Landra escrita por Gislane Brito


Capítulo 5
Nem tudo são flores


Notas iniciais do capítulo

E vocês acham que suas vidas são complicadas?!



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Como previsto, meses depois surgiram as primeiras notícias sobre atentados e outros atos criminosos praticados por pessoas com habilidades especiais. Um vídeo de câmera de vigilância flagrou um homem franzino entrando por um duto de ventilação de um museu no oriente médio. Quando as autoridades chegaram ao local, as barras de aço que protegiam a entrada do duto estavam dobradas. Não foram encontradas marcas que provassem que algum tipo de macaco hidráulico. Encontraram apenas estranhas digitais que também não ajudaram na identificação do criminoso. Às vezes, objetos de valor e dinheiro desapareciam sem que houvesse a necessidade de arrombamento. Câmeras sofriam interferência eletromagnética e tinham as imagens apagadas, pessoas eram mortas por armas que mais pareciam bisturis a laser ou envenenadas por radiação...  O FBI e muitos outros departamentos de investigação pelo mundo colecionavam casos bizarros e sem solução.

Por outro lado, heróis anônimos ajudaram nas buscas por sobreviventes da fúria da natureza e até mesmo conseguiram impedir crimes. Muitas vidas eram salvas por eles!

A mídia estava cheia de histórias sobre supostas invasões alienígenas em andamento, cientistas teorizavam sobre um “baby boom mutagênico” e até mesmo sobre histeria coletiva! Como sempre os governos em sua maioria, preferiam manter silêncio ou criavam elaboradas teorias da conspiração.

Leudrius foi chamado pelo capitão Ranied para uma reunião com oficiais de ciências e especialistas em primeiro contato para discutir sobre a situação delicada na Terra.

— Doutor Leudrius, sei que o senhor tem uma estreita relação com os humanos. Em minha opinião, o senhor se perdeu em meio as suas boas intenções, mas ainda é o arioniano com mais conhecimento sobre esta sociedade.

— Vou tomar isto como elogio, senhor!

— Como já é do conhecimento de todos nesta missão, a situação na Terra está se tornando insustentável! Vários de nossos cientistas e aliados de outros mundos estão relatando que “estrangeiros”, híbridos e mutantes estão conseguindo atenção indesejada da mídia local. Parte da população já entrou em pânico... O que os senhores sugerem? “Abduzimos” os elementos mais problemáticos? Enviarmos agentes para tentar neutraliza-los? Ou simplesmente evacuamos nosso pessoal e seguimos a risca o que diz a Primeira Diretriz? Não devemos esquecer que parte destes problemas foram causados pelos primeiros visitantes! Não é mesmo Doutor?

— Se o senhor está se referindo a minha família, capitão, devo informa-lo que minha filha e os outros como ela, não fazem outra coisa a não ser ajudar! Felizmente, os causadores de tumulto ainda estão em menor número!...

— Mas o suficiente para ameaçar a vida na Terra... Definitivamente isto não pode continuar!

Um dos cientistas mais renomados de Arion, Doutor Erad toma a palavra:

— Acho que o Doutor Leudrius não é a pessoa mais indicada para fazer a análise imparcial da situação! Sua filha é o híbrido arion-humano mais poderoso que já vi... Para estes casos, eu recomendo a retirada do elemento e todos que sabem sobre sua condição. Todos os causadores de tumulto devem ser neutralizados imediatamente e os outros, enviados a Aron para reprogramação.

— Com todo respeito senhor, isto seria de uma arbitrariedade intolerável. Vai contra tudo que acreditamos!!! A liberdade de escolha, o livre arbítrio, o respeito a vida em todas as suas formas!

— A Primeira Diretriz já foi quebrada e esta é a consequência deste grave erro! Sei que é uma solução radical, mas não vejo uma forma suave para resolver o problema!

— Capitão, claro que isto seria um ultraje! Inconcebível que pessoas inocentes paguem pelos nossos erros... O Doutor se esquece também que nossa sociedade não aceitaria que centenas ou até milhares de alienígenas fossem exilados em nosso planeta sem os seus consentimentos expressos! Plebiscitos seriam votados... Audiências intermináveis convocadas pelo conselho! Enfim, um caos...  

O capitão Ranied usa de sua autoridade para amenizar a tensão crescente em seu gabinete.

— Senhores, eu entendo as preocupações de ambos, mas esta discussão não vai nos levar a lugar algum!!! Eu acredito que a as autoridades na Terra também devam tomar suas providências e nossa interferência neste assunto poderia ser ainda mais danosa que a desobediência a Primeira Diretriz... Não há dúvidas de que os criminosos devem ser detidos, mas talvez os Promotores do equilíbrio possam ser nossa melhor escolha!

Os outros presentes acenaram com a cabeça demonstrando sua concordância para a decepção de Erad..

— Vocês não sabem que esta decisão pode pôr em risco a evolução saudável deste planeta em desenvolvimento e num futuro não muito distante, até a segurança de nossos próprios aliados?!Estes super criminosos terrestres não são nada perto dos Yakrurianos. Sem nossa orientação os promotores do equilíbrio não poderão fazer nada para impedir a extinção de todos na Terra!

— O que os Yakrurianos têm haver com o problema na Terra? O senhor não pode basear sua decisão em teorias infundadas! Estes conquistadores já ameaçaram nosso sistema. Mas isso foi há séculos. E não ouvimos mais falar deles...

— Perdoe-me capitão, peco por excesso de zelo pelos nossos futuros aliados terrestres! Mas o senhor não pode negar que estes talentosos promotores seriam de grande ajuda caso a ameaça retornasse! Logo toda a humanidade reconhecerá que não estão sozinhos na galáxia e que alguns vizinhos não usariam de escrúpulos caso resolvessem tomar conta do belo mundo deles! 

— Doutor Erad, peço que nas próximas reuniões o senhor se atenha aos fatos, por favor! Não vamos abduzir ninguém... Os Promotores do Equilíbrio terão todo nosso apoio para combater os causadores de tumulto! Reunião encerrada, obrigado pela atenção de todos!!

Leudrius saiu da sala ainda mais preocupado do que quando entrou mas certo de que deveria vigiar os passos de Erad atentamente. Ele conhecia a influência que ele exercia sobre alguns membros do alto conselho de Arion!

 

 

Julie estava feliz! Estava conseguindo conciliar os estudos, treinos e suas missões! Laura havia voltado para o Brasil, mas sua mãe resolveu que deveria ficar! “O trabalho de uma mãe de heroína nunca acaba” ela disse ironizando. Em uma de suas sessões de treinamento na nave, ela recebeu um traje feito sob medida caso precisasse enfrentar outros seres com talentos especiais! Ele foi projetado para bloquear emissões radioativas acidentais, ampliar o controle durante um ataque e a protegeria de raios de alta frequência. Um pequeno dispositivo de camuflagem tornava Julie e Kertron quase invisíveis enquanto estivessem no ar. E além do mais, Julie se sentia muito elegante no novo traje!  Apesar do crescente número de relatos de testemunhas sobre um enorme dragão ou cavalo ou quimera alada surgindo do nada, Julie, que agora preferia usar o apelido dado pelo pai quando estivesse em missão, continuava sua rotina de salvamentos e vigilância!

Na internet, grupos de fãs de super heróis surgiam aos montes e criavam nomes curiosos para ela inspirados nos quadrinhos! Mulher-nuclear, Anjo Branco até feiticeira.  

Landra preferia não dar importância a epidemia de boatos, mas achava legais os nomes que recebia, se sentia até lisonjeada! Em seu grupo de amigos, havia três especiais: Charlie, um homem capaz de gestos de grande bondade e detentor de super sentidos. Podia distinguir uma voz em meio a centenas a quarteirões de distância e sentir mais cheiros que um cão treinado. Mariana, uma enfermeira que podia aliviar a dor de um paciente apenas com um toque. E Carol, uma jovem estudante de marketing com a habilidade de hackear qualquer computador com grande facilidade! Juntos buscavam encontrar e dar apoio a pessoas que como eles, gostariam de investir suas habilidades e seu tempo para ajudar quem precisasse. E Laura, cujo super poder era arrancar gargalhadas de Landra nos piores momentos, ainda era considerada um porto seguro quando ela quisesse voltar a ser simplesmente, Julie.

Após uma semana enfrentando desde de desastres naturais até roubo a bancos em pequenas cidades, Landra é chamada a nave arioniana. Ela sempre se sentia desconfortável quando não adiantavam sobre o que conversariam! Quase sempre se tratava de um assunto espinhoso.

— Capitão Ranied, o senhor veio me receber pessoalmente... Isto é assustador!!!  O que aconteceu? Onde está meu pai?

— Seu pai está reunido com a uma comissão da ONU que irá preparar os governos da Terra e oficializar... Quais foram mesmo as palavras dele?!...  Um tratado de boa convivência com os visitantes!

— Nossa!... Quanta pompa... Mas isso, com certeza, vai dar muito trabalho!!! Mudando de assunto, em que posso ajuda-los hoje?

— Bom... A esta altura, seria inútil pedir que você evitasse se expor! Mesmo usando a camuflagem seria muito difícil manter o Kertron e seus poderes em segredo por muito tempo... Sei que você tem se esforçado em ajudar o maior número possível de pessoas sem chamar muita atenção!

— Temos certos critérios para as escolhas de missões! Locais de difícil acesso as equipes de socorro, situações onde as chances de sucesso dos policiais e equipes de salvamento são poucas... As ações são rápidas e quase sempre, precisas!

— É... Quase sempre!

O capitão ri da tentativa ingênua de Landra de se explicar.

— Eu entendo! E admiro sua disposição em fazer o bem... Temo que você e seus companheiros sejam considerados uma ameaça por grupos de fanáticos. Temos monitorado as comunicações de alguns desses grupos, e as notícias não são boas! Alguns anormais estão se unido a estes grupos e causado baixas até mesmo entre os nossos...

— Eu já li reportagens a respeito destes caras, mas a coisa já chegou a este ponto?! Se aronianos estão morrendo, imagine a catástrofe pode acontecer com os humanos? Nos mantenha informados sobre os movimentos destes grupos. Temos que fazer algo pra deter estes caras!

— Não Landra, você não entende a gravidade da situação. Eles estão eliminando um a um os Promotores de equilíbrio. Tenho razões para afirmar que eles não atacam a esmo, eles fazem longas pesquisas sobre as habilidades de cada um e seus pontos fracos. O que já estava ruim, ficou pior... Hoje, interceptamos uma mensagem sub-espacial vindo da Terra!

— Peraí capitão, onde eles estão encontrando este tipo de tecnologia? E o que são “Promotores do Equilíbrio”?

— Os Promotores são pessoas como você e alienígenas, comissionados pelo Conselho de Arion. Eles inibem atos terroristas e crimes promovidos por outros “especiais” em planetas sob nossa proteção. Mas, infelizmente, de alguns dos nossos são suspeitos de estarem fornecendo tecnologia de comunicação proibida para alguns destes criminosos... Uma nave arioniana chamada Lursax comissionada recentemente é capitaneada por um antigo aliado do Doutor Erad! Ela ficará sob nossa vigilância... Se as suspeitas forem confirmadas...  

— Eu ainda não entendi o que este sujeito ainda está fazendo aqui?! Soube pelo meu pai que ele é pura encrenca... Acho que este doido tinha que estar internado numa clínica psiquiátrica lá em Arion!!

— As coisas não são simples por aqui!...

— É! Já deu pra notar... Politicagem demais é ruim até pra alienígenas...

O intercomunicador toca e o capitão é interrompido antes que ele pudesse repreende-la pela indisciplina:

— Desculpe pela interrupção, capitão! Mas recebemos uma mensagem urgente da Terra. O Dr. Leudrius acaba de ser alertado para a possibilidade de um ataque terrorista a ONU.

Landra nem mesmo espera uma ordem formal e corre para a sala de transporte!

— Já estou a caminho!  Sala de transporte: Calcular coordenadas para o teto do edifício principal da ONU!

— Espere Landra, isso pode ser uma armadilha! Temos que planejar a nossa ação!

— Sinto muito, capitão. Meu pai está lá... Não vou deixa-lo sozinho no meio do fogo cruzado!

Kertron já havia tomado o seu lugar e Landra se posicionou ao lado dele. _ Acionar!

Segundos depois da rematerialização, Landra chama pelo pai através do comunicador em seu pulso:

— Pai, onde o senhor está? O senhor está bem?

— Landra, onde você está?

— Estou aqui no alto do prédio principal...

— Os atiradores de elite do FBI vão vê-la. Saia daí agora! Disse quase gritando.

Antes que ela pudesse esboçar qualquer reação, três homens vestidos com coletes a prova de balas já haviam apontado suas miras a laser para seu peito e para Kertron, que agora grunhia nervosamente.

— Parada!...Mas que coisa é esta??? Gritou um dos homens.

— Calma pessoal! Estamos aqui para ajudar! Somos os mocinhos...

Um tiro foi disparado e atingiu o peito de Landra. Kertron se colocou entre os atiradores e Landra para tentar protegê-la de um novo ataque. Landra monta o enorme cardiano que se vira para os atiradores, bate suas imensas asas e solta um urro estridente. Dois dos homens caem aturdidos e o terceiro pede reforço pelo rádio. Eles então levantam voo e fogem.

— Obrigada amigão! Que mancada que eu dei! Não tinha pensado que talvez o FBI já tivesse se adiantado... A bala não me feriu, mas danificou meu colar... Tenho que falar com meu pai. Ele deve estar preocupado.

O comunicador toca e Landra o atende fingindo estar tudo bem:

— Landra, o que foi que aconteceu? Aqui em baixo tá uma loucura...

— Está tudo bem, pai... É que surgiu um pequeno imprevisto e tivemos que sair... Mas eu volto logo tá!

— Landra, me escuta, por favor! Tem um homem bomba no saguão do prédio e eu acho que ele não está de brincadeira. Ele exigiu minha presença se não, vai colocar o prédio todo abaixo!

— Por que o senhor?! Quem é este fulano? Deixa pra lá... Vou pegar o meu disfarce de policial e já volto!

Landra pediu um transporte para Kertron voltar para a nave e outro para ela chegar a base rapidamente. Carol estava monitorando todas as mensagens enviadas pela internet que se referiam ao atentado e descobriu que o terrorista era um mutante.

— Carol, descubra tudo o que puder sobre o doido da bomba e sobre quem está por trás do atentado. Aposto que ele não está agindo sozinho!

— Pode deixar, Landra... A propósito, sua farda de policial está no armário novo!

— Valeu amiga!

Em poucos minutos, Landra, agora Policial Simons estava no quarteirão da ONU. Ela se infiltrou entre centenas de jornalistas e grupos de ações tática. Enquanto esperava pela oportunidade de se aproximar do terrorista, ela recebe uma transmissão da Lamarus.

— Landra, detectamos ondas eletromagnéticas de baixa frequência partindo de algum lugar próximo de Washington DC. Estamos enviando a Tenente Tilany para analisar a frequência!

— O senhor é quem manda, capitão!

A Tenente Tilany chegou também disfarçada de Jornalista e a câmera que levava era na verdade um analisador de espectro eletromagnético, mas a capacidade de sentir emoções da telepata captou algo intrigante: O terrorista estava apavorado e profundamente triste!

— Landra, o perfil deste homem não é compatível com o de um terrorista suicida! O receptor da onda que detectei está na cabeça do homem. Acho que ele também é uma vítima!

— Mais essa agora!...  Você consegue interferir de alguma forma a transmissão?

— Vou tentar, mas o seu pai terá que me ajudar!

A Tenente Tilany entrou em contato com Leudrius e planejou a ação. Quando ele estivesse bem próximo do homem bomba, mandaria um sinal para a tenente e ambos ligariam seus comunicadores até o início da sobrecarga. Tilany esperava que a onda gerada, causasse interrupção temporária da onda misteriosa.

— Dr. Leudrius, devemos acionar nossos comunicadores simultaneamente...

O homem agora gritava ameaçando se explodir em dois minutos caso o famoso Leudrius não aparecesse. Após todas as tentativas de negociação falharem, Leudrius foi enviado a presença do homem. Todos os atiradores já estavam posicionados e aguardando ordens de seus superiores. Enquanto os policiais tentavam evacuar a área, Landra aproveitou o tumulto para entrar no estacionamento e se esconder atrás de uma van. Quando Leudrius estava há cerca de dez metros do homem bomba, os comunicadores foram acionados. Quando o homem já tinha contato visual com seu alvo, um som de alta frequência atingiu seus ouvidos causando dor e perda temporária da consciência. Landra percebeu que o plano havia dado certo e correu o mais rápido possível para junto de seu pai.

— Pai, vamos sair daqui!!!

Ela o segurou e correu como o vento para fora do prédio... Mesmo sem conseguir entender como uma meio-humana  poderia ser tão rápida, Tilany pediu o transporte imediato do homem bomba para um local onde não causaria nenhum dano caso as bombas fossem detonadas enquanto interferia com as miras dos atiradores. Cinco segundos depois de sua rematerialização, o homem sorriu. Numa fazenda a três quilômetro dali, uma mulher testemunhou uma luz brilhante e logo depois suas vidraças foram estilhaçadas por uma imensa onda de choque. A bomba explodiu deixando uma imensa cratera no local.

— Missão cumprida, capitão!

— Como estão pai e filha?

— Sãos e salvos, senhor!

Mas para a surpresa de todos, uma forma de vida foi detectada no fundo da cratera.

— Como? Isto não é impossível!!! Landra, você pode verificar?

— É só me mandar pra lá, capitão!

Uma densa nuvem de poeira ainda estava sobre a cratera. Landra esperava ver um corpo mutilado e uma poça de sangue, mas o que ela viu a surpreendeu! Um homem nu em posição fetal brilhava como uma brasa acessa.

— Caramba, que mutação louca é essa?! O cara brilha e não morre com uma explosão dessas!!! Pai, o senhor pode me ouvir?

— Sim, querida!

— O senhor tem que ver este cara! Acho melhor o pessoal da enfermaria ou do laboratório de exobiologia preparar um daqueles campos de força pra receber o brasinha aqui...

— Brasinha?

— O senhor vai entender o que eu estou falando logo, logo! A Tenente Tilany tá aí?

— Sim, ela também pode te ouvir...

— Ela me disse que o cara tava apavorado?! Será que ele foi induzido por alguém a fazer a se explodir? E a tal onda? Já descobriram a origem?

— Estamos monitorando os movimentos da fonte da transmissão. Não há dúvidas de que este grupo está usando anormais para espalhar o terror... E se pai é um alvo porque de algum modo eles descobriram que ele está articulando a “revelação” sobre a presença de alienígenas na Terra.

A Tenente Tilany foi autorizada a acompanhar o grupo avançado que faria a remoção do espécime. Logo que chegou a extremidade da cratera, ela pode sentir as emoções do homem que brilhava. Um turbilhão de sentimentos como abandono, tristeza, remorso e ao mesmo tempo alívio, vinham daquela criatura! Nauseada, ela se dirige a Landra.

— Landra, eu não senti em nenhum momento, agressividade neste homem! Nunca vi nada igual em minha vida...

— Muito menos eu! Mas eu não vou sossegar até saber por que ele tentou matar o meu pai...

As emoções acumuladas e o dispositivo vital danificado em seu pescoço começaram a causar a velha falta de ar em Landra.  Tilany percebeu que Landra estava prestes a desmaiar e a segurou a tempo de impedir que ela caísse na cratera.


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Notas finais do capítulo

Pessoalmente, gostei muito deste capítulo...
Espero que vocês também curtam!



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