e irmã de Jason Stackhouse. 

Sou melhor amiga da Tara May Thorton e do primo dela Lafayette Reynalds.

Eu tomei banho e sai. Peguei meu pijama, tirei o meu roupão e o atirei, mas ele não bateu no chão.

Eu me virei pensando ser o Bill, mas não. Era o Eric.

—Mas, que diabos!

Rapidamente me cobri.

—Com licença!

—É uma sensação estranha quando o que você imaginou bate exatamente com a realidade.

—Isso é algum tipo de sonho estranho? Bebi o seu sangue uma vez e já faz mais de um ano. 

—Não, eu lhe asseguro que essa é a mais pura realidade.

—Como você entrou? Eu não te convidei.

—Mas, eu comprei a sua casa.

—Porque? Porque compraria minha casa?

—Porque se eu tivesse a sua casa, eu teria você. Miranda você é minha.

Ele mostrou os dentes pra mim, eu tive um sobressalto.

—Você é doido. Obsessivo.

Eu sai andando de costas. Me tranquei no banheiro e me vesti.

Quando eu sai ele ainda estava lá.

—Jesus me dê paciência.

—Eu já estive ai. Sabia?

—Eu não sou mais quem eu era Eric. E nem você. Tanto a Tatiana quanto você morreram. E se está tentando me convencer de que dá a mínima pra mim está fracassando miseravelmente.

P.O.V. Eric.

Ela ainda continuava linda. Não tinha mudado nada. 

Miranda se prostrou diante do enorme espelho e começou a arrumar seus cabelos, ela passou um creme fez escova e depois usou algo que eu não conhecia.

—O que é isso?

—Chapinha, prancha alisadora. Chame como quiser.

—E o que faz?

—Prancha alisadora. Alisa o cabelo. Tá logo no título.

Ela passou creme nas pernas, vi as unhas do pé pintadas de rosa.

—Porque rosa?

—Eu gosto de rosa.

O celular dela apitou. E ela rapidamente respondeu a mensagem com um sorriso no rosto e mandou outra.

Então abriu o armário e começou a pegar vestidos.

—Azul não combina com rosa. Esse. Ai, vai ficar lindo.

Ela pegou o vestido preto e branco entrou no banheiro e quando saiu estava usando ele.

—Não. Me sinto a Cruella De Vil.

Ela pegou outro um branco. Vestiu e se olhou no espelho de todos os ângulos.

—Credo muito apagado.

Então ela colocou um meio rosa, meio preto. Era apertado, curto e valorizava seus contornos.

—É disso que eu to falando. Agora, um sapato que combine. Espera, eu vou passar frio.

Miranda colocou uma meia calça preta e uma bota preta de salto.

—Isso porque você não tá interessada.

—Eu vou sair cabeçudo.

Ela pegou uma caixa enorme.

—Instrumentos de tortura?

—Melhor.

Ela soltou as travas da caixa de três andares e eu vi toda aquela maquiagem. Sombras, base, e aquele monte de badulaques que as mulheres usam.

Ela fez a maquiagem e pegou uma bolsa onde ela colocou o rímel e o batom.

—Pronto. Á propósito, o cabelo ficou legal. Eu gosto mais assim.

—Pensei que não repararia.

—Eu nunca esqueço um rosto. Jason eu vou sair! Não se meta em confusão e coma!

Ela desceu as escadas trotando de felicidade. Assim que ela passou pela porta o carro estacionou.

—Bem na hora Tara. Vamos nessa!

A amiga acelerou o carro e elas foram embora.

P.O.V. Miranda.

Eu preciso de um tempo de toda essa loucura. Vampiros, bruxas, fadas, metamorfos. Hoje Tara e eu vamos dançar.

E vou ser normal por pelo menos algumas horas.





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