MELLORY — entre Deuses e Reis escrita por Lunally, Artanis


Capítulo 13
Estrangeiros em Draken


Notas iniciais do capítulo

Bem, mais um capítulo maravilhoso♥
Este é curtinho para compensar o anterior, mas logo vem outro saído do forno para os que estavam com saudade da Fic!

O motivo dá demora desta vez é culpa Faculdade e da Escola que acham que somos escravos delas e devemos fazem montanhas de trabalhos e provas! (Sim, por curiosidade uma de nós está no ensino superior e a outra no ensino médio, será que conseguem adivinhar quem é qual?)

Ps¹: Devo dizer que agora que os escolhidos estão reunidos muita coisa (treta) vai acontecer! HAHAHA

Aproveitem a leitura!




Dias depois na madrugada, os viajantes de vários países diferentes chegaram às bordas das montanhas e já foram abordados pelos competentes soldados que ali residiam para proteger o reino. Viram os alfas e betas de conhecidos. Hatori explicou que era autorizada a entrada dos estranhos e prosseguiram para o interior.

Todos cansados, sujos, com fome e sono. Dignos de pena, ou de admiração, pois o que fizeram por mais que não tenha sido tão difícil pelas graças dos Deuses, era considerado suicídio. Mellory não era temida apenas pelo nome, e o que pensar de quem entrou lá? Loucos, ou heróis.

Estavam na rua, alguns anciões da grande casa vieram e a população ficou curiosa com as figuras diferentes. Como sempre viam os alfas e cumprimentavam esses eram acostumados a observar estes, porem desta vez fazia uns oito dias que os alfa’s de Draken não apareciam, alguns sabiam por que, outros não.

— Não venha reclamar comigo Pan! — Hatori levantou a mão pedindo silencio, sabia que iria escutar muito, ele também foi irresponsável de ter deixado o reino sem preparações adequadas. O senhor de cabelos verdes e olhos azuis: Pan, estava amargurado e fervoroso, mas não pronunciou nada, sabia seu lugar.

Helio se aproximou, estava preocupado, não imaginou que demoraria tanto assim, e foi pego de surpresa pelos acompanhantes que fizeram, que sem duvidas pelas características fenotípicas eram estrangeiros, de países que Helio nem queria pronunciar. — O que quer que façamos Alfa’s? — perguntou para os irmãos. Não questionou, sabia que na hora certa tudo se esclareceria.

Serena, sua família e Luna ficaram quietas, não queriam atrapalhar, estavam cansados e muito desinteressados no momento.

— Quero que não perguntem nada agora! — ordenou Hatori pacato, aliviado por estar em casa, queria sair dali tinha muita gente prestando atenção neles. — Amanhã, depois do almoço vamos ter uma reunião geral, com todos os órgãos de poder. Leve Lunally, a moça loira, para um Hotel na área exclusiva e a mantenha segura. Miguel casou, e está é sua esposa: Serena. Irá para casa dele e os ciganos também.

Pan, Helio, os betas e Anciões presentes estavam espantados. Ciganos? Casamento? O que mais aconteceu nessa viajem?

— Eu vou para minha casa e não quero que ninguém me perturbe. — Hatori deixou claro. Assim como ordenou foi feito.

Serena não parecia contente, ao contrário de Luna que sorria de orelha a orelha. Miguel estava estranho, estava claramente revoltado e não daria o ponto a perder. Todos se recolheram, mesmo ansiando por explicações.  Teriam paciência e esperariam até o dia seguinte.

DANIEL

O pequeno homem loiro e abatido caminhava vagarosamente de sua mesa até a janela de sua casa onde dava para ver com clareza a floresta do cândido, cuja era o lugar favorito de sua irmã. Uma irmã que fugiu para a morte. O outono tinha tirado a cor laranja e viva que o céu possuía e virou um azul gélido e sem graça. Por mais que não nevasse em Golty chovia bastante no outono e pelo movimento do vento e cobertura das nuvens cinzentas, a chuva já está chegando. Outono e inverno eram estações não muito boas para os moradores de Golty, pois as arvores ficavam carecas e a folhagem que protege os muros de Golty ficava frágil e inútil. Mas com conhecimento em plantação, jardinagem, tudo ligado à vegetação que o país tinha, a sabiam plantas típicas da época que se mantinham intactas para proteger o reino.

Mas não deixava de ter certo receio nesta época. Como o povo era fetichista os festivais em oração e devoção eram mais frequentes nesses meses.

Seus olhos estavam embaçados por lagrimas que insistiam em parecer; o dia não foi nada bom, sua mulher acordou passando mal, sua irmã fugiu em comando do ancião sem lhe consultar e um de seus súditos que era um beta apareceu dizendo que a paz estava ameaçada.

— Daniel. — o líder dos anciões: Ren, disse, este estava sentado no sofá elegante do local. Ele nem sabia por onde começar, Daniel se comportou de forma diferente do que ele pensava. Está calmo e triste. — Quanto a Lunally, tenho a certeza que está bem. O Deus Caius está do lado dela, ela é a escolhida dele. — Ren assegurou tentando ter uma resposta de seu alfa.

— Cale a boca. — rosnou Daniel, e olhou para a floresta de novo. Ficou com raiva só de ouvir a voz do ancião. O que mais poderia ser ruim? Sua mãe já morreu — era uma escolhida — sua irmã está a caminho da morte — é escolhida. E agora? Vão querer fazer se sua esposa — Lisa — uma escolhida também?

— Deixe ao menos o beta falar a situação para você. — implorou o ancião. Ele não se arrependeu de nada, fez o que o Deus mandou fazer quando sonhou. Havia tido o mesmo sonho por três dias. E então quando levou a escolhida para floresta de Mellory o sonho acabou, significando que ele fez certo. Ren estava aliviado.

— Mande-o entrar. — Daniel ordenou meio sem paciência. Queria realmente matar qualquer um que aparecesse em sua frente.

O beta meio ressentido entrou no local. Os betas de Golty não eram fortes e destemidos, eram pessoas normais no físico só que eram inteligentes, eram engenheiros arquitetos, médicos. Golty não tinha muito conhecimento de luta, mas tinha modos de se defender.

— Senhor, desculpe-me pelo incomodo, mas parece que alguns pequenos reinos estão sendo invadidos ao norte, entre Findoram e Premin, e desconfiasse que estes dois países estejam unidos. — o beta abaixou a cabeça indicando que acabou e esperou a pronuncia de seu beta.

Daniel queria chorar. De verdade. — E quando a floresta? Disseram que os selvagens estavam atacando em certos locais e outros nem se habitava. — Sentou na poltrona e cruzou os braços.

— B-Bem... Não temos muitos espiões devido ao perigo que é sair da fortaleza de golty, mas dizem que uma garota selvagem está comandando. E até agora não tivemos noticia da senhorita Lunally. Não sabemos se estamos exatamente em perigo, ou se estamos protegidos, a situação é muito incerta. — contou a beta. Daniel revirou os olhos, admitia que sua equipe de investigação e luta era incompetente.

— Irei fazer uma festa hoje a noite par ao cervo, talvez ele nos de noticias. — anunciou o ancião: Ren, e sem esperar por uma confirmação do alfa saiu da sala e levou o beta consigo.

Daniel nem reagiu, já se acostumou, a saber, que em seu país ser alfa é só representativo, ele não tem poder nenhum. Eis a verdade. Sua avó, por mais tenebrosa que foi, tinha aumentado a economia e força de Golty, mas nunca, nem na maior insanidade Daniel faria as crueldades que ela fez. Fazia quatro anos desde que ela se foi, mas ainda tinha marcas nos país de sua crueldade. E novas surgiram pela incapacidade de Daniel para governar.

Olhou para o teto decorado com formas geométricas, todo azul com branco e repirou fundo varias vezes, rezando/implorando/clamando pelo bem. Não só de golty, de sua irmã, de sua esposa, mas também de seu futuro. “Que não haja guerras”.



Notas finais do capítulo

E ai?
Foi capítulo pequeno de conexão, mas logo vem outro! Mas deu para perceber um pouco a organização de Draken e a postura dos alfas perante seu povo!

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