Dépendance escrita por KarenAC


Capítulo 3
Capítulo 3 - Colisão


Notas iniciais do capítulo

Eu ia esperar pra postar esse capítulo só amanhã, mas achei que vocês iam gostar de ler ainda hoje, então aí vai ^3^



 

O conflito é um sinal de que existem verdades mais amplas e perspectivas mais belas.
A. N. Whitehead

 

Adrien empurrou as portas de vidro da gráfica da escola, desviando de um grande grupo de estudantes que saía no meio de conversas e risadas. Marinette atravessou a entrada atrás dele e se encaminhou até o balcão de atendimento. Do outro lado da bancada de madeira, ela vislumbrou uma cabeleira ruiva, e seu rosto se iluminou.

"Marinette!" o rosto do garoto que trabalhava na gráfica da escola se abriu em um sorriso brilhante.

"Oi, Nathan!" Marinette retribuiu o sorriso, e seu coração se aqueceu ao ver alguém de quem genuinamente gostava.

Nathanaël trabalhava na gráfica da escola desde o início do ensino médio. Ele tinha os cabelos vermelhos repicados em mechas médias, e algumas lhe caíam sobre os olhos conforme movia a cabeça. Ele tinha os olhos esverdeados, mas Marinette percebera com o tempo, que conforme a luz do ambiente mudava, eles refletiam diferentes tons de azul. Ela sempre pensava como a coloração dos olhos dizia muito sobre a personalidade de Nathanaël. À primeira vista parecia simples, mas conforme se prestava atenção mais de perto, todo um mundo de complexidades se abria.

Nathan era muito bom com desenhos e praticamente tudo relacionado à arte. Boa parte dos alunos da escola pedia ajuda para ele com ilustrações e gráficos para seus trabalhos e projetos, e ele sempre auxiliava à todos que podia. Marinette admirava os dons e o coração bom que o garoto tinha.

Após Adrien desaparecer da escola quatro anos antes, Marinette sentiu-se perdida. Vagava sozinha pelos corredores do colégio e tinha dificuldade até mesmo em conversar com Alya sobre o que lhe afligia, porém, de alguma forma, Nathan conseguiu se aproximar dela. Os dois começaram a conversar durante os intervalos e logo se tornaram grandes amigos. Muitas vezes, o ruivo frequentava a casa de Marinette para trabalhos escolares e jantares a convite dos próprios pais da garota. De certa forma, Nathanaël teve um papel muito importante na saída de Marinette do quadro depressivo.

Marinette admirava a paciência e dedicação que ele colocava em tudo que fazia e nunca havia visto o garoto se irritar ou levantar o tom de voz, mesmo nas situações mais difíceis ou estressantes.

"Como estão a tia Sabine e o tio Tom?" Nathanaël perguntou se aproximando do balcão, e era evidente o quanto ele também gostava dos pais de Marinette.

"Trabalhando muito, como sempre. Eles não tem sossego e não me dão sossego." Marinette riu e Nathanaël a acompanhou. Ela percebeu que Adrien estava com os olhos fixados nela, mas não se deixou abalar.

"Como anda o movimento por lá?" Nathanaël perguntou, se referindo aos clientes da padaria dos pais de Marinette. Já há algum tempo o movimento andava fraco.

"Ah, do mesmo jeito. Mas a gente vai resolver!" Marinette esforçou-se para sorrir, lembrando das noites em que seus pais passavam em claro inventando estratégias e novas receitas para recuperar a clientela. A verdade é que Marinette estava realmente preocupada.

Uma nova confeitaria abrira na rua de baixo da casa dela. Era um lugar grande e sofisticado. Os produtos lá eram mais caros, mas por causa da maior quantidade de empregados do local, também eram mais elaborados do que os feitos pelos pais de Marinette. Aquilo somado ao fato de que o novo estabelecimento era novidade, havia começado a causar migração dos clientes. Em algum ponto no meio daquele mês, Marinette ouvira a palavra "falência" sair de uma conversa dos pais.

"Duas cópias, por favor." Adrien pediu para Nathanaël, colocando o livro de História sobre a bancada e ignorando a conversa. Marinette ergueu a cabeça para fitar o loiro, com um ar de reprovação pela falta de educação em interromper os dois, mas Adrien não devolveu o olhar.

"Tudo bem." Nathan pegou o livro, sorrindo timidamente, e o levou até a máquina de cópias.

Adrien inclinou-se sobre o balcão, tamborilando os dedos sobre ele, e Marinette virou-se pensando em sentar-se na fila de cadeiras de espera mais adiante. Queria manter o máximo de distância possível.

"Então-" Adrien começou e Marinette teve vontade de morrer.

Ele ia puxar assunto. Claro que ele ia puxar assunto. Respirou devagar, sentindo o ar entrar e sair de seus pulmões e tentou se concentrar naquilo para não perder o controle. Antes que Adrien pudesse continuar, Marinette interrompeu.

"Nathan, quanto tempo você acha que demora?" ela ouviu a própria voz e percebeu que as palavras estavam trêmulas.

"Olha, eu acho que uns dez minutos. É um livro bem grande." Nathanaël respondeu, vendo as folhas saindo da copiadora.

"Será que eu posso vir buscar depois?" ela perguntou e viu ele acenar positivamente com a cabeça.

"Claro! O que você quiser, Marinette! Se quiser também posso levar na sua casa depois!" Nathan piscou para Marinette enquanto sorria e a garota sorriu de volta. Ele realmente era um cara muito legal, e ela ficava feliz em saber que podia contar com ele.

"Não precisa, não quero te incomodar. Eu venho buscar mais tarde! Até mais!" sorriu, consciente dos olhos de Adrien sobre si.

Marinette girou nos calcanhares e apertou os livros contra o peito, dirigindo-se até a porta de saída da gráfica. Ao erguer a mão para agarrar a maçaneta, sentiu algo puxar seu braço. Quando virou para trás, viu Adrien olhando-a com uma expressão confusa.

"Qual o problema?" ele perguntava sem soltar o braço dela.

"Nenhum." Marinette viu a mentira sair fácil de seus lábios "Eu tenho outras coisas para fazer. Posso voltar pra pegar a cópia depois." ela olhou para os dedos de Adrien enrolados no seu braço "Pode me soltar?"

Adrien apertou mais os dedos no braço dela e a fuzilou com o olhar.

"Não. Eu quero saber qual o problema. Você está me evitando desde que eu cheguei." ele murmurava entre dentes e franzia a testa na direção dela.

"Adrien, me solta. Eu preciso ir embora." Marinette insistiu. Agradeceu mentalmente por não ter ninguém mais ali além de Nathanaël. Não queria fazer uma cena no meio da escola, muito menos uma cena onde Adrien Agreste estivesse envolvido.

"Então me fala o que está acontecendo." Adrien perguntou e ela percebeu que a voz dele tinha algo a mais além de curiosidade. Seria raiva ou preocupação?

Marinette quis despejar todos os últimos quatro anos na cabeça de Adrien. Quis dizer o quanto ele a tinha preocupado, o quanto ela se sentira abandonada, o quanto ela tinha ódio dele, mas tudo o que conseguiu fazer foi lançar-lhe um olhar cheio de dor e revolta enquanto engolia quatro anos de angústia. Adrien arregalou os olhos. Marinette nunca o havia olhado daquele jeito.

"Tá tudo bem aqui?" Marinette viu Nathanaël se aproximar a pousar o olhar sobre os dedos de Adrien que seguravam o braço dela.

A garota sentiu vergonha de si mesma por estar naquela situação. Baixou a cabeça sem saber o que responder. Queria sair dali, ir embora. Queria sumir.

"Tá tudo bem sim." Adrien respondeu, fitando Marinette.

Nathanaël viu que Adrien apertava os dedos no braço de Marinette. O ruivo sabia sobre os sentimentos de Marinette. Em um momento extremo de tristeza e desespero, Marinette abrira o coração e lhe contara tudo o que havia acontecido enquanto chorava copiosamente, e Nathan prometeu para ela e para si mesmo que não deixaria Marinette chorar daquela forma de novo. Não a deixaria sofrer de novo. Ela era especial demais para passar por aquilo, e ele faria questão de impedir qualquer um que estivesse arriscando a felicidade dela.

"Hey, Agreste, solta ela." Nathanaël ouviu a própria voz soar pelo local e colocou a mão sobre o ombro de Adrien, pressionando-o levemente.

"Você não tem nada a ver com isso." Marinette ouviu Adrien murmurar e ergueu os olhos para olhá-lo. Ele não havia se virado para olhar para Nathanaël. Ainda estava ali, com o olhar fixo sobre ela, como se Nathan fosse nada mais do que uma mosca pousada sobre seu ombro.

"Eu disse pra soltar ela." as palavras de Nathan encheram a sala, e Marinette engoliu a seco, vendo a situação se desenrolar quando Adrien girou a cabeça para olhar o ruivo. Se não parasse os dois, algo muito ruim poderia acontecer.

"Chega." Marinette falou em tom grave e os dedos de Adrien relaxaram sobre o seu braço, soltando-a. Ela olhava para os próprios pés e agarrava os livros contra o peito com tanta força que a ponta de seus dedos esbranquiçava. Com medo de erguer os olhos e ver a expressão que os dois tinham no rosto, ela sentia a testa franzir em nervosismo.

"Eu venho buscar a minha cópia depois." Adrien falou secamente, passando por ela sem lhe encostar. Ela seguia com os olhos no chão, e quando ele desapareceu à distância, ela percebeu que estava aquele tempo todo com os dentes cerrados.

"Tem certeza que você tá bem?" sentiu um toque leve sobre a cabeça e ouviu a voz de Nathanaël. Ao erguer os olhos, deparou-se com um olhar turquesa preocupado e um meio sorriso. Ela se sentia segura perto dele.

"Estou sim, obrigada." ela sorriu, arrumando o amassado da blusa e respirando fundo.

"A cópia está quase pronta, espera mais um pouco antes de ir, eu fiz café." Nathanaël falava com ela, mas olhava para o saguão da escola, vendo Adrien se afastar.

Marinette notou algo aquecer seu peito em gratidão. Nathan queria ter certeza que Adrien estava a uma distância segura o suficiente para não ir atrás de Marinette quando ela fosse embora. Queria ter certeza que ela não estaria correndo perigo. Marinette sentiu um sorriso divertido atravessar seus lábios. Mal sabia Nathanaël que mais um minuto e quem correria perigo era Adrien nas mãos dela.

"Obrigada, Nathan, eu adoraria café." ela falou para o garoto, sorrindo e andando ao lado dele até o outro lado do balcão.

 

●  ●  ●  ●  ●

 

No dia seguinte pela manhã, Marinette não teria aula devido à comemoração do aniversário da escola. Algumas atividades festivas seriam oferecidas, mas ela estava preocupada com o projeto de História, então decidiu não comparecer para adiantar o trabalho. Abriu os olhos, sendo acordada por conversas altas no andar de baixo e franziu a testa. A luz do sol era fraca, indicando que o dia mal havia começado.

"Marinette, pode dar uma ajuda aqui na padaria?" ouviu a mãe gritar do andar de baixo e suspirou, despedindo-se da esperança de dormir um pouco mais.

Marinette e os pais moravam na mesma casa desde que ela se lembrava. No primeiro andar, os cômodos de convívio se distribuíam, e nos fundos ficava a padaria onde seus pais trabalhavam. Sempre que podia, Marinette ajudava os pais com entregas e atendimento de clientes, mas nunca se arriscava em mexer na parte da cozinha. Ela era ótima com agulhas e tecidos, porém no momento que fogo era envolvido, suas habilidades desapareciam e ela saía cheia de cicatrizes e bolhas.

Marinette se arrumou e desceu a escada que dava acesso para seu quarto no sótão, abrindo a porta interna para a padaria e dando de cara com uma fila enorme de clientes. Arregalou os olhos. Fazia muito tempo desde a última vez que vira a padaria tão cheia. Deu um beijo na bochecha de cada um dos pais e pegou um avental para ajudar.

"O que é tudo isso?" Marinette perguntou enquanto amarrava o avental.

"Parece que a confeitaria da rua de baixo fechou." Sabine dizia enquanto colocava pães em um saco de papel e entregava a um dos clientes.

"Como assim fechou?" Marinette ergueu uma sobrancelha.

"Estão dizendo que venderam." disse a cliente que pegava o saco de pães "Só sei que eu passei lá hoje de manhã e estava fechada."

"Isso que falaram que os negócios estavam indo bem!" Tom falou atrás da caixa registradora enquanto calculava o troco de um senhor que carregava um pedaço de torta enrolada em um embrulho fechado.

"Ah, nós nunca sabemos o que acontece de verdade, querido. Pode ser que nem fossem tão bem assim." Sabine chamava a próxima cliente na fila.

Marinette ajudou os pais durante toda a manhã, até que o movimento finalmente cedeu. Um zumbido percorria sua cabeça depois de horas a fio ouvindo pedidos e enchendo pacotes com salgados e doces. Mesmo antes da confeitaria rival ser aberta, ela não lembrava de trabalhar tanto na padaria dos pais.

"Foi uma manhã bem atípica." Sabine carregava uma bandeja com um bule e três xícaras de café, pousando na mesa de centro à frente de Marinette e Tom.

"Bota atípica nisso." Marinette encheu uma das xícaras de café e bebeu, sentindo o líquido morno lhe preenchendo com energia. Ela adorava o café que sua mãe fazia.

Marinette ouviu o celular tocar e olhou a imagem de tela. Sorriu ao ver quem era.

"Vou atender lá em cima, é do atelier!" Marinette sorriu e subiu as escadas correndo, fechando a porta do quarto atrás de si "Oi, Tikki!" Marinette sentou-se na cadeira da escrivaninha para ouvir a amiga falar.

Marinette e Tikki se conheciam há cerca de cinco anos. Marinette cotumava fazer aulas de kung-fu em uma academia perto da sua casa, até o dia em que Tikki apareceu lhe oferecendo trabalho, porém aquela era uma fatia de sua vida a qual os pais não conhecia, e Marinette fazia questão de manter as coisas assim.

Tikki estava na faixa dos seus 30 anos de idade, mas aparentava ser bem mais nova do que Marinette. Tinha os cabelos cor-de rosa que se estendiam em cachos longos e se vestia com roupas que pareciam ter saído da sessão infantil, sempre de cores pastéis. Cada vez que Marinette a via, ela tinha os cabelos presos de um jeito mais fofo que o outro, e vários acessórios representando unicórnios, sorvetes, cookies e outras coisas adoráveis estavam sempre penduradas em seu pescoço.

Na primeira vez que se viram, Marinette ficara olhando para a pequena garota pelo menos uma meia hora antes de acreditar que Tikki realmente estava falando sério sobre ter um trabalho para ela. Tikki parecia uma boneca que andava, com suas cores alegres e seu cheiro de tutti-frutti.

Com o passar do tempo, Marinette viu que apesar da aparência frágil, Tikki tinha contatos com as pessoas mais importantes da cidade e agenciava um estabelecimento chamado Miraculous que oferecia segurança para os grandes figurões. Quando descobriu sobre as hablidades de Marinette, Tikki lhe ofereceu um trabalho e uma identidade secreta.

A agência de Tikki era quem financiava o uniforme e as armas de Ladybug, e a garota tutti-frutti era a única pessoa que sabia quem ela era atrás da máscara. Marinette usava todas suas melhores habilidades para manter os clientes da Miraculous seguros, enquanto tinha a identidade mantida em segredo e recebia suporte com cuidados médicos quando fosse necessário. Era uma troca mais do que justa, e Marinette ganhava muito bem por aquilo.

"Oi Marinette! Como você tá? Tudo certo pra hoje de noite?" Tikki perguntava do outro lado da linha com a voz animada. Marinette sorria toda a vez que ouvia a voz da garota. Depois de tanto tempo juntas, ela descobriu que mais do que tudo, as duas haviam virado ótimas amigas. Tikki colocava o bem-estar de Marinette acima de tudo, por isso sempre ligava antes das rondas para perguntar se estava tudo bem.

"Está sim, Tikki! Mais tarde estarei lá!"

"Escuta, deixa eu te falar uma coisa." Tikki começou e Marinette percebeu que a garota estava hesitante.

"Pode falar, Tikki."

"Hoje você não vai sozinha. Tem um outro cara que vai começar a trabalhar com você." Tikki terminou de falar e silenciou.

"O quê!? Tikki, você sabe que eu trabalho sozinha!" Marinette falou alto do outro lado da linha.

"Eu sei, mas isso infelizmente vai ter que mudar." Tikki pigarreou, tentando transparecer firmeza na voz.

"Mas por quê? O que eu estou fazendo não está sendo suficiente?" Marinette levantou da cadeira e jogou a mão livre do telefone para o ar em sinal de protesto.

"Não é isso. Ele vai te acompanhar nas rondas, mas ele tem uma missão diferente da sua. Ainda assim, eu prefiro que vocês fiquem juntos pra que você fique de olho nele."

"Você quer que eu faça trabalho de babá!?" Marinette gemeu, deixando-se cair na cadeira novamente.

"Marinette, presta atenção. Nós não conhecemos esse cara há muito tempo, mas nossos contatos nos disseram que ele é muito bom, e um grande investimento foi colocado na agência por conta disso. Se tudo der certo, além dos resultados da missão, o nome da Miraculous vai crescer no mercado." Marinette passava a mão no rosto. Aquele dia só ficava cada vez pior "Eu sei que pode não ser fácil para você, mas se isso tudo der certo, pode ser que a agência consiga te pagar o dobro do que está pagando hoje."

Marinette arregalou os olhos. O dobro? Duas vezes o que ela ganhava? Aquela quantidade de dinheiro seria mais do que suficiente para quitar as dívidas dos pais e ainda investir na faculdade de moda que tanto sonhava.

"Ah, Marinette, como você é previsível..." Marinette murmurou para si mesma, resmungando.

"O quê?" Tikki perguntou ao não entender o que Marinette resmungava do outro lado da linha.

"Nada, Tikki. Tá bem, eu topo. Mas nada de trabalho de babá! Eu fico de olho nele mas se a coisa ficar feia, ele que se vire! Eu tenho mais o que fazer." Marinette fazia beiço e ouviu Tikki rir do outro lado da linha.

"Você tá fazendo beiço, não tá?" Tikki perguntou rindo e a garota repuxou os lábios, segurando uma risada.

"Não tô não! Cala a boca!" as duas caíram na risada por alguns minutos.

Marinette gostava demais de Tikki. Se tivesse que montar uma família imaginária, Alya seria sua irmã mais velha e Tikki seria sua irmã mais nova, mesmo que na vida real Tikki tivesse pelo menos uns 10 anos a mais que Marinette.
"Tá, te vejo à noite!" Tikki falou, pronta pra se despedir.

"Ah, Tikki! Antes de você desligar me diz uma coisa." Marinette lembrou-se.

"Pode perguntar."

"Qual o nome do cara novo? Quer dizer, o nome que você pode me contar." Marinette imaginava que ele teria uma identidade secreta como a dela, já que a agência prezava tanto pela discrição dos clientes quanto pela dos empregados.

"O nome do cara novo? Putz, espera que não lembro. Foi o Plagg que fez contato com ele. Aguarda um minuto na linha."

Marinette apoiou-se na escrivaninha, ouvindo os murmúrios ao fundo. Plagg era o namorado de Tikki. Os dois haviam começado a agência juntos e no início eram eles que faziam todas as rondas e missões, porém com o aumento da clientela, não conseguiam mais dar conta de tudo. Foi ali que o convite para ser Ladybug surgiu.

"Marinette, tá aí?" Tikki perguntou do outro lado da linha.

"Tô sim, pode falar."

"O nome dele é Chat Noir."



Notas finais do capítulo

O capítulo ficou mais longo do que eu queria, mas isso vai acontecer de vez em quando, então não reparem xD
Espero que tenham gostado ;3