Hocus Pocus Sim-Sala-Bim escrita por HatBox Ghost


Capítulo 5
A Aparição de Beatrice




          - Era ele mesmo? – perguntou a mulher loira.
         - Sim era – Disse o homem com o capuz negro.
         - Quem diria que Horus Pocus  e Valquiria seriam tão descuidados! Matricularam o precioso sobrinho na minha escola, o colocaram direto em minhas garras! Se preparem Familia Pocus! Pois Beatrice Steves Regressará!
               Enquanto isso no castelo da família Pocus, Horus estava à frente de um caldeirão no qual não parava de jogar ingredientes. Amus estava do seu lado, usava roupas menos extravagantes que as do Tio, o tio usava roupas douradas, e nada poderia ofuscar o brilho quando a luz batia em sua longa capa. Amus ainda usava suas roupas da escola...
            - Dente de tigre, aza de dragão – cantarolava Horus – Ferva, Misture, e borbulhe em dobro o caldeirão.
           - Que poção é essa tio? – perguntou Amus.
           - Pensou que poção da sorte era coisa dos livros de Harry Potter Amus? – Ele riu – Esta é uma poção chamada de Stestí... é uma palavra em Tcheco para Sorte.
           - E essa poção veio da Republica Theca por um acaso?
           - Ah sim – riu novamente Horus – ela veio sim – e sorriu para o pequeno garoto, enquanto apanhava o liquido do caldeirão com um pequeno frasco.
          - E sua tia precisará muito dela amanhã...
          - Ueee – Disse Amus.
          - Amus Pocus – disse Horus – Você pode estar estudando em uma escola de gente comum agora, mas! Não quero que use essas malditas expressões de gente comum... Ora, daqui a pouco ao invés de ‘’Olá’’ estará dizendo : ‘’Eae, Opa’’ ou até ‘’Oi’’. Será uma vergonha se o conselho das bruxas vier nós visitar e você falar assim...
            - Está bem tio! – disse Amus – não irei mais falar assim, mas por que tia Valquiria precisa disso?
           - Irá fazer uma apresentação para o conselho dos bruxos, com novos feitiços que ela mesma desenvolveu.
        de repente, um relâmpago mais claro que qualquer luz brilhou nos céus, Amus se assustou, conseguia ver o esqueleto de seu tio como se fosse uma radiografia, mas logo aquilo se apagou, e tudo voltou ao normal, e quando parecia que ia melhorar, um trovão ecoou, tão forte que tremeu até as bases do castelo.
     - HORUS – gritou Valquiria descendo as escadas que levavam a seu quarto, levantando seu longo vestido verde. – Você  viu isso?
     - Valquiria... está pensando o mesmo que eu?
     - Não haveria como Horus!
     - Não se esqueça Valquiria que ela entregou nossa família para os habitantes de Salém ela pode muito bem tentar nós matar para conseguir os poderes dela de volta!
     - Hora Horus, não seja tolo meu irmão, ela não teria coragem de chegar perto de nós!
     - Mas de quem vocês estão falando? – perguntou o jovem aprendiz de feiticeiro.
     - Nunca dizemos o nome dela... – disse a tia passando a mão por seus cabelos. E ofegando.
     - Ela é a nossa prima – disse Horus – foi a mais terrível bruxa que já conhecemos, ela roubava poderes de outros bruxos para se tornar mais poderosa.
     - Foram tempos difíceis, e ela estava fazendo amizade com os fanáticos religiosos da época, Salém nos perseguia e ela ajudava, se passando por uma pessoa comum, e quando dissemos que iriamos entrega-la para o Conselho das Bruxas, Magos e feiticeiros, ela nós entregou para a Ordem da Cruz...uma sociedade que assassinava bruxos naquela época. – Contou Valquiria com raiva, então revirou os olhos  e disse –como se nós também não seguíssemos uma religião.
— Nós tentamos nós esconder, mas seus pais foram pegos e assassinados Amus, tentamos salva-los mais não conseguimos.
— Acham que ela voltou?  - perguntou Amus confuso.
— Talvez... – disse Horus – Iremos descobrir... Por hora Amus, fique em seu quarto...
— Está bem – Amus se direcionou a seu quarto, mas não antes de pedir ao tio se poderia passar a receita da poção da sorte em seu livro. Mas nenhum dos três estava calmo, a ameaça ali era eminente, aquela noite no castelo foi a mais perturbada que já passaram, então agora havia uma bruxa malvada a solta, Amus não sabia mas aquela de quem seus tios falaram tanto era Beatrice Steves...
Enquanto isso na escola, algo obscuro acontecia.
— Armando – Disse Beatrice, e o homem retirou seu capuz, era ele, o próprio o professor de matemática de Amus. – Já não há mais tempo a esperar, eu irei parar de usar meu disfarce...e precisarei de poderes novos!
Armando engoliu seco.
— Mi Lady?
Ela pegou uma faca e se aproximou de armando. Acariciou seu rosto:
— Você até hoje foi meu servo mais fiel... – ela sorriu, e por um minuto Armando sentiu seus músculos aliviados – e por isso sinto muito – então a mulher enfiou uma faca na barriga do professor, o sangue escorria de uma forma anormal, Beatrice pegou uma taça e coletou o sangue, depois o bebeu como uma criança bebendo leite na mamadeira.
— Agora os poderes de Armando são meus – falou a maldosa consigo mesma – e logo os de Horus e Valquiria também serão...





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