Palavras escrita por DarkParadise


Capítulo 1
Capítulo 1 - Palavras não ditas Part.1


Notas iniciais do capítulo

Essa história vai ser divida em dois capítulos. Se tiver comentário continuo. :3

Não está betado... Mas prometo tentar deixar bem legal.

Música: Skylar Grey - Words
Música: Mikky Ekko - Comatose

Ah, gente, quem quiser capas, trailers ( Não reparem na capa que eu fiz pra cá, pois não fiz com a intenção de deixar bonita e arrumada.) Voltando, quem quiser, vá a minha página no face, e peça. É de graça, fazemos banners para capítulo, capa de face, capa de perfil de Nyah, enfim tudo, vão lá! :3

Bjs.



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Capítulo 1/2.

Faz um ano.

Um ano que sinto a falta dele.

Um ano que me arrependo pelas minhas escolhas. Escolhas de uma adolescente estúpida e imatura. Me afogo em meus arrependimentos. Arrependimentos dos quais não sei se conseguirei carregar por muito tempo.

Eu deveria ter o ouvido.

Daria tudo certo.

Eu era apenas uma jovem imatura, com escolhas bobas, querendo ser jovem e crescer na vida e naquele momento, ele não estava incluso. Ele era apenas o rapaz da cidade pequena, mas era o cara que eu amava e que também me amava.

Os toques, os sorrisos, os gestos e cada palavra… Era a prova disso. Faz um ano, um ano desde que o deixei sem dizer adeus. Eu nunca disse o quanto o amava, nunca me importei em me importar. Nunca me importei em sentir, era apenas aquele momento, ou o que achavam que era o melhor para mim. Nunca poderei me arrepender por palavras não ditas, mas posso me arrepender por nunca dizê-las.

Sentada no chão, no tapete de minha sala pequena, com a TV ligada, passando uma de minhas novelas fracassadas, ficava pensando em como eu conseguia ser tão boa atriz.

Não uma modelo, ou uma atriz famosa, no entanto, consegui entrar numa novela que quase ninguém assistia. Era um fracasso. Mas ali estava eu, com uma vodca na mão esquerda e um cigarro na direita. Não que eu seja uma viciada em bebidas e cigarros, mas aquilo era uma forma de acabar com a vontade insana de voltar pra casa.

De voltar para o conforto de meu lar.

Nos primeiros cinco meses, foi fácil. Para mim, viver sem Edward, seria mais fácil do que tudo na vida. Mas não. Todas as noites eu sonhava com ele. Eu sonhava com sua voz, eu sabia que não era real, mas em meus sonhos, eram. Até a hora de eu acabar com o encanto dizendo que não era real e enfim acordar.

Agora é tarde, ele não pode mais me ouvir. Não pode segurar mais minha mão quando estou com medo, ou me apoiar nas mais simples escolhas.

Não foi fácil ter meu tapete arrancado de meus pés.

Há um ano, eu tinha a vida perfeita. Tinha dezenove anos. Namorava Edward Cullen, um cara de vinte e três anos e muito bonito... o mais cobiçado daquela pequena cidade. Eu morava em Forks junto a papai e minha mãe, Renée Swan.

Era a vida perfeita, Edward fazia faculdade em Phoenix e eu terminava a escola e trabalhava na loja dos Newton´s. Na hora do almoço, a gente se encontrava na lanchonete preferida de meu pai. De noite, assistíamos filmes e nos amávamos. Era perfeito, ele era perfeito. Mas a perfeição fez aparecer os erros cometidos. Fez com que eu me descobrisse e sentisse a pior dor que eu jamais senti em minha miserá existência.

Renne Swan estava com câncer.

Como eu não havia me dado conta?

As marcas em sua pele. Sua magrez espontânea. Sua aparência a cada dia mais decadente… Ela me dizia apenas que era uma anemia e que logo passaria. Mas não era só isso, ela estava morrendo. Morrendo aos poucos, bem debaixo dos meus olhos e eu não percebi.

Aperto a mão contra o tapete reprimindo a dor.

Eu ainda estava dilacerada e nunca consigo ficar sozinha sem me lembrar.

Eu fui fraca.

Não consegui ser forte o suficiente.

Fui egoísta, indo embora, deixando Charlie com sua dor.

Mamãe, antes de sua morte, conversava comigo, dando conselhos, fazendo momentos divertidos para todos, e eu não percebi. Era apenas uma despedida. Aquele esforço de fazer um almoço de domingo, mesmo queimando uma boa parte da comida e termos que pedir pizza no final. Aquela reunião de sábado à noite, para festivais de filmes ou simplesmente sair para algum lugar.

Eu sempre reclamava.

Sempre fazia pirraça para não ir.

Como eu me arrependo por cada coisa que eu disse.

Por cada coisa que eu deixei de dizer ou fazer. Eu deveria ter a abraçado mais. Ficado mais ao seu lado. Ter tentando curtir todos os momentos que ela fez acontecer. Mas nunca dei valor. 

Então, numa noite de sexta-feira, Renne Swan morreu.

Ela teve uma parada cardíaca. Eu não quis ir no hospital e ver que eu era uma pessoa impotente perante a aquela doença. Fiquei em casa vendo os álbuns de família e as fotos dos últimos meses. Lembro da correria de papai chamando a ambulância e de como tudo foi muito rápido. Papai foi com ela, eu fiquei no meio daquela rua escura vendo a ambulância sumir na esquina. Não sei bem por quanto tempo fiquei parada no meio da rua. Só lembro de sentir o abraço de Edward ao meu redor.

Lembro de sua voz próxima ao meu ouvido chorando junto comigo e dizendo o quanto tudo estaria bem. Eu chorava baixo. Permanecia a olhar para a esquina, querendo que tudo fosse um pesadelo ou uma brincadeira. Então eu solucei soltando meu choro de uma vez.

Não chorei calada. Não conseguia mais segurar a dor de meus arrependimentos perante os últimos meses.

Então ele me disse:

— Coloque tudo para fora… Vai ficar tudo bem. Estou aqui com você.

Ele me abraçava, prendendo-me ao seu corpo. Eu perdi meu chão. Perdi tudo… E não havia percebido o quanto eu havia sido egoísta naqueles últimos messes.

Então eu gritei. Gritei o mais alto, sem me importar com vizinhos… Só gritei tentando acabar com a dor, até cair de joelhos junto a Edward. Encostei minha cabeça no ombro dele e chorei.

Não sei bem como fui parar dentro de minha sala, deitada em meu sofá. Só sei que ele estava lá. Então papai liga dizendo da parada cardíaca que ela teve e que seu enterro seria no dia seguinte.

Então eu não chorei mais.

Vivi como um robô. Fazia tudo monotonamente. Mandei Edward embora. Pedi para ficar sozinha, e foi o que ele fez.

No enterro, fiquei parada num canto, sentada, concentrada a olhar para o chão e não para a mesa de mármore que abrigava o caixão. Era como descer o mais baixo e não saber como subir. Era como implorar para a dor acabar, com orações e clemencias e nada me confortava, nem mesmo o amor de Edward. Ele ficou ao meu lado o tempo inteiro, mas tentei o manter afastado. Eu queria me isolar em meu casulo invisível. Naquela dor, ele era o intruso.

Na volta pra casa, passava um monte de coisas em minha cabeça. Eu havia juntado uma grana e pensei em comprar uma passagem para New York e passar alguns dias por lá. Mas não o fiz. Passou uma semana, Charlie ficou mais violento no trabalho e ausente em casa. Toda noite ele me levava a lanchonete local e comíamos bife e bolo. Edward ia me ver todos os dias, eu tentava ser mais calorosa, mas a frieza me consumia. Então eu cansei. Peguei todo o dinheiro que eu tinha, arrumei minhas coisas, peguei o dinheiro que Charlie economizava para suas tranqueiras de pesca e fugi levando a caminhonete que eu dividia com Renée. Quando me dei conta, não estava mais em Washington. Parei em Oregon.

Eu tinha apenas 1500 dólares, usei 80 para abastecer e comer alguma coisa, e consegui chegar longe.

Nas primeiras duas semanas, soube gerenciar bem o dinheiro. Arrumei um emprego perto do hotel meia boca que ´´morava´´ e assim levei a vida por quatro meses, até aparecer o teste para ser figurante em uma novela local e sem querer, virei atriz. O salário era bom e consegui esquecer da dor e de todo o sofrimento que passei.

Todos os dias sentia falta de casa.

Em meu celular, havia fotos nossas. É claro que comprei outro chip e exclui todas as minhas redes sociais. Eu havia sumido do mapa. Todos os dias peço pelo perdão de Edward e de papai, todos as noites oro por eles.

Minha vida estava sendo infernal.

Queria meu quarto de volta.

Queria minha vida de volta.

Quero… Edward de volta. Mas é tarde para mim.

Cogito da ideia de fazer um perfil falso só para vigiá-los. Mas tenho medo de ser descoberta.

Eu cometi um erro ao sair daquele jeito.

Mas quando percebi o que havia feito, me dei conta que era tarde e que não poderia voltar. Mas eu estava me sentindo sozinha, carente… Sentia a falta dele. Um ano sem seus beijos, seus carinhos… Um ano sem olhar para aqueles olhos. A dor mudou, a dor era de amor e desafeto. Doía como o inferno descobrir o quanto eu amava Edward e saber que receberei seu desprezo caso um dia eu volte, seria mil vezes pior. Seria o meu abismo.

Levantei do chão, olhando bem a minha volta. Mudei algumas coisas daquele quarto de Hotel, do qual aprendi a chamar de lar. Decidi largar tudo. Arrumei minhas roupas, peguei tudo o que me era importante.

Estava voltando pra casa.

Entrei em minha caminhonete, sem me importar com minha aparência. Dirigi a noite inteira sem me importar com nada. Só sentia meu coração disparado e cheio de saudades de casa. Meu lar.

Eu não queria saber de novela, trabalho… Nada, somente minha casa. Mais uma vez eu estava fugindo de alguma coisa, mas agora eu sei que é o certo a se fazer. Eles arrumariam alguém para ficar no meu lugar.

Parei num posto de gasolina pela manha, usei o banheiro para me limpar, arrumar um pouco minha aparência e trocar de roupa. Abasteci o carro e voltei para a estrada.

Quando cheguei em meu lar, com a mesma caminhonete, mais adulta, compreensiva, olhava tudo atenta. Vi a antiga loja dos Newton´s, vi a lanchonete de papai e passei em frente a delegacia e vi que não havia viatura nenhuma. Papai deveria estar em casa.

Chegando em casa, me senti ansiosa, só queria chegar logo.

Parei em frente a minha casa, só vi um Charlie desesperado sair de dentro de casa e olhar para a caminhonete e para mim sem saber o que fazer.

Ele estava parado em nossa pequena varandinha, e eu desci da caminhonete. Parei a poucos metros de casa.

— Seu cabelo cresceu… – Ele disse sem sair do lugar.

Charlie estava mais magro, mas não havia mudado quase nada.

— Deixei ele crescer… Renée dizia que eu ficaria bem com eles assim… – Ri sem humor.

— Porque? – Eu sabia que ele se referia a minha fuga.

— Não sei… Era demais para mim… Edward sempre protetor e o senhor distante, contendo sua dor somente para você, se tornando agressivo… Distante… Eu não queria mais isso.

— Desde quando isso é um motivo para deixar seu lar, Bella? Eu pensei que… – Ele parou de falar olhando para o lado. – Apenas pensei no pior, o garoto Edward a procurou até na cidade vizinha, mas nada de você. Ele espalhou cartazes, não descansou, isso até ver que você não voltaria. Decidimos parar as buscas para te dar espaço, mas você não voltou.

— Estava doendo… Doendo muito saber que a pessoa mais importante para mim havia morrido…

— Eu também estava sofrendo! – Ele gritou. – Eu senti sua falta, Bella. Mas não passarei a mão em sua cabeça.

Assenti e encarei bem a casa. Estava tudo a mesma coisa.

— Como ele está?

— Está bem. Ele se formou, trabalha com o pai… Ele sente sua falta, mas perdeu as esperanças por sua volta. Você não tem noção do quanto nos fez sofrer por seu egoismo.

— Sinto muito, okay? Você achou um modo de canalizar sua dor e a minha foi essa… Me arrependo amargamente de ir embora, mas também sei que isso me fez crescer e ver que isso foi preciso para a minha evolução.

— Apenas entre em sua casa, Bells. Sua casa. – Ele deu para mim um espaço para passar.

Quando ia passar por ele, o mesmo me abraçou e chorou. Eu também chorei. Aquela era a minha volta pra casa. Mas ainda faltava.

— Pai, eu te amo.

— Eu também, Bells.

— Não conte para ninguém que estou de volta, nem mesmo para ele. Quero conversar com ele com calma. Tudo bem?

— Como quiser…

Eu entrei em casa sentindo o cheiro de terra, mato e lavanda circulando em casa. Esse era o cheiro de meu lar, pode parecer estranho, mas o cheiro de terra, era por causa da chuva, o de grama, de meu quintal e lavanda pelos produtos de limpeza.

Papai havia deixado tudo limpo.

Quando eu ia subir para meu quarto, papai me chamou.

— Bells? – Olhei para ele. – Obrigada por voltar!

Eu sorri para ele e subi para meu quarto, vendo que ele estava da mesma maneira que deixei quando sai, somente minha cadeira estava perto da janela, como se alguém sentasse ali e olhasse para a janela vendo a rua. Vi papai tocando a caminhonete e chorando. Talvez estivesse se lembrando de mamãe. Ele pegou minhas malas e as trouxe para dentro. Depois não o vi mais do lado de fora.

Deitei em minha cama e acabei pegando no sono. Amanhã eu iria até Edward.


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Notas finais do capítulo

Não está betado. Quem leu, comente, favorite e recomende no próximo!!! :#

27.10. 2016



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