Precisamos Falar Sobre James escrita por Clenery Aingremont, Clenery Aingremont


Capítulo 17
16. Precisamos falar sobre inspeção





[Terça à tarde]

— Você tem alguma ideia de quem possa ser?

Lily deu de ombros, olhando para o celular sobre a cama.

— Talvez seja o James querendo se aproximar de você? — sugeriu Marlene.

— Isso não é romântico, é assustador — disse Alice, olhando estranha para o aparelho — Tirar fotos desse jeito, ser todo misterioso.

— Você tem certeza de que não é a Dorcas?

Ela suspirou. Já tinham discutido aquele assunto várias vezes, mas ela parecia cada vez mais distante de descobrir quem era o autor daquelas mensagens.

— Talvez seja algum garoto tentando flertar com a Lily — disse Alice.

— Não seria má ideia, você precisa sair com alguém! — apoiou Marlene.

— Eu já saí! — retrucou Lily.

— James não conta. E você mentiu que sairia com Amos por causa do OMPV.

O celular dela vibrou e ela lançou um olhar às amigas antes de pegá-lo. Voltou o seu olhar para Marlene, séria.

— O que você fez? — ela perguntou.

— Nada! Eu só respondi a algumas perguntas — Marlene respondeu, fingindo inocência — Caradoc estava curioso para sair com você. Além do mais, ele já namorou a Dorcas antes que ela entrasse para as líderes de torcida. Sabe todos os podres dela.

Lily interessou-se.

— Mesmo?

Ela voltou o olhar para o celular.

 

Caradoc

Online

 

Hey, Lily (15:13)

Lene me disse que eu estava na sua lista (15:13)

Sei que não está na minha, mas achei que seria uma boa ideia se saíssemos (15:14)

 

— Por que você não perguntou a ele sobre isso? — estranhou Alice.

— Digamos que ver Sirius na mesma lanchonete não o deixou de bom humor — Marlene olhou significativamente para Lily — Além do mais, nada melhor do que a melhor amiga do atual dela. Ele deve ter ficado com pena do James.

 

Caradoc

Online

 

Claro (13:18) ✓✓

Por que não? (13:18) ✓✓

 

— Certo. Tem como a gente gravar agora? — perguntou Alice, ficando ansiosa.

Antes que Marlene pudesse responder, a porta abriu-se.

— Não sabe bater na porta? — ela perguntou ao irmão, que entrou sem hesitar.

— É, a mãe me ensinou, mas eu desaprendi contigo — Ian respondeu, sorrindo debochado.

Lily precisou conter a surpresa. Era o mesmo sorriso da irmã.

— Fala logo e cai fora.

— Preciso do seu fone.

Marlene apontou o dedo para cima da mesa. Ian seguiu até lá, antes de sair, deixando a porta aberta. Revirando os olhos, ela foi fechá-la.

— Certo, vamos gravar.

 

[Terça à noite]

Lily escreveu os nomes Dorcas, James e colega friendzone em uma folha do caderno, no qual antes escrevia histórias surtadas que jamais poderiam ser publicadas. Quanto mais olhava para aqueles nomes, mais difícil era acreditar que algum deles estivesse envolvido nas mensagens. Como se fosse um sinal macabro, o seu celular vibrou. Ela olhou para ele, o coração na boca durante todo o dia, antes de pegar para si.

 

Número desconhecido

Ainda não? (18:31)

Decepcionante (18:32)

Sem fotos? (18:32) ✓✓

 

Ele não respondeu à sua provocação. Lily deixou o celular em cima do caderno, observando atentamente para ver se um “Está digitando” surgia embaixo do amontoado de números, que era o único status que estava autorizada a ver, mas não aconteceu. Ela se negava a adicioná-lo somente para ver se ele tinha parado de persegui-la.

 

Número desconhecido

Me deixa em paz (18:35) ✓✓

Não  (18:35)

Você vai receber tudo o que merece (18:36)

O que está acontecendo com você é uma coisa chamada carma  (18:36)

 

Lily sentiu o coração bater mais rápido e não pôde negar que estava sentindo medo de quem quer que enviasse aquelas mensagens. Chegou até mesmo a levantar-se de sua cadeira para fechar as persianas da janela, com medo de que recebesse fotos enquanto estivesse se trocando ou dormindo.

 

Número desconhecido

Quem é você? (18:40) ✓✓

O que eu te fiz? (18:40) ✓✓

Você sabe bem o que me fez (18:41)

Você é culpada de tudo o que me aconteceu (18:41)

 

Então, ela abriu a boca, deixando escapar uma arfada. A sua outra mão trêmula foi cobri-la quando o nome do culpado cruzou a sua mente.

 

Número desconhecido

Você sabe que eu posso chamar a polícia, não sabe? (18:42) ✓✓

Isso é coerção (18:42) ✓✓

 

Em vez de ter uma resposta, o seu celular começou a vibrar, indicando o recebimento de uma ligação. Lily engoliu em seco, olhando para o aparelho como se fosse uma serpente prestes a sufocá-la. A chamada perdeu-se, mas ele não desistiu. Respirando fundo, ela decidiu atender.

— Alô — a sua voz saiu tremida.

— Polícia de novo, Evans? Você não aprende, não é mesmo?

Snape.

— Você tentou estuprar uma garota! — ela disse, a voz cheia de raiva.

— Tentei? Você viu? O que você sabe sobre isso? Não era Malfoy quem estava lá no centro de tudo? Mas não foi ele a quem você denunciou. Ele saiu da cadeia, sabia? O rico pagou advogados, enquanto eu estou marcado para morrer aqui.

Lily sentiu as lágrimas escorrerem de seus olhos paralisados pelo pânico.

— Você foi cúmplice — ela disse — Você não os parou. Eu vi!

— Pois não deveria ter visto.

Antes que pudesse dizer qualquer coisa, escutou o toque da chamada encerrada.

Ela soltou um grito quando escutou batidas na porta.

— Lily? — Doralice entrou no quarto, assustada — O que foi? Por que você gritou?

— Por nada — ela escondeu as mãos embaixo da mesa — O que houve?

— O jantar está pronto. Vim te chamar.

Ela murmurou algo como “já desço”. Quando a porta fechou-se, ela sentiu as lágrimas descerem em maior quantidade. Os soluços escaparam sem que pudesse evitar, cada vez mais altos.

— Ele foi solto.

Hogwarts é a única instituição do município que aceita estudantes presidiários.

 

Petúnia

Online

 

Avisa para a mãe que eu não vou jantar (19:01) ✓✓

Eu não estou com fome (19:02) ✓✓

 

[Quarta de manhã]

— Eu pensei que você não viria.

Lily levantou o olhar, sobressaltada pela voz repentina.

— Por que pensou isso? — ela perguntou rápido demais.

— Porque você chegou tarde — respondeu Tonks, como se fosse óbvio.

— Ah!

Ela relaxou.

Os seus olhos que não paravam quietos em um só lugar não tinham encontrado Snape ou os seus seguranças até o momento, o que era bom, mas depois das ameaças da noite anterior, ela não conseguia manter-se tranquila.

— É difícil de acreditar que a Lene está tendo que vir e sair do colégio com a mãe — ela continuou a comentar — Isso é tipo a morte para ela. Acho que nem quando todo mundo era assim...

Como que adivinhando que estavam falando dela. O carro de Marlene virou a esquina, estacionando. Ela saiu lá de dentro sem nem despedir-se dos passageiros, indo direto para elas.

— Olhem só! McKinnon e sua guarda pessoal! — Dorcas não perdeu a chance de perturbá-la.

— Vejo que se recuperou — disse Marlene, sem nem olhá-la — O que houve ontem? Estava procurando a sua dignidade? Pois não parava de olhar para o chão.

Tonks revirou os olhos, mas sorria. As discussões entre as duas eram as suas favoritas de escutar.

— E a operação salvemos Alice? — ela perguntou — Como foi?

— Só vamos saber quando ela chegar — respondeu Marlene, olhando ao redor.

Lily viu Caradoc passando por entre as líderes de torcida, que perderam o sorriso no mesmo instante. Ela levantou-se do banco, indo até ele.

— Ei! — ela aproximou-se.

— Agora não, Lily — ele disse.

— Eu só queria falar sobre...

— Agora não.

Ela parou, observando-o se afastar. Completamente diferente do que tinha aparentado ser durante as suas conversas ou pelo que Marlene disse sobre ele.

— Parece que alguém levou um fora — disse Dorcas, voltando a sorrir abertamente — Como se sente em não conseguir ter um encontro decente? Isso nunca aconteceu comigo, sabe.

Em vez de respondê-la como merecia, apenas lançou um olhar para James, quieto a um lado, engolindo a humilhação antes de voltar para perto de Marlene.

— Já chega — ela disse, assim que Lily aproximou-se.

Sentando-se, sem energias pela noite não dormida, ela observou a garota aproximar-se de Dorcas a passos largos.

— Lene! — a mãe dela chamou-a do carro.

— É melhor você ir ver o que a sua mãezinha quer — disse Dorcas.

No entanto, Marlene deu um tapa forte no seu rosto, deixando a marca de seus dedos.

— Se a sua mãe não te educou a ser uma garota digna, não se preocupe, eu faço isso.

Então ela tirou-a dos bancos em que estava sentada puxando-a pelos cabelos, arrastando-a até o centro do estacionamento. Todos puderam escutar os gritos de Dorcas, que tentava alcançá-la com as mãos. Assim que pararam, ela conseguiu afundar as suas unhas nas bochechas de Marlene, que empurrou-a ao chão.

— Cuidado para não quebrar as unhas, princesa.

Tonks levantou-se, boquiaberta, para ver melhor quando Dorcas puxou a perna de Marlene para que ela caísse, tendo um soco bem dado como resposta.

Um grupo de alunos reuniu-se, apoiando a briga, mas sem interferir. Lily pôde ver um sorriso satisfeito escapar dos lábios de Emmeline. Ian, o irmão mais novo de Marlene, começou a gritar coisas como “pega ela”, ainda ao lado de sua mãe. Ao contrário do que se esperaria de uma advogada, Susan McKinnon apenas sorriu, antes de entrar no carro, sem interferir.

Marlene estava por cima de Dorcas e era bem visível quem estava ganhando uma surra ali.

— Isso não vai dar certo — disse Tonks, ficando repentinamente séria.

Lily olhou para a porta de entrada, acreditando que seria McGonagall a interferir, mas uma mulher baixinha e de roupas rosas desceu as escadas, tranquilamente. A frieza em seu rosto, a forma como segurava uma prancheta e a lentidão com que descia as escadas sobre os seus saltos altos de mesma cor fizeram com que Lily tivesse um péssimo pressentimento.

— Senhoritas, me acompanhem.

Todos os alunos afastaram-se, repentinamente mudos, enquanto Marlene limpava uma fileira de sangue que escorria do canto de sua boca.

Levantou-se sem ajudar a Dorcas, que precisou ser erguida por James, que finalmente apareceu no meio de toda a confusão.

— Ele chamou essa mulher? — Tonks murmurou ao seu lado.

As três sumiram dentro da escola. Os que permaneceram, começaram a comentar a briga animados. Mais da metade ali devia desejar estar no lugar de Marlene.

Finalmente, Hagrid tocou o sinal que indicava o começo das aulas, alguns muitos minutos atrasado em relação aos outros dias.

— Problema resolvido — Alice aproximou-se delas, sorrindo — Obrigada mesmo, Lily! Cadê Marlene?

Ela queria poder dizer o mesmo, mas o seu carma atravessava o pátio acompanhado de seus dois seguranças.

Os seus problemas estavam bem longe de serem resolvidos.

Foi somente durante a aula de história que toda aquela demora foi justificada.

— Senhores, senhoritas, nós teremos hoje o acompanhamento da inspetora governamental Dolores Umbridge, que nos acompanhará durante todo o turno da manhã, observando o desempenho de todos — anunciou Sprout.

E de fato, a mulher de roupas rosas estava em uma cadeira, atrás da última fileira, a prancheta em cima da perna.

Que péssimo dia Marlene tinha arrumado para brigar com a Dorcas.

Lily tentou concentrar-se na aula, mas era difícil com todas aquelas coisas acontecendo na sua vida. Ao fim da aula, a professora chamou-a para conversar.

— Se você não se importa, a inspetora Umbridge gostaria de fazer algumas perguntas.

Sim, ela se importava.

— Fiquei sabendo sobre o caso do presidiário — disse Umbridge — Você foi uma vítima, certo?

— Eu o denunciei — Lily corrigiu.

— E os pais de alunos não estão satisfeitos com essa situação.

Ela negou com a cabeça.

— O que você acha da direção de Dumbledore e McGonagall? — Umbridge perguntou.

— Boa — ela disse.

— Boa?

— Quero dizer, ótima. Eles resolvem todos os problemas rapidamente.

Umbridge escreveu algo em sua prancheta.

— Tem algo a reclamar de algum professor?

— O zelador Filch assusta as crianças.

— Você estuda aqui há quanto tempo?

Assim que conseguiu livrar-se da mulher e de seus questionários, ela gemeu, lembrando-se que teria aula de matemática em seguida.

— Quer matar?

Lily levantou as sobrancelhas, surpresa ao ver James surgir atrás dela.

— Onde? — ela perguntou.

— Tem uma confeitaria aqui perto. Eu queria testar uma tese.

Ela deu de ombros. Por que não?

Saíram por uma das passagens da estufa, mas ficar no pátio aberto era um perigo para os olhares atentos de quem queria olhar para qualquer coisa lá fora do que prestar atenção na aula. Contornaram por baixo da marquise, e então saíram pela lateral, correndo o risco de serem vistos pela porta de vidro da secretaria.

— Sirius nunca estaciona dentro do colégio.

James comentou casualmente, enquanto caminhavam, até que eles chegaram perto de uma moto escondida por trás de uma das grades do terreno baldio.

— O que é um grande erro. Imagine se pegassem — comentou Lily, enquanto ele colocava a chave na ignição.

Ele ergueu um dos capacetes para ela, quando o motor começou a funcionar.

Ela não se lembrava que ele sabia andar de moto. Seria uma das coisas que aprendeu depois que começou a sair com Dorcas?

A confeitaria era aparentemente nova, já que Lily não se lembrava de já ter passado por ali, e Tonks tinha um amplo conhecimento de lugares que vendessem chocolate por toda a cidade, e talvez até estado.

— Semana passada, eu vi um cara pedindo a garota em casamento. E aí deram uma sobremesa de graça para eles — disse James, enquanto eles ajeitavam-se em uma mesa.

Lily começou a rir, enquanto colocava o casaco atrás de si, na cadeira.

— Você está brincando comigo! Nunca que isso vai dar certo — ela escondeu o rosto em suas mãos.

Ele pediu dois cafés para a garçonete, que olhou de modo estranho para Lily, que ainda ria envergonhada.

— Você é louco!

— Estava perto do horário de fechar — James deu de ombros — E temos que aproveitar antes que vire moda. Aí todo mundo vai começar a fingir e não vão mais fazer.

Deram uma boa enrolada lá, os ponteiros do tempo passando, Lily precisando conter as estremecidas toda vez que James esbarrava os seus braços ou pegava na sua mão.

O que não daria para fazerem Ariel novamente no colégio. Ela não ia reclamar nem um pouco... Afinal, foi aquela peça que mudou a sua vida para o lado ruim, poderia consertar as coisas.

— Lily, eu preciso te dizer uma coisa — ele deu uma piscadela, contendo uma risada.

— O que aconteceu? — ela fingiu preocupação, mas também estava com vontade de rir.

E então, ele levantou-se de sua cadeira. Lily fingiu surpresa quando ele ajoelhou-se, pegando um anel — provavelmente pego da caixa de jóias de dona Dorea Potter.

— Lily Mary Evans, você quer casar comigo?

— Mas é claro que eu quero, James Potter.

Ela abraçou-o, escondendo o rosto para conter as risadas.

— Você não presta! — exclamou Lily, quando saíram da confeitaria, alguns minutos mais tarde.

James apenas ergueu o pote de plástico da mousse de chocolate, sorrindo contente.

— É o tipo de coisa que devemos fazer uma vez na vida — ele riu, mergulhando a colher no doce.

Ela abriu a boca quando ele estendeu a colher em sua direção, apreciando o gosto do chocolate. Aquela confeitaria era realmente muito boa.

— Você se suja toda comendo — ele negou com a cabeça, passando o dedo no canto de sua boca.

Lily percebeu que os seus olhares ficaram fixos um no outro por mais tempo do que o recomendado.

— Eu senti falta disso — ela disse — Das nossas saídas sem hora marcada, as piadas internas, risadas espontâneas...

James abaixou a cabeça, fechando a caixinha com o resto do doce, e guardando-o dentro da mochila, parecendo querer evitar o seu olhar. Lily também abaixou a dela, mas para olhar para o seu dedo, tirando o anel de lá.

— Fica contigo — ele disse.

— Você não pegou isso da sua mãe? — ela ergueu a sobrancelha.

— Você sabe que ela te adora. Disse que era para me desculpar com você, e ela gostou da ideia.

Lily não pôde evitar sorrir, desistindo de tirar o anel de seu dedo.

— Eu acho que vou para casa — ela disse — Não sei se tenho vontade de voltar para a escola.

Encarar Dorcas e Snape no mesmo espaço de tempo?

Não, ela não estava com a menor vontade mesmo.

— Eu te levo para casa — ele disse.

— Não precisa!

— Se eu não te levar, vai ser estranho.

Ela olhou para a fachada de vidro da loja, notando que ainda eram discretamente observados com sorrisos contidos. Não evitou sorrir amplamente outra vez, achando bem engraçada toda a situação.

— Tudo bem, meu noivo.

Então ela subiu na moto, atrás dele.

A moto foi estacionada na mesma rua de sua casa, mas um pouco longe, pois o som do motor era alto demais — coisas de Sirius.

— Obrigada, James — ela sorriu, entregando-o o capacete.

James aproximou-se e Lily abriu os braços para que ele a abraçasse, mas ele não encaixou os seus braços nela. As suas mãos foram direto para o seu rosto, puxando-a para perto. Ela não pôde refletir sobre a situação antes de sentir os lábios calorosos dele encostarem aos seus em um selinho.

Quando ele afastou-se — rápido demais —, ela teve a certeza de que suas mãos tremiam. Observou pateticamente boquiaberta como ele voltava a colocar o capacete, dando partida no acelerador sem olhar para trás, com um sorriso enigmático no rosto.

O que aquilo significava?



Notas finais do capítulo

Observações do capítulo:
• A ideia da Lily levando um "fora" do Caradoc e a Dorcas rindo veio de uma das meninas do BSQ (não intencionalmente, mas me deu a ideia, né rsrs).
• Essa ideia do James e da Lily fingindo ficar noivos na confeitaria foi uma ideia que tirei de um tweet do @Fanctions.



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