Trilha Sonora escrita por LEvans


Capítulo 5
Capítulo 04- Kiss me


Notas iniciais do capítulo

Surpresaaa!!! Capítulo de TS no meio da semana só porque vocês merecem!!
Brincadeiras a parte, esse capítulo é pequeno, mas importante para a fic, pois é a partir dele que algumas coisinhas vão mudar!! Um agradecimentos mais do que especial para a Lia Martins e para a Gabibarqueta, que presentearam TS com duas recomendações liiiiindas!! Meninas, eu perdi a conta de quantas vezes li e reli as palavras carinhosas de vcs! Obrigada, obrigada, obrigada!! Não tinha como eu deixar de dedicar esse capítulo pra vcs! ♥
No mais, para mais informações, links, prévias, etc, participem do meu grupo fechado no facebook (tá rolando até desafio!!): https://www.facebook.com/groups/1779275052355810/
Se chama Cantinho Literário e eu adoraria ver vcs por lá!
Boa leitura e até lá em baixo!



Em todas as vezes que me imaginei beijando-o, todos os sonhos que me faziam desejar nunca mais acordar, tudo em minhas divagações passou longe da realidade de estar realmente sendo beijada por ele. Isso porque em nenhum desses momentos, que existiam apenas na minha cabeça, uma das mãos de Harry  subiu por minhas costas e se posicionou em minha nuca, onde seus dedos se entrelaçaram em alguns fios de meu cabelo impedindo que minha boca se afastasse da dele. Na maioria desses momentos, ainda, estávamos em seu carro, sentados e tendo como obstáculo a distância entre os dois bancos. Ali, no quarto de Rony, no entanto, não havia nada.

Minhas mãos voaram para seu pescoço, meus dedos se infiltrando em seus cabelos que tanto almejei tocar. Como a diferença de altura era grande, me mantive nas pontas dos pés somente para facilitar o momento em que sua língua tocou a minha, pedindo o direito a próxima dança e tudo o que vinha depois dela.

Foi o beijo mais gentil e delicioso que eu já havia provado, no entanto, ele tomou outras proporções assim que senti minhas costas na porta, onde o jogo que antes tinha nossa atenção pendia agora totalmente esquecido em cima de nossas cabeças. Harry escorregou a mão de minha cintura para a parte descoberta de minha coxa esquerda, apertodo-a de um jeito delicioso que me fez levantar a perna e enlaçar seu quadril. Gememos com o contato que aquilo causou, e sua mão escorregou para baixo de meu vestido o qual já havia subido consideravelmente em meu corpo.

Era como se ele estivesse tocando em todos os lugares que foram objeto de análise de seus olhos, mas a verdade era que o desejo que suas mãos e sua boca exigente na minha passava era de que ele queria ir muito além. Foram meses reprimindo a vontade de arranhar sua nuca como agora eu fazia e anos imaginando como era o seu beijo. Se Harry queria ultrapassar barreiras que, na verdade, não existiam, ele tinha o passe livre para isso.

Senti Harry apertar novamente a pele de minha coxa que agora era explorada por ele, e arfei, apertando seus ombros com minhas unhas e trazendo seu corpo para mais próximo do meu. Não se satisfazendo apenas com minha boca, seus lábios desceram por meu queixo e começaram a explorar a pele sensível de meu pescoço, fazendo-me levantar a cabeça para dar mais acesso a ele.

A sua outra mão subiu para meu pescoço, seus dedos afastaram a alça que mantinha meu vestido preso a mim, e pude sentir em minha pele um sorriso nascer em seus lábios quando ele encontrou o que procurava.

—Eu adoro essas marquinhas -falou ele, sua voz entrecortada devido ao ritmo acelerado de sua respiração. Ele não pareceu se importar que elas estivessem quase sumindo ao deixar com que a alça de meu vestido caísse por meu ombro para que seus lábios traçassem o caminho que a linha branca fazia em minha pele até o meu busto.

—Harry… -sua mão em minha coxa chegou em minha bunda no momento exato em que sua boca chegou no limite de meu bustiê, fazendo-me abrir a boca em busca de ar que parecia cada vez mais escasso conforme avançávamos naquela dança prazerosa.

Minhas mãos, agora em seus cabelos, desceram em direção a suas costas por cima de sua blusa até chegarem no limite da mesma e se infiltrarem por de baixo do tecido, sentindo a pele de Harry num contato cru com minha palma. Ao senti-la, ele apertou a carne que segurava por sob o meu vestido e gemeu, forçando-se contra mim num movimento que me levaria ao céu se não fosse pela barreira de nossas roupas.

Nossas bocas voltaram a se encontrar e a porta balançou com os movimentos de nossos corpos. Aquilo pareceu ter sido um lembrete que nos fez lembrar onde estávamos, porém, não o suficiente para que parrasemos. Imediatamente, senti o corpo de Harry tenso, e sua mão que se encontrava entre minha coxa e minha bunda escorregou até meu joelho. O beijo feroz  se tornou calmo, para voltar a ser o gentil, exatamente como havia começado. Minhas mãos saíram de dentro de sua blusa e voltaram para seu pescoço, iniciando um carinho ali, ao mesmo tempo em que Harry puxava meu lábio inferior com os dentes.

—Gin… -disse ele, mas eu não sabia se era um gemido ou algum sinal para que parassemos.

Seus lábios voltaram aos meus num beijo carinhoso, mas muito mais rápido do que os anteriores. Eu não queria que aquilo terminasse, queria ir em frente sem me preocupar com o final daquela estrada, e cada movimento de Harry me falava que ele não queria aquilo também. Porém, bastou ele abrir os olhos e encontrar os meus para ler o que sua mente pareceu lembrar, mas que sua boca proferiu mesmo assim:

—Rony.

Encarei-o em silêncio, e a perna que envolvia seu quadril escorregou por seu corpo até que meu pé voltasse a tocar o chão. Harry apoiou uma de suas mãos na porta, criando um espaço, ainda que mínimo, entre nós, me dizendo com os olhos que não podíamos continuar, que a qualquer momento Rony poderia voltar e mais outro motivo que eu não soube distinguir.

—Rony -proferi, demonstrando que sua preocupação agora era a mesma que a minha.

Então, ele se afastou, dando alguns poucos passos para trás. Seus olhos, no entanto, continuaram em mim, e ficamos daquela maneira: eu junto a porta e ele no meio do quarto, trocando olhares que diziam tudo e ao mesmo tempo nada, até que, depois de um tempo que  não saberíamos determinar, ouvimos o barulho de um carro estacionando em frente a casa. O carro de Harry.

Rony.

Foi o estopim para que eu descolasse minahs costas daquela porta e passasse as mãos por meu vestido, me certificando de que não havia nada fora do lugar. Olhei para Harry procurando algo que nos denunciasse nele também, porém, ele não estava ali. Seus olhos analisavam o objeto de atenção de sua mente, uma paisagem a qual eu nunca conseguiria enxergar, no entanto, não havia tempo para me preocupar com o conteúdo de seus pensamentos.

—É melhor a gente descer -falei, despertando-o de seu estado de torpor e abrindo a porta para que passassemos.

Quando descemos as escadas, Rony já trancava a porta da frente com uma mão, pois a outra carregava um saco com garafas de cerveja e o resultado da minha vitória no videogame. Mesmo assim, nada impediu com que eu lançasse impropérios, ainda que mudos, em sua direção. Era incrível como, mesmo inconscientemente, meu irmão sempre tinha o dom de nos interromper.

—Valeu, cara. -disse Rony, jogando as chaves do carro na direção de Harry que as pegou no ar. Em seguida, ele caminhou em direção a sala e abriu a pizza em cima da mesinha de centro.

—Tá faltando um pedaço -observei, e fiquei feliz em escutar que não havia nada na minha voz que denunciasse que meus lábios faziam coisas muito mais interessantes minutos atrás.

—Eu comi, tava morrendo de fome -revirei os olho frente a sua afirmação e me sentei no sofá.

—Ahh, você trouxe as geladas! -exclamou Harry, parecendo achar a fala somente naquele momento.

—É claro que eu trouxe. Eu esqueceria a pizza, não as cervejas. -falou Rony, pegando um pedaço da minha pizza preferida e dando uma grande mordida nela.

Harry pegou as cervejas e abriu uma para cada um de nós, trocando olhares comigo enquanto me entregava minha garrafa. Procurei agir normalmente, não queria que algo fosse percebido por Rony mas, ao mesmo tempo, eu não sabia se aquela era a postura que eu deveria tomar. O que Harry estaria pensando naquele momento? Tudo o que havia acontecido no quarto de Rony me provara que ele sentia atração por mim, mas também que o que havia dentro de meu peito ia muito além disso.

Eu não sabia como agir frente a minha descoberta, e fiquei repetindo para mim mesma que havia sido somente um beijo. Eu preferia deixar para pensar no que poderia ser depois, e de preferência longe do meu irmão.  

—Você tem razão Gin, é muito boa. -falou Harry, chamando minha atenção novamente para si.

Não pude evitar com que meus pensamentos voassem para o que havia ocorrido na porta de Rony minutos atrás.

—O que?

—A pizza -respondeu, me encarando.

—Ah, eu disse! Eu costumo sempre ter razão. -falei, tentando soar descontraída.

—Deve ter outros sabores lá, cara. -disse Rony, apoiando os pés na mesinha de centro, e o encarei confusa. Lá onde?

Do outro lado, Harry evitou me olhar.

—É… Deve ter.

Tentei buscar algo na conversa que me fizesse entender o que eles estavam falando, mas não obtive nenhum êxito. Não que eu me importasse, eu estava absorta demais com tudo o que havia acontecido, então decidi deixar pra lá.

—O que vocês ficaram fazendo? -perguntou Rony, e quase me engasguei com o pedaço de pizza que eu mastigava.

—Ensinei a Gin a jogar dardo. -disse Harry, se inclinando para pegar mais um pedaço de pizza e evitanto encarar o amigo.

Covarde.

—Harry não aceitou o fato de eu ter ganhado no videogame e resolveu me mostrar o único jogo em que ele é bom -eu sabia que o sorriso em meu rosto não era nada inocente, mas não consegui me conter. Era como se cada parte de mim adorasse provocá-lo.

—Então você admite que sou bom? -perguntou, apoiando seus cotovelos em suas pernas. Seus olhos demonstravam todo seu interesse na minha resposta.

—Depois de tanto esforço, seria maldade minha não admitir, não acha?

—Acho -ele me olhou de um jeito que me fez desejar que seu carro tivesse morrido, assim, quem sabe, Rony não voltaria tão cedo pra casa e poderíamos continuar de onde havíamos parado.

—Ok -falou meu irmão, nos lembrando de sua presença ali, se levantando com sua garrafa de cerveja em mãos. -vamos brindar.

—Brindar? Brindar o que, a minha milésima vitória no videogame? -perguntei, embora eu já me levantasse. Harry, porém, continuou sentado.

—Não, pirralha, vamos brindar a viagem do Harry. -no momento em que as palavras sairam de sua boca, meus olhos voaram de encontro aos verdes. Eles me diziam algo, mas eu não fui capaz de interpretar o que estava escrito ali. -vou sentir sua falta cara, mas tô muito feliz por você.

—Viagem? Que viagem? Pra onde? -as perguntas jorraram de minha boca, esperando que algum dos dois respondesse, embora meus olhos só olhassem para Harry que resolveu se levantar.

—Pros Estados Unidos. -respondeu ele, sua postura me mostrava que ele não queria falar daquilo naquele momento. -Eu… eu consegui uma bolsa. Vou estudar pra lá.

—Não contou pra ela? -perguntou Rony, parecendo realmente feliz pelo amigo. Eu, no entanto, o olhava estática, meu cérebro demorando para absorver a novidade. -eu sabia que você ia conseguir, cara.

—Valeu, Rony.

—Caso você fique mais rico, eu quero uma BMW -brincou meu irmão.

Eu queria gritar e dizer pro meu irmão calar a boca, sair dali, sumir, evaporar, qualquer coisa que fizesse com que eu ficasse sozinha com Harry para ele poder me explicar o que diabos estava acontecendo, porque eu não estava entendo muita coisa, nem mesmo o por que do meu irmão estar se despedindo como se não fosse ver o amigo por muito tempo, pois em nenhuma outra circunstância faria com que Rony falasse que sentiria saudade.

Então, a ficha caiu. E Harry, que não deixou de me olhar, soube exatamente quando isso ocorreu. No entanto, eu precisava de uma confirmação, precisava ouvir tudo em voz alta.

—Quanto tempo? -quis saber.

—3 anos. -respondeu Harry, e senti meu estômago afundar. Eu havia acabado de levar um soco na barriga e não sabia como me expressar, muito menos onde encontrar o ar que agora me faltava.

Minutos atrás, o que passava pela minha cabeça parecia ser o extremo oposto dos pensamentos que agora a ocupavam. Tudo aquilo, especialmente as últimas informações que eu acabara de receber, foi responsável pela criação de um ‘antes’ e um ‘depois’. Antes, não existia Harry e eu, pois o futuro era incerto demais, mesmo depois de um beijo compartilhado entre nós. No depois, o que aconteceria a partir dali estava tão certo quanto as horas marcadas pelo relógio na parede às minhas costas.

Tudo estava muito claro, não havia dúvidas que me fizessem ter algum tipo de esperança. Harry e eu havíamos nos beijado pela primeira vez, e ele ia embora para outro continente.  



Notas finais do capítulo

... Prfvr, não me odeiem!!! huahauahua Muito menos o Rony!!
Muito bem, algumas coisinhas vão mudar a partir daqui. Esse capítulo é pequeno, mas o próximo é bem maior!!
Gente, MUITO obrigada pelos comentários lindos que recebi, eu li cada um com um sorriso enorme, fora as minhas duas primeiras recomendações. Elas me inspiraram demais, então, prfvr, não parem!!!
Eu tô muito ansiosa para saber o que vocês acham que vai acontecer agora. Alguém já entendeu o prólogo???
Um grande beijo e até o próximo!! ♥



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