MELLORY — entre Deuses e Reis escrita por Lunally, Artanis


Capítulo 27
Dias de amor


Notas iniciais do capítulo

Halu♥

Esse ship já é solidado por outras fic's

Espero que gostem♥



Os dias estavam correndo, Hatori já havia planejado há alguns dias com Miguel sobre os preparativos de defesa dos reinos envolvido e ainda tinha muitas coisa a fazer. Na cúpula após ter várias reuniões com a grande casa dos anciões e escutado reclamações sem fundamento Hatori só teve sua raiva aumentada. Pan sempre foi suspeito, sempre é contra tudo, e sempre desafia a autoridade do Alfa maior.

Helio e Matt reunirão os mais confiáveis e competentes betas e militares de Draken ao pedido de Hatori em uma sala reservada da cúpula. Esses serão os responsáveis pelos grupos que planejaram antes.

— Foram escolhidos e devem saber se seu dever. Informem-me sobre todos os soldados que estão responsáveis. Sejam eficazes, e me tragam boas noticias. Miguel e eu somos os únicos a quem vocês devem obedecer, a quem devem fidelidade e lealdade. — Hatori deixou claro para os homens e mulheres que permaneciam no local.

— Defendam seu país e promovam a paz! — Helio gritou. — O grupo que irá para Golty se preparem para as ordens do líder da FRM. Os que irão para o mercado esperem as ordens do Alfa maior. Os restantes aguardem minhas ou as ordens do Matt.

*

Marcio o ancião que cuidava dos órfãos no hospital era um ancião muito responsável e confiável, ficou do lado de Hatori em todos os momentos. E sempre levava em consideração as palavras dos Betas e Militares. A pedido de seu alfa, este começou a investigar alguns anciões, inclusive o líder: Pan.

Quando foi ao templo dias atrás bem cedo viu uma cena um tanto peculiar de Pan estressado com a alfa convidada de Golty. A menina parecia estar em prantos, não pode escutar nada, mas tinha certeza de que o líder dos anciões era um perigo para os estrangeiros.

Como ficava maior parte do tempo no hospital era fácil de Marcio ver Lunally, a garota sempre ia lá atender voluntariamente as pessoas e levar receitas muito boas para ajudar na saúde do reino, mas hoje ela não veio.

Marcio iria conversar isso com o Alfa maior quando fosse o momento, pois agora qualquer um poderia ver que Hatori estava explodindo de tantos deveres. Enquanto isso vigiaria todos os passos de Pan. E de certa garota que vinha perguntar de Luna algumas vezes: Kohana, filha de um beta da área de administração financeira.

O ancião era bem sensível aos sentimentos dos outros, como Pan dominava as artes que todo ancião aprendem, assim se tornou líder dos anciões, ele escondia suas vibrações. Mas kohana era bem visível para Marcio, ela emitia algo ruim, e talvez nem fosse dela, poderia alguém a estar usando.

*

A noite estava aconchegante. O frio permanecia, mas estava bom. Também Hatori nasceu em Draken e era acostumado com o clima gélido, seu corpo robusto era resistente e blindado.

Já estava muito tarde e o Alfa seguia em rumo para sua residência, tinha poucas pessoas na rua. As estrelas estavam tão brilhantes e claras que dava para ver perfeitamente as constelações, seus pais iriam adorar um céu noturno como esse. Na praça em um banco de madeira estava uma mulher radiante e esbelta, comia uma barra de chocolate e estava com os joelhos dobrados encostados na barriga os envolvendo com as mãos. Hatori resolveu aproximar-se dela por trás e então perguntou:

— A senhorita não vai para o Hotel dormir?

Lunally levou um susto e encarou a voz grave que falou com ela. Era o alfa maior. Colocou os pés nos chão. — Hatori não faça isso. Quase enfartei. — deu espaço no banco para ele se sentar.

— Perdoe-me. Deve estar com insônia por causa de seu país, mas lhe dou garantia de que já está tudo planejado para resolvermos o problema em questão. — assegurou gentilmente. Estava relaxado, e nostálgico.

Lunally olhava de lado para ele e comia seu chocolate. Pegou sua bolsa e tirou outra barra e a direcionou para Hatori que pegou ela. O Alfa não gostava muito de doces, mas de vez enquanto era bom provar alguns.

— Fico feliz que tudo está dando certo. — expressou sinceridade. Estava com sono, mas não queria ir para o Hotel, não tinha nada lá. Já estava se sentindo solitária.

Hatori estava com as mãos nos bolsos de sua jaqueta de couro, observava atento as estrelas no vasto e rico céu.  Lunally nunca entendeu nada sobre os astros, achava interessante, mas dedicou sua vida a medicina, então não teve espaço para outras coisas.

— Você entende algo sobre estrelas? — perguntou Lunally quebrando o silencio. — Vi algumas coisas no seu escritório... — relembrou tímida por ter invadido a casa do Alfa.

Hatori estava com sentimentos que não conhecia bem, estava gostando deles, era agradável. — Sei muito pouco. Meu pai entendia muito e sempre contava para mamãe e seus filhos. — revelou para a loira.

—Você se parece com quem? — Luna sentou-se virada para Hatori interessada na vida dele.

— Sou meu pai em personalidade, serio e meio chato. — o alfa brincou com Lunally. — Mas em aparência pareço minha mãe. Miguel é o aposto, é a copia do meu pai, se ver ele acha que é meu pai, mas a personalidade é de minha mãe, teimosa e divertida.

— Você não é chato! — Luna repreendeu Hatori. — Na verdade é legal, só que tem muita responsabilidade. Isso o deixa mais... Mais conservador em suas ideias e decisões. Mas é forte, habilidoso e muito competente, tudo que um líder precisa ter.

Hatori sorriu de forma sensual. Lunally era incrível, ela falava coisas inesperadas que o deixava contente. — Certa vez uma moça em Mellory disse que eu era bonito. — comentou um fato propositalmente.

Lunally ficou rubra e não soube revidar a fala de Hatori. — Dá pa-para ver mui-muito bem as e-e-estrelas da-daqui, não é? —gaguejou exageradamente em sua fala.

— Tem um lugar que dá para ver as constelações claramente. — Hatori se levantou e estendeu a mão para Lunally que aceitou tímida. Ele percebeu que as mãos da menina estavam congelando, ela não era acostumada com esse frio, pelas informações que tinha em Golty não nevava então Luna experimentaria sensações novas com a temperatura de Draken. Em busca de ajudar a garota, Hatori colocou uma das mãos dela dentro de seu bolso para esquentá-la. E a levou nas extremidades da cidade, perto das montanhas que cercavam Draken.

Deitou-se na grama seca do local e Lunally repetiu o ato. Estavam deitados com a mão de Luna sendo mantida no casaco de Hatori bem aquecida e a outra ela enfiou em sua blusa. Hatori mostrava algumas coisas interessantes no céu para ela, pelo menos as que sabiam. Contava de seus pais, sua infância, coisas de seu cotidiano passado e falava algo sobre Draken, pois sua vida foi moldada para que ele cuidasse daquele reino. A pequena ficou admirada, sempre comentava algo entre as pausas que Hatori dava. E tinha já conhecimento das medidas que Hatori tomou na cidade porque July havia lhe contado.

Lunally também contou algumas coisas, sobre seus pais. Contou sobre sua avó e sobre como virou medica, algo que fez Hatori ficar admirado. Mas não tanto quando Lunally com as historias das invasões e batalhas que Hatori contou para ela. Até disse como conseguiu a fratura no braço esquerdo que ela havia notado nos dias passados.

Riam e ficavam tristes, eram tantas historias, com tantos sentimentos misturados que nem sabiam terminar ou começar. Conhecer nova cultura, um novo ser, novas ideias e pensamentos era algo que agradava ambos. Conheciam-se melhor e talvez a confiança ali fosse selada e outra coisa também.

— Então, como eu e os betas não tínhamos como recorrer a nada, só nos restou seguir as estrelas. Meu pai havia me ensinado como me guiar no céu noturno, mas eu nunca tinha usado essa tática... — Bocejou em meio de sua historia; Luna fechou os olhos, mas escutava as palavras do Alfa, prendida entre o sono e a realidade. — Demoramos muito, mas conseguimos chegar à zona oeste... — continuou falando, mas Hatori depois de um tempo notou que Lunally já não estava mais com ele, está estava no mundo dos sonhos. Sorriu gentilmente, havia gostado muito de conversar com ela.

*

As colchas da cama estavam tão confortáveis e cheirosas que Lunally não queria sair de cima delas. O quarto já tinha sido inundado de luz pelas janelas grandes que tinham no quarto, a temperatura baixa e úmida, até se tornou confortável, pois era aquecida pela lareira do quarto. Mas o hotel não tinha janelas muito grandes para que tanta luz entrasse assim no cômodo. Lunally levantou a cabeça rapidamente e analisou o local, não era o hotel que ela estava hospedada, mas sabia onde estava.

Era um dos quartos de visitas da casa de Hatori. Analisou-se e estava com as mesmas roupas de ontem, só seu casaco e botas não estavam no corpo. Não acreditava no que poderia ter acontecido. Ela dormiu e Hatori a trouxe até a casa dele. “Que vergonha” — pensou toda vermelha.

Lunally tomou um banho e ficou feliz com a quantidade de sais aromáticos que tinha no banheiro, que era grande espaçoso com uma banheira confortável. A sorte é que carregava uma roupa extra para vestir na sua bolsa, todos sabem que na bolsa de uma mulher tem de tudo. Ao terminar de se arrumar ficou meio sem jeito, não sabia se ficava ou saia do quarto. Estava no final de semana, então provavelmente a cúpula estava fechada, então Hatori não iria trabalhar, estava incomodando ele no seu dia de folga, e ela tinha consciência de quando o Alfa trabalhava.

Por fim decidiu sair do quarto.

Desceu as escadas e não havia nenhuma alma viva no piso inferior da casa. Nem animal tinha na casa. Resolver ser enxerida e providenciar seu café da manhã, até pensou em ir embora e deixar um bilhete avisando de sua saída, mas não queria ser indelicada com o alfa de Draken. Logo foi achando as comidas na grande cozinha de Hatori, tinha tantas coisas que ela nem sabia o que fazer direito, tinha ideias e ideias para pratos que fossem de agrado mutuo.

Ovos mexidos com queijo e bacon, bolo de laranja, sucos diversos, café, biscoitos, pão e geleia. Foi isso que Hatori encontrou na sua mesa quando desceu as escadas, Luna lavava algumas louças, nem notou a presença dele. Fazia tempo que ele não tinha café da manhã preparado na mesa, ele mesmo fazia.

Hatori sentou e Lunally virou para trás ao escutar o movimento da cadeira. — Bom dia. — Foi à única coisa que conseguiu falar. Terminou com a louça enxugou a mão sentou-se do outro lado da mesa.

— Belo café da manhã. — Hatori comentou. — Obrigado. — estava agradecido de verdade.

— Já virou rotina invadir sua casa, então invadi sua cozinha. — zombou da situação. — Obrigada por me trazer.

— Até pensei em deixar você lá na grama dormindo, mas depois iria brigar comigo. — brincou também enquanto apreciava a comida, estava muito boa, sem ser puxa saco, mas Lunally cozinhava bem.

Lunally percorreu com o olhar a casa vazia. Só Hatori morava ali?  — Sua casa é muito grande! Você não cria animais? Fica aqui sozinho? — indagou.

— Não tenho tempo para cuidar de animais. — respondeu. — E mandaram-me fazer uma casa em que eu morasse para sempre, então me dei ao luxo de ter uma grande. — sorriu orgulhoso.

— Uma casa perfeita para uma grande família e vários cachorros. — comentou Lunally, insistindo que Hatori tivesse cachorros.

Hatori pretendia lotar a casa um dia, mas no momento ele tinha outras prioridades, se bem que estava sendo desviado por certa moça. — Talvez eu adote alguns cachorros. — convenceu-se um pouco com a ideia. — Pretende ter muitos filhos Luna? Pelo que vi ama crianças. — perguntou casualmente.

Lunally sorriu de orelha a orelha. — No mínimo três! — revelou para Hatori. — Crianças são tão fofas e legais, lógico que vou querer ter muitas delas. Já pensou mini Luna’s?

Hatori ria da conversa, não havia conhecido ser mais alegre do que Luna. Tomou um pouco de café. — Ou mini esposo’s. Seja lá qual for o seu. — falou descontraidamente.

Lunally animou de vez com a conversa. — Vamos fazer isso hoje! — quase gritou e Hatori quase cuspiu o café. O que ela estava falando? Queria fazer filhos? Olhou confuso para ela. — Tem uma loja que está vendendo cachorros. July me falou, vamos lá escolher o seu!

Hatori se acalmou, se bem que não era uma má ideia as duas opções. — Hoje estou de folga, posso ir. — informou Lunally que parecia super empolgada com a ideia.

*

E lá estava o alfa de Draken com a Alfa de Golty, vestidos com roupas pretas e quentes no centro da cidade cheio de pessoas e lojas. Muitas pessoas olhavam para eles, Lunally estava tão distraída, que era seu estado natural que nem percebia. Já Hatori que era sistemático notava tudo, até os cochichos. Não que estivesse ligando, mas era insuportável as pessoas quererem falar de sua via pessoal, quando nem ele sabia dela de verdade.

Em uma loja a exata que July tinha comentando com Luna, estava vendendo vários animais fofos, filhotes de todas as raças. Luna e Hatori olharam vários. A garota gostava dos pequenos e fofos, mas Hatori explicou que não cuidaria dos pequenos e fofos, queria um grande que servisse de guarda. Então acharam dois labradores, a fêmea da cor caramelo e o macho de cor marrom.

— Dois? — reclamou Hatori.

— Sim. Se for só um ele ficará solitário. — insistiu para Hatori levar os dois. A responsável da loja olhava para os dois com uma cara engraçada, como se estivesse gostando de ver os dois juntos.

— Tudo bem. — deu-se por vencido. — Os dois labradores. — falou para a responsável do estabelecimento. Lunally saiu de perto por um momento.

—Sim, senhor. — respondeu educadamente, pois era o Alfa. Lunally estava brincando com outros animais. — Linda a sua acompanhante senhor. A estrangeira tem uma beleza única. — atreveu-se a dizer a moça do balcão de atendimento.

— Também acho. — respondeu Hatori.

*

Na praça novamente, estava os Alfas com dois labradores. Em uma lojinha de comida na praça foram comprar uma refeição para forrar o estomago.

— Um suco e um bolinho recheado. — pediu Luna depois que Hatori fez seu pedido. Mexeu em sua bolsa, seu dinheiro estava acabando, e a preocupava muito. — Hatori...

— Eu pago. — disse o alfa sem esperar resposta e já deu o dinheiro ao moço, logo encaminhando Lunally para o banco.

— Não, por favor, deixe-me te dar a minha parte! — falou escandalizada. Não gostava de depender dos outros. E praticamente foi arrastada para mesa, nem em seus sonhos venceria a força de Hatori.

Hatori ignorando totalmente a fala de Luna. Já sentados olhava para os cachorros deitados no chão de forma preguiçosa e relaxada. — Que nome eu vou por neles?

—Hatori. —insistiu Luna. — Agora é serio, preciso de um emprego, estou com as finanças esgotadas. — confessou Lunally meio sem jeito.  Hatori largou seu lanche na mesinha arregalando os olhos.

—Como assim? — indagou realmente sem entender. — Você recebe um salário satisfatório, por nos ajudar e trabalhar no hospital. — “Não é possível que ela gasta tanto assim?” — pensou lembrando-se das compras que ela havia feito na loja de July.

Lunally olhou mais confusa ainda. — Eu? Quando?

Hatori pensou bem, assim que Luna chegou à cidade mandou mandarem dinheiro para ela, e depois que começou a ajudar na área da saúde até ordenou aumentarem o salário, que realmente era alto. Ele pediu para Paulo, o beta da área de finanças, cuidar disso. Paulo era o pai de kohana. Hatori bufou em descrença, não era possível que algo assim estava acontecendo.

— A partir de amanhã irá receber pelos seus serviços, deve ter ocorrido algum erro. —encerrou o assunto, não queria dar mais preocupação para Lunally do que ela já tinha.

Lunally entendeu parte e outra não, mas não iria prolongar o assunto. Luna ficou surpresa por acontecer algum erro administrativo em Draken, era tudo tão bem organizado. E ao mesmo tempo contente por resolver seu problema com o dinheiro em escassez.

— Musa e Midas. — Luna soltou esses dois nomes acariciando os cachorros meio preguiçosos, eram filhotes e estavam meio molengas. — Combina com os labradores.

— Então serão esses. — declarou Hatori.



Notas finais do capítulo

Clichê? Gente, clichê é tão bom as vezes, né não? (uma vez ou outra pode!)



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