A Love Of Another Life. escrita por Maria Vitoria Mikaelson


Capítulo 8
1864 - All Discovered.


Notas iniciais do capítulo

Voltei rápido de novo, e dessa vez com um dos capítulos mais emocionantes da história, em minha opinião. Lembram-se do prólogo, onde eles prometem se amar para sempre? Foi desse capítulo que aquele trecho foi retirado. Preparem-se para todas as emoções.

Só falta mais um capítulo para a fase de 1864 acabar, e a história passar a ser Beward.

Boa Leitura!



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Forks  — 1864.

Ponto de vista : Melinda Konstantinova.

Aqui estávamos nós de novo, na mesma clareira, sentados na grama,apenas observando a natureza.

 Eu não sei porquê, mas, eu estava com uma sensação ruim, como se fosse um aviso.

Thomas, estava brincando com minha mão esquerda, fazendo pequenos círculos imaginários nela, e com a outra mão, eu estava acariciando seus cabelos.

Ele estava calado faz um bom tempo, como se pensasse em algo intrigante.

—Não devias ter ido ontem, até onde eu e Joseph estávamos. — o repreendi, vendo que ele não falaria nada a respeito.

— Ele estava te machucando, Melinda. Eu não deixaria que ele continuasse. — falou com um tom sereno.

— Ele não iria fazer nada comigo, em frente a tantas pessoas da sociedade. — falei parando de acariciar seus cabelos e encarando sua face.

—Mas, eu não poderia arriscar. —  falou e eu sorri com sua preocupação.

 — Lydia, Joseph e meu pai estavam estranhos noite passada. — eu observei.

—E você supõe que seja por qual motivo?. — ele perguntou olhando em meus olhos.

—Não sei, Thomas ...Realmente não sei. —  disse com um sorriso triste.

(...)

Ponto de vista : autora.

Continuaram ali, conversando banalidades, deitados na grama. Olhando nos olhos um do outro, sentindo o amor  no ar e aproveitando a simples presença do outro.

— Eu te amo, Melinda, como nunca imaginei amar alguém. Eu te amo de uma forma tão intensa, que duvido que alguém será capaz no universo de te amar da forma que eu te amo. — Thomas declarou deixando a jovem surpresa e feliz. Ele nunca tinha dito, necessariamente em palavras, que amava ela.

—Eu te amo também Thomas. Tanto que chega a doer, tanto que chego a ter medo de isso tudo acabar. Te amo de forma desesperadora, e fico feliz em dizer que pelo menos senti o que é um amor verdadeiro. —ela respondeu as suas bonitas palavras e ele sorriu.

— Por quanto tempo acha que vamos nos amar? Até que a morte nos separe?. — ele perguntou e a moça sorriu.

—Até que a morte nos separe é muito pouco para mim. Preciso de você por mais de uma vida. — ela declarou, acariciando os cabelos cobres do rapaz.

—Pode ser que um dia não mais existamos, mas, enquanto houver amor, nasceremos de novo um para o outro. — disse beijando as costas da mão da amada.

— Isso é uma promessa? — ela perguntou sorrindo.

—Sim. É!. Você promete que nosso amor será eterno, e que mesmo que alguma coisa nos separe, nasceremos de novo um para o outro e ficaremos juntos? — ele questionou e Melinda sabia o compromisso que aquele pedido significava.

—Eu prometo. —  falou encarando os olhos do amado.

—Eu prometo. — ele falou, logo após, selando o acordo com um beijo.

Se beijaram de forma apaixonada, apenas aproveitando aquele precioso momento. Era claro para quem os visse de longe, eles se amavam da forma mais intensa que alguém podia amar outra pessoa. Um amor que só acontecia uma vez na vida.

Então  perceberam o barulho de galopes de cavalo, vindo de longe. Se separaram por estranhar aquele som estranho, e se levantaram da grama.

Para o susto deles, acabaram se deparando com o pai de Melinda, e Joseph, eles sustentavam uma expressão incrédula no rosto, enquanto a moça olhava assustadas para os dois.

—Então era verdade, o que me contaram. Minha filha anda se encontrando as escondidas com um homem, como uma mulher da vida...Essa não foi a educação que eu lhe dei Melinda, você foi criada para casar-se com Joseph e seguir todas as regras postas pela sociedade. — ele ralhou, enquanto Thomas estava de forma protetora a frente de Melinda.

— Papai, o senhor tem que me entender. Eu amo Thomas. — declarou reunindo toda sua coragem.

—O que você sabe sobre amor, Melinda? Apenas o que lê naqueles livros inúteis. — ele disse empurrando Thomas e puxando sua filha pelo braço.

—O senhor não pode falar assim com ela. Eu me casarei com Melinda, o senhor querendo ou não. — Thomas declarou, enquanto a pequena moça chorava, e Joseph permanecia calado.

—Errado caro senhor Avery. Quem se casará com a Melinda sou eu. Tens sorte que eu perdoei esta traição, se não ela sairia falada por toda cidade. — ele finalmente se pronunciou, e disse com frieza.

Então o pai de Melinda lhe levou a força até a carruagem, enquanto a moça inutilmente tentava se soltar, com lágrimas nos olhos. Thomas tentou impedir, mas, Joseph se pôs a sua frente.

Melinda apenas lhe lançou um olhar triste.

Chegando a casa enorme de cor branca e com um brasão da família Konstantinova, seu pai a levou até seu quarto, a puxando pela escada, ignorando os questionamentos de Elizabeth.

Jogou a garota contra a cama, enquanto ela chorava e abraçava seu próprio corpo. Ele a olhava com raiva, repreensão, e decepção.

—Escute-me bem Melinda, você só sairá daqui, no dia do seu casamento com Joseph. Por enquanto, ficará trancada como uma verdadeira prisioneira, para pensar em seus atos absurdos. Estou profundamente decepcionado com você, não lhe considero mais milha filha. — ele disse em fúria, e como se considerava louco naquele ponto,  saiu do quarto, fechando a porta por fora.

Melinda permaneceu na cama do mesmo jeito,  em total desespero, nunca imaginou que seu pai descobriria. Quem teria contado tudo a ele?.

E Thomas... pensar que nunca mais veria aqueles tão belos olhos verdes lhe machucava, de uma forma que não poderia ser descrita. Thomas era a alegria que faltava nela, era sua outra metade.

 Agora entendia a expressão morrer de amor. Era isso que sentia. Como se estivesse se despedaçando por pensar em ficar longe de seu grande amor. Porque ele era isso; O grande amor de sua vida. Aquele que a tocava de um jeito único, um jeito agradável, e com um gosto secreto.

Mas, ela sabia que se amariam eternamente, assim como haviam prometido. O amor que eles sentiam um pelo outro era grande demais para ser mantido apenas por uma vida; Era para sempre.

(...)

Duas semanas depois ...

A neve tinha ido parcialmente embora; O sol estava fraco, mas, mesmo assim, bem iluminado. Os pássaros cantavam, expostos em cimas de árvores. Enquanto folhas laranjas caíam de forma encantadora.

Duas semanas, que a garota estava trancada naquele quarto e só via o mundo por a pequena janela dele. Sua pele estava mais pálida do que o normal, seus olhos verdes, tão encantadores, estavam sem brilho algum.

Estava sentada em sua cama, e como forma de desabafo, pegou seu fiel companheiro nesses dias tão martirizantes; Seu diário.

Querido diário

Mais um dia se passou, mais um dia que não sei sobre ele. Será que ele me esqueceu? Será que meu pai estava certo e o amor, só existe nos livros que leio?...

Não! Thomas me amava, eu via isso em seus olhos. Todos os dias eu tinha a esperança de que ele aparecesse naquela janela, com suas palavras doces e me dissesse que nem isso acabaria com nosso amor.

É claro que não acabaria, porque a cada dia ele cresce mais em meu peito, de forma intensa e avassaladora. Eu o amo tanto, não deveria desconfiar de seu amor...

Mas, eu sentia que nossa historia não acabaria com o tal felizes para sempre, eu sabia o fim que isso esperava ...

Depois que fechou a capa do diário de couro, a menina se ajeitou na cama, quando percebeu que alguém estava abrindo a porta.

Era Elizabeth, com uma bandeja de prata em mãos.

—Trouxe sua comida preferida, menina. — ela disse, colocando a bandeja em cima da cama, e a garota tentou sorrir.

—Estou sem fome. — respondeu e a criada sorriu de maneira acolhedora.

—Tem de comer. —  aconselhou.

—Não quero. Estou sem vontade. —respondeu abraçando o travesseiro .

—Ontem fui a cidade ...E encontrei senhor Thomas, ele quer fugir com a senhorita, e pediu minha ajuda. — Elizabeth falou sem rodeios, e a menina se alegrou, ao constatar que seu amado não havia desistido dela.

—Estás falando sério Elizabeth?. — perguntou sorrindo .

—Sim, e farei isso por você. Não mereces viver nesse sofrimento. Amanhã a noite lhe ajudarei roubar um cavalo, e você irá até a clareira onde se encontram. — ela instruiu e a menina sorriu mais ainda.

—Obrigada. — ela agradeceu,a abraçando, com sua felicidade ao topo. Então ele não tinha se esquecido dela, como a mesma pensava, ele só estava planejando uma fuga.

A empregada retirou algo do bolso do seu avental e a entregou; Era um medalhão com uma pedra vermelha com alguns detalhes azul.

—Era da sua mãe, quero que leve com você nessa fuga. — Elizabeth disse e a menina sorriu com emoção, imediatamente o colocando em seu pescoço.

Ela pensava estar a caminho da sua felicidade, nessa fuga, sem saber o que a esperava nesse caminho que ela desejava seguir.

“São as coisas que mais amamos...que nos destroem”


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Notas finais do capítulo

O que será que acontecerá nessa fuga?
Qual será o desfecho da história dos dois?
Comentem!



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