Linha Tênue escrita por Sany


Capítulo 21
Capitulo 19.


Notas iniciais do capítulo

Boa noite ou melhor madrugada, porque isso praticamente não é horário de postar...
O capitulo demorou um pouquinho, e nem vou colocar a culpa na correria do dia a dia porque dessa vez ela não é culpada a verdade é que esse ano estou determinada a voltar a ler com frequência (porque nos últimos dois anos eu fui uma péssima leitora) então resolvi participar de uma maratona literária pra começar bem o ano, então meu tempo vago foi gasto com a leitura que não terminei, mas que pretendo terminar. Alias estou aceitando sugestões de livros esse ano.
Deixando o meu falatório de lado, vamos ao capitulo.



Os dias que seguiram a visita da minha família foram o que posso considerar como tranquilos, me encontrei com Prim na semana seguinte e aproveitamos a tarde juntas. Diferente da minha mãe, minha irmã preferia um programa que não incluía passar uma tarde no shopping, então fomos a uma galeria onde ela estava interessada em ver uma exposição de arte, e almoçamos em um restaurante no centro mesmo.

Por mais que a tarde tenha sido agradável não consegui nenhuma informação importante, no fundo eu acreditava que minha mãe estava era paranoica achando que havia algo de estranho. Falando na minha mãe, não nos falávamos desde o jantar já que ela havia decidido agir como uma criança fazendo birra, não iria correr atrás e mimá-la ainda mais.

Peeta não falou nada sobre o jantar no clube até a véspera do evento, quando deixou o convite sobre meu lado da cama, então não tive escolha a não ser me preparar para o que minha mãe considerava um evento importante. Admito que o convite era sofisticado e de muito bom gosto, mas não acreditava ser um evento tão importante, provavelmente mais um jantar como muitos que fui na minha adolescência no Distrito 12. 

Escolhi um belo vestido que havia pagado uma pequena fortuna, verde escuro, longo com um corte na perna direita e um sapato de salto agulha. Passei a tarde no salão de beleza onde fiz um belo penteado e uma maquiagem que realçou meus olhos. Nunca tive problema com minha autoestima e no momento que me olhei no espelho não pude deixar de me sentir linda.

Quando cheguei do salão fui avisada que Peeta já estava pronto e esperando no escritório, então quando desci as escadas meia hora depois, o vi levantar do sofá provavelmente após ouvir o barulho dos saltos no piso e assim que entrei em seu campo de visão ele passou alguns segundos me olhando. Foi inevitável sorrir, mas no momento em que o sorriso chegou em meus lábios ele desviou o olhar.

— Gostou querido? – ele estendeu o braço de forma educada e aceitei.

— Depois de tanta demora esperava mais. – comentou baixinho enquanto abria a porta da sala. Não respondi já que sabia que era o que ele queria e continuei descendo os degraus de pedra até o pátio onde o motorista esperava por nos. – Boa noite, Darius.

— Boa noite. – respondeu abrindo a porta do banco do de trás do BMW preto que vinha usando nas ultimas semanas.

Durante o percurso Peeta se manteve ao meu lado, porém, foi com o motorista que ele foi falando, assim que chegamos ao nosso destino confesso que fiquei encantada com o clube, cercado por um bosque uma construção antiga, contudo, muito elegante se destacava. Era umas quatro vezes maior do que o clube que frequentava no Distrito 12, assim que o carro parou em frente a uma pequena trilha de pedra um homem de terno preto veio abrir a porta.

Peeta estendeu o braço e caminhamos em direção as portas duplas que foram abertas assim que nos aproximamos. Se por fora o lugar era lindo por dentro era espetacular, mesas redondas estavam espalhadas por todo salão, o lustre no centro do salão era nitidamente uma raridade, um palco no canto estava montado em frente a uma pequena pista de dança enquanto pessoas que nunca tinha visto circulavam pelo salão animadas com roupas impecáveis.

— Peeta Mellark, você veio! – uma mulher de longos cabelos pretos nos recebeu com um sorriso, era o tipo de mulher que minha mãe consideraria modelo de bom gosto, muito bonita estava usando um vestido longo preto que caia perfeitamente em seu corpo.

— Clove, sabe que não perderia esse evento por nada. – ele sorriu beijando o rosto dela.

— Pelo horário não tinha mais tanta certeza, você costuma ser tão pontual.

— Tivemos um pequeno contratempo. Aliás, deixe-me apresenta-las Katniss minha esposa, Katniss essa é Clove Fuhrman. Clove é neta do fundador do clube e a principal responsável pelo evento dessa noite. – ela sorriu em minha direção e notei que apesar do sorriso estava me analisando atentamente.

— É um prazer enfim conhecê-la Katniss, não se fala em outra coisa no último mês que não seja quem conquistou o solteiro mais cobiçado de Panem.

— Ex solteiro. – corrigi e ela sorriu com o canto da boca.

— Verdade. – concordou, mas foi como se não tivesse dito nada já que ela logo se virou para o loiro como se eu não estivesse ali. - É uma pena que seus pais não puderam vir. Aliás eles, Annie e Finn. Se soubesse que os quatro não estariam na Capital hoje teria escolhido outra data. – observei que enquanto ela falava com ele seu sorriso só crescia e ele não parecia nem um pouco incomodado com a atenção. 

Quando outros convidados chegaram ela pediu licença e foi recepcioná-los nitidamente sem a menor vontade de interromper a conversa que estava tendo com o loiro, que começou a me conduzir pelo salão cumprimentado muitas pessoas pelo caminho e me apresentando a todas elas. Todos pareciam ter facilidade em falar com Peeta, que foi um poço de simpatia, não demorou para que encontrássemos Delly e o noivo acompanhados pela nerd desagradável.

Concentrei-me no champanhe que haviam me servido enquanto os quatro conversavam animados, não demorou para que pedisse licença e acabei retocando minha maquiagem sem presa no banheiro tentando ganhar tempo até o horário do jantar. O que não contava era que Clove me encontrasse no meio do caminho e me arrastasse para uma roda com umas quatro mulheres que não me dei ao trabalho de decorar seus nomes, todas vestidas elegantemente com vestidos de grife.

— Acho que posso falar por todas que ficamos muito surpresas ao saber que Peeta tinha se casado assim de repente. – uma loira com um sorriso muito falso comentou. – Ninguém sabia que ele estava namorando então surge a noticia de que estava em lua-de-mel. Assim do nada sem nenhum anuncio ou festa grandiosa.

— Queríamos algo pequeno, apenas para família.

— Confesso que pensei que ele seria pai, por isso o casamento. – outra loira comentou sem se importar se estava ou não sendo indelicada. – Mas pela sua escolha de bebida vejo que não é o caso. – apontou para a taça de champanhe que tinha pego a alguns minutos.

— Oh não, Peeta e eu não estamos grávidos. Pretendemos aproveitar muito um ao outro antes de aumentar a família.

— Paixão avassaladora então. – a morena ao lado da loira comentou rindo. – Por quê a próxima opção seria chantagem. – eu poderia rir com a ironia implícita naquela frase visto que de fato o casamento era praticamente uma chantagem. Elas começaram a brincar com possíveis chantagens que eu poderia ter feito para o que parecia ser o queridinho delas.

— Como você se conheceram mesmo?

— Estudamos juntos no ensino médio e nos reencontramos recentemente.

— Então é uma paixão antiga?

— De certa forma sim, o que temos começou a muito tempo.

— Você é do Distrito 12 então. – o modo como Clove falou deixou claro que ela não considerava muito o pequeno Distrito. – Parece um ótimo lugarzinho.

— Sim, mas minha família se mudou para Capital a dez anos e não voltamos mais lá.

— Que pena, Peeta fala maravilhas sobre lá. E sua família, o que fazem? Como é mesmo seu sobrenome de solteira?

— Everdeen, meu pai é sócio e presidente de uma empresa. – estava claro que elas queriam mais informações, mas me limitei a isso.

— Interessante, nunca tinha ouvido falar do seu sobrenome antes. Peeta escondeu bem você, quer dizer foi o mistério completo. E claro que uma grande surpresa também afinal era esperado que ele sei lá se casa-se com alguém do mesmo meio social. Mas ele surpreendeu a todos com você.

Toda aquela avaliação estava me deixando nervosa, todas me olhavam como se buscassem apena minhas falhas odiava admitir, porém, estava sendo julgada como uma pessoa de nível inferior era como se elas quisessem que perdesse meu controle me provocando tão claramente.

— Clove querida vejo que esta monopolizando a senhora Mellark – uma mulher loira, cabelos longos muito bem vestida se aproximou - Madge Undersee prazer em conhecê-la. – aceitei seu comprimento e respondi com um sorriso esperando mais perguntas e criticas.

— Não estamos monopolizando Madge apenas conhecendo-a melhor afinal ela é nova no clube.

— Claro que sim.

— E seu pai, não vem?

— Não, infelizmente ele tinha outro compromisso.

— O pai da Madge é o governador Undersee acredito que tenha ouvido falar Katniss. – ótimo a filha de um político iria ser responsável pelas próximas perguntas.

— Já ouvi falar. – comentei tentando pensar em uma maneira de sair daquela rodinha, Peeta estava a alguns metros e parecia não ter sentido minha falta em nenhum momento.

— Bom acho que vou roubar a Katniss um pouco e apresentá-la a outras pessoas. Tudo bem pra você? – concordei com a cabeça e seguimos andando calmamente pelo salão. – Só pra você saber, nem todo mundo aqui é como a Clove. – me surpreendi quando ela disse em um tom baixo quase como um segredo. – Ela é uma boa pessoa, mas digamos que seu casamento a pegou de surpresa.

— Isso quer dizer que ela tinha interesse no Peeta? – perguntei algo que estava desconfiando nos últimos minutos.

— Isso não posso afirmar. – estava claro que ela não queria fazer intrigas, aparentemente Madge Undersee era o tipo de pessoa tranquila. – Acho que é seguro te deixar com sua família, o jantar está prestes a começar. Espero poder vê-la por aqui outras vezes, o clube e realmente um ótimo lugar a se frequentar acredite.

— Obrigada. – ela sorriu e me aproximei novamente do loiro que continuava conversando com seus amigos e familiares.

Quando o jantar foi anunciado, Peeta me conduziu a uma das mesas onde aquele mesmo grupo também estava, de forma educada ele puxou minha cadeira antes de sentar ao meu lado e me incluiu em alguns assuntos da mesa, sempre tocando levemente minha mão e sorrindo em minha direção como um bom ator faria. Pude sentir o olhar da anfitrião duas mesas a direita me analisando como se esperasse que cometesse um erro a qualquer instante.

Quando todos pareciam ter terminado a sobremesa Clove subiu no palco e fez um discurso de quase quinze minutos para agradecer a presença de todos e suas doações para a arrecadação de fundos de uma instituição. Por mais que ela tenha passado um tempo considerável falando sobre o trabalho que a mesma fazia e do quanto o dinheiro arrecadado faria diferença, não prestei atenção. Assim que terminou ela convidou a todos para abrir a pista de dança.

— Vamos dançar, querida? – Peeta estendeu a mão em minha direção, por mais que ele tenha feito parecer uma pergunta, eu sabia que não era. Estávamos em público e obviamente precisávamos fingir ser um belo casal feliz de recém-casados.

— Claro amor. – segurei a mão dele e caminhamos até a pista de dança onde alguns casais já dançavam, a música era lenta. Coloquei minhas mãos em seu pescoço mantendo uma distância segura entre nós, mas assim que enlaçou minha cintura ele puxou meu corpo para mais perto do dele. – É mesmo necessário toda essa proximidade?

— Somos um casal apaixonado e recém-casado esqueceu? – o som da sua voz no meu ouvido fez minha pele arrepiar ligeiramente, fazia um tempo longo demais que não ficava tão próxima assim de um homem.

— Como posso esquecer? O casamento é o assunto do momento. – pude ouvir sua risada e senti novamente aquele arrepio indesejado. – Aliás, suas fãs não estão nem se dando ao trabalho de esconder o desapontamento em vê-lo casado.

— Ciúmes? – acabei rindo e reclinando um pouco a cabeça para olhá-lo.

— Não mesmo! – naquele momento Clove se aproximou com um homem que deveria ter no mínimo uns quarenta e poucos anos.

— Se importam de trocar de par por uma dança?

— Não. – Peeta respondeu pegando a mão dela enquanto entregava a minha ao senhor que sorriu. Aquilo só poderia ser brincadeira.

A dança seguinte também era lenta e o senhor que estava dançando comigo parecia ligeiramente afetado pelo álcool já que essa seria uma boa explicação para a mão dele tender a descer mais do que deveria na minha cintura fazendo com que eu a coloca-se no lugar adequado mais de duas vezes. Logo ao nosso lado era possível ver Clove sorrindo enquanto dançava com Peeta, o corpo dela estava colado no dele e ela parecia querer se aproximar ainda mais, os movimentos dela eram leves quase como os de uma dançarina. Senti alívio assim que a música acabou e sai da pista de encontro com o loiro que estava sorrindo ao lado da morena quando o som dos acordes do que parecia ser tango começou a tocar.

— Ah não essa você precisa dançar comigo. – pediu e ele apenas sorriu, ouve um pequeno alvoroço no salão. – Katniss não se importa não é. – neguei com a cabeça e observei os dois voltarem para pista junto com alguns casais.

— Dançaria novamente comigo? – o senhor perguntou e neguei com a cabeça.

— Desculpe, não sei dançar tango.

— Não sou o melhor dançarino, mas posso conduzi-la. – se em uma dança simples já tinha sido difícil imaginar dançar tango com ele.

— Quem sabe em uma próxima. – ele concordou e se manteve ao meu lado, quase todos estavam olhando os casais na pista e assim que meus olhos pararam no loiro que supostamente era meu marido senti certo incomodo.

Clove nitidamente fazia dança já que seus passos eram sutis e precisos de forma natural, Peeta não parecia estar nem perto do nível dela, contudo não estava fazendo feio já que a maioria dos casais na pista pareciam ter apenas uma noção baica da dança.

— Ano passado Clove trouxe para o jantar professores de tango, foi muito divertido quase todos participaram, e bom ver que alguns ainda se lembram. – tentei sorrir com o comentário e olhar para os demais casais na pista, minha cunhada estava dançando com o noivo próximo ao irmão e parecia estar se divertindo. De alguma forma meus olhos se voltaram novamente para o casal no centro da pista os dois não desviavam os olhos um do outro a cada passo. As pernas dela eram ágeis e notei que ela tendia a fazer alguns passos mais ousados com alguns movimentos que enlaçavam as pernas dela nele enquanto ele não poupou giros, o corte lateral do vestido que ela usava permitia que os passos fossem melhor executados e dava uma certa beleza a dança. A maioria dos presentes parecia observar os dois e aquilo estava me incomodando. A mão dele percorreu a perna dela em um movimento lento enquanto ambos se olhavam com atenção e no momento que a musica terminou os dois pararam com os rostos colados um no outro.

Aplausos foram ouvidos no salão enquanto uma nova musica começava. Os dois se aproximaram e o senhor ao meu lado logo tratou de elogia-los.

— Gentileza sua Chaff. Estava apenas seguindo o ritmo dela, errei horrores.

— Imagina para alguém que fez apenas uma aula foi espetacular Peeta, não acha Katniss? – Clove perguntou com um sorriso enorme.

— Claro que sim, você dançou muito bem amor. Espero que ainda tenha folego para mais uma dança comigo.

— Sempre querida. – ele pegou minha mão e seguimos para pista novamente, não que quisesse de fato dançar outra vez com ele, mas não daria a morena o gosto de ser a última a dançar com ele, não mesmo. Colei meu corpo no dele enquanto nos movimentávamos no ritmo calmo da melodia.

— Para alguém que mal conseguia falar com uma garota no colégio você evoluiu muito a ponto de dançar uma das danças mais sensuais do mundo em público.

— Certeza que não esta com ciúmes querida? Por quê se não esta juro que parece.

— Não é ciúmes, só não vou fazer papel de boba no meio de todas essas pessoas. Não quero ser vista como a mulher traída entendeu?

— Você não tem nada a querer lembra? – não sei se foi a ironia em sua voz ou o olhar fixo que Clove estava mantendo sobre nós, mas quando dei por mim já tinha aproximado meus lábios do dele. O beijo não era singelo e delicado, nossas línguas pareciam travar uma verdadeira batalha de quem tinha mais domínio daquele momento, suas mãos apertaram mais minha cintura enquanto a minha percorria seus cabelos e no momento em que nos separamos ficamos olhando um para o outro enquanto continuávamos o movimento suave da música. – Acabou seu pequeno espetáculo?

— Chame do que quiser, só estou representando meu papel.

— É bom mesmo, estou pagando caro por isso.



Notas finais do capítulo

É isso... Estaria Katniss com ciúmes? Clove e Peeta tiveram alguma coisa?
O que vocês acham? Espero que tenham gostado do capitulo. Achei que ficou um pouco maior do que pretendia, mas espero que não tenha ficado corrido demais ou longo.
Bom esse final de semana a Bel (que vocês provavelmente conhecem) e eu postamos uma nova fic, que é um projeto dela que eu me infiltrei a um tempinho rs.
Se chama Preço do Amanhã e é uma “nova versão” dos acontecimentos após o fim do primeiro livro/filme temos planos bem legais para o enredo e acho que vocês vão gostar. Então quem quiser ir dar uma olhada vou deixar o link.

https://fanfiction.com.br/historia/722213/Preco_do_Amanha/

Vamos adorar ver vocês por lá.
Beijos e uma ótima semana para vocês.

Gabi não é bolo e esta atrasado, mas o capitulo esta aqui.rs




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