Precisamos Falar Sobre James escrita por Clenery Aingremont, Clenery Aingremont


Capítulo 19
18. Precisamos falar sobre... nós


Notas iniciais do capítulo

Deixei vocês na curiosidade no capítulo anterior. Resolvi ser boazinha e atualizar logo rsrs
Espero que gostem ♥




[Quarta à noite]

Sirius rapidamente pulou da cadeira em que estava sentado.

— Parabéns pra você! — ele começou a bater palmas — Nessa data querida! Muitas felicidades!

Lily tinha a certeza de que tinha ficado surda com o falsete que Sirius soltou, em sua tentativa tosca de fazer uma piada com a situação.

— Hoje, definitivamente, não é meu aniversário — James fechou a porta, olhando estranho para eles.

— A gente sequestrou a Lily e você é o pagamento de resgate — Sirius voltou a sentar-se — É difícil ficar perto de nosso amigo nos últimos tempos. Não acha, Moony?

— Completamente certo, Padfoot — disse Remus, solene.

James então arregalou os olhos, olhando de um para o outro.

— Espere aí! Você me trocou pelo Remus? — ele perguntou, indignado, vendo como eles estavam imitando o modo de falar que os dois costumavam usar — Eu não acredito nisso!

— Você me trocou pela Dorcas! — retrucou Sirius — Eu tive que arrumar outro.

Lily aproveitou a discussão infantil para levantar-se da cama, colocando o celular no bolso de trás da calça. Talvez pudesse escapar daquela conversa, considerando que James fazia um enorme esforço para adiar tanto quanto ela. Ou era o que aparentava.

— Vou deixar o casal discutindo a relação! — ela disse — Com licença.

— Casal? Eu não estou vendo nenhum casal por aqui — disse Sirius — Aliás, isso é um grande problema.

Lily mordeu a língua para evitar xingá-lo, mas deu um sorriso bem expressivo.

— Então talvez você e Remus devessem assumir uma relação homssexual logo de uma vez.

Pela cara dos dois, eles não gostaram muito da ideia.

— Boa noite! — Lily aproveitou a distração para girar a maçaneta da porta e sair do quarto, apressada.

Antes que pudesse afastar-se, James puxou-a pelo braço.

— Saiam vocês dois — ele disse.

— Ah! Mas eu quero ver! — reclamou Sirius.

É claro que ele não ficou para ver. Remus fez o favor de levá-lo para fora. James e Lily só voltaram a entrar no quarto quando viram-nos descendo as escadas. Preferiram deixar a porta para que os dois enxeridos não resolvessem escutar a conversa deles.

— Eu queria saber se eu deveria pedir desculpas por hoje mais cedo — James coçou a nuca, parecendo nervoso.

— Acho que você deveria pedir desculpas por todo o resto — retrucou Lily — Como o fato de me enlouquecer nesses últimos tempos.

— Eu deveria ter respeitado a inimizade que você tem com a Dorcas e não tentar forçar uma amizade.

Não era a única coisa que ele deveria ter feito, mas ela decidiu deixar o assunto para outra hora.

— Eu decidi fazer a coisa certa, acabei de voltar da casa dela — disse James — Terminei com ela. Não podia continuar com esse namoro depois do que aconteceu.

— Você contou a ela? — perguntou Lily, a sua perna subindo e descendo para extravasar o nervosismo.

— Eu achei que seria o mais certo a se fazer. Acha que eu devia ter escondido?

Odiava Dorcas, mas precisava reconhecer que não tinha outro jeito.

— Não, você fez certo.

James sorriu ironicamente, antes de sentar-se ao seu lado, na cama.

— Finalmente acertei? — ele perguntou — Acho que só tenho errado contigo.

“Começando com o seu namoro”.

— Foi bom te ver com outra pessoa, mesmo que essa pessoa seja Dorcas — Lily revirou os olhos — Aí eu percebi que tenho sentimentos por você.

James esfregou as mãos no cabelo, bagunçando-o ainda mais.

— Eu sempre tive sentimentos por você, Lily. Acho que só você nunca notou — ele disse.

— Então por que começou a namorar com a Dorcas? — ela não pôde evitar a pergunta — Quero dizer... Você gostava dela, não?

James suspirou, encarando pensativo para o chão.

— Gostava, mas não desse jeito — ele disse — Eu só não queria sentir que estava parando a minha vida por sua causa e que você não pensava em mim desse jeito.

Sentiu-se culpada.

Lily nunca pensaria que era assim que James se sentia em relação a amizade deles.

No fim das contas, não tinha sido apenas ele o lerdo da história.

— Desculpe-me — ela disse.

— Acho que não teria outra forma de você perceber — ele sorriu, o que poderia significar ser uma brincadeira ou não.

— Olhe só quem fala!

Lily sentou-se de costas para ele, fingindo indignação, mas foi apenas pior de se controlar quando sentiu a respiração dele bater diretamente em seu pescoço.

— Eu estava com medo — James sussurrou, colocando as mãos em sua cintura — Tanto tempo de amizade e tanta coisa a perder.

— Você acha que não vale a pena? — ela perguntou.

Antes de receber uma resposta, escutaram uma batida na porta. Olharam na mesma direção. já que a porta estava aberta.

— Você vai ficar essa noite, Lily? — perguntou Dorea.

— Vai — respondeu James por ela.

Apesar de ficar feliz com isso, ela demonstrou que ficaria bem de olho nos dois.

— Sim, eu acho que vale — ele disse, assim que a mãe foi embora.

E, assim como de manhã, as suas bocas voltaram a encontrar-se, mas com menos incerteza do que antes. Lily conseguia entender completamente o controle que Dorea teria com eles, pois ela não confiava em sua própria consciência naquele momento, foi apenas consciente de que as suas costas bateram no colchão.

Em todos os livros que lia, dizia que o fôlego obrigava o casal a separar-se no meio do beijo. Ela devia respirar pela pele então, já que não sentia o menor cansaço ou vontade de afastar-se.

Só pararam de beijar-se quando escutaram um barulho na porta, que assustou-os, embora já devessem esperar por aquilo.

— Jantar, casalzinho! — avisou Sirius, a mão ainda aberta sobre a superfície da madeira — Agora eu posso chamá-los assim.

 

[Quinta de manhã]

Lily acordou com Sirius e Remus jogando-se em cima dela e de James, todos ainda de pijama.

— A noite foi cansativa, mas temos aula hoje — Sirius alfinetou, fugindo logo depois para não ser alvo de vingança do casal.

— Cansativa porque você não para de roncar! — Lily gritou.

James resmungou, escondendo os ouvidos com o travesseiro, provavelmente surdo.

— Desculpe-me — ela sussurrou, escondendo o rosto nas costas dele.

Alguma vez teria tido uma noite de sono tão tranquila quanto aquela? Não queria levantar e ir ao colégio, queria só ficar ali deitada para sempre, naquela mesma posição.

— Nós temos que ir — James murmurou.

— Não, não temos.

Permaneceram deitados de olhos fechados até que escutaram o som de flash. James, no mesmo instante, voltou a cobrir os ouvidos com o travesseiro, assim que Lily levantou-se.

— Sirius Black!

Segurando o celular com o qual tirou foto com eles, ele saiu correndo, fechando a porta do quarto no meio do caminho. Mesmo com todos os obstáculos que ele colocava no caminho, Lily continuou correndo atrás dele.

— O OTP é real! O OTP é real! — Sirius escondeu-se embaixo da mesa da sala de jantar, a qual Dorea ajeitava sem incomodar-se.

— Bom dia, Lily — ela cumprimentou-a, tentando alisar algumas dobras da toalha de mesa — É melhor você ir se trocar ou vai ficar tarde. Quer que passemos na sua casa antes de ir ao colégio?

— Não precisa — disse Lily, olhando rancorosa para Sirius.

Sem opção, voltou a subir as escadas. Abriu a porta do quarto para pegar as suas coisas e começar a vestir-se com suas próprias roupas, já que tinha dormido com uma camisa particularmente longa de James. Assim que viu-o de toalha, no entanto, voltou a fechar a porta, sem poder evitar envergonhar-se.

Esperou até que ele mesmo abrisse a porta já vestido. Parecia estar rindo de sua expressão quando deu-lhe um beijo de bom dia.

— Acho que agora você vingou-se por aquela vez no seu quarto — disse James.

— Cale a boca.

Entrou no quarto, pegando as suas roupas e foi ao banheiro trocar-se. A escova de dentes que sempre levava na mochila e também o pente fizeram com que a sua aparência fosse um pouco mais decente para quem tinha acabado de acordar.

Já pegando sua mochila, fechou a porta do quarto e desceu para tomar o café da manhã. Agradeceu por Sirius não incomodá-la mais, mas podia agradecer à comida, que era a única a fazê-lo calar-se. Assim que ele parasse de comer, começaria tudo de novo.

Charlus parecia estranhar a presença de Lily e Remus na mesma noite, mas resolveu deixar para lá, o que tornava a situação menos constrangedora.

Assim que todos terminaram de comer, Remus e Lily foram para dentro do carro de James, enquanto Sirius preferia ir de moto.

Como manteve o celular desligado durante toda a noite, somente naquele momento Lily teve a consciência de quantas mensagens tinha recebido de suas amigas. O que realmente chamou a sua atenção foram as notificações do Instagram, que andava tão parado nos últimos tempos.

 

[Foto]

Curtido por lenemckinnon e outras 22 pessoas

seriousblack Selfie aqui com o meu casal favorito ❤ @lilymaryevans @jameschpotter

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alicemarjani ELES DORMIRAM JUNTOS?

lenemckinnon EU NÃO ACREDITO QUE MEU OTP É REAL!

nymtonksie Tá explicado o vácuo no Whats

Há 30 minutos. Ver tradução

 

Fazia sentido o porquê de Sirius querer manter o máximo de distância dela.

Em vez de ficar irritada por ele ter tirado uma foto dos dois de pijama, mesmo que a maioria de seus metros de pele estivessem escondidos por baixo do edredom, ela precisou rir do sorriso que ele deu na foto, como se estivesse flagrando ídolos de alguma série de TV.

Remus deu um sorriso cansado a ela, recostando a cabeça na janela do carro. James mantinha os olhos concentrados na estrada, mas tirou uma das mãos do volante para pegar em sua mão.

Foi lendo as mensagens e atualizações que ela paralisou. Não outra vez.

 

Número desconhecido

[Foto] (02:11)

A culpa é toda sua (02:11)

 

— Lily, o que houve?

Só então percebeu que o carro tinha estacionado e que estava tremendo.

Como ela podia ficar calma vendo a foto de Snape com o braço todo cortado e colocando a culpa nela por suas ações? Como pôde algum dia ter aproximado-se dele? Será que poderia alguma vez ter adivinhado que ele se tornaria aquela pessoa?

— Lily?

Ela balançou a cabeça, bloqueando a tela do celular.

— É só enjôo — mentiu — Você sabe como eu posso ser em carros.

James não pareceu convencido, mas mesmo assim deixou passar, ajudando-a a sair do carro.

— Enjôos? Mas já? — provocou Sirius, que tinha escutado da janela aberta, enquanto tirava o capacete — Vocês são rápidos, hein?

Sem capacidade de retrucar, Lily apenas deu um sorriso amarelo, indo até a porta de entrada do colégio.

No meio de sua caminhada pelo corredor, distraída, somente uma coisa chamou a sua atenção: Dorcas. Engoliu em seco, perguntando-se como seria agora que James tinha finalmente escolhido. Ele não parecia ter o mesmo receio, já que apenas puxou-a para perto, o braço apoiado em seus ombros.

Mais que Dorcas, aquela foto não saía de sua cabeça, e pensar em encontrar o remetente dava vontade de voltar para casa e esconder-se. Pensar que, no dia anterior, apenas Umbridge tinha sido o suficiente para incomodá-la e já era bem pouco.

— Senhor Potter, tire o braço dos ombros da senhorita Evans.

Eles pararam em frente aos armários deles e James já ia fazê-lo antes de escutar a voz. Levantou as sobrancelhas, virando-se para a mulher de roupas rosadas que não parecia ir embora nunca.

— E por que deveria? — perguntou — Não estou incomodando. Estou, Lily?

Ela deu um verdadeiro sorriso desde que viu a foto.

— Não, não está — respondeu, abrindo o armário e pegando os seus livros, sem nem olhar para a mulher.

— Mas eu estou — disse Umbridge, arrogante.

— Quanto a isso, não posso fazer nada.

Então, ele também fechou a porta do armário e guiou Lily para a outra direção, deixando-a com a palavra na boca. James intensificou o aperto quando viu os irmãos Carrow, encarregados de Snape, guardando a entrada do banheiro. Eles aceleraram o passo para longe.

— Boa aula — James deixou-a em frente à sala de biologia.

Então ele notou os olhares de Marlene e que a professora Aurora conversava com Dorcas e seu grupo algumas cadeiras mais atrás.

— Ou não.

— Muito obrigada!

Entrou na sala antes que ele lhe desse um beijo, sentia-se desconfortável demais para isso.

Sentou-se ao lado de Marlene, já que não tinha outra opção.

— Algumas mulheres já nascem sem o hímen, é a evolução, ele não tem utilidade — escutou-a dizer.

Por que não estava surpresa de Dorcas se envolver nesse tipo de conversa?

— Mas qual a graça de comer sem tirar? — Sirius perguntou, a cabeça apoiada no encosto da cadeira.

Desde quando ele fazia aula de biologia com ela?

— Você não tinha aula às segundas com a Tonks? — Lily perguntou a Marlene.

— A Burbage misturou os horários de todo mundo — foi só o que ela respondeu, olhando desconfiada.

— Se alguém tirasse a casca da tangerina, você deixaria de comê-la só porque já tiraram a casca? — retrucou Aurora.

Sirius deu um olhar bem significativo para Marlene, antes de negar.

— Não.

Lily precisou conter a risada.

Com o assunto encerrado e a classe cheia, a professora foi para a frente começar a falar sobre anatomia humana, a matéria que Marlene esteve esperando desde o começo do ano letivo, mas agora parecia mais interessada na anatomia específica de alguém.

— Você então dormiu na casa do James? — ela perguntou, fingindo desinteresse.

— Dormi — Lily respondeu, esperando pelo ataque de ansiedade da amiga impaciente.

— E como foi?

— Como foi o quê? O sonho?

Ela respirou fundo, parecendo conter-se.

— Onde você dormiu. Em outro quarto? — Marlene levantou o olhar para o quadro, não fazendo o menor movimento para pegar o caderno para copiar a matéria.

— Na cama dele.

Então ela mordeu o lábio, parecendo surtar internamente.

— Na cama dele? — Marlene sussurrou, os olhos arregalados — Com ele? Como mostrava na foto?

— Selfie — corrigiu Sirius.

— Cale a boca! — ela entrecerrou os olhos na direção dele.

— Você queria ter tirado aquela selfie.

Marlene parecia realmente indignada por não ser James a dormir na cama de Lily para poder fazer aquilo.

— Vocês estão juntos agora, então? — ela perguntou.

— Não faz pergunta complicada, Lene — resmungou Lily.

Nesse momento, Aurora olhou na direção de Marlene, bem estressada.

— Senhorita McKinnon, poderia calar-se? E, de preferência, copiar a matéria?

Sem importar-se com a bronca, Marlene continuou encarando Lily, esperando por uma resposta, mas ela apenas voltou a escrever, ignorando os seus olhares insistentes e curiosos.

— Eu não sei — ela sussurrou, somente para ser deixada em paz.

A professora não pareceu incomodada com as risadinhas que Dorcas e suas “amigas” davam, e que atrapalhavam-na mais do que a conversa que estava tendo com Marlene. Elas trocaram alguns olhares, como se estivessem armando alguma coisa, e então Dorcas empurrou a sua borracha da mesa, de maneira nada natural.

Um garoto sentado à frente de Sirius não demorou a pegar a borracha, parecendo bem empolgado.

— Deixou isso cair — ele disse.

— Obrigada — Dorcas sorriu.

As outras garotas pareciam segurar-se para não voltar a rir.

Sirius franziu o cenho para a nuca do garoto, que olhava fixamente para ela, parecendo que ia desmaiar.

— Patético — murmurou Marlene.

Lily deu de ombros. Ela podia fazer o que quisesse, não interessava mais.

Queria entender qual era o grande objetivo de que a maioria das suas aulas tivesse dois tempos seguidos¹, mas, assim que tocou o sinal, sentiu-se aliviada. Apesar de todas aquelas informações poderem ser úteis para alguma ideia de livro, ela ainda não tinha grande afeto pelas matérias biológicas.

— Olha que sapão — disse Marlene, em voz alta.

Lily olhou para ela confusa, até que Sirius olhou na direção delas, as sobrancelhas levantadas.

— Esse salão parece maravilhoso, Lils, a gente precisa ir lá qualquer dia desses — Marlene dirigiu-se a ela, fingindo inocência.

Ela escondeu o rosto em suas mãos rindo.

— É sério isso? — cochichou, assim que Sirius saiu da sala, um pouco confuso — Agora vocês vão ficar se cantando?

— Decidi que passar algumas noites com ele não seria muito ruim — Marlene deu de ombros — Além do mais, fará um bem a nós dois.

Lily assentiu, não muito convencida, mas acompanhou a amiga para fora da sala.

 

[Quinta à tarde]

Os irmãos Carrow não desviavam os olhares de Snape, que tinha sido obrigado a sentar-se na última cadeira da sala. Lily preferia que ele tivesse ficado na primeira, assim não precisaria sentir os seus constantes olhares sobre suas costas.

O que tinha acontecido? Prometeram que não teria que cruzar com ele a não ser que fosse pelos corredores, onde não teria escapatória. E agora, naquela aula de sociologia — uma grande ironia —, os dois compartilhavam aula como se nada tivesse acontecido.

Tentava prestar atenção à aula, perguntando-se se ele teria as cicatrizes das fotos que lhe mostrou, se elas eram mesmo verdadeiras.

Não passou nem 10 minutos em sala de aula, antes de começar a realmente passar mal, e pedir para sair. Sabia que Marlene diria que aquilo era entregar os pontos, dar o gostinho para ele, mas não conseguia mais.

Bateu na porta da professora McGonagall, já que a secretária informou que Dumbledore não estava.

— Sim, senhorita Evans? — ela assinava alguns papéis.

— O que houve com o horário?

McGonagall levantou a cabeça, parando o que estava fazendo, sem entender.

— Bem, com a mudança da professora Burbage, tivemos que adaptar algumas aulas — ela disse.

— E essa adaptação inclui Severus Snape, sendo que me prometeram que não iriam colocá-lo na mesma sala que a minha?

— Deve haver algum engano.

Lily cruzou os braços.

— Sim, há um engano. E esse engano é o fato de que ele está andando pelos mesmos corredores que os meus, dividindo o mesmo prédio... — ela começou a dizer, sem conseguir manter-se calma.

— Senhorita Evans, não há nada que possamos fazer quanto a isso. O estado determinou que...

— Então saio eu.



Notas finais do capítulo

Observações do capítulo:
¹ - Sim! Existe um grande objetivo chamado: preguiça. Eu não tenho capacidade de montar uma grade curricular melhor do que essa haha
• A metáfora da tangerina foi uma conversa entre meu professor e um colega meu. E eu achei simplesmente genial e completamente Sirius Black, então deixou um climinha Blackinnon por aqui. Afinal, até Jily já se resolveu, agora é só juntar nossos lerdinhos por tabela (Blackinnon e Remadora).

Podemos chamar este capítulo como o começo de uma nova fase da fanfic. Já tivemos a 1ª fase: em que Dorcas e James começam a namorar, e termina com a ameaça da Dorcas com a Lily, que teve aquela passagem de tempo marcando. A 2ª fase que foi a Lily, depois de meses, resolvendo que dane-se a Dorcas e ela quer o James mesmo. E agora que ela conseguiu, seria meio que a 3ª fase. Não, não terá passagem de tempo, não se preocupem.
Estou curiosa para saber o que pensaram sobre essa última frase do capítulo. O que acham que vai acontecer?

Amanhã é meu aniversário, mas quem ganhou presente foram vocês (ou isso eu espero, né). Mereço parabéns? rsrs



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