Future of the Past escrita por Romanoff Rogers


Capítulo 10
Sam. Não viaja... Não pera.




— Pai? – O chamei, entrando no andar dele. – Pai, você está aqui?

Segui pelo corredor escuro. Tudo estava escuro, aliás. Apenas uma luz fraca vinha do quarto. Segui devagar, sem fazer barulho. Abri um pouco a porta, apenas echergando a parte do quarto iluminada pelo aajur na pequena cômoda. Uma cabeça permanecia abaixada ao lado da cama. Entrei mais um pouco pelo quarto, e tive certesa de que era ele.

— Pai? – ele levou um pequeno susto, levantando a cabeça para me fitar.

— Ah, James. – Ele limpou o rosto rapidamente.

— O que foi? – Disse me aproximando.

— Nada, só dor de cabeça.

— Você estava chorando, eu vi. Não minta pra mim pai.

— É preciso James. – ele colocou o rosto entre as mãos.

— Mentir? É preciso mentir?

— Eu não diria isso se não fosse necessario.

— Você me ensisou a não mentir.

— James. Por favor, eu só quero te proteger. Você não precisa saber agora. Até termos ideia da gravidade da situação, é melhor você não saber.

— Pai, eu aguento.

— James, fique quieto, por favor. Minha cabeça dói, me desculpe.

— Tá. Não quer dizer que eu não esteja com triste com você. – me sentei ao lado dele e deitei a cabeça em seu colo. – Vai ficar tudo bem pai.

— Eu sei. – ele fez carinho em meu cabelo curto.

(...)

 Entrei na sala de jantar, e todos estavam quietos. Apenas, comendo. Mas não vi Tony nem Bruce, meu pai lá. Nem  minha mãe.

— Tá legal, quem morreu?

— James! –Sam forçou um sorriso.

— Isso aqui tá parecendo o Natal quando o peru que o Visão fez virou torrada.

— Lembre-me de não tentar fazer um peru no natal. – Ele pediu.

— Parem de mentir pra mim.

— Então, James, seja forte. Seu pai e Sharon se sepraram. – Wanda conteu um sorriso.

— Tão tristes por isso?

— Seu pai ta mals garoto. – Clint deu de ombros.

— Tá, mas... Onde estão os outros?

— Quem? – Wanda se fez de desentendida.

— Sabe, Tony, Bruce, meu pai, a Nat, o Thor.

— Ah, o Tony está resolvendo o negócio da máquina. E ele está tentando fazer seu visual voltar ao normal. Thor foi pra Asgard, o Odin surtou.

— Seu pai está lá, acompanhando Tony. – Clint rodou os garfos entre os dedos, cabsbaixo de mais pra quem disse que meu tio está no laboratório. Tem alguma coisa errada, eu sei, sou filho da minha mãe.

— A Nat?

— Missão. Saiu de última hora, era urgente. – Visão completou. Vi Wanda dar um suspiro de alivio, achando que eu engolhi essa.

— Gente! – Bruce veio vuado pela porta. – Estamos avançando na construção da máquina. Tá dando certo, acho.

— Que bom! – A tia Wanda bateu palmas.

— É. James, pode me dar umas amostras de DNA?

— Clar... – antes de continuar, ele enfiou um conotete na minha boca. – Quedo quente que aqgessiguidade... – E em seguida arrancou um fio de cabelo. - Aí!

— Ah, foi um loiro. Preciso de um ruivo atmbém.

— Aí!

— Espera, só eu acho estranho o cabelo dele estar ruivo? Sabe, quem conhecemos que é ruivA? – Sam tentou animar o ambiente. Merda.

— É, é estranho. Mas, bem, não tem nada a ver com a Nat. O fio não escolhe a mudança, assim como os...

— Olhos! Metade verdes!

— Sam. Não viaja. – Wanda pediu.

— Ah, só tô dizendo!

(...)

—“Posso é pra reunião? Não James, é restrito hoje. Depois nos encontramos“ – disse, com umja vozinha fina.

 Quem fica entediado, lendo os livros de ciências do Bruce? Euzinho. Tenho porva na segunda. Segunda daqui alguns anos.

Isso é cansativo. Queria abraçar meus pais, sabendo, os dois, que são. Eu sinto falta da minha época. Acho que entendo um pouquinho do que meu pai passou quando veio pra 2012 de 1945. Certo, não tanto drama.

Minha mãe. Onde ela estaria? Talvez em uma dessas missões secretas da nova SHIELD. Isso me lembra o dia em que o vô Nick morreu. Nunca tinha visto minha mãe chorar. Eu tinha seis anos, e senti pela primeira vez uma tristeza que achei que não suportaria. Mas, aqui estou eu, andando com ele no passado.

Talvez devesse contar a Wanda sobre Pietro. Dizer que revivem ele.

Talvez devesse contar a Clint que um dos filhos dele vai morrer em um acidente com a HIDRA.

Talvez devesse contar a Thor que a filha dele vai odiar ele por abandona-la.

Talvez devesse alertar minha mãe sobre a mina num campo de batalhas da Hidra. Naquele dia ela quase morreu. E meu pai também, quase morreu de tristeza.

Tlavez eu devsse contar sobre ela.

Mas não posso fazer nada disso. Apenas esperar que Tony consiga construir a máquina.

Assim que cheguei aqui, eu disse algo no ouvido do meu pai, para confirmar que ela eu. Eu disse:

— Você sempre foi apaixonado pela tia Nat.

Algo que ele contou apenas pra mim. Coisa de melhor amigo, acho.

Flash back on

—Se um dia você voltar ao passado e precisar me convencer que sou seu pai de verdade, diga apenas pra mim: “você sempre foi apaixonado pela Nat!“

— O que? Papai, você sempre amou minha mãe? – eu tinha oito anos, nem pensei em questionar a parte de viajar no tempo.

— Desde que lancei ela em direção a nave Chitauri, percebi que minha preocupação com ela era extremamente exagerada, por que ela sabe se cuidar muito bem. E isso me rodiou por anos, e eu ficava gaguejando e corando, ela dizia que era fofo. Mas, tive que aprender a controlar meus sentimentos. Ela seguiu em frente, e isso doeu muito. Mas ela estava feliz e então eu também estava. Também segui em frente, mas o destino me fez ficar com ela, no fim das contas. E hoje eu sou a pessoa mais feliz do mundo com vocês três.

Flash back off

Algo havia acontecido com minha mãe.

Não o via ele a muito tempo naquele estado.

Fui em direção a sala de reuniões, e abri a porta no mesmo instante.

— Interceptei uma mensagem vinda da Colômbia. Pode ser a Nat, numa base abandonada e, Bogotá...

— Interceptou o que? – todos olharam pra mim. – O-o que aconteceu..?

— James. – Meu pai pediu.

— Não, chega de mentir. Onde está a minha mãe?! – gritei, mais alto do que pretendia.

Todos me encaravam, incrédulos.

Eu não devia ter dito isso.