A Criação da Luz escrita por André Tornado


Capítulo 11
As decisões que definem o destino


Notas iniciais do capítulo

"O castelo encontrava-se estranhamente silencioso. Não havia clarões de luz, nem estrondos, nem gritos."
in Harry Potter e os Talismãs da Morte, Rowling, J. K., Editorial Presença, 2007



A noite passou depressa e logo foi substituída pelos dois sóis ardentes nos céus de Tatooine. A beleza das estrelas noturnas ficou escondida por mais um dia límpido e monótono no deserto vermelho.

Comia esfomeada a refeição que Luke Skywalker tinha deixado preparada para mim. Ele não estava em casa, eu não me importei. Não precisava dele a vigiar-me enquanto comia. Antes de me deitar na noite anterior, bebera sôfrega uma malga de leite a ferver e comera um tipo de bolo salgado que me saciou o estômago, depois caí num sono pesado que não teve a presença de sonhos ou pesadelos. Adorei reencontrar a minha velha cama de rocha em forma de paralelepípedo. Ao despertar sentia a mesma fome esganada que me fazia rugir de impaciência.

Era compreensível. Provavelmente fazia mais do que quinze dias que não ingeria nada. A minha dieta fora exclusivamente composta por líquidos, estivera doente, fora raptada, andara a fugir de criaturas maldosas que desejavam fazer lucro à minha custa. Comer era natural, comer muito era uma questão de restabelecimento dos meus níveis normais de energia. No entanto, a nutrição do corpo não trazia mais luzes à minha mente apagada. Continuava sem saber nada sobre mim. Continuava a saber tudo sobre Luke Skywalker e os seus companheiros.

Tinha visto a minha imagem nessa manhã, pela primeira vez, num pequeno espelho quadrado. Gostei de me ver. Não era uma beleza deslumbrante, nem era feia. Tinha um rosto normal e agradável, bem proporcionado, olhos castanhos, nariz afirmativo, boca pequena. Os meus cabelos eram também castanhos, com laivos acobreados, madeixas rebeldes que iam um pouco além dos ombros. Não me reconheci. Não podia afirmar que já tinha visto aquela cara algures, mas não me estranhei numa perplexidade histérica. A experiência fora inofensiva.

A casa era fresca no interior quando se adivinhava um calor inclemente no exterior, um refúgio confortável de paredes redondas. Não tinha muita vontade de ir lá fora, porém. Estava com medo, admitia-o. Temia que os Pickot tivessem vindo no nosso encalço. Não nos tínhamos apercebido da perseguição na noite, porque o speeder viajara a alta velocidade para nos afastarmos depressa do seu quartel-general, mas os Pickot podiam dar-se ao luxo de esperarem pela manhã para se porem a caminho. Sabiam onde eu estava, já tinham aparecido junto àquela casa antes, saberiam que eu regressara para cá, conheceriam a morada do cavaleiro Jedi que os atacara, o único em Tatooine. Seria apenas uma questão de horas. Estremecia a pensar naquilo.

Bebi outra malga de leite a ferver para rematar a refeição. Estava satisfeita e foi no momento em que limpava as mãos numa toalha que ele entrou em casa, trazendo um remoinho de pó atrás do hábito castanho e pesado dos Jedi. Tapava a cabeça com o capuz e não se descobriu quando passou pela mesa. Fiz uma careta. Barrou-me o caminho quando me levantei.

— Alguma coisa que não está bem?

— Pareces mais velho vestido com isso – respondi-lhe cruzando os braços.

— Está demasiado calor no exterior, a capa protege-me durante… os meus passeios. – Mirou-me de cima a baixo. – E tu estás bastante melhor. A nova roupa fica-te bem.

Ri-me, aligeirando a tensão que me eletrificava o corpo. Pensava nos Pickot e não parava de pensar neles, na sua proximidade. Quase que jurava sentir-lhes o cheiro, o perigo, a vingança. Agora já não estava sozinha e não estava tão indefesa. Ele haveria de me defender. Provara que o haveria de fazer sempre que me encontrasse em perigo. Eu era-lhe preciosa. Enquanto o mistério existisse, o Jedi não me abandonaria.

Olhei para a biqueira das minhas botas brancas. Definitivamente, a nova roupa ficava-me bastante melhor. Umas calças escuras, uma túnica que se atava na cintura com uma grossa faixa da cor das calças, uma camisa debaixo da túnica. Roupa masculina, mas infinitamente mais confortável do que o vestido que já tinha ido para o contentor do lixo. Estava sujo, rasgado e tinha agarradas lembranças ruins.

— Como estão os teus pés?

— Melhor. Muito obrigada pelos curativos. Deves tê-los feito enquanto dormia. Só o descobri hoje de manhã, quando despertei.

— Já é um hábito. Tratar de ti enquanto dormes.

Sacudiu os ombros e o capuz descaiu-lhe para as costas. Estava despenteado e suado. Reparou na mesa em alvoroço.

— Muito obrigada pela refeição – acrescentei. – Estava tudo… delicioso.

— Não sei cozinhar melhor do que isso. A maior parte são rações de combate e sintéticos fáceis de preparar.

— Como não me lembro de nenhum sabor em particular que seja o meu favorito, estava tudo ótimo para mim.

Ele sorriu-me.

Arrumou os pratos, as malgas, as travessas e eu ajudei-o. Senti que devia contar-lhe sobre os meus receios em relação aos Pickot. Mordi o lábio inferior, respirei fundo. Voltei-me e vi-o colocar sobre a mesa limpa um jarro tapado e dois copos pequenos. Serviu duas porções do jarro e indicou-me um dos bancos. Aceitei o convite e sentei-me. Ele também se sentou e segurou no seu copo.

— Bebe. É chá de fygre.

Olhei para o líquido vermelho fumegante. Não tinha qualquer cheiro e, ao toque, a superfície do copo estava fria.

— Não temas, não é nada de esquisito. Dei-te muito chá de fygre enquanto estavas com febre e ajudou a curar-te. Hidratava-te, deu-te forças para recuperares mais rapidamente do que a tua condição física parecia permitir, inicialmente. É também um excelente antídoto para o gás dos Pickot. Além de ser a bebida favorita de Tatooine, pois mantém-se gelado por muito tempo dentro de qualquer recipiente e mata a sede com pouca quantidade. Ideal para longas viagens.

— Este planeta é totalmente desértico?

— Sim, fora algumas manchas pequenas de vegetação rasteira junto aos polos. Não tem grande coisa para se conhecer por estes lados.

— O que te prende aqui?

— Assuntos pessoais – respondeu num tom ligeiramente brusco.

Bebi um gole do chá. Também não tinha sabor e, de facto, era gelado. Ao atingir-me o estômago cheio deixou-me uma sensação de relaxamento que, combinado com o aroma persistente a incenso, acalmou-me ligeiramente os nervos.

— O que é um Miru?

A pergunta soara completamente descabida. Mas Luke Skywalker não encontrava nenhuma estranheza em mim para além daquela, importante e gigantesca, que ele já definira e me revelara na conversa no speeder.

— Porque me perguntas isso?

— Nunca recusas um pedido de socorro, não é assim? Sempre que te fizer uma pergunta poderá estar relacionada com o meu processo de recuperação da memória. Outra forma de te pedir ajuda. Eu sei que é uma dúvida totalmente inapropriada, tendo em atenção a minha atual situação…

— Um Miru – começou ele, interrompendo o meu discurso inútil – é um animal de estimação, semelhante a um pequeno lagarto. Eram muito dóceis e divertidos, sendo por isso oferecidos usualmente a meninas. Extinguiram-se com a destruição de Alderaan pelo Império, pois eram nativos desse planeta. A minha irmã Leia teve um, durante a sua infância. De vez em quando fala nele… Foi o seu único animal de estimação.

— Oh…

Engoli a minha bebida de uma vez. O chá de fygre arrefeceu-me o coração.

Eram memórias de Leia em Alderaan, não minhas, pensei desalentada. Era Leia que nunca gostara de vestidos, que brincava com um Miru nos jardins molhados pela chuva. Não eu… não eu.

Experimentei um grande desânimo. Quando pensava ter começado finalmente a escavar o túmulo das minhas lembranças, embatera num rochedo impossível de quebrar com a minha frágil ferramenta.

— Passa-se alguma coisa?

— Não, nada.

— De certeza? – Serviu-me outra porção de chá.

Sim, passava-se alguma coisa. Inspirei o ar rapidamente. Encarei-o e afirmei:

— Quero ir-me embora. Não me sinto segura nesta casa, com os Pickot lá fora.

Ele semicerrou os olhos, numa tentativa de analisar-me apenas por aquilo que eu exteriorizava, a linguagem das mãos, a atitude desafiante, a petulância nas palavras.

— Os Pickot não estão lá fora – esclareceu.

— Poderão aparecer. Raptaram-me aqui perto, sabem para onde voltei depois de lhes ter escapado ontem à noite. Sabem que tu, cavaleiro Jedi, moras aqui, que os combateste para me salvar. Como tu disseste, os Pickot valorizam as suas mulheres e eles consideram-me, depois de me terem posto as mãos em cima, como uma das suas mulheres. Não irão desistir de mim.

— Talvez tenhas razão…

— Talvez? Por que razão não admites que tenho razão, simplesmente?

— Os Pickot evitam os lugares habitados. Não querem misturar-se com outros povos, não querem sobretudo que atrapalhem o seu negócio sujo.

— Vieram até aqui, não os evitam assim tanto.

— Este lugar é relativamente afastado.

— Vieram por mim?! – exclamei. – Cheiraram-me de alguma maneira? Ou já sabiam que eu existia porque também eles me viram no desfiladeiro de Vitra, mas tu chegaste primeiro e roubaste-lhe o prémio debaixo dos seus narizes? Bem, debaixo dos narizes não seria, pois os Pickot não têm nariz!

— Calma, Cleo.

O meu nome na voz dele foi igual a uma bofetada. Retive a irritação a custo. Não gostava que ele me chamasse pelo meu nome, soava a reprimenda, a condescendência. Eu não era uma miúda que ele pudesse educar!

— Tu não eras uma escrava. Para além disso, eu tive, digamos, uma pequena escaramuça com eles ontem à noite. Matei alguns… Eles não ousarão um contra-ataque tão cedo. Irão pensar numa maneira para me derrotar, antes de tentarem reencontrar-me.  

Ele percebeu que eu não me tranquilizava com as suas explicações. Não ajudara ele ter mudado o foco da atenção para si, como se a origem da interação com os Pickot tivesse sido por causa dele e não por causa do meu rapto. Não gostei da atitude, mostrei-lho numa careta de desagrado. Ele avançou… Senti a sua tentativa de me ler o espírito. Uma onda invisível tocava-me ao de leve na pele, semelhante a um tecido a esvoaçar elegantemente sobre mim. Não passava do limite exterior, contudo. Ele desejava penetrar mais fundo, alcançar a minha Força, mas era-lhe impossível dar uma consistência mais precisa à exploração.

— Para com isso, cavaleiro Jedi. Apenas se eu quiser!

Levantou-se de repente. Desapertou a capa e arrancou-a dos ombros com um safanão. Continuava despenteado, mas deixara de suar graças ao chá de fygre. Olhei-o admirada com a explosão de génio.

— E porque não me deixas? – protestou zangado. – Se queres tanto perceber a tua presença neste planeta, eu podia ajudar-te. Talvez consiga dizer-te quem tu és, dizer-te o que fazias no desfiladeiro de Vitra, ajudar-te a voltar para casa. Não queres ir embora, voltar para casa?

— Não deixo porque não o vais conseguir.

— Mais cedo ou mais tarde irás ceder.

Levantei-me e juntei-me a ele.

— Creio que sim. Creio que mais cedo ou mais tarde irei ceder. Mas não será hoje, cavaleiro Jedi!

— Hoje é um dia ótimo. Estás assustada e continuas sem vislumbrar uma solução para ti ao não conseguires recuperar da amnésia. Dizes que não vou conseguir, mas eu acredito que serei capaz. Confia em mim como o tens feito até aqui. Ontem confiaste em mim, ao ponto de me pedires ajuda.

— Nunca disse que não confiava.

— Qual é a diferença?

— Não sei. Sinto que… – O meu coração batia descompassado. – Sinto que não o devo fazer, para já. Seria fora de tempo… Terei as respostas e depois, será diferente.

— Sentes também que tens o poder para afetar a minha vida.

— Não sei – repeti e afastei-me.

Havia respostas, algures, perdidas entre as estrelas que os meus dedos tinham arrastado na noite anterior, criando uma senda invisível que não sabia definir se fora de destruição ou de criação. Eu tinha esse poder dentro de mim, absoluto e divino. Engoli em seco.

— Eu sou um perigo para ti? – perguntei-lhe de chofre.

Ele pensou antes de responder.

— Não, tu não és um perigo para mim.

Provavelmente, mentia-me. Continuava sem captar a melhor maneira de lidar comigo, porque também tinha medo, não exatamente de mim enquanto adversária aos seus extraordinários poderes, físicos e místicos, mas do que eu podia ocultar, significar, inventar. O mistério tornava-o cauteloso, mas amigável para que nunca me perdesse de vista, especialmente no tal momento da revelação final. À laia de justificação acrescentou num tom sereno, destinado a apaziguar a tensão que se criara:

— Não te consigo ler a aura claramente, mas sempre que alcanço essa leitura apenas percebo boas vibrações. Tu estás do lado do Bem, não tenho qualquer dúvida. Eu também confio em ti.

— Teremos as nossas respostas, cavaleiro Jedi.

Prometo, e disse-o mentalmente para me convencer de que estaria verdadeiramente do lado do Bem. Como eu não o deixei entrar no meu interior, ele não escutou essa última palavra, a minha tosca promessa.

Voltei-lhe costas, caminhei erraticamente pela casa. Mesmo sem usar a Força na plenitude, Luke tinha um poder mental incrível. Conseguia senti-lo em meu redor, a permear tudo o que existia naquela casa, os objetos inanimados, os pequenos bichos escondidos nas fendas, o chá de fygre dentro do jarro tapado, eu.

As revelações que se formavam dentro de mim, em jeito de respostas impercetíveis que eu não conseguia decifrar, desapareciam todas quando tentava concentrar-me nelas para as trazer à tona. Eu possuía a resposta para a dúvida da minha presença em Tatooine, só não conseguia transformá-la em algo mais palpável do que simples flutuações inconscientes. E quanto mais Luke perscrutava, pior era. Perdia-me imediatamente, pois toda a minha concentração ia para o combate à sua intrusão.

O que eu não queria que ele soubesse? Que eu não era ninguém e que ele era tudo? Que eu não tinha memórias minhas e que tinha todas as memórias dele?

Uma tontura fez-me vacilar.

— Por favor, senta-te outra vez comigo.

Ocupei o meu lugar no banco e aceitei outra dose de chá de fygre. Estava envergonhada com o que acabara de acontecer e tinha a cabeça baixa.

Bebemos em silêncio durante algum tempo e quando não havia mais chá no jarro, ele revelou:

— Vamos partir. Tomei esta decisão ontem, enquanto conduzia de regresso a casa. Queria comunicar-ta antes, mas começámos a nossa pequena… discussão. Bem, como disse, vamos partir. Resolvi aceitar o convite da minha irmã e seguir para Coruscant. Em relação ao teu caso particular, julgo que será uma mudança vantajosa. O sistema de Coruscant é intensamente urbanizado e povoado, poderás encontrar alguém que te reconheça ou poderás reconhecer algum lugar que te ajude a curar essa amnésia. Existem arquivos, por outro lado, que poderás consultar e que também te poderão auxiliar. Deixar Tatooine, acredito, melhorará a tua situação.

— Obrigada.

— Os Pickot não têm que ver com esta decisão, que eu vinha a amadurecer desde que Leia partiu, mas posso admitir que apressaram a data da viagem. Compreendo e respeito o teu medo. Não é muito provável, mas eles poderão regressar… Aceito esse cenário. Outro facto inegável é que não tens nada que te prende aqui. E o que eu aqui vim fazer também está concluído. Não vou partir forçado, por isso não quero que julgues que precipitaste esse acontecimento. Não quero que te sintas… culpada.

Inspirou demoradamente.

— Não tens nenhuns pertences, mas dar-te-ei um saco para guardares algumas coisas que te irei oferecer. Uma muda de roupa, artigos de higiene.

O espelho, eu gostaria de ficar com o espelho. Se olhasse para a sua superfície muitas vezes durante o dia poderia ser mais fácil colar o meu nome à imagem refletida, saber de onde tinha vindo aquele rosto, de que planeta era eu oriunda, o que fazia ao lado de Luke Skywalker a sugar-lhe as lembranças, como alimento indispensável para me manter viva naquele mundo hostil.

— Não precisas de me agradecer novamente, faço-o de boa vontade.

Sim, eu agradecia-lhe muito, mas nunca seria demasiado. Era ele que me mantinha viva… Continuava sem encará-lo, continuava envergonhada.

— Em Coruscant vou encontrar um sítio para tu ficares, para teres a tua privacidade. Será importante que tenhas um sítio só para ti. Vais sentir-te melhor se não estiveres constantemente a ser pressionada… por mim.

Porque ele tinha o seu caminho a percorrer que não se interligava com o meu ou com o de mais ninguém, nem com o dos seus antigos companheiros. Porque em Coruscant o mistério seria revelado, os segredos desvendados e já não haveria uma ligação interessante entre nós. Nesse sistema, ele iria conseguir assaltar-me a alma elusiva, eu deixá-lo-ia prosseguir no assalto, na devastação. Na pressão! A tristeza ensombrou-me a alma.

Acenei que sim. Acabei com o meu copo de chá de fygre. Ele levantou-se e foi fazer os preparativos para a partida.

— Teremos as nossas respostas, cavaleiro Jedi – repeti num murmúrio. – Em breve…



Notas finais do capítulo

Neste dia celebramos o aniversário do ator Harrison Ford que emprestou a sua atitude, carisma e aura ao mais famoso contrabandista da galáxia, Han Solo. Muitos parabéns, senhor Ford e muito obrigado por ter criado um dos mais admirados personagens de Star Wars!

E depois das celebrações e vénias devidas, vamos falar do capítulo de hoje.

A relação entre o Luke e a Cleo está a ficar extremada. Ele quer percebê-la através da Força, ela insiste em proteger-se das explorações dele. Depois, discutem. Que segredos existem que conduzem a esse confronto? Mas o Jedi tenta sempre recuperar a calma e continua a ser paciente. Ela também tenta não o afastar demasiado, pois sabe que precisa da segurança que ele lhe dá.

Luke Skywalker decidiu-se a deixar Tatooine e seguir para junto da irmã Leia e do amigo Han. O que irá encontrar em Coruscant?

Criei uma bebida para Tatooine, o chá de fygre (que vai ser mencionado mais vezes nesta história) pois julgo que um planeta desértico deveria ter algo especial para matar a sede.

Próximo capítulo:
Adeus, planeta do deserto.



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