Landra escrita por Gislane Brito


Capítulo 1
Apresentando... Uma vida!




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Laura não pôde conter sua empolgação em seu primeiro dia no curso de agronomia em uma universidade de fama nacional.  No edifício novo, o mobiliário ainda cheirava madeira recém tratada. Dois anos após o incêndio que havia destruído o departamento de ciências agronômicas, tudo parecia ter voltado ao normal.  

A jovem idealista, sonhava em ajudar pequenos agricultores a se tornarem grandes produtores de alimentos orgânicos. Sua beleza causava inveja de suas colegas e despertava paixões nos colegas. Era alta, tinha longos cabelos castanhos claros e olhos verdes.

Laura e sua melhor amiga, Julie, se comunicavam pelo chat de uma rede social diariamente. Julie havia se mudado para os Estados Unidos havia três meses para morar com uma tia.

O passatempo favorito da população da pequena cidade de Monte Branco era falar da vida alheia. Dona Joana, mãe de Julie, sempre protegia a filha e não se intimidava com os comentários maldosos sobre as estranhezas da jovem. Quando a Tia Bete ofereceu estadia e o pai de Julie, Leudrius Simons, patrocinou o curso de informática em Massachusetts, dona Joana relutou mas, no final, permitiu a ida de Julie para o exterior.

Julie, altruísta incorrigível, sempre usava seus muitos talentos para ajudar pessoas e animais, as vezes, desobedecendo sua mãe que pedia sempre que fosse discreta. Seu sonho era um dia se tornar uma bombeira, paramédica ou policial. Ainda criança, montou um rádio amador para captar transmissões de rádios da polícia e da defesa civil. Pela internet, descobriu a existência de grupos de pessoas com os mesmos interesses que ela e ajudou a criar inúmeras correntes do bem com o objetivo de angariar fundos para entidades protetoras de pessoas portadoras de necessidades especiais ou situação de risco e até animais abandonados e vítimas de crueldade. Sua abnegação e tenacidade eram tão grandes quanto a sua força física e invulnerabilidade a doenças comuns, exceto por uma asma persistente de origem desconhecida. Ela podia erguer troncos, blocos de concreto do tamanho de carros, partir correntes tão facilmente como uma linha de cerzir. Julie era uma moça de aparência comum, estatura média, cabelos negros e grossos, pele morena clara e olhos profundamente negros. Dona Joana, apesar de entender que Julie sempre agia instintivamente, pedia a ela que evitasse chamar atenção. Bombeiros, policiais e paramédicos, homens e mulheres capazes de feitos dignos de heróis mitológicos, inspiravam sua filha, ela os admirava. Ela aprendeu com eles técnicas como rapel, combate a incêndio, salvamento aquático, defesa pessoal e investigação.  Laura também insistia inutilmente, para que sua amiga fosse o mais discreta possível. Os únicos que conheciam o segredo de Julie eram seus pais, o chefe do corpo de bombeiros local, Capitão Manoel, tia Bete e Laura, a quem Julie chamava de “irmã”.

 Laura, apesar dos riscos, sentia orgulho da amiga e se divertia com suas histórias. E Julie sempre pedia que Laura não lesse tantas revistas em quadrinhos e finalizava suas mensagens escrevendo “Tiago 4, versículo 17”. Apesar da aparente tranquilidade, Julie ainda sofria pela morte trágica de seu primo, Carlos e por não ter estado presente no dia do incêndio que o matou. Ele era um bombeiro dedicado que perdeu a vida salvando um estudante que havia ficado preso num dos laboratórios da Faculdade de Agronomia. Ele havia sido a única vítima fatal daquela tragédia que marcou a história tanto de Julie como da pequena cidade de Monte Branco.  Ele sim, foi um herói!

Durante as férias, Laura e Dona Joana foram visitar Julie nos Estados Unidos. Laura sempre ficava eufórica com a possibilidade de visitar os famosos laboratórios do Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Laura planejou tudo:  As roupas que usaria, o corte de cabelo da moda, a grana emprestada para umas comprinhas... Joana só queria passar um tempo com sua filha e ver seu ex-marido de novo. Leudrius  era um diplomata que passava a maior parte do tempo em conferências com chefes de estado e a serviço das Nações Unidas.


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Notas finais do capítulo

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