Oposto Complementar escrita por Tai Barreto


Capítulo 45
Capítulo 45


Notas iniciais do capítulo

Olá, queridas.
Quase esqueci de vir. Estou meio desnorteada ultimamente.
Que bom que ficaram felizes com o fato de que eu vou publicar um livro em breve.
Recebi muitas felicitações nos reviews.
Estou sendo irônica. Achei que fossem ficar, mas acho que não ficaram.

Sem mais, boa leitura.



Setembro traz consigo não apenas a mudança de estação: verão/outono, mas também três aniversários, de grande importância para mim. Quer dizer, eu sei que não vou poder ir ao do Benjamin, que será em Nova Iorque, só que é importante, pois ele é uma pessoa maravilhosa, mesmo sendo virginiano típico. O tempo em que eu estive em quatro estados diferente na França, na sua companhia e da sua adorada Elena, foi o suficiente para eu o admirar como profissional e pessoa. Pouquíssimos dias depois, é o do Frederick Blumm, que prefere a diminuição do seu nome, por motivo desconhecido por mim. Devo admitir que é surpreendente o relacionamento dele com a Holly. Ela é sempre tão desinibida e ele parece ter vergonha de absolutamente tudo.

Por último, mas não menos importante, o aniversário do meu moreno cabeludo suculento, que fica, desgraçadamente gostoso quando inventa de usar total black, como o Damon Lundgren. E no mesmo dia do seu aniversário, estaremos comemorando dois meses juntos. Que, muito provavelmente, não vai passar disso, pelo seguinte motivo: eu estou balançada pelo Cameron.

Me julguem. Você deve estar pensando: depois de todo esse tempo e todas as coisas que aconteceram para ficar com Harry essa lesada está querendo largar tudo para ficar com um cara que conheceu há pouco menos de um mês? Sim. E quer saber o motivo? Eu poderei andar com ele de mãos dadas sem machucar as pessoas. E por pessoas, eu me refiro a George e Eleanor Carter. São os únicos com os quais eu realmente me importo.

E se me têm como filha, qual o sentido de eu me envolver com o filho deles? Eu sinto que estou vacilando grandemente com eles. E são duas pessoas que realmente não merecem que eu faça isso. George e Ellie fizeram e fazem muito por mim. Confiam cegamente. Não devo os machucar.

Não sei se já deu para perceber, todavia, eu sou o tipo de pessoa que prefere se machucar a fazer isso com alguém. Não que terminar com Harry vá me causar tanta dor; a questão é que, desde o início, eu deixei claro para ele que se houvesse a chance de nos interessarmos por outra pessoa, que fôssemos sinceros. E é isso o que eu serei se realmente houver alguma chance de eu me envolver com o Cameron.

Os últimos dias de envolvimento foi costumeiro. Realmente, a diferença é que, agora, nos beijamos. Continuamos tomando café da manhã juntos, indo à universidade e construtora juntos, voltamos para casa, jantamos. Nada de anormal.

O que está dificultando é a vontade do Cameron em me beijar. Eu quase sempre estou escapando com a ajuda da Mia, que é a única que sabe que eu estou com o Harry, ou então os meninos com ciúmes. Felizmente Harry ainda não chegou a presenciar tal momento, mas isso não o deixa isento de ser mais um dos que interrompe.

Não é que eu viva flertando com o Cameron. Claro que não. Se eu estou com o Harry, serei fiel a ele, só que, durante as nossas conversas, surge o clima uma vez ou outra e eu me mantenho firme em não render.

Aparentemente, a notícia ainda não chegou aos ouvidos do Harry, do contrário, ele já teria comentado a respeito.

Dia quinze, seria a inauguração da filial do Fire Rabbit em Nova Iorque, porém, houve um imprevisto com o primo do Damon, o Graham, e acabou adiando. O que impediu de comemorarem o aniversário do Benjamin, no clima entre amigos. Por outro lado, a festa aconteceu no tema de cassino e pelas fotos, o evento foi grande. Damon estava tentador, mas a pergunta que não quer calar é: quando ele não é?

Minha empatia com relação a ele só cresce e eu não vou negar que continuo preocupada. Não sei se estou me precipitando, eu só não acho que ele deva sofrer tanto assim. Ainda mais sem saber se se tornou pai ou não. Ah, Emily. Por que você não facilita a vida do homenzarrão? Posso não ter ficado um mês em Denver, mas mais uma vez, foi tempo suficiente para saber que ele seria um bom pai. O relacionamento dele com Summer é a coisa mais linda de se ver.

Não vou negar que fiquei surpresa com a ligação que recebi de Damon Lundgren por volta do meio dia. Ele me pedia que lhe fizesse um grande favor, quando saísse da universidade e eu devo admitir que estou extremamente curiosa para saber em que eu poderei ajudar ao magnata Lundgren.

Agora, estou a caminho da sua empresa, com Harry ao volante, que vai seguir para a construtora sem mim, com Mia no banco de trás. Damon me pediu que levasse alguém da minha idade. Achei estranho, devo confessar, mas como Mia é de minha total confiança, eis que estamos chegando.

— Qualquer imprevisto, me ligue — diz Harry, estacionando diante do prédio onde Damon trabalha.

— Fique tranquilo. — Eu retiro o cinto.

— Tchau, Harry. — Mia se apressa a sair do carro e eu dou um beijinho em Harry.

— Vejo você mais tarde. — Eu me viro, mas ele toca no meu rosto, me fazendo o olhar outra vez.

— Você está bem?

— Sim. — Dou um pequeno sorriso. — Estou sim.

Saio do carro, antes que o clima piore e com Mia, vou em direção à entrada. Cumprimentamos o pessoal da recepção e rumamos para o elevador.

— Vocês estão bem? — Mia questiona, agarrada ao meu braço.

— Eu quem estou estranha. Acho que estou perdendo a vontade de continuar com ele.

— Não. Brinca. — Ela arqueja e nós entramos. — Achei que fossem casar.

Eu dou um pequeno sorriso e aperto o botão para a presidência

— Eu estou sentindo que estou enganando George e Eleanor. Eles me têm como filha, Harry é de sangue. Entende onde eu quero chegar?

— Sim. Eu sinto muito.

Eu balanço a cabeça em negativa e abano o ar com desdém. No último andar, eu saio com a morena ao meu lado e vamos em direção à sala do presidente. Eu suspiro. Deve ser uma puta responsabilidade, hein? Ainda mais de uma empresa tão grande quanto as que Damon preside.

— Boa tarde. Eu sou Laila e essa é a Mia. Vim a pedido do Damon.

— Boa tarde. Eu vou informar que vocês chegaram. — Ela pega o telefone e eu olho ao redor.

Essa empresa é somente dele, e é possível sentir o seu poder emanar.

— Eu vou ficar aqui fora — diz Mia e eu concordo, entrando quando a mulher libera que eu faça.

— Laila. — Damon me recepciona, convidativo. — Muito obrigado por ter vindo.

— Um pedido seu é algo que eu jamais negaria atender. — Eu sorrio e o cumprimento com dois beijos. — Quem são esses? — Eu indico os dois loiros.

Ambos possuem os olhos azuis. Ele tem a mesma altura que Damon e ela é um pouco mais baixa que eu. O homem é sério e mais parece um segurança, enquanto ela, mesmo de cara emburrada, parece ser boa pessoa.

— Aquela é a minha irmã mais nova recém-descoberta.

Eu sinto minha boca se abrir num perfeito O, pasma com essa novidade.

— Laila Vidal. — Aproximo-me para a cumprimentar.

— Mia Jefferson. — Ela levanta e faz de maneira decente.

— E aquele é seu segurança. — Damon o indica e ele se aproxima.

— Max Harrison. — E me cumprimenta.

— É um prazer. — Sorrio para ele. — E o que deseja que eu faça? — Eu olho o outro.

— Minha irmã está precisando de umas roupas. Eu a conheci na quinta-feira, fizemos exame de DNA na sexta e eu precisei vir correndo para a inauguração de ontem e agora ela chegou e só trouxe beleza. Não que seja pouca.

— Não vai pensando que essa bajulação vai me fazer ter menos raiva de você. — Mia pega a bolsa de alça tiracolo. — Vamos, Laila?

— Claro. — Eu sorrio.

— Dominic os espera no estacionamento.

Despeço-me do irmão dela e saímos os três. Mia se levanta e me segue sem entender absolutamente nada e eu sorrio para ela. Entramos na cabine do elevador e o homenzarrão fica diante de nós e...

— Minha nossa — murmura Mia, agarrando meu braço. — Quem é esse?

— Segurança da Mia. Espera. São duas Mias? — Eu olho de uma para a outra. — Isso não é legal. Eu já sou lesada demais. — Balanço a cabeça em negativa. — Mia, essa é a Mia. — Apresento-as. — A morena vai ser Um porque é mais velha. E a loirinha, Dois.

— Você tem quinze anos? — A Um questiona e a Dois nega.

— Vinte, mas não se preocupe. Você não é a primeira a me dar essa idade.

Saímos os quatro na garagem e Max nos guia até um carro preto. Entramos as três no banco de trás e ele fica no do carona.

— Podemos não falar sobre essa palhaçada de segurança? — A Dois questiona. — Eu ainda estou furiosa com Damon Lundgren por essa.

— Eu compreendo que esteja se sentindo assim. — Afago seu antebraço. — Damon realmente é extremamente controlador.

— Você o conhece há quanto tempo? — Ela me olha nos olhos.

— Desde o início do ano, passei uns dias com ele em Denver. Sei o quanto ele pode ser bem pior, acredite.

A loira bufa.

— Como Emily o aguentava?

Eu rio.

— Amor demais, querida. Acredite.

— Eu notei pelo modo como ela fala dele. Ainda há muito sentimento.

— Eu não tenho dúvidas. Então, eu sei que não está nada confortável com essa coisa de segurança, mas pode ser uma forma de ele sentir que você está segura.

— Impossível não me sentir segura. Eu tenho um metro e cinquenta e sete. Esse homem, um e oitenta e oito. Mais de trinta centímetros de diferença entre nós dois. — Mia faz uma careta. — Fui a única desprovida de tamanho.

— Se serve de consolo, Kate não é tão alta assim. Deve ter pouquíssimos centímetros a mais que você. Seu pai é mais baixo que Damon.

— Isso é frustrante. Não basta ele ser um homem poderoso. Tem que emanar poder e ser alto e forte.

Mia Um ri.

— Desculpa. — Ela pede de imediato.

— Não precisa se desculpar. Isso nunca vai mudar mesmo. — A loira faz beicinho e eu sorrio.

No shopping, saímos do carro e vamos com o segurança em nosso calcanhar. Ele realmente é alto e a diferença entre ele e Mia Dois é cômica.

— Tem ideia do que pretende comprar? — Olho a loira.

— Alguns jeans, camisas básicas. — Ela dá de ombros.

— Você me parece fazer bem o estilo romântica.

— É meu favorito. Sabe que hoje é aniversário do Fred, não é?

— Sei sim.

— Ajuda a encontrar algo para dar de presente? Eu não o conheço. — Mia faz uma careta e eu concordo.

— Claro. Eu tenho um virginiano na minha vida. Sei bem a preferência deles.

Vamos de loja em loja, com Max em nosso calcanhar, atento a absolutamente tudo ao nosso redor. Quando Mia Dois escolhe algo, ele paga e pega a sacola, a impedindo de carregar e isso parece a irritar. Damon, aparentemente, deixou o dinheiro com o loiro. Eu comento sobre a comemoração do meu virginiano.

Compramos uma gravata para Fred e um vestido para Mia Dois usar essa noite e eu até já tenho em mente o que usar. Ela me conta um pouco do que lhe aconteceu desde o nascimento até encontrar Damon.

E se tem um lugar que eu não gostaria de estar, era na pele dessa Viola, quando Damon decidir a confrontar. Vai por mim. Não vai ser pouca coisa.

Ao fim das compras, esperamos por Damon na frente de uma loja qualquer, depois de Mia Dois lhe dar as coordenadas.

— Eu acho que é uma exploração — diz a loira, como se eu não tivesse presenciado o robô ao nosso lado. — Ele não conversa comigo. Só me questiona automaticamente onde eu quero ir. Nem minhas sacolas posso carregar.

— Ele foi treinado assim — diz o irmão dela, defendendo o rapaz. — Eu não posso fazer nada.

— Pode sim. — Ela se vira para ele, enquanto eu o cumprimento com dois beijos. — Liberte-o.

Damon ri e cumprimenta Mia Um.

— Você não vai se livrar do Max tão fácil assim. Enquanto estiver aqui, ele estará com você.

— Pode, ao menos, sugerir que ele troque algumas palavras comigo como o humano que eu acredito que ele é? Eu não o quero se referindo a mim como senhorita Lundgren e sim, como Mia.

Damon o olha.

— Depois eu converso com ele. Laila, muito obrigado por se disponibilizar. Eu não sei o que seria de mim sem você.

— É. Obrigada por acompanhar uma completa estranha — diz Mia Dois.

— Ah, para com isso. Foi maravilhoso te acompanhar. — Abraço-a. — Sempre que precisarem, é só me chamar.

— Não vou ficar atrapalhando você nesse início de graduação. Cada semestre é muito importante.

— Eu sei.

— Como estão as coisas? E você e Harry?

— Está tudo em ordem. — Dou um meio sorriso.

— Vai agora? Quer uma carona?

— Obrigada, mas Mia Um e eu vamos estender o tempo por aqui.

— Ah, você também é Mia. — Ele olha a morena ao meu lado e ela sorri e concorda.

— Precisei enumerar. — Dou de ombros.

— Sendo assim, nós já vamos. Essa vai ser a primeira noite da Mia sob o efeito do jet lag, eu ainda estou na segunda, tenho trabalho amanhã... Vemo-nos.

— Até mais, na comemoração do aniversário do Fred.

Despedimo-nos e eu os observo se afastarem.

***

Eu me perdi em devaneios. Eu sei. Isso não é novidade para ninguém, mas eu recebi uma chuva de informações essa tarde e foi impossível não tentar assimilar tudo em pouco tempo. E agora, Harry e eu estamos correndo... espera. Eu estou correndo, puxando Harry, em direção à entrada do prédio onde Frederick mora e de onde partiremos para jantar no La Fleur D’or, julgo eu. Porque, para mim, ali é o melhor restaurante e não vejo lugar melhor para comemorar o aniversário do Blumm.

Depois de dar nossos nomes para o porteiro, seguimos para o elevador e eu aperto o botão para a cobertura. As portas se abrem e nós nos deparamos com Fred.

— Espero não estarmos atrasados — digo, saindo da cabine. — Ai, meu Deus! — Eu exclamo. — Você ficou maravilhosa. — Cumprimento Fred, passando por ele, arrastando o Harry. — Damon. Holly. — Eu aceno e para diante da loira mais nova. — Levanta e dá uma voltinha.

Ela faz e me cumprimenta.

— Você está incrível. — Mia me elogia e eu abano o ar.

— Não mais que você. E olha só a Holly. Estou cercada pelas loiras mais lindas. — Cumprimento Damon.

— Você não tem um ritmo mais lento. Eu estou velha para acompanhar — diz Holly.

Eu rio e solto a mão do Harry.

— Desculpa. Eu nem falei com o aniversariante direito. — Vou até ele e o abraço. — Olha, eu convivo com um virginiano, mas isso não me isenta de saber o que dar. Ainda mais quando você é um multimilionário e está entre os cinco maiores empresários daqui. — Ofereço uma sacola da Tiffany & Co.

— Obrigado por ainda assim, ter se dado ao trabalho.



Notas finais do capítulo

Não revisei. Desculpem.
Eu estou tendo uns probleminhas do lado de cá outra vez.
Desculpem.



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