Dépendance escrita por KarenAC


Capítulo 26
Capítulo 26 - Desamparo


Notas iniciais do capítulo

Eu sei, tô demorando um monte pra postar capítulos novos, mas vocês não fazem ideia do quanto eu estou trabalhando e quanto pouco tempo livre tenho agora ;__;

Mas mesmo que eu demore, não vou deixar de postar e terminar essa fic, então não se preocupem!

Aproveitem ♥



"Onde acaba o amor têm início o poder, a violência e o terror."

Carl Jung

 

Ladybug pinçava a base do nariz entre o dedo indicador e o polegar, tentando conter o acesso de fúria e esperando que aquilo fosse suficiente para amenizar a terrível dor de cabeça que pulsava em suas têmporas. À sua volta, a conversa havia se transformado em gritos.

"Vocês sabem o que vai acontecer se ela fizer isso!" Chat Noir apertava os braços cruzados em frente ao peito, a voz grave enchendo a cozinha da Miraculous.

"Chat, ela precisa encarar isso." Tikki ainda tentava manter educado o tom das palavras, mas na última meia dúzia de frases estava falhando.

"Você não pode proteger ela pra sempre. Nós estamos aqui pra ajudar!" Plagg juntava-se a Tikki nos argumentos, e Chat arregalava os olhos, não acreditando no que seus ouvidos registravam.

"Não é questão de proteger ou não! Você estão querendo jogar ela direto na cova dos leões!" Chat descruzou os braços e os abriu, a impaciência tornando seus movimentos mais agressivos.

"Gente-" Ladybug tentou, mas sua voz sumiu dentro dos gritos.

"Ela sabe se virar, Chat, você precisa confiar mais no potencial dela." Tikki juntou os pratos vazios sobre a mesa, levando-os até a pia.

"Pessoal, eu posso-" Ladybug tentou mais uma vez, mas ela viu a mão de Chat cruzar a sua frente e os olhos dele focarem Plagg e Tikki, a interrompeu como se ela sequer estivesse ali.

"Eu vou ir! Eu sei lidar com eles! Ela pode ficar aqui e ajudar no suporte." Chat bateu com a mão fechada no peito e inclinou-se sobre um dos pés como se estivesse prestes a jogar-se sobre alguém, as sobrancelhas curvadas sobre os olhos que mudavam de uma pessoa a outra no ambiente, esperando quem lhe desafiaria.

"Chat, eu sei-" Ladybug colocou as mãos sobre a mesa, erguendo um pouco o volume da voz, mas parecia que nada do que ela dizia alcançava os ouvidos dos outros três.

"Você está subestimando nossos planos e a capacidade dela, cara. O que diabos deu em você?" Plagg levantou-se da cadeira devagar, os olhos fixos em Chat.

"O que deu em mim foi que eu sei como é estar lá dentro! Eu sei como eles são capazes de te colocar na mão deles e te controlar feito uma marionete!" Chat gritou, aproximando-se da mesa e socando a madeira com as duas mãos fechadas, sobressaltando Plagg, que não imaginava tamanha reação de Chat.

"CHEGA!" Ladybug gritou e ergueu-se rapidamente, empurrando a cadeira para trás e derrubando-a sobre o chão com um estouro alto "Chega todos vocês!" Todos silenciaram e olharam na direção dela, como se tivessem mesmo esquecido que ela estava ali "Vocês falam das minhas decisões como se eu estivesse em outro lugar! Vocês querem decidir as coisas sobre a minha vida como se eu não fosse capaz de resolver meus próprios problemas! Chega disso, de uma vez por todas, todos vocês!"

Ladybug contornou a mesa em um salto e saiu correndo através da agência, arrancando o ioiô da cintura sem paciência alguma e jogando-se do parapeito do alto prédio para a rua movimentada e barulhenta do final de tarde alaranjado de Paris. Estava irritada, revoltada. Uma fúria queimava sob sua pele, fazendo seus dentes rangerem dentro da boca enquanto seus olhos lutavam contra lágrimas quentes que se acumulavam alimentadas pela raiva que se multiplicava a cada segundo que se passava e ela lembrava das palavras de Plagg, Tikki e Chat Noir.

Antes de arremessar o ioiô no quarto prédio, na metade do caminho que seguia até sua casa, um sentimento diferente começou a se esgueirar dentro de sua cabeça, arrastando-se para dentro de seu peito como uma cobra sorrateira, esmagando seu coração.

Será que sou assim tão inútil?

Será que sou mesmo tão incapaz?

Será que sou assim tão fraca?

Os pensamentos começaram a ficar mais e mais negativos, sugando suas energias e transformando toda a fúria em desânimo e tristeza. Nunca havia sentindo-se tão sozinha, tão desamparada. Antes de chegar á sua casa, desceu sobre o prédio ao lado e sentiu a mão afrouxar o ioiô entre os dedos. Parecia que até mesmo sua força estava sumindo, carregada por uma enchente de dúvidas. Ela ergueu os olhos para o céu, vendo o laranja das nuvens escurecer pouco a pouco, transformando-se em tons de lilás.

Poucos minutos depois, ela então terminou seu caminho até sua casa, entrando pela claraboia do quarto e trancando-a acima de si. Não queria visitas indesejadas. E pensava principalmente em Chat Noir quando girava a tranca de metal na porta de madeira. Não queria vê-lo novamente, não tão cedo.

Ladybug tirou a máscara vermelha com pintas negras sobre os olhos e soltou os cabelos, indo até a cadeira frente à sua escrivaninha e apoiando os cotovelos sobre os joelhos, esfregando as mãos no rosto. Marinette sentia-se exausta mentalmente, mas seu corpo estava cheio de energia e ansiedade. Era como um pássaro selvagem preso em uma caixa de vidro, debatendo-se em busca de uma liberdade prometida, mas inexistente. Então um tom musical quebrou seu mundo de pensamento, puxando-a de volta à realidade. Puxou o celular de dentro do uniforme, onde um número desconhecido piscava na tela

"Alô?" Marinette atendeu desconfiadamente.

"Filha? Oi!" a voz animada de Sabine Dupain-Cheng surgiu do outro lado da linha, fazendo Marinette abrir os olhos atentamente, sentindo um leve sorriso passar por seu lábios.

"Oi, mãe! Como vocês estão?" Marinette fez o máximo esforço para soar animada. Não queria que preocupações fossem carregadas por sua voz até os ouvidos de Sabine.

"Estamos bem! Tentei te ligar mais cedo, mas não sabia como usar os códigos de ligação internacional e acabei me atrapalhando toda." Sabine riu, e Marinette a acompanhou "Não posso demorar muito, essas ligações são caras! Você está bem? Está tudo bem?"

Marinette mordeu o lábio inferior, sentindo as palavras que chegavam em torrente à ponta de sua língua, prontas para despejarem todas as aflições dos últimos dias. Prontas para desabafarem quantas dúvidas preenchiam sua cabeça e como queria ver seus pais. Como ansiava por um beijo de sua mãe e um abraço de seu pai. Como precisava de conforto. Engoliu a seco, sentindo toda a dor ser abafada por uma voz animada.

"Está tudo bem sim, mãe! Estou cheia de trabalhos do colégio, também acabei esquecendo de ligar pra vocês!" Marinette sorria enquanto segurava o celular e franzia a testa furiosamente.

"Tem certeza? A sua voz parece diferente. Está comendo bem? Está descansando?"

Uma mão invisível esmagou o coração de Marinette.

 

Por favor, não pergunta mais.

Por favor, não me façam falar.

 

"Tô comendo bem sim, fui até jantar lá na Alya. Falando nisso, eu meio que prometi um ensopado seu pra ela!" Marinette forçou uma risada, cujo som saiu estranho e agudo.

"Alô, filha?" Sabine perguntou "Alô? A ligação tá ruim! Deve estar caindo!"

"Tá tudo bem, mãe! Aproveitem a viagem!" Marinette estava prestes a chorar. Precisava desligar logo antes que um desastre acontecesse.

"A gente te ama, meu amor! Se cuida e não esquece de comer e dormir bem e-"

Um clique e a ligação acabou, deixando apenas o silêncio nos ouvidos de Marinette, que sentiu lágrimas encherem os olhos enquanto cerrava os dentes com força para conter o choro que começava a brotar. Acordando-a das sensações, o celular que ainda estava na sua mão vibrou novamente, e ela carregou-o até a orelha rapidamente.

"Alô, mãe?" Ladybug perguntou animadamente, na esperança de ouvir mais um pouco da voz da mãe, mas algo bem diferente do que ela esperava soou do outro lado.

"Ainda estamos esperando uma resposta, Ladybug." a voz masculina e grave soou do outro lado da linha, fazendo-a remover o telefone rapidamente da orelha para olhar o número que lhe contatava, mas apenas as palavras "número privado" apareciam na tela.

"Quem é?" sua voz saiu mais aguda e urgente do que pretendia, mostrando traços de impaciência.

"Você sabe quem é. Estamos ligando para dizer que não pretendemos mais esperar até o final do mês por sua resposta. Notamos que você e seus amigos tomaram algumas medidas cautelosas, então também tomamos a liberdade de fazê-lo." ele fez uma pausa, e Ladybug percebeu que segurava o celular com tanta força que seus dedos doíam "Você tem só mais uma semana."

"O quê!?" Ladybug berrou e seu coração palpitou enlouquecidamente dentro do peito. Uma semana? Apenas mais uma semana? O final do mês já parecia próximo demais para que ela pensasse em uma saída daquela situação, mas uma semana era absurdo.

"É mais do que suficiente. Não queremos uma resposta negativa de qualquer forma. E para saber que estamos falando sério, temos aqui o recado de alguém muito especial." a voz riu baixo e o som desapareceu, seguido de vários cliques.

"Marinette? Marinette, por favor!"

Ladybug sentiu algo gelado subir do estômago em direção a sua garganta, fazendo suas mãos e pés formigarem e uma dor atravessar sua cabeça como se um prédio tivesse caído sobre ela.

Alya. Era a voz de Alya.

"Marinette, por favor! Eu não entendo o que tá acontecendo! Eu não- " Alya gritou mais uma vez, e então silêncio reinou do outro lado da linha.

Os lábios de Ladybug tremiam e ela estava com as duas mãos agarradas ao celular, sentindo que o pequeno aparelho de uma hora para outra passava a pesar uma tonelada.

"Nós sabemos o quanto ela é importante pra você. E nós cuidamos bem das pessoas com as quais nos importamos, Marinette." ele sibilou o nome dela vagarosamente.

"Não a machuquem! Deixem ela ir! Ela não tem nada a ver com isso!" Ladybug gritou contra o microfone do celular, e o riso grave e abafado surgiu novamente.

"Não se preocupe, ela não será maltratada. Afinal, Alya é nossa hóspede. Apenas vamos mantê-lo por aqui até que você tome sua decisão de se juntar ou não a nós. Considere isso um estímulo."

"Vocês vão pagar por-"

"Cuidado com a boca, Ladybug. O que sai dela pode acabar decidindo o destino da senhorita Alya." o homem parecia se divertir com o que dizia, parecia se divertir com o rumo que havia decidido tomar "Vamos ver até onde a doce e querida Marinette é capaz de ir para ajudar uma das pessoas mais especiais para ela."

Antes que pudesse proferir outra palavra, um clique soou através do celular e a ligação foi desconectada. Ladybug ficou olhando para a tela do celular fixamente, como se o pensamento de resolver toda aquela situação fizesse com que seja lá quem fosse aquele homem ligasse novamente e ouvisse o que ela tinha a dizer. Como se todo o pavor que inchava seu peito por dentro fosse capaz de fazer com que todos os incontáveis problemas desaparecessem.

Sentiu as pernas fraquejarem embaixo de si e estendeu uma das mãos para segurar-se à parede, evitando cair. O mundo parecia girar sem parar, mas ela não podia ceder. Não ali. Não quando Alya precisava dela.

Ladybug pensou em ir até a Miraculous, em falar com Plagg, com Tikki. Em ligar para Chat Noir. Precisava ir até eles, precisava resgatar Alya. Suspirou então profundamente enquanto sentia a dor de cabeça aumentar sob suas têmporas. Nenhum deles concordaria com aquilo. Eles diriam para esperar. Para montar um plano, seguir uma estratégia. Lembrou então do teatro e de como a Papillon conseguiu enganá-los. Como quase tudo deu errado.

A garota fechou os punhos com força e direcionou os olhos para cima da escrivaninha, onde o cartão de visitas preto com o número de telefone da Papillon que recebera no teatro a esperava.

 

● ● ● ● ●

 

Ladybug sentia alguém apoiando-a pelo braço, ajudando-a a caminhar, e quando olhou para o lado viu Alya, os cabelos ruivos bagunçados e o rosto sujo de fuligem negra, gritando palavras na direção dela que eram difíceis de ouvir. Colocava um pé à frente do outro devagar, coordenando passos que não tinha certeza para onde a levavam.

Cenas cruzavam sua cabeça, aparecendo e desaparecendo, confundindo realidade e imaginação, choque e anestesia. Não podia ser verdade. Nada do que vira podia ser verdade. Aquilo era com certeza a dor lhe pregando peças, distorcendo sua mente e pensamentos.

"Marinette! Não dorme! Por favor, não dorme!" Alya gritava, e Ladybug conseguiu então ouvir as palavras que saíam da boca da amiga.

Marinette fechou os olhos ao finalmente ouvir a voz de Alya. Se ela estava ali, estava tudo bem. Se as duas estavam juntas, estava tudo bem. Olhou para baixo e viu que ainda vestia o uniforme de Ladybug, grandes rasgos e o vermelho do seu sangue confundindo-se em manchas multicolores. Quando aquilo acontecera? Por que acontecera? Não conseguia lembrar. Não conseguia pensar. Dor excruciante atravessava seu corpo e fazia sua consciência oscilar.

 

O que está acontecendo?

Onde tá o Adrien?

Eu preciso falar com ele.

Preciso contar pra ele.

 

"Adrien?" Marinette murmurou com dificuldade, e as palavras chegaram à sua boca acompanhadas do gosto de sangue.

"Adrien?" Alya perguntou com a voz ofegante, ajeitando a posição de Marinette que se apoiava em seu ombro para caminhar "O que tem ele?"

"Onde tá o Adrien?" Marinette segurou Alya pelo colarinho da camiseta suja, os olhos suplicantes de preocupação.

"Como eu vou saber? Ele deve estar em casa, sei lá." Alya sacudiu a cabeça sem parar de caminhar, não entendendo porque a amiga chamava pelo garoto naquelas condições "Não se esforça pra falar, Mari. Você tá machucada. A gente já tá quase chegando. Só mais um pouco."

"Eu preciso contar-" Marinette puxou o celular do lado de dentro do uniforme, mas ao largar o ombro de Alya, perdeu o equilíbrio e caiu de joelhos. Foi então que todas as dores que sentia multiplicaram-se com força total e um véu de escuridão cobriu seus olhos.

 

● ● ● ● ●

 

"Já faz quase seis horas, Plagg!" Adrien andava de um lado para outro na garagem que lhe servia de base, desviando de monitores e mesas ainda espalhadas pelo chão.

"Ela deve estar descansando, cara. Foi um dia ruim. Você já tá ficando paranoico." Plagg respondia do outro lado do celular que Adrien agarrava junto ao ouvido.

Adrien não achava que estava ficando paranoico. Depois da terceira mensagem de texto e da quinta ligação para Marinette para as quais não obtivera respostas, ele começou a sentir um gosto amargo na boca e uma sensação angustiante no peito. Ela podia apenas estar furiosa após a última discussão na Miraculous. Podia estar ignorando-o de propósito. Podia sim. Mas aquela sensação. Aquela maldita sensação estava enchendo-o de dúvidas.

"Tá bem, Plagg. Vou tentar me acalmar aqui." Só restava a Adrien concordar com o moreno e agir por conta própria.

"Faz isso sim. Quando tiver notícias é só avisar. Tenho certeza que deve estar tudo bem."

Adrien baixou a mão com o celular indicando a ligação terminada e o colocou no bolso de trás da calça, olhando em volta. Os vazamentos já haviam parado de se espalhar e as luzes não mais piscavam desde que ele desligara a chave geral para evitar curto-circuitos e a possibilidade de incêndio. A escuridão só não era total por causa das lâmpadas de emergência que Adrien instalara. Ele sentou-se sobre a mesa e jogou o capuz do moletom sobre a cabeça, em um reflexo do que fazia quando usava o uniforme de Chat Noir. Levou as mãos ao rosto, esfregando-o para tentar fazer a angústia desaparecer, mas parece que a cada minuto ela só aumentava.

 

Algo está errado.

Algo está muito errado.

E eu preciso descobrir o que é antes que isso me consuma.

 

Ergueu-se então da mesa e apoiou firmemente os dois pés no chão, indo até o armário onde o uniforme de Chat Noir estava pendurado cuidadosamente e agarrando a manga negra, sentindo a textura emborrachada entre os dedos. Ele precisava ir até a casa de Marinette. Precisava saber se estava tudo bem. Precisava saber se ela estava bem. Mas quem precisava de notícias? Adrien ou Chat Noir? Como ele deveria ir? Que identidade ele deveria assumir para ter certeza que ela o receberia e conversaria com ele? Pensando nisso, baixou a cabeça e fechou a porta de metal com força, selando o uniforme dentro do armário. Não importava. A roupa não importava. Marinette era a única que o trataria da mesma forma, independente do que ele estivesse usando.

Um trovão soou do lado do fora e ele franziu as sobrancelhas. Não estava esperando chuva naquela semana, odiava quando a previsão do tempo o pegava desprevenido. Ir a pé até a casa de Marinette estava foram de cogitação. Demoraria demais. Caminhando até o grande portão, ele agarrou o casaco de couro e a chave da moto que guardava no anexo da garagem. Adrien não gostava de carros, nem um pouco. Desde o que acontecera com seus pais, ele mal era capaz de entrar dentro de um automóvel fechado.

Abriu a porta que dava acesso a uma sala maior que fora construída anexa à garagem e tirou a lona que cobria a moto negra, sentindo cheiro de óleo de motor que encheu o ambiente enquanto pegava o capacete que descansava sobre o banco da moto e o ajustava na cabeça, fechando a presilha sob o queixo. Os sons dos trovões do lado de fora foram abafados e ele mal ouviu o zíper enquanto fechava a jaqueta de couro sobre o peito.

Posicionando a moto na frente da garagem ouviu o ronco do motor sob seu corpo enquanto o grande portão da garagem fechava-se atrás de si. No bolso do seu casaco, o celular tocou com uma ligação de Marinette cujo som desapareceu entre trovões antes de chegar a seus ouvidos dentro do capacete.



Notas finais do capítulo

Não esqueçam de comentar e votar se gostarem!

Eu tenho lido todos os comentários de vocês, MUITO obrigada S2

E recomendem pras suas amigas e amigos, é sempre bom ter mais gente lendo *----*



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