Remember-Uma Vida Pra Viver escrita por Thay Paixão


Capítulo 2
Fragmentos- Bella


Notas iniciais do capítulo

Oi gente! Estou muito feliz em escrever essa fic *_* A one que a inspirou foi recomendado hoje pela linda fJosiane muito, muito obrigado Flor, e eu espero que cada um de vocês aproveite essa exploração da historia que estou fazendo aqui. Sem mais, vamos conhecer nossa Bella! boa leitura ♥



Fragmentos- Bella

Forks- Whashington 1998

—Vamos conversar Renée! Não é algo tão grave! Vai jogar onze anos de um casamento fora por um garoto? - Charlie gritava com Renée perto da porta. Permaneci Sentada no sofá fingindo assistir Tv.

— Olha para você, Charlie. Eu o traí! Venho te traindo há quase um ano! - ela gritou de volta e entrou na sala.

 Passei a olha-los. Minha mãe tinha o rosto fortemente corado. Meu pai estava chorando.

— Podemos superar isso. - ele tentou controlar a voz ao ver que eu prestava atenção.

Minha mãe riu. Não parecia achar graça de nada. Parecia até meio... Desesperada.

— Preste bem atenção, Charlie; eu não amo você. Eu não quero mais essa relação. Acabou. Tenha um pouco de dignidade e se recomponha.

Ela olhou para mim e tentou dar um sorriso. Eu estava ficando assustada. Eles não eram de brigar... Meus pais eram de passar dias sem falar um com outro. E só.

—Bella, querida. Coloque seus tênis. Estamos saindo.

Comecei a chorar. Estava chovendo muito lá fora, eu não queria sair.

— você não vai sair daqui com a minha filha! – Charlie esbravejou me pegando pelo braço e colocando a trás dele. Comecei a chorar.

— Ela vai comigo, Charlie!

— Vai com você para onde? Para estrada com um adolescente idiota? Minha filha tem aula amanhã, tem uma vida aqui. Você não vai leva-la para sua loucura. Suba agora Bella! – ele me empurrou para a escada.

— Mamãe? – chamei a meio incerta.

— Mamãe já vai lá, querida.

Subi para meu quarto sem entender o que iria acontecer. Fiquei sentada na minha cama o mais quieta possível. Houve gritos, coisas sendo quebradas. E depois um silêncio forte. Deitei na cama com o travesseiro abafando minhas lágrimas.

— Bella? – mamãe abriu a porta do quarto. Senti suas mãos em meus cabelos.

— Querida, a mamãe vai ter que viajar.

— Pra onde? – falei com a voz abafada pelo travesseiro.

— Ainda não sei bem...

— Eu vou com você? – a olhei. Ela tinha os olhos cheios de lágrimas.

— Não meu amor... Você não pode vir com a mamãe. Mas eu prometo, venho te buscar assim que der.

— E o papai?

— A mamãe e papai estão se separando. Não vamos mais morar juntos.

— Por causa do Phill?

— O que você sabe do Phill?

—Você e ele são namorados. Achei que o papai soubesse. Todo mundo sabe.

Ela me abraçou.

— você é uma menina inteligente. – sussurrou nos meus cabelos.

—Renée saia agora. Seu garotinho está na frente da minha casa. – papai estava serio agora. Parecia com raiva.

— Eu tenho que ir, Bella. Mas eu volto para te buscar.

— É o que veremos. – Charlie disse.

—Não vai não. – sussurrei. Parecia que tinha um tijolo na minha garganta.

— Eu amo você- ela repetiu e se levantou. Não soltei sua mão.

— Por favor, mamãe. Não me deixa. - eu comecei a chorar.

— Desculpa Bella. Eu tenho que ir. – ela largou minha mão e saiu. Charlie fechou minha porta. Corri para a janela a tempo a tempo de vê-la entrar no carro do Phill e sair. E agora? Como seria sem minha mãe?

Meu pai voltou ao meu quarto. Ele me abraçou sem jeito.

— Agora somos apenas nós. – ele sussurrou.

 

Forks- Washington, maio 1999

 

—Isso deveria ser fácil. – resmunguei de novo. Era quase hora do almoço e eu iria almoçar na casa da minha amiga Ângela, mas não poderia aparecer lá sem um absorvente. Eu havia ficado menstruada pela primeira vez na noite passada. Nada constrangedor ninguém viu apenas eu. Porem não havia absorventes em casa, e eu não tinha coragem de pedir ao Charlie para sair e comprar. Como resultado eu tinha meu colchão da cama com uma mancha de sangue que tentaria remover, e muitos lençóis para lavar. Era possível sangrar tanto? Era normal? Eu deveria ir ao medico? Era assim com todo mundo?

E pra piorar eu não podia falar com minha mãe. Eu não sabia onde ela estava! Ela sempre me ligava... De locais diferentes. E nunca vinha aqui nesse ano em que deixou meu pai.

—Ao menos que seja para uma mulher que acaba de dar a luz, esse não serve. – dei um pequeno pulo com a voz da senhora Cullen. Era uma senhora quase idosa muito simpática e que às vezes dizia coisas estranhas. Como quando cai da árvore e quebrei a perna. Ela havia me dito no mesmo dia mais cedo ‘’fique longe das árvores, Bella.’’ Então escalei uma árvore com meu vizinho Mike. Eu caí e quebrei a perna. De qualquer forma era impossível não gostar da senhora Cullen.

Eu fiquei olhando para ela com o pacote de absorventes na mão. Não sabia o que dizer.

— Precisa de ajuda, querida? – ela sorria para mim.

— Só fazendo comprar de fim de semana. – falei dando um sorriso grande e nervoso.

— Seu pai não deveria vir com você?

— ele foi pescar com Billy.- expliquei. – Senhora Cullen...

—Sim?

— Eu... – fiquei engasgada de vergonha. – não sei qual usar. - soltei finalmente. Ela deu um sorriso leve. Tirou o pacote de minhas mãos. Olhou a prateleira e pegou um menor, rosa.

— É a primeira vez? – sussurrou. Eu apenas assenti.

—vamos levar três desses. Você é muito pequena ainda, esse será mais confortável.

Peguei algumas coisas para casa, e seguimos para o caixa. A senhora Cullen passou suas comprar e se ofereceu para me deixar em casa.

— Bella sei que deve ser um momento difícil para você, sem sua mãe... Se quiser ir a minha casa às vezes, conversar...

— Eu estou bem. – afirmei. Ela sorriu. Não parecia um sorriso feliz.

—Eu tenho um neto da sua idade. Queria que vocês se conhecessem, seriam amigos.

— O Edward. – lembrei o nome que ela sempre falava quando nos víamos.

— Oh você se lembra! Da ultima vez que ele veio aqui foi tão rápido que não tive tempo de trazê-lo a cidade, mas em breve o convencerei a voltar.

—Sim, leve ele ao parquinho. Aposto que todo mundo iria gostar dele. – todos gostavam do senhor e a senhor Cullen, o neto deles também deveria ser uma pessoa legal.

Despedi-me dela, entrei em casa indo direto para o banheiro tirar todo o papel higiênico que coloquei em minha calcinha. Tomei banho e coloquei o absorvente. Era estranho andar com aqui. Guardei as comprar e depois foi para a casa de Ângela que não era longe da minha casa.

 

Forks- Washington, Agosto 2004

 

—Esses dias de verão que você passou na Califórnia te transformaram numa estrela do surf? – Jessica, uma de minhas melhores amigas desdenhou de mim. Eu estava com minha prancha de surf recém-adquirida na Califórnia nesse verão. Um presente do meu padrasto Phill.

—Diga o que quiser, mas se você fosse surfar lá, seu desempenho melhoraria muito. – falei com confiança. Eu havia acabado de dar um show na praia de La Push. Era meu primeiro fim de semana depois de passar o verão com minha mãe Renée e seu marido Phill na Califórnia. Era a primeira vez em quase seis anos que eu passava mais de um dia com ela. No começo foi estranho, mas logo me enturmei com os vizinhos e fui para a praia.  E lá melhorei como surfista. Jessica e eu éramos as únicas garotas de Forks que surfavam, nenhuma outra garota se ariscava nas aguas geladas daqui apenas nós duas, e o show superior que eu havia dado não tinha agradado ela nem um pouco.

Logo depois Mike, nosso amigo e paixão dela, reivindicou sua atenção e ela parou de me olhar feio. Nossa festa improvisada na praia encheu, parecia que cada jovem da reserva Quileute e de Forks estavam ali. Era o ultimo fim de semana antes das aulas começarem.

 Em certa altura Jacob (meu amigo desde que ele nasceu já que nossos pais eram melhores amigos) me passou uma cerveja. Eu faria dezessete anos no próximo mês, e iria para o ultimo ano do colégio, normal tomar uma cerveja contrabandeada, certo? Mas Jake tinha apenas quinze anos!

— Se sua irmã ver isso você e eu estaremos e maus lençóis. – o disse aceitando a latinha. Ele deu seu sorriso iluminado, e jogos seu longo cabelo preto para trás.

— Foi ela quem me deu essa aí. – ele me apontou a irmã, Rachel que estava se agarrando com o namorado.

Ela era dois anos mais velha que eu e sempre era a responsável. Se ela estava liberando a bebida... Então quem era eu para dizer que não podíamos?

Bebi, dancei e brinquei com todos. Eu havia sentido falta de Forks e dos meus amigos. Por mais que eu sentisse falta da minha mãe, nada se comparava a estar com meus amigos que foram família quando ela me deixou. Quando anoiteceu o frio nos expulsou da praia. Mesmo assim eu estava feliz. Eu estava em casa para meu ultimo ano do colégio, cercada dos meus amigos.

(...)

—Senhora Cullen? – encontrei Elizabeth Cullen, a vovó mais simpática de toda Forks, ofegante no estacionamento do mercado.

— Bella querida. – ela ofegou.

— Quer que eu a leve ao hospital? – logo me alarmei. Ela já tinha certa idade, e estava ao lado do seu carro com a mão no peito.

— Não é preciso, querida. Só fique comigo um pouquinho.

—O que a senhora esta sentindo? – não confiei ela poderia estar infartando.

— É só uma tontura, acho que minha pressão caiu. – mentiu. Ela tinha problemas de pressão alta. E ao julgar pela mão que ia para nuca, era isso mesmo.

— Vou colocar a senhora no carro e leva-la ao hospital. – falei firme.

No fim das contas fiz mesmo o certo. O Dr. Weber disse que ela teve um principio de infarto.

— Você agiu rápido e certo Bella. – ele me parabenizou.

Fiquei no hospital até seu marido, o senhor Antony Cullen chegar.

 Saí de lá direto para La Push, eu havia prometido a Jacob que passaria à tarde com ele. As aulas começariam amanhã, e ele queria pular do penhasco comigo hoje, porém eu observava o céu durante meu trajeto até a reserva, e o céu anunciava uma tempestade. Nosso mergulho deveria ficar para outro dia.

A praia estava deserta, exceto por uns amigos de Jacob que faziam uma bagunça rindo e simulando ‘’lutinhas’’.

— Ei pessoal. Onde está o Jake? – Fui bem direta. Não estava me sentindo bem depois do que houve com a senhora Cullen, e o anuncio da tempestade na forma como o vento ficava mais forte, e as andas mais constantes me faziam querer estar em casa, no sofá com um bom livro.

— Ele viu você chegando e subiu na frente. – Embry indicou o topo do penhasco.

— Ele não percebeu que vem uma tempestade? Não dá para pular. – balancei a cabeça. Jacob às vezes era tão bobo como qualquer menino de quinze anos.

— Nós falamos, mas ele está tão empolgado que não nos ouviu. –Embry deu de ombros soando como a voz da razão. Sei. Apostava que ele mesmo tivesse o empurrado para subir logo, de todos os amigos de Jake, ele era o que mais o desafiava a fazer coisas estúpidas.

— Vou atrás dele. E vocês deveriam ir para casa. Está vindo uma tempestade daquelas. – fiz uma careta.

— Olha a Bella... Nem fez dezessete ainda e já quer mandar na gente. – Quill me provocou. Agindo de forma ‘’madura’’, mostrei a língua para ele e comecei o percurso para o alto do penhasco.

O vento só estava aumentando as nuvens ficando carregas.

Tendo muitos anos de treinamento (verdade seja dita, pulo dali desde os meus quatorze anos) subir a trilha foi fácil.

Jacob estava sentado na beira do penhasco com pés balançando para fora. O vento chicoteava o cabelo dele para toda parte. Mordi os lábios tendo a clara imagem do vento o jogando para o mar.

—Jake! – o gritei.

— Ei Bella! – ele sorriu para mim. Era tão fácil gostar daquele menino! Seu sorriso fácil, e iluminado sempre me cativou desde que éramos pequenos. Se eu tivesse irmãos, iria desejar que Jacob fosse um deles. Rachel, a irmã dele discordava, dizia que se eu o tivesse como irmão, iria odiá-lo. Eu achava impossível um mundo onde eu pudesse odiar o Jacob.

— Vamos logo com isso, está vindo uma tempestade daquelas. – ele disse. Fiquei de frente para ele, tentando proteger meu rosto do vento.

— Jake, não podemos pular. Está tarde de mais, a tempestade já nos atingiu. Acho que as ondas já chegam a cinco metros brincando. E o vento pode nos atirar para as rochas.  – falei tentando soar o mais seria possível.

— Bobagem! Ainda podemos pular, vamos logo. – ele segurou meu braço e me puxou para mais perto da beirada.

— Não... Não podemos! – tentei soltar meu braço.

— Por favor, Bella! Você prometeu!

— Outro dia, Jake! Hoje é perigoso. – o vento estava aumentando, e os primeiro pingos de chuva chegaram.

Minha voz se pedia no vento. – Vamos sair logo daqui!

— Vamos pular logo! Juntos! –ele me puxou mais para beirada. Notei que os meninos ainda estavam na praia, apontando para nós.

— Apostou com eles que iria pular? – adivinhei

— Sim! E tem que ser hoje, porque apostei cinquenta pratas!

— Eles vão entender Jacob. Vamos sair daqui, amanhã ou outro dia. E aqui é o ponto mais alto. Você deveria ter ficado num ponto mais baixo para primeira vez.

— Então vamos pular de um mais baixo.

— Jacob Black, nós não vamos pular hoje. – falei firme e puxei meu braço de novo. Jacob se desequilibrou e por um momento pensei que ele cairia, mas ele segurou meu braço estendido recuperando seu equilibrou, porem eu pisei em falso e sua mão havia me deixado.

Eu estava perigosamente na beirada. Ouvi- o gritar meu nome, mas o vento já passava por mim, forte me girando num espiral. Por favor, nas pedras não, era tudo o que eu pensava antes de atingir a agua com força.

Tentei emergir, e logo a correnteza me pegou, mais forte do que eu esperava. As ondas lutavam comigo, me jogando de um lado para o outro. Me jogaram para as pedras. Bati com força em uma perdendo o fôlego.

 Tentei me segurar mais estava muito escorregadia. O mar me puxou de volta, afundei. Emergi, as ondas me jogaram de volta para as pedras. Dessa vez por cima delas, fazendo um pequeno lago a minha volta. Tentei me firmar na área, mais as ondas não paravam de vir. Avistei uma pequena brecha entre as rochas que parecia brilhar. Uma onda me empurrou com força para lá. Choquei-me contra ela batendo a cabeça. Espremi meu corpo entre elas e consegui entrar.

Ela uma pequena gruta.

As ondas batiam com força na entrada, enchendo de agua até meu quadril, mas era melhor que do lado de fora. Coloquei a mão na lateral da cabeça onde havia chocado na rocha. Minha mão voltou com sangue. Muito sangue. Eu estava tonta de mais. Me arrastei para o fundo do gruta. As ondas batiam com força, quase enchiam o espaço a minha volta e depois quase esvaziavam. Meus lábios começaram a tremer pelo frio. Ok, só teria que aguentar até a tempestade passar. Não demoraria certo? Olhei minha perna, havia um corte profundo da minha coxa até o fim do joelho. Mais sangue. Eu tinha dificuldade em respirar. Talvez fosse a agua salgada, mas achava que havia fraturado alguma costela do lado esquerdo.

Encostei a cabeça na parede de gruta. Virei para o lado direito tentando respirar sem sentir muita dor. Minha garganta queimava. Eu não sabia se era minha visão ficando embaçada, mas havia uma luminosidade vinda da parede. Um cabo de faca? Entalhado na parede?

Com esforço, levantei minha mão direita em direção.

Não foi preciso muita força para tirá-la de lá. Ela veio para minha mão de boa vontade. Aquela faca brilhava, vibrava uma energia que aqueceu minha mão.

— Vai ficar tudo bem. Apenas durma. – Uma voz maternal soou. Era em Quileute, mais eu sabia a língua nativa bem. Eu devia estar delirando. Mantendo a faca na mão sem força, parecia que ela tinha se grudado a mim, eu fechei os olhos e deixei que a inconsciência me atingisse.



Notas finais do capítulo

E aí? Vemos uma Bella alegre e simpática querida por todos. :D E como será pro Jacob explicar o que aconteceu?! vejo vocês nos comentarios! bjs até mais :)



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