Remember-Uma Vida Pra Viver escrita por Thay Paixão


Capítulo 8
Olhos Tristes


Notas iniciais do capítulo

Não demorei! o/ Gente valeu por todo o apoio, amo saber que gostam dessa fic tanto quanto eu! temos novos leitores! bem vindas Holland Cullen e NovaCullen ♥
Aos novos que ainda não comentaram.... vem da um oi gente! eu amo falar com vcs, e saberem o que estão achando. *_* No mais...
Boa leitura ♥



Remember

Olhos tristes

 

A conversa com Isabella Swan seguia bem. Ela queria ser atualizada das coisas que perdeu; A temporada de basquete acabou? Meu pai não perde um jogo! Já teve o VMA? E o EMA? Quem ganhou o Oscar?

Ela me bombardeava com inúmeras perguntas. Seus olhos chocolates eram sinceros, inocentes e a cada pergunta que eu respondia eu os via brilhar com outras inúmeras perguntas que passavam pela cabeça dela.

Eu relaxei no sofá ao lado da sua cama- aquela cadeira de rodas era um tanto desconfortável- e a contei dos artistas, da politica, um pouco do mundo, e um pouco de mim.

—Você mora em Phoenix, lá tem muito sol! Passei o ultimo verão na Califórnia com minha mãe... Se eu pudesse ter aquilo, não moraria aqui, por mais que realmente ame essa cidade. – depois de terem nos servido o jantar, Bella ( como preferia ser chamada) parecia ter recuperado um pouco da força e cor. Gesticulava bastante ao falar, fazendo gestos e caretas adoráveis.

—Por que não foi morar com sua mãe então? – questionei, era estranho, uma filha ficar com o pai depois de uma separação. Foi a pergunta errada, pois ela ficou seria imediatamente, e seu semblante murchou. Quis me socar por tê-la deixado triste.

—É complicado. – falou olhando as mãos.

—Acho que entendo um pouco de complica. – falei tentando fazê-la sorrir. Ela suspirou e me deu um sorriso fraco.

—Meus pais se separaram quando eu era mais nova, minha mãe prometeu que assim que se estabelece voltaria para me buscar... O tempo foi passando e nada. Ela viajava muito, não tinha moradia permanente... Depois de um tempo eu desisti. Sabia que ela nunca me levaria para morar com ela.

—Mas passou o verão com ela. – constatei.

—Sim. Depois de quase sete anos. – seus olhos se encheram de lágrimas.

—Ei... Desculpe. Não queria te deixar triste. – me inclinei para pegar sua mão. Ela apertou a minha.

—Não deixou. Só que... A ausência da minha mãe é um tema delicado. – fungou. Limpou uma lágrima que queria escorreu.

—Bom agora eu estou aqui! E você, o famoso Edward; seu avô me disse que você namora uma líder de torcida.  –ela mudou drasticamente de assunto.

—Eu... –engasguei com o tema. Por que vovô Antony diria a ela do meu breve namoro com Tanya? Antes que eu pudesse responder, o pai dela entrou no quarto. Soltei a mão dela no susto.

—Bells... – ele me notou. – Edward?

—Sim chefe. – falei me levantando meio desajeitado. Ele me cumprimentou com um aperto fraco. Não foi o bastante. Ele me puxou para um abraço,

—Eu preciso te agradecer de forma apropriada. – sussurrou com a voz embargada.

—Não foi nada... –tentei dizer sem jeito.

—Nada? Você trouxe minha filha de volta rapaz! Serei eternamente grato a você. – ele me olhou, seus olhos idênticos aos da filha estavam marejados.

Eu não sabia como responder a sua gratidão.

—E a mamãe? – Bella perguntou me salvando da situação constrangedora.

Charlie me soltou indo até a filha e beijando sua testa. Sentou-se na cama com ela e a abraçou. Chefe Swan deveria querer ficar com a filha nos braços por um bom tempo.

Senti-me um intruso ali.

—Deixei a em casa descansando um pouco. Foi uma longa viagem até aqui...

—Eu sei. – Bella respondeu descansando a cabeça no peito do pai. – não queria causar tantos problemas.

—Problemas?! Filha nós te temos de volta! Meus Deus, você não tem noção de quantos pais queriam ter esse ‘’problema’’. Sua mãe ficará bem. Amanhã cedo já estará aqui dando ordens aos enfermeiros.

Bella riu, entretanto quando nossos olhos se cruzaram ela parecia não acreditar no pai.

—Bom vou voltar ao meu quarto. – falei.

—Fique mais um pouco. –Bella pediu.

—Já esta tarde. – expliquei ficando corado com a intensidade do seu olhar sobre mim.

—Aqui está ele! – Carlisle entrou sem bater. Envolveu-me com um braço.

—Você parece bem. – falou sorrindo.

—Me sinto bem. – menti. Eu sentia que poderia desmaiar a qualquer minuto, por isso queria voltar ao meu quarto o mais rápido o possível.

—Carlisle! Eu ainda não tive a oportunidade de falar com você. – Charlie se levantou do lado da filha para vir para perto do meu pai. Os dois se abraçaram.

—Nossos filhos são nossas prioridades, certo? Quando eles estiveram cem por cento, vamos fazer uma grande festa na casa dos meus pais. - Carlisle disse. Eu duvidava que Esme fosse concordar com isso, mas vamos deixar que ele faça seus planos.

—Bella é maravilhoso te ter de volta. – Carlisle disse

—Obrigado Carlisle. Tudo graças ao seu filho, ele será sempre meu herói.- ela sorriu para mim estendendo a mão. Fui para perto dela o mais rápido que pude, sentindo seus dedos em contato com os meus. Nossas mãos ficaram unidas.

—Edward você tem que descansar, amanhã cedo o médico quer te ver. E tenho uma boa noticia. – Carlisle anunciou juntando as mãos.

—Sim?

—Sua mãe está em casa dormindo! – ele disse como se fosse uma grande vitória. O que de certa forma era, ela deixaria os médicos fazerem seu trabalho em paz nessa madrugada.

Eu tive que rir com ele. Charlie e Bella nos olhavam sem entender.

—Minha mãe gosta de mandar na equipe médica. – sussurrei a explicação. Ela assentiu entendendo.

—Super protetora? – adivinhou

—Você não faz ideia do quanto. –revirei os olhos.

—Bom, é ótimo ver que está se recuperando Bella. Vou levar o meu filho aqui para que vocês dois possam descansar. – Carlisle disse me indicando a porta.

—Nos vemos amanhã?- perguntei a Bella. Ela apertou minha mão.

—Vou estar bem aqui. – prometeu.

—Te vejo então. –soltar seus dedos foi difícil. Eu senti que estava ficando meio... Dependente. Eu queria ficar a noite todo acordado conversando com ela. Quando meu pai fechou a porta, ela ainda deu um aceno para mim.

—Você está bem para caminhar? – ele quis saber logo que saímos no correr.

—Se você me ajudar. – falei com vergonha.  Ele passou o braço pela minha cintura e me guiou para meu quarto. Os corredores estavam silenciosos, e quando passamos pelas janelas de vidro não havia nenhum jornalista do lado de fora.

—Como tiraram eles daqui? – quis saber.

—Charlie falou com o juiz amigo dele e ele conseguiu um mandato, pelo menos durante a noite eles devem deixar o caminho livre. – explicou.

—Como Esme está? – perguntei.

—Sua avó fez um chá e ela apagou depois de beber.

—Vovó voltou pra casa?

—Sim.

—Que horas são? – me espantei, ela tinha dito que esperaria o vovô para leva-la.

—Quase meia noite Edward.

Nossa! Passei toda a noite no quarto de Bella. Conversar com ela era algo tão... Natural.

—Quem a levou?

—O senhor Newton, não fique assustado, nessa cidade todos se conhecem, e ficam felizes em ajudar.

—Rosalie?

Ele suspirou me colocando na cama e ajeitando meus travesseiros.

—Não sai do lado da sua mãe. E ela quase não nota a menina ao lado dela, apenas falando de você. – vi que aquilo o irritava.

—Desculpe.

—O quê? Edward o comportamento da sua mãe em relação a sua irmã não é culpa sua. Cedo ou tarde ela irá perceber o erro que está cometendo sem dar a devida atenção a Rose. De qualquer forma... Tem sido tempos difíceis e sua irmã entende.

—Rose é muito nova, não devia passar por essas coisas. – ele fez um carinho em meu ombro.

—Nenhum de vocês dois merecem passar por essas coisas, mas são fortes. Irão ficar bem. Vou chamar a enfermeira para administrar sua medicação antes de dormir, e depois vou ver a Alice.

Fiquei alerta ao nome.

—Como ela está? – perguntei.

—Bem acho. Ainda de repouso pelo o que sei. Vou me informar melhor.

—Não tem nenhum familiar dela aqui? – quem deixa uma jovem viajar para outro país para conhecer um irmão a muito perdido sozinha?

—Os pais adotivos dela são biólogos, e o namorado fotógrafo... Pelo o que entendi, ela os convenceu a deixa-la fazer isso sozinha. É uma moça corajosa Edward. – a admiração estava presente no seu tom.

Resolvi brincar um pouco com ele.

—Não há riscos?

—Riscos?

—De você se encantar por ela... – ela ficou vermelho de raiva.

—Tenha mais respeito Edward! Ela é só uma jovem e sua irmã!

—Ser jovem é o seu ponto né? – eu tive que alfinetá-lo.

—Está falando de Victoria?

—Eu não sabia o nome. – confessei. Ele bufou e se sentou ao meu lado.

—Eu devia ter conversado com você sobre isso. Eu estava vulnerável, Edward, e cometi um erro. Eu prometi a sua mãe hora lá e protege-la, mas a trai. Eu me sinto um lixo, por esse momento de fraqueza que nunca mais se repetirá.

—Vocês vão se separar?

—Eu não sei filho. Cabe a sua mãe me perdoar ou não.

—O que você quer pai? Que ela o perdoe e fique com você ou se separe?

—Quero sua mãe ao meu lado, Edward. Porem quero uma mulher que me apoie e esteja comigo, não que simplesmente fique apontando meus defeitos.

Naquela noite Carlisle foi muito sincero comigo, senti que ele finalmente me via como um homem, e não apenas como o filho doente dele. Senti nosso laço se fortalecer.

Logo depois da enfermeira administrar meus remédios, ele saiu para ver minha irmã, e eu dormi, sonhando com olhos de chocolate, campinas floridas, e sorrisos. O de Bella.

Quando acordei estava sozinho em meu quarto, o que deveria ser no mínimo estanho. Imaginei que dona Esme estaria aqui assim que o dia raiasse.

Um tumulto do outro lado da porta me despertou por completo.

—Me solte seu porco imundo! Eu vou acabar com você! – aquela voz gritada só podia pertencer a uma pessoa.

A porta abriu com um estrondo e uma Jane furiosa foi largada no chão dando chutes no ar. A cena era um tanto cômica.

—Jane? – chamei

—Edward! Mande esse brutamonte tirar as mãos das minhas botas! – gritou. Botas essas que ela usava para chutar o cara, ‘’brutamonte’’ que deveria ser o segurança do hospital.

—Pode deixar, ela é minha amiga. – falei.

—Ela não está na lista de visitas. – o cara disse.

—Agora está. Pode deixar. – falei. Jane fez língua para homem que saiu resmungando.

—Ufa! Vou te falar, para um bando de caipiras, esses caras têm seguranças e tanto! E o que dizer dos jornalistas lá fora? Você parece o Justin Timberlake!

—Também estava com saudades. – revirei os olhos. Ela se levantou do chão, tirou a mochila pesada das costas, a jogando de volta ao chão e correu para minha cama.

—Edward! Eu estava morrendo de saudades! Vim te fazer uma visita, e que surpresa tive quando o ônibus parou numa lanchonete de beira de estrada e eu vi sua foto no noticiário.

—Sou famoso agora. – debochei.

—Sim. Por trazer uma garota dos mortos. Você poderia ter me ligado. – ok, agora passamos as acusações.

—Como você mesma disse, eu estava salvando uma garota dos mortos, e isso meio que toma tempo. – ela me abraçou. Relaxei correspondendo ao seu abraço.

—Que bom que você está bem. – sussurrou. – Quando vai poder sair?

Então a atualizei do meu estado de saúde.

— Isso é incrível! Você vai ficar bem.

— É o que parece.

—Por que não esta feliz? – ela franziu a testa.

—Estou meio nervoso em conhecer Alice.

—Ela é sua irmã! Não tem que ser estranho.

—Eu não lembro dela, Jane.  Ela se lembra de mim... Por que nunca pensou em me procurar antes?

Ela deu de ombros.

—Terá que perguntar isso a ela. Posso abrir a janela? – ela perguntou e já foi abrindo. Acendeu um cigarro.

—Ainda não parou?

—É o ultimo. – revirou os olhos e piscou para mim.

— E o seu pai? Deixou você viajar sozinha de...

—Ônibus. Ele viajou com a namorada nova, a que o está consertando, e eu apenas o mandei uma mensagem dizendo que viria te encontrar. Infelizmente eu não tinha grana para o avião. O que quer dizer que não tenho grana para comer, então espero que sua família me receba de braços abertos como sempre.

—Com toda certeza irão. – afirmei.

Ela deu uma longa tragada e soltou pela janela a fumaça.

—E essa Isabella Swan? – perguntou.

—O que tem?

—Como a salvou?

—Você não acreditaria.

—Tente. Pelo o que ouvi ela foi dada como morta há seis meses. Então deve ser uma historia interessante.

—Ela estava digamos que num estado de coma, presa dentro de uma gruta.

—Como ficou viva? – ela baixou o tom.

—Você não vai rir?

—Claro que não!

Respirei fundo antes de jogar toda historia. Eu querer me matar, o espirito da Bella me impedir, a mediunidade de Rose, e todo o resto.

—Por fim o espírito protetor da tribo estava protegendo Bella.- terminei esperando que ela caísse na gargalhada e me chamasse de louco. Não aconteceu. Jane ficou quieta. Já tinha fumado três cigarros enquanto eu contava a historia e apagada o ultimo agora na beirada na janela.  Pigarreou e me olhou seria.

—Você tentou se matar? – sussurrou

—O que? Eu te conto uma historia louca desses e você se prende a esse fato banal? – eu bufei

—Sua vida não é um fato banal para mim. – ela sacudiu a cabeça. Eu odiava quando ela ficava seria aquilo não combinava.

—Eu não fui adiante ok?

—Por que Bella te parou. E você caiu na agua e não sabe como. E alguém te salvou. Até onde sei, seu suicídio poderia ter sido muito bem sucedido! – ela elevou a voz.

—Mas não foi, ok?

— Ok nada Edward! Porra! Eu perdi minha mãe, meu irmão e meu pai pouco se fode pra mim! Você é a pessoal mais importante da minha vida! E eu quase perdi você, e não foi para o câncer. – ela chorava.

—Jane... – me levantei e fui a passos lentos para perto dela. Ela não me impediu de abraça-la.

—Me perdoe. Eu estava com a cabeça cheia de merdas... Agora eu nunca, nunca faria isso. Me perdoe.- ela me apertou.

—Eu já perdi de mais Edward. Não posso perder você. – sussurrou na minha camisola hospitalar.

—Ouvi dizer que Jane... Está aqui. – ouvi Esme entrar. Qual era o problema da minha família em bater antes de entrar?

Nos separamos e ela limpou o rosto.

—Oi senhora Cullen. – ela cumprimentou minha mãe com a voz rouca. Esme a olhou triste, conhecia Jane desde que nasceu, era amiga próxima da mãe dela, e tinha um carinho enorme pela minha amiga.

—Oh querida... Edward nos deu um susto, não é verdade? Não se preocupe tudo ficará bem.

Ela abraçou Jane.

— Quer ir para a casa da vó do Edward agora? Tomar um banho comer algo?

—Quero ficar mais um pouco com ele se não se importar. – Jane disse.

—Tudo bem. Seu médico já passou por aqui, querido?

—Não. – respondi voltando a cama.

Vou procura-lo Carlisle deve estar com ele. Também vou pedir que tragam seu café.

—Acho que a enfermeira sabe a hora mamãe. – suspirei.

—Eu vou garantir que ela não se atrase. – ela sorriu matreira e saiu.

—Sua mãe me parece bem. - Jane disse se jogando no sofá.

—É a perspectiva de que eu ficarei bem.

—Isso faz bem a todos nós. – Jane concordou. Eu me senti melhor com a presença dela aqui.

Logo meu café da manhã foi trago, e enquanto eu comia( dividindo com uma Jane faminta) ela me atualizou dos nossos amigos da escola.

Quando minha mãe voltou com o médico e meu pai, fiquei tenso de imediato. Seus rostos eram sérios.

—Aconteceu algo? – perguntei meus pensamentos indo diretos para Bella. Teria algo acontecido com ela?

—Sua irmã não está muito bem. - Carlisle disse.

Alice não está muito bem. – Esme corrigiu.

—A senhorita Brandon tem uma anemia... Não tão leve, mas não tão forte. Precisamos tratar antes que ela possa fazer a doação. – o médico explicou.

—Não sei por que. Ela já disse que não se importa! – Esme queria explodir.

—Não vamos colocar a vida dela em risco Esme. A família dela nem está aqui. – Carlisle tentou suavizar

—A decisão é dela. Ela quer fazer a doação. – revidou.

—Edward, terá de ficar aqui até o dia do transplante, em observação, por que está muito debilitado. Provavelmente em quinze dias a senhorita Brandon estará melhor. – o médico se dirigiu a mim.

—É grave o que ela tem? – quis saber.

— Como eu disse, só é delicado e aspira cuidados. Ela ficará bem. Já estive com ela essa manhã e ela gostaria de conhecer o senhor.  –ele completou com um sorriso. Vi Esme ficar tensa.

—Eu... Eu adoraria. – meu coração acelerou.

Então seria agora. Eu finalmente conheceria Alice Brandon, minha irmã de sangue.



Notas finais do capítulo

E esse encontro gente? uiuiuuiu
Bella e Edward são tão fofinhos né? *O* vejo vcs logo! bjs e Comentem :*



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