Segunda Chance escrita por KayallaCullen, Miss Clarke


Capítulo 16
15 - Esperança


Notas iniciais do capítulo

Musica do capitulo:

https://www.youtube.com/watch?v=79fzeNUqQbQ



Dias atuais...

Havíamos passado um mês incrível em Fernando de Noronha, acabamos transformando as nossas férias em uma segunda lua de mel, na qual aproveitamos muito um ao outro e conversamos bastante sobre o que gostaríamos de fazer quando voltássemos para casa.

—Sejam bem vindos. - nossa família gritou nos surpreendendo assim que entramos em casa, logo nossos pais vieram nos abraçar com força.

—O que a regularização do sexo não faz. Vocês estão radiantes.- Fabrício comentou assim que veio falar conosco.

—Dessa vez não posso deixar de concordar com você. A pele de vocês está ótima, e os olhos estão brilhando.- Laura disse feliz e nos abraçou com força.

—Nem acredito que vocês estão juntos de novo. Fiz até promessa para que isso acontecesse.- ela comentou assim que nos soltou.

—Obrigado por tudo prima. Por ter tentando me fazer desistir inúmeras vezes de deixar a mulher que eu amo.- Felipe agradeceu  a prima que sorriu comovida.

—E você quase não me escutou.

—Mas o que importa é que vocês estão juntos e felizes.- Fabrício disse suave e concordei.

—Assim como nós, querido.- Laura disse e Fabrício concordou antes de beijar  de leve os lábios da minha amiga.

—Como assim?- Felipe questionou confuso e Laura começou a lhe contar como os dois acabaram iniciando um namoro, historia da qual já sabia. Afinal, meu amigo havia me ligado e pedido ajuda para surpreender Laura com seu pedido.

—Será que poderíamos conversar?- Arthur questionou assim que fui para a cozinha buscar mais gelo para os sucos.

—Se for para me insultar, é melhor nem começar a falar. Por que juro que esqueço que você é irmão do meu marido, e te faço engolir todas as ofensas que me disse da ultima vez que me viu.

—Não estou aqui para brigar, só quero pedir desculpas. Sei que tenho sido um idiota ultimamente, mas não suportava ver o quanto meu irmão estava sendo infeliz com você. Só queria a felicidade dele, e agora percebo que jamais deveria ter infernizado a vida de vocês dois. Só percebi que fui um péssimo irmão quando ele me bateu no meio daquele restaurante e ainda ficou sem falar comigo por semanas. -ele disse triste enquanto me olhava arrependido.- Será que você poderia me perdoar?

—Sim. Entendo por que fez o que fez. Afinal, também seria capaz de cometer loucuras pelo meu irmão.

—Obrigado. Será que posso lhe dá um abraço?- ele pediu e concordei antes de abraçar Arthur.

—Está tudo bem aqui? – Felipe questionou assim que entrou na cozinha e nos viu abraçados.

—Está.- disse me separando de Arthur.- Estávamos apenas fazendo as pazes, e você deveria fazer o mesmo. Afinal, ele é seu irmão.

—Valentina.- Felipe pediu assim que o deixei na cozinha sozinho com o irmão.

Sabia que os dois precisavam fazer as pazes, afinal a família devia sempre estar unida.

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Havia se passado duas semanas desde que Felipe e eu voltamos, minha vida estava nos eixos novamente, e mesmo assim eu continuava a me consultar com Laura, afinal ainda não me sentia totalmente resolvida com meus problemas interiores.

No horário do almoço, sai do meu escritório e passei em um restaurante pedindo almoço para três pessoas, antes de ir para o consultório de Laura. Assim que cruzei com sua secretaria pelo corredor a cumprimentei antes de ir para a sala da minha amiga.

—Me diga que você trouxe o almoço?- Laura questionou assim que entrei em sua sala.

—O almoço, mas a sobremesa é por conta do Fabrício.- disse enquanto colocava as sacolas do restaurante em cima da mesa e ela me olhou confusa.

—Então, o assunto é serio.

—Demais, nem sei por onde começar. - sussurrei e ela sorriu feliz.

—Que tal se fizéssemos como sempre?- ela sugeriu animada e concordei enquanto tirava meu blazer e soltava meu cabelo.

—Vamos nessa amiga.- disse e Laura sorriu empolgada antes de apertar o play e o ambiente se encher com a voz da Madonna.

Parecíamos duas malucas cantando a musica enquanto dançávamos pela sala toda.

Aquela musica era o tema da nossa amizade, foi ao som dela que Laura tomou seu primeiro porre e  deu seu primeiro beijou no menino mais lindo da escola. Foi com ela também que dançamos em cima do balcão da cafeteria da minha família, quando vimos nossos nomes na lista de aprovados da universidade.

Aquela musica tinha historia para nós duas.

Uma vez meu marido havia nos pegado fazendo nossa performance de Madonna, para comemorar minha gravidez. Felipe teve um ataque de riso e tivemos que expulsa-lo do meu quarto, mas antes ele me fez prometer tomar cuidado por causa da gravidez.

—Olha o que temos aqui.- ouvimos Fabrício dizer assim que nos surpreendeu dançando. --Quem diria, que eu teria a honrar de ver a performance de vocês.

—Porque você não bateu na porta?- Laura questionou sem fôlego enquanto ia desligar a musica.

—Porque eu iria bater para entrar na sala da minha namorada?

—E se eu tivesse com um paciente?

—No horário de almoço?

—Quem foi que te contou da nossa performance?- questionei tentando fazer um coque em meu cabelo que estava bagunçado.

—Seu marido.- ele disse dando de ombros e revirei os olhos antes de sugerir que fossemos comer.

—E então, o que aconteceu entre você e o Felipe?- Fabrício questionou enquanto almoçávamos sentados no chão da sala de Laura.

—Nada, estamos bem.- assegurei antes de comer.

—Tem certeza?- Laura questionou suave.

—Tenho. Estamos bem. Acho que estamos melhor que antes.

—Então, porque você me parece meio tensa?- Fabrício questionou enquanto olhava para mim.

—Porque decide algo, e não sei como contar ao meu marido.- disse e olhei para os meus amigos.

—O que você decidiu?-os dois perguntaram.

—Eu quero adotar uma criança.- disse e os dois me olharam surpresos.- Eu quero muito ser mãe. Só não sei se meu marido vai querer.

—Claro que ele vai. Felipe é louco para ter um filho.- Laura disse obvia.

—É verdade amor, mas isso era antes da separação.- Fabrício explicou e concordei.

—Se você quiser, posso fazer uma sessão de casal e ai você conta a ele.

—Obrigada amiga, mas acho melhor conversar com meu marido a sós.

—Tenho certeza que ele vai entender.- Fabrício disse suave enquanto segurava minha mão para me dá apoio.

—E se ele não entender? O que devo fazer?- questionei nervosa.

—Isso só você pode responder.- Laura disse suave e Fabrício concordou com ela.

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—Felipe?- chamei assim que entrei em casa e logo fui saudada por Thor.

—Oi querido. Onde está o seu dono?- disse fazendo um carinho em sua cabeça assim que me ajoelhei no chão.

 Thor se afastou de mim e correu em direção ao escritório de Felipe, que estava com a porta entre aberta e sem cerimônia ele entrou.

—Que foi garoto? Minha esposa chegou, não foi?- ouvi Felipe dizer com carinho assim que entrei em seu escritório.

Assim que me viu, ele sorriu plenamente deixando em evidencia as suas covinhas. Em seguida ele veio até mim e me deu um beijo cheio de saudade.

—Pensei que você estivesse de férias?- questionou assim que nos separamos para respirar.

—E estou, mas a mente de um escritor é inquieta. Então, estava anotando algumas ideias, para trabalhos futuros. - ele explicou suave antes de voltar a me beijar.

—Será que poderíamos conversar?- perguntei assim que nos separamos novamente para respirar.

—Claro.

—Acho melhor sentarmos. - pedi e indiquei o sofá que havia no seu escritório.

Respirei fundo algumas vezes antes de tomar coragem para falar.

—Sei que tomar uma decisão dessas sem lhe questionar, é quase como uma traição. Mas foi um desejo que aflorou em mim no ultimo mês. E por favor, só peço que pense um pouco antes de não aceitar.- implorei olhando em seu olhos azuis escuros.

—Que desejo?- Felipe questionou suave e respirei fundo antes de voltar a falar.

—O desejo de adotar uma criança. Tenho desejado isso, mas jamais iria fazer isso se você não quisesse. Então, gostaria de saber se você quer adotar uma criança comigo?- questionei nervosa e olhei para o meu marido que não demonstrava nada no olhar.

—Bem, é uma grande decisão. Você tem certeza disso?- ele questionou serio.

—Sim. Eu quero muito ser mãe. Nunca pensei que esse desejo fosse aflorar de novo em mim depois da morte do Miguel. Mas, quero saber o que você acha?

—Quando poderemos dar entrada no pedido?- ele questionou sorrindo e pisquei confusa.

—O que?- questionei confusa e Felipe sorriu suave antes de me beijar de leve.

—E claro que quero adotar uma criança com você. Ter um filho com você é tudo que sempre desejei.- ele disse e sorri feliz antes de abraçá-lo e dizer o quanto o amava.

Demorou por volta de dois meses para que Fabrício desse entrada no pedido de adoção e pudéssemos visitar o orfanato indicado pela vara da criança e do adolescente.

—Vocês já têm em mente qual criança desejam?- a diretora do orfanato questionou enquanto caminhávamos pelo jardim que a instituição possuía.

—Como assim?- questionei confusa enquanto olhava para ela.

—Muitos casais preferem recém nascidos, de preferência meninos e que pareçam um pouco com os pais adotivos.

—Isso é um absurdo. Elas são crianças e não mercadorias de uma loja.- Felipe disse ultrajado e concordei.

—Me desculpe senhores, mas é o que normalmente acontece.

—Muito bem, acho que nosso tempo aqui acabou. Vamos querida?- ele questionou e concordei, afinal jamais iria compactuar com algo assim.

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Havia conversado com Laura sobre a nossa visita ao orfanato recomendado pela vara da infância, e minha amiga ficou horrorizada pelo que a diretora disse. Então, ela sugeriu que fossemos visitar o orfanato Luz do luar, o qual ela era voluntaria. O qual também Felipe e eu sempre fazíamos doações no dia das crianças e no natal.

—É tão bom recebê-los.- Sarah disse feliz assim que entramos na sua sala.

—É bom vê-la novamente Sarah.- dissemos enquanto ela nos convidava para sentar.

—Gostaria muito de agradecer aos dois pela biblioteca e brinquedoteca, as crianças amaram.

—Não precisa agradecer, só de saber que eles amaram já nos deixa felizes.- disse e Felipe concordou.

—Então, o que posso fazer por vocês?

—Sarah, nós entramos com um pedido de adoção e já até fomos em outros orfanatos, mas não conseguimos encontrar o nosso filho.-Felipe explicou suave e Sarah concordou.

—Então, pensamos se talvez, podemos olhar as crianças daqui. Talvez, o filho que tanto desejamos esteja aqui.- disse e meu marido concordou ao meu lado.

—No local em que ajudamos por anos.- Felipe concluiu e Sarah sorriu suave.

—Entendo. Podem ver as crianças, espero sinceramente que encontrem o filho de vocês.- ela desejou e concordamos.

Felipe e eu passamos horas brincando e conversando com as crianças, mas ainda não havíamos sentindo nenhuma ligação com elas, o que me deixava triste.

—Onde você está me levando?- questionei confusa assim que Felipe parou de brincar com alguns meninos e me puxou para outro lugar.

Confusa, percebi que íamos em direção a um garotinho loirinho que estava sentado sozinho em uma das mesas que haviam ao ar livre. O menino estava aborto enquanto olhava atentamente para um livro.

—Olá, será que poderíamos sentar aqui?- Felipe questionou assim que nos aproximamos do garotinho.

—Sim.- ele disse com sua voz infantil enquanto voltava sua atenção para o livro.

—Por que você não está brincando com as outras crianças?- questionei confusa e ele desviou sua atenção do livro para me ver.

—A tia Sala, disse que não posso blinca com as outlas clianças, polque fico sem lespila.- ele explicou suave e sorri assim que percebi que ele trocava a letra “r” por “l”.

—Entendo, e você como um bom menino está quieto como ela pediu.-  disse e ele concordou.

—Não quelo pleocupa a tia Sala. Ela semple fica nevolsa quando fico sem lespila.

—O que você está lendo?- Felipe questionou curioso e o garotinho empurrou o livro para que víssemos.

E naquele momento percebi que ele tinha os olhos da cor dos de Felipe, e que ele havia sido o único com quem conseguimos conversar sem pressão alguma, estava sendo algo natural para ele e para nós.

—Sabe, meu pai lia muito esse livro pra mim. Então, doei vários exemplares dele para cá.- Felipe disse e percebi que o livro em questão era o pequeno príncipe.

—Tia Sala me deu um, polque gostei muito da historia quando a tia Laula a leu no dia das clianças. Quelia sabe lê pala pode lê de novo.- ele disse triste e sorrimos.

—Se você quiser, podemos ler.- ofereci e ele concordou feliz.

—Rafael, a Cecília está chamando você para tomar seu remédio.- Sarah disse assim que Felipe e eu havíamos acabado de ler a historia.

—Mas eu já tomei de manhã tia Sala.- ele disse triste e sorrimos.

—Eu sei querido, mas você sabe que tem que tomar duas vezes ao dia.

—Tudo bem.- ele disse resignado antes de voltar a atenção para nós.

—Gostei muito de conhecê-los. E obligada pó lelem pla mim.

—De nada querido, foi um prazer.-dissemos e ele sorriu suave.

—Meu nome é Lafael.- ele disse suave enquanto nos oferecia sua mãozinha para que apertássemos.

—Eu sou o Felipe, e essa é a minha esposa Valentina. E é um prazer conhecê-lo Rafael.- meu marido disse enquanto apertávamos a mãozinha de Rafael que em seguida pegou seu livro e  foi até onde estava Cecília, que o aguardava perto dos brinquedos.

—E então?- Sarah questionou assim que Rafael saiu.

Felipe e eu nos olhamos e pode ver em seus olhos que ele concordava comigo.

—Achamos o nosso filho.- ele disse e concordei.



Notas finais do capítulo

Um aviso gente: Todas as imagens dos personagens da Fic estão no link abaixo:

https://br.pinterest.com/kayallac/dreamcast-da-fic-segunda-chance/