Hugo escrita por Rossetti


Capítulo 11
Onze


Notas iniciais do capítulo

Eu to deixando esse capítulo agendado e não sei o que deixar como nota aqui em cima, geralmente escrevo aqui na empolgação do momento.
Espero que gostem ♥



Não contei o que aconteceu para ninguém, mesmo com Adassa me rondando e fazendo perguntas, desconfiada. Me perguntei se eu parecia diferente, depois de voltar. Talvez. Eu me sentia mais vivo e estava bem com isso, ainda que assim a saudade apertasse mais e mais. Ao menos eu podia me lembrar e ter esperança no futuro. Mesmo que o futuro parecesse, muitas vezes, um adversário gigantesco. Mas já não era uma luta que eu lutaria sozinho.

Me perdi um pouco no tempo e fiquei surpreso quando vi Sonia fazendo uma listinha de comprar necessárias para o jantar do dia da verdade. Eu tinha esquecido disso.

— Então o dia da verdade vai cair num sábado, não vai ter como ninguém dar a desculpa que vai trabalhar até tarde. – Adassa comentou, esfregando as mãos e rindo como um vilão de desenho animado. Então ela me lançou um olhar de expectativa.

Oh, sim. Ela estava muito desconfiada, realmente. O que foi que me entregou?

— Ainda nem pensei no que dizer. – Comentei. A verdade é que estar com Hugo não era um segredo que estava explodindo dentro de mim, então eu não tinha porque falar disso no jantar. Ele contaria para eles, uma hora ou outra. – Você vai trazer o Caio?

— Estou pensando nisso ainda. Não é pressão demais? Nem estamos juntos a tanto tempo. – Engraçado como sua expressão, postura e até tom de voz mudavam sempre que alguém falava sobre o rapaz. Adassa amava mesmo o cara. Era bem bonitinho.

— Não sei. Mas ele é bem tranquilo. – Dei de ombros. – Chama ele pra jantar, ele não precisa participar.

— É, acho que vou. – Ela sorriu, olhando para a parede, a cabeça claramente a quilômetros dali.

 

 

Caio não foi para o jantar, aparentemente apavorado de já participar das tradições de família. Mas ele prometeu para Adassa que logo após, viria busca-la para saírem. Ela manteve um bico todo o tempo em que arrumamos tudo. Imaginei se ela planejou confessar alguma coisa a ele. Ou faze-lo confessar.

— Ano que vem, se ele fugir de novo, vai ver só. – Ameaçou. Eu dei risada e coloquei os pratos.

Assim que terminamos de arrumar a mesa meu celular vibrou, mensagem de Hugo. Encostei na parede para ler, mas só tinha uma frase.

“Atenda a porta”, estava escrito.

Fiquei olhando para a tela do celular, com meu cérebro funcionando lentamente, falhando em entender o que poderia significar aquilo. Quando a campainha tocou, derrubei o celular com o susto. A tampa de trás saiu e a bateria deslizou pelo chão até debaixo da mesa.

Era bom demais para ser verdade.

Deixei o celular lá mesmo e corri para o hall de entrada, quase sem respirar.

Escancarei a porta e ele bateu na parede com um barulho que o prédio todo deve ter ouvido.

Hugo, Hugo, Hugo!

Eu não queria saber como era possível ele estar ali, apenas importava que estava. Nos jogamos contra o outro, ele abraçando minha cintura com força, eu com os braços em torno do seu pescoço. Me afoguei em seu cheiro e quis chorar de alegria e surpresa.

— Greeeg! – Ele esfregou o rosto no meu ombro como um gato. Depois se afastou e eu pude ver seus olhos, aquela cor tão linda. – Oi! Surpreso?

— Você não falou nada! – Engasguei. – Claro que estou! Como você veio?

— Um colega me deu carona até a cidade vizinha, então eu peguei um ônibus simples pra cá. Eu estava planejando há semanas. – Ele piscou, de um jeito travesso. Estava tão feliz. Eu estava tão feliz. – Saímos de manhã, mas ele teve que passar em milhares de lugares.

— Parece que eu ouvi a voz do... – Sonia apontou a cabeça para fora da cozinha, olhando em nossa direção. Ela deu um gritinho ao ver Hugo e correu para abraça-lo. Eu tive que sair do caminho para não ser atropelado. – Hugo!

Minutos depois a família toda já estava ali, em volta de Hugo, animados com a presença dele. E, mais rápido do que tinham chegado, dispersaram para a cozinha. O jantar estava pronto.

Só então me ocorreu uma coisa.

— Hugo. – Chamei, quando todos tinham saído de perto de nós. – Você tá pensando em...?

Ele sorriu e senti um frio na barriga. De repente eu estava muito consciente de que não estava preparado para aquilo. Quis impedi-lo de contar, quis pedir para que desistisse, mas minha boca parecia colada, minhas pernas adormecidas, meu cérebro em um caos total.

— Vem, Greg, vamos comer. – Ele me puxou para a cozinha. Eu apenas sentei no meu lugar de costume e apoiei as mãos na mesa.

Eu não estava bem em falar com minha família? Porque agora estava travando?

Foi como quando cheguei no apartamento de Hugo, imaginei. A insegurança falando mais algo que meu racional ou emocional. Porque tinha que ser assim?

Lancei um olhar perdido para Hugo e ele esticou a perna até encostar na minha. Sem nenhum tipo de segundas intenções, foi a forma dele apenas estar me tocando.

Fechei os olhos e respirei fundo várias vezes, tentando me livrar da sensação de sufocamento. Demorei para perceber que a tradição de dia da verdade tinha começado, que Sonia estava contando sobre alguma mentirinha boba rotineira. Adassa me olhava, com a testa franzida, parecendo preocupada. Talvez eu estivesse suando ou tremendo muito.

Chegou na minha vez e eu já nem fazia ideia do que falar. Tinha ensaiado algo, mas meu cérebro apagou a informação, seja lá qual fosse. Olhei para Hugo e ele estava vibrante, confiante, me encarando diretamente, sem demonstrar medo ou ansiedade. Abri a boca sem emitir som algum e ele sorriu torto. E é claro, todos estavam vendo aquilo, a forma como apenas olhamos um para o outro por um longo tempo, sem falar nada.

— Eu...

— Me concede a vez? – Hugo perguntou, em voz baixa.

Fechei os olhos por um momento de alivio. Mas então não tinha mais nada para adiar aquele momento.

— Claro. – Minha voz não foi mais que um sussurro.

— Então eu vou falar. – Ele declarou, em voz baixinha também. Senti uma vontade desesperada de segurar sua mão, mas estavam ambas muito longe. Minha cabeça girava. Em nenhum momento ele desviava os olhos esverdeados de mim. – Eu sou apaixonado pelo Greg.

Silencio.

Todos sabiam há eras. E nos últimos minutos ficou claro o que estava para vir. Mas ouvir isso era outra realidade, a realidade na qual as coisas são ditas, onde você fala na mesa do jantar em família que é apaixonado pelo seu irmão e ainda faz isso sorrindo. Era insano. Era incrível. Eu não podia mais olhar para ele ou para qualquer lugar, os olhos embaçando pelas lagrimas.

— Bom... – Sonia tinha esse papel, quebrar o silencio quando ninguém mais se arriscava. – Nós... Estávamos esperando algo novo, aqui. – Apesar do tom de brincadeira, ela estava muito rouca. Eu não pude ver sua expressão também.

— A novidade é estarmos namorando. – Hugo estendeu uma mão, finalmente e segurou a minha. Me senti um pouco mais leve com isso e funguei baixinho.

— Eu... Minha vez. – Comecei a falar e me arrependi um pouco, assim que senti todos os olharem em mim. Consegui ver Hugo e ele era tão bonito e brilhante. – Eu também... Eu também amo o Hugo, assim. E... Acho que não me lembro dele me pedir oficialmente em namoro, estou meio bravo aqui. – Brinquei, desesperado para aliviar aquela tensão.

Hugo riu, junto com as meninas. Mas eu ainda estava com muito medo de olhar para meu pai, minha avó e meus tios. Até que meu pai falou.

— Que bagunça é essa? Eu não eduquei vocês assim. – Por uma fração de segundo meu coração parou. – A regra é clara, filho meu namora só se for até o pai do pretendente e pedir seriamente autorização.

Era uma piada. Meu deus.

Olhei para meu pai. Ele sorria minimamente, deixando claro que não estava confortável com a situação, mas que não desaprovava num todo. Eu não podia nem acreditar.

Então comecei a chorar de vez e Hugo se levantou, rindo, para dar a volta na mesa. Estendi meus braços e ele me abraçou com força, então escondi meu rosto em seu peito e continuei soluçando, feliz.

— Aah, que bonitinhos, tão esquisitos meus irmãos. – Ouvi Nina comentar.

E eu estava apenas muito alegre e nervoso para qualquer coisa além de chorar.

 

 

 

Não lembro claramente do fim do jantar, apenas que meu pai disse que precisava falar comigo no dia seguinte (ele deixou claro que não era nada ruim, para que minha ansiedade não me impedisse de dormir). E quando sentei na cama e olhei para Hugo, ele tão lindo, sorrindo para mim, eu me senti totalmente em paz.

— Seus olhos estão inchados, seu chorão. – Ele disse, parando em minha frente e passando o polegar suavemente por uma de minhas pálpebras.

— Muito feio? – Perguntei, sorrindo um pouco.

— Terrível. Mas quase te deixa bonito, de tão feio que você é, naturalmente, sério. – Ele brincou, passando a mão em meu cabelo. Eu ri um pouco e ele beijou minha testa. – Caralho, Greg, você é lindo até com a cara inchada e devia saber disso.

— Eu não sou...

— É sim, não discuta. – Ele me deu um selinho e eu percebi que estava morto de saudades de beija-lo. Por isso enrosquei as mãos em sua cabelo e o beijei para valer. Hugo correspondeu, segurando em meus ombros.

— Com licença. – Alguém disse. Hugo e eu pulamos no mesmo segundo, de susto, e olhamos para a porta. Sonia estava parada ali, muito constrangida, olhando para o lado. – Eu, hum... Vim dizer boa noite. Ver se estava tudo bem. Desculpa, não imaginei...

— Não tem problema, mãe. – Hugo sorriu gentilmente. – A gente só estava... Eu estava tentando fazer o Greg acreditar que ele é bonito, mas ele é um grande teimoso.

Sonia olhou para mim, sem graça, mas quase sorrindo.

— Você é lindo, Greg. – Afirmou. – Eu sempre me sinto coruja, mesmo não sendo sua mãe...

— Você é minha mãe, Sonia. – Eu falei, em voz baixa, levemente envergonhado de olhar para ela. – Ser ou não se sangue, não muda nada.

— Eu sei. – Ela sorriu um pouco mais. – Então, eu só, ahn... Vou deixar vocês. 

— Boa noite, mãe. – Hugo disse. Ela acenou de leve e se virou. Mas voltou um segundo depois.

— Vocês... Muito bem, vocês são dois adultos e podem ter essa coisa de namoro, mas são meus filhos. – Ela disparou a falar. – Eu sei que não vou conseguir impedir vocês de dividirem a cama, até porque se não consegui até aqui, não vai ser agora... Mas escutem aqui, vocês são meus bebes e vocês vão dormir com essa porta aberta e eu vou conferir quando vocês menos imaginarem.

— Que?! – Olhei para ela em choque. Hugo levou um segundo para assimilar o que ouviu, antes de começar a gargalhar. Meu rosto queimava, fervia. – Sonia, meu deus, não pensamos em...!

— Eu vou estar de olho. – Ela prometeu, o mais ameaçadora que Sonia conseguia soar (e isso era bem pouco, mas sabíamos que ela ficaria mesmo). Então ela saiu, muito constrangida, enquanto Hugo chorava de tanto rir.

 

 

 

No dia seguinte meu pai nos capturou para ter sua conversa séria.

Hugo e eu sentamos lado a lado num sofá grande e meu pai numa poltrona de frente, muito sério. Quando olhei em seus olhos, me apavorei, confesso. De repente me preocupei que ele falasse que mudou de ideia e desaprovava e que não era para pisarmos em sua casa novamente. Eu tive um longo minuto de paranoia, antes dele começar a falar, de fato.

— Eu fico muito preocupado com isso tudo. – Admitiu. – Eu já conversei com ambos sobre... O quanto isso pode fazer a vida de vocês dois ficar... Difícil. – Hugo segurou minha mão e meu pai olhou de um para outro. – E sei que os dois tem total noção disso. Sei que vocês tentaram e posso dizer que... Embora eu não consiga entender... Aceitar totalmente essa coisa de vocês dois estarem... Olha... – Ele se inclinou para trás e olhou na direção da janela. – É estranho e eu não vou negar. As meninas, elas se comoveram tanto durante um tempo, tentando ajudar vocês com isso, e agora, mesmo elas, sei que acham estranho ver vocês... – A fato dele não terminar as frases começou a me deixar um pouco nervoso; não irritado, algo como agitado e talvez chateado. – Mas vocês estão bem com isso. São dois adultos e tem consentimento um do outro, então não há nada que eu poderia fazer, mesmo se eu fosse... Contra. Mas eu não sou. É incômodo, mas eu não sou contra. – Ele abaixou o tom de voz. – Eu não quero... Nunca mais quero meus filhos da forma que estavam. Cada lagrima que vi... – Ele me encarou fixamente por um momento, depois fez o mesmo com Hugo. – E cada sorriso que eu sabia, eu sabia, que era forçado... Eu sabia, porque sou seu pai, Hugo, eu posso dizer quando você está triste a quilômetros, e não franza a testa assim para mim. – Me virei para ver Hugo, mas ele tinha abaixado a cabeça. Meu pai continuou falando. – Cada demonstração de tristeza ou dor, vinda de vocês... Isso me feriu, feriu Sonia e feriu toda nossa família. Então... – Ele juntou as mãos sobre o rosto, fechou os olhos e soltou um longo suspiro. – Não sei como isso vai funcionar. Tenho medo que vocês se machuquem. Namoros terminam, mas família é para sempre, não sei como isso vai funcionar. Não sei se... Vocês brigarem... Se vocês machucarem um ao outro, como eu posso... Escolher alguém para apoiar? Eu preciso que vocês prometam, prometam nunca fazer nada de ruim um para o outro, prometam que se um dia essa coisa de estar apaixonado se for, vocês ainda vão ser irmãos, bons irmãos. Se não puderem prometer por mim, façam pela sua avó, por Sonia, seus tios, primos e irmãs. Isso é muito importante.

Como tantas outras vezes, só percebi que estava chorando porque senti uma lagrima pingar sobre a mão que descansava no joelho.

— É claro que prometemos, pai. – Hugo sussurrou. – Nenhum de nós pode conceber a ideia de fazer qualquer coisa que magoe o outro.

— Ninguém tem intenção de machucar alguém que ama, mas isso acontece muitas vezes. – Meu pai retrucou, em voz baixa e calma. – Eu quero que vocês entendam isso. Mesmo se vocês estiverem, algum dia, com raiva um do outro, chateados, quero que vocês se lembrem que, muito antes dessa coisa de namoro, vocês são irmãos.

— Não podemos esquecer isso nem se tentarmos. – Garanti.

— Então... – Meu pai suspirou mais uma vez. – O que vocês pretendem fazer?

Senti como se tivesse engolido uma bola de tênis incandescente, que enroscou em minha garganta e a fez queimar, assim como me impediu de respirar. Pensar no futuro era assustador. Eu odiava ter que fazer isso.

— Eu vou voltar para cá, essa cidade. – Hugo respondeu, para meu alivio. – Então Greg e eu vamos procurar um apartamento. E tentar... Disfarçar, eu acho.

— Se alguém descobrir sobre vocês...?

Hugo deu de ombros e olhou para mim. Ele estava sério, mas não de uma forma ruim. Era mais como o meu pequeno não-mais-pequeno adulto Hugo e... Não acho que eu possa descrever com precisão como ele se parecia, eu apenas me senti imensamente coruja sobre seu olhar adulto e tão bonito, naquele momento.

— Vão achar estranho, mas não é nenhum crime, então... Vamos ter que lidar com isso. – Ele disse, esfregando o polegar suavemente nas costas da minha mão.

Meu pai soltou um pequeno “tsc”.

— Greg, você concorda com tudo isso?

— Claro. – Respondi, sem conseguir tirar os olhos de Hugo.

— Greg. – Meu pai repetiu e eu tive que olhar para ele novamente. – Hoje você concorda com isso, mas daqui a uma semana ou duas...

— Eu ainda vou ter a mesma opinião. – Garanti, um pouco indignado.

— Não estou falando de opinião. É sobre... Ficar inseguro e se apavorar. – Meu pai foi sincero e direto.

— Que? – Olhei do meu pai para Hugo e até ele parecia um pouco preocupado. – Ei! Não, parem com isso! Eu estou bem, vou continuar bem, não vou entrar em pânico nem nada assim.

— Desculpa. Desculpa. – Hugo levantou minha mão e beijou ela. – Tudo vai dar certo, Greg, porque vamos fazer dar certo, você está comigo e eu estou com você. Ok? Ok, pai?

Houve um momento de silencio, até que meu pais relaxou os ombros e sorriu para nós, como se falasse “certo, vamos ver no que vai dar”.

— Vão aproveitar o tempo que vocês tem juntos, então. – Ele nos dispensou, voltando a olhar para a janela. – Hugo ainda tem que voltar e acabar a faculdade, afinal.

 

 

Foi como estar no céu, uma vez mais deitar no gramado, ao lado de Hugo. Ele jogou o braço sobre minha barriga, como fazia quando mais novo, e eu fechei os olhos, simplesmente feliz.

— Greg? – Ele me chamou, em um determinado momento.

— Hum? – Respondi, sorrindo um pouco.

— Quer escapar para algum lugar? Vamos pegar o carro escondidos, ser rebeldes.

Eu sorri. Era uma proposta excelente.

— Claro que sim.

Eu gostaria de poder colocar um grande FIM nessa parte e terminar essa narrativa com um “vivemos felizes para sempre”, mas é claro que a realidade não seria assim. Afinal, quanto mais se sobe, maior a queda, e eu, que já tinha estado no fundo do poço algumas vezes, naqueles dias estava nas nuvens.

Até mesmo quando Hugo voltou para a cidade dele e nos despedimos na rodoviária, eu ainda estava bem, ainda que a distância parecesse mais cruel do que nunca, eu ainda conseguia sorrir e pensar que tudo estava caminhando rumo a um destino feliz.

 

 



Notas finais do capítulo

Vocês não acharam que as coisas ficariam mais fáceis, né? :v
E, caramba, olha o TAMANHO desse capítulo!



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