Hybrid: Um demônio em Beacon Hills escrita por LadyWolf


Capítulo 7
Eu sou...


Notas iniciais do capítulo

Outro capítulo o/
Boa leitura!



  Após eu insistir muito, papai e Tio Dean resolveram ajudar Derek. Eles o ajudaram a se vestir e o colocaram no carro para que pudéssemos levá-lo até o hospital, pois, ao contrário do normal de um lobisomem, seu corpo não estava se curando.

 Confesso que os minutos que tive com aquele homem deitado em meu colo no banco detrás do Impala 67 foram um pouco complicados. Eu não sabia como, mas conseguia sentir a dor de Derek. Talvez tivesse algo a ver com nossos lados sobrenaturais, mas eu não sabia explicar.

 – O que foi?  

 – Nada...

 – Você sempre diz “nada”. – disse Derek sorrindo, apesar da dor.

 – Só estou preocupada com você.

 – Não se preocupe. – ele pegou em minha mão e a apertou levemente enquanto olhava em meus olhos. – Eu vou ficar bem.

 – Tal pai, tal filha. – disse meu tio enquanto dirigia. Papai balançou a cabeça de forma negativa e continuou com sua expressão séria.

 Em primeiro momento não consegui entender a piada. Mas depois deduzi que tio Dean estivesse se referindo ao fato de meu pai ter se apaixonado por diversas criaturas sobrenaturais, inclusive pela minha mãe. Aliás, todas as mulheres por quem ele tinha se apaixonado em toda a sua vida agora estavam mortas.

 Quando chegamos ao hospital Derek foi logo atendido e levado para uma sala onde seriam feitos os devidos curativos e provavelmente alguns exames. A única coisa que podíamos fazer naquele momento era sentar e esperar. Não demorou muito e uma enfermeira de cabelos escuros e cacheados chegou até nós com uma prancheta em mãos.

 – Vocês estão com Derek Hale? – perguntou a mulher.

 – Sim, estamos. – respondeu meu pai.

 – Eu sou a enfermeira McCall e... Espera, vocês dois não são os agentes do FBI que estiveram aqui mais cedo?

 – Agentes do FBI? Que agentes do FBI? – disse meu tio tentando disfarçar.

 – Nada, deixa pra lá. – disse olhando a ficha na prancheta. – Derek está fora de perigo e o transferimos para um quarto. Fizemos curativos, demos alguns analgésicos e ele já se sente bem melhor. Gostariam de vê-lo?

 – Eu adoraria. – interrompi os dois homens antes que pudessem dizer qualquer coisa.

 – E vocês dois? – perguntou a mulher.

  – Nós vamos ficar por aqui mesmo. – respondeu papai.

 – Está bem. Vamos? – então segui a enfermeira McCall, deixando os dois para trás.

 – Oh bitch! – exclamou tio Dean. – Sam, o que tá fazendo? Colocando sua filha na boca do lobo?

 – Infelizmente eu não posso prendê-la para sempre, Dean.

 Atravessei o corredor na companhia da enfermeira e logo chegamos ao quarto em que Derek estava.

 – Vou deixá-los a sós. Qualquer coisa podem chamar por “Melissa”, ok? – em seguida a mulher saiu do quarto.

 – Então, como você tá? – perguntei me sentando no banquinho ao lado da cama do homem.

 – Vou sobreviver. – respondeu Derek sorrindo.

 – Foi muito legal o jeito que você se transformou em lobo. Nunca tinha visto nada igual antes.

 – Somente lobisomens evoluídos podem se transformar em lobos. Além disso também depende da genética. Alguns viram lobos completos, outros em algo como nos filmes de terror, sabe?

 – Sei. – respondi.

 – Minha mãe também era uma loba, mas infelizmente ela foi morta...

 – O que aconteceu?

 – Nada. Vamos deixar esse assunto para outra hora, ok? – disse o homem me olhando. – Agora vamos falar de você. Então, vai me dizer o que é?

 – Está bem, eu digo. – disse um pouco incomodada. – Eu sou...

 – Derek! – gritou uma voz masculina. – Você tá bem, cara?

 Quando olhei de onde vinha a voz, um homem de cabelos castanhos e bagunçados e uma pinta na bochecha havia acabado de entrar no quarto. Ele usava uma camisa preta coberta por outra xadrez, jeans e All Stars.

 – Stiles, me espera! Não dá pra correr de salto! Grande cavalheiro você é hein! – disse a garota ruiva de batom vermelho e muito bem vestida entrando logo em seguida. Só agora ela parecia ter me percebido. – Ei, quem é a garota?

 – Derek, seu garanhão! – brincou o rapaz, que levou um tapa da garota logo em seguida. – Ai!

 – Essa é Emily, a ela é nova na cidade. – disse Derek me olhando. – Emily, esses são Stiles e Lydia, velhos amigos meus.

 – Prazer em conhecê-la. – disse Lydia estendendo a mão para mim e eu a apertei.

 – Stiles? Você não é o filho do xerife?

 – Uou! Conhece meu pai?

 – Nos conhecemos hoje de manhã.

 – Mundo pequeno, não? – disse Stiles dando de ombros. – Mas, então, o que aconteceu? Meu pai disse que deu a maior confusão na churrascaria.

 – Uma matilha weredemons está na cidade.

 – O que!? Tipo a Besta de Gévaudan? – perguntou Lydia.

 – Exatamente. – respondeu Derek. – E é justamente por causa dela que estão aqui. Querem vingança por vocês terem a matado.

 – E os outros? Já estão sabendo disso? – perguntou Stiles.

 – Não. A essa hora devem estar se debatendo, tentando fugir das correntes. Liam está com eles.

 – Liam? – perguntei confusa. – Liam Dunbar?

 – Você também conhece o Liam? – disse Stiles.

 – Conheço. Nós temos aula de Economia juntos. – parei por um segundo e pensei. – Espera, Mason, Talita e Leon também são...?

 – Menos Mason. – respondeu Derek. – E Stiles.

 – Fazer o que, né? – falou o rapaz dando de ombros.

 – Ah, e eu sou uma banshee. – disse Lydia.

 – É, acho que o diretor Argent não estava brincando quando disse que em Beacon Hills tinha muitas criaturas sobrenaturais.

 – Então, o que você estava dizendo antes, Emily? – perguntou Derek com um sorriso irônico.

 – Bem, gente, eu sou... – respirei fundo e continuei. – Eu sou meio demônio.

  Os três ficaram me olhando incrédulos. Afinal, eles nem deveriam saber da existência de demônios, assim como tio Dean não acreditava na existência de anjos até conhecer Castiel. Falando em Cas, fazia muito tempo que ele não dá as caras.

 – Demônio? – perguntou Stiles e eu fiz que sim com a cabeça. – Ooook.

 – Emily, pode nos explicar melhor? – pediu Lydia.

 – Explico sim. – disse de forma gentil. – Minha mãe era uma bruxa que viveu na Europa na metade século dezesseis.  Certo dia ela vendeu sua alma a um demônio e dez anos depois, quando morreu, foi levada para o Inferno. Depois de muita dor e sofrimento ela acabou se transformando em um demônio a serviço do Diabo. Ela enganou meu pai, o seduziu... E aí eu acabei nascendo.

 – Bem, isso explica o porquê de você tem conseguido ver àquela matilha em sua forma verdadeira. – disse Derek pensativo.

 – Como assim? – perguntei confusa.

 – Eles também são demônios, Emily. – respondeu Lydia. – Quer dizer, meio demônios.

 – É, até que faz sentido...

 – Emily, nós já vamos. – falou meu pai aparecendo na porta do quarto.

 – Eu já vou, pai.

 – Estamos te esperando no carro, ok? – eu fiz que sim com a cabeça e papai saiu dali.

 – Derek, você vai ficar bem? – perguntei me voltando para o homem.

 – Não se preocupe. – disse pegando em minha mão e a beijando. – Muito obrigado, Emily.

 Senti meu rosto corar naquele instante. De certa forma Derek conseguia mexer comigo e eu não conseguia entender o porquê. No dia em que nos conhecemos ele conseguiu tirar coisas de mim que nunca havia dito a ninguém, depois a dor que senti enquanto estávamos no carro e agora isso. Será que eu estava...? Não, não pode ser.

 – Não foi nada. – disse a ele, me levantando. – Amanhã depois da aula eu volto pra te ver, ok? Prazer em conhecê-los, Lydia e Stiles.

 – O prazer é todo nosso. – disse Lydia, agora sendo abraçada pela cintura por Stiles.

 – Até mais, Emily.

 – Até. – então dei uma última olhada em Derek e saí do quarto.

 – Você gosta dela, né, Derek? – ouvi Stiles perguntar.

 – Stiles! – gritou Lydia o dando outro tapa.

 Saí do hospital e entrei no Impala 67, onde papai e tio Dean já me esperavam. Ninguém disse nada. Meu tio apenas aumentou o volume da música que tocava no rádio e partimos de volta para o hotel. Chegamos já era mais de meia-noite, então fomos direto dormir. Confesso que tive um sonho maravilhoso com Derek Hale àquela noite. E foi assim que terminou o meu segundo dia em Beacon Hills.



Notas finais do capítulo

E aí? O que acharam? E sim, Lydia e Stiles estão namorando ♥



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