Dépendance escrita por KarenAC


Capítulo 11
Capítulo 11 - Fôlego


Notas iniciais do capítulo

Aviso: O capítulo contém descrições gráficas de crises de pânico, não leia se for sensível ♥



A esperança seria a maior das forças humanas, se não existisse o desespero.

Victor Hugo

 

Nathanaël colocou o braço sobre o ombro de Marinette, ajudando-a a caminhar devagar, percebendo que a respiração dela tornava-se mais e mais acelerada a cada segundo transcorrido. Se demorassem demais a sair da escola, ela perderia completamente o controle, e ele precisava fazer o possível e o impossível para que aquilo não acontecesse. Já tivera o desprazer de presenciar Marinette no pior de seus ataques de pânico.

“O que aconteceu com ela?” Adrien bradou e Nathan notou Marinette retesar o corpo com o som da voz ecoando nos corredores vazios do colégio.

O ruivo sentiu os dedos fecharem em um punho sobre o ombro dela, tentando controlar os impulsos que começavam a crescer dentro de si. A insistência de Adrien estava tornando a situação muito mais difícil de resolver do que já estava sendo.

“Eu disse pra sair daqui, Agreste.” Nathanaël falou em um tom baixo e firme, sem olhar para Adrien, evitando que sua voz piorasse a crise de Marinette.

“Hey!” Adrien segurou o braço de Nathan e o ruivo virou a cabeça rapidamente para ver Adrien fuzilando-o com o olhar “Eu perguntei o que aconteceu com ela.” Nathan sentiu Marinette parar de caminhar e seu corpo começar a tremer com a proximidade de Adrien. O ruivo aproximou-a do do próprio peito, voltando o rosto cuja expressão desaprovava o comportamento de Adrien.

“Você aconteceu, Agreste.” Nathanaël sentiu as palavras saírem entre dentes e Marinette começou a hiperventilar, colocando a mão sobre o peito e se inclinando para frente “Merda, você tá piorando.” Nathanaël gemeu e se abaixou, pronto para erguer Marinette nos braços e tirá-la o mais rápido possível dali, quando ela o afastou com as mãos trêmulas e o pouco de força que ainda tinha.

“N-Não” ela gaguejou, esforçando-se para respirar “Me deixem em paz, vocês dois. Eu vou sozinha.”

Ela se afastou em passos cambaleantes. Não queria brigas. Não queria confusão. Os dois ficariam ali discutindo o sexo dos anjos por horas enquanto ela tentava buscar o oxigênio que lhe faltava nos pulmões. Passara muito tempo travando batalhas intermináveis com pessoas que não compreendiam o que ela sentia, e sabia que naquele momento, mais do que nunca, estava sozinha. Ela não queria mais fazer parte daquele mundo, não tinha mais energias para lidar com confrontos dia e noite. Resolveria seus problemas sem a interferência de pessoas que pudessem cavar mais fundo o buraco que já tinha no peito.

Nathanäel cerrou os dentes e olhou na direção de Adrien, culpando-o silenciosamente por fazer Marinette reagir daquela forma. Na época em que eram só ele e Marinette, Nathan sempre conseguia ajudá-la a passar pelas crises. Ainda assim, o ruivo sabia que era pior contrariá-la quando ela estava fora de si, então ficou ali, olhando-a se afastar, sofrendo de mãos atadas. Quando Adrien fez menção de correr até ela, Nathanaël esticou o braço na direção do peito dele, impedindo-o de prosseguir.

“Faz quatro anos que ela passa por isso, desde que você foi embora.” Nathan jogou o olhar turquesa friamente sobre Adrien enquanto passava a mão pelo cabelo nervosamente, empurrando para trás as mechas que caíam sobre os olhos “Fazia meses que ela não tinha uma crise. Se você acha que ir até lá vai ajudar, está muito enganado.” ele se aproximou do rosto de Adrien com um tom de voz ameaçador, falando próximo ao ouvido do loiro em um sussurro “Quer ajudar, Agreste? Ajudar de verdade? Dá o fora da vida dela.”

Nathanaël deu as costas para Adrien, esbarrando de propósito no ombro do cara que causava toda aquela dor à Marinette e voltando para a sala de aula. Adrien não conseguiu tirar os olhos das costas da garota que se afastava, sentindo as unhas cravarem na palma das mãos e os dentes cerrarem com tanta força que seu maxilar começou a formigar. Ele havia feito aquilo com ela? Era culpa dele? Aquela expressão de sofrimento que havia apagado o sorriso que ele tanto admirava do rosto de Marinette tinha sido esculpida por ele?

Adrien lembrou da noite anterior e de todas as palavras que ela havia atirado nele. Pouco a pouco, ele começava a entender exatamente a extensão de seus atos sobre Marinette. Cada uma das palavras que ele usara para afastá-la de sua vida haviam se tornado espinhos no caminho dela. Ele passou a mão pelos cabelos e prendeu um grito na garganta, saindo pelo portão da escola.

Ele abriu passos largos pela calçada, mantendo os pensamentos amordaçados para que não tomassem conta de suas ações enquanto passava os dedos no meio das mechas loiras e esfregava a cabeça em frustração. Levara anos para aprender a controlar as próprias emoções, e só ele sabia o quanto sofrera até alcançar seu objetivo. Ainda assim, havia horas onde tudo empilhava tão alto dentro de si que ele precisava de um tempo sozinho para deixar a carga de sentimentos desmoronar à sua frente e abrir espaço para uma nova torrente de caos que com certeza apareceria sem demora. Pensando naquilo, ele se dirigiu para o único local onde poderia ficar em paz.

Marinette caminhava pela calçada sentindo o calor do sol queimar suas costas como uma fogueira e seus passos retumbarem dentro de sua cabeça como marretas golpeando pregos. Estava com dificuldade de fixar-se no chão e seus pés cambaleavam com as tentativas. Sabia que deveria ir para casa, mas algo a fazia errar a entrada das ruas e embrenhar-se cada vez mais em locais que desconhecia. Devia chegar onde estivesse segura de todo aquele terror que se espalhava dentro de seu peito e aquele pensamento por si só guiava todos os seus movimentos. Seus olhos não focavam nas imagens à sua frente, zumbidos altos preenchiam seus ouvidos e pessoas que ela não tinha certeza se eram reais passavam por ela sussurrando palavras que ela não entendia.

Preciso chegar em casa.

Ela começou a sentir a respiração tornar-se superficial, e quando ergueu os olhos tentando concentrar-se nas ruas, não reconheceu onde estava, e o pânico se multiplicou.

Preciso chegar em casa.

Marinette curvou-se à frente, sentindo a cabeça estalar e os olhos arderem com a luz do dia, e ela forçou mais alguns passos, apoiando-se na parede para prosseguir.

Preciso chegar em casa.

Percebeu que a luz do sol diminuiu, bem como a temperatura à sua volta, e o cheiro de umidade invadiu suas narinas, fazendo-a notar que havia entrado em um beco escuro. Ela lembrou vagamente do portão da garagem, e seus olhos arregalaram quando ela percebeu para onde suas pernas a tinham carregado.

Adrien apoiou as pontas dos pés nas bordas das janelas do fundo do prédio abandonado, lançando o corpo para o alto enquanto os dedos em garras firmavam-se nos relevos de gesso da construção, ajudando-o na escalada. Quando chegou ao topo do edifício de dois andares, caminhou até o canto da cobertura, abrindo a porta metálica camuflada no chão de cimento cinza que dava acesso à Toca. Durante o dia ele nunca usava o portão da frente, era arriscado demais ser visto. Deixou-se cair dentro da garagem em um pouso silencioso e andou até o armário onde guardava seu uniforme, trocando-se para as vestimentas negras.

Ser o Chat Noir preenchia uma parte de Adrien que nada mais no mundo conseguia preencher. Toda vez que pensava que deveria voltar a ser Adrien Agreste e fingir que levava uma vida normal, algo sob sua pele coçava em reprimenda. Na opinião dele, toda sua personalidade e vida civil poderia, do dia para a noite, ser descartada em uma latrina qualquer em uma esquina que ele não se importaria. Ser Chat Noir era o que o mantivera respirando por todo aquele tempo. Era o que o salvara daquela desgraça que as pessoas chamavam de vida.

No momento em que terminou de se vestir, viu a luz vermelha na visão periférica piscar silenciosamente no canto da garagem e franziu a testa. Havia se certificado, como de costume, que ninguém o seguira, mas invariavelmente o beco abandonado abria espaço para pessoas suspeitas procurando um local que servisse como sede de uso de drogas ou negociações proibidas. Chat Noir não se importava com aquilo, muito pelo contrário, em dias como aquele onde a raiva estava acumulada e os nervos estavam prestes a explodir, descontar uns socos em monstros como aqueles era quase uma recompensa. Andou até o monitor e digitou no teclado a senha do terminal, abrindo a imagem da câmera da entrada e sentindo o estômago subir até sua garganta.

Marinette. Era Marinette.

Por que ela estava ali?

Ele semicerrou os olhos, focando na tela em preto e branco e percebeu que o comportamento dela não era normal. Lembrava do estado que ela estava quando a vira há poucos minutos, mas algo na maneira com que ela se curvava e tropeçava nos próprios pés sugeriam que ela estava muito pior. Ele ficou por vários segundos olhando as cenas da câmera sem reação. Ali, ele não era Adrien Agreste. Marinette não o conhecia, não fazia ideia de quem ele era. Ali, naquele pedaço da vida dele, Marinette não existia. Ele fixou o olhar na imagem da garota perdida em um beco escuro de Paris, vendo-a dar as costas para o local e ir embora assim como tinha chegado. Ficava claro, pela expressão no rosto dela, que Marinette também não fazia ideia de como fora parar ali.

Ele viu ela apoiar uma das mãos na parede e percebeu que os ombros dela sacudiam com o esforço da respiração, e Chat sentiu o próprio peito subir e descer, notando que tinha tanta dificuldade em respirar quanto ela por não poder fazer nada. Tocou a grande tela do computador onde Marinette aparecia com a ponta dos dedos, como se assim pudesse tocá-la, senti-la, acalmá-la.

A cabeça de Marinette pensava em casa, em segurança, e era ali que havia parado. Se ela ainda tivesse forças, estaria rindo naquele momento. Rindo da ironia da situação, e de quanto o seu Talismã muitas vezes a fazia passar por aquelas situações absurdas. Ali, ela não era Ladybug. Ali, Chat não a conhecia. Ali, não havia lugar para Marinette. E pensando naquilo, ela colocou um pé na frente do outro, apenas para notar que não tinha forças para voltar para casa, e o resto de controle que tinha desapareceu.

Chat Noir fechou as mãos sobre a mesa, náuseas lhe preenchendo o estômago e calafrios subindo braços acima quando notou que Marinette perdeu as forças e agachou-se, cedendo ao próprio sofrimento. Ele sentiu os punhos levantarem e descerem com força sobre a mesa em um golpe de raiva, dando as costas para o terminal e amaldiçoando todos os deuses que brincavam com sua vida enquanto corria até o portão da garagem e o abria, acessando o botão do anel sobre o uniforme negro.

No momento em que o portão abriu, Chat viu Marinette abaixada com a lateral do corpo apoiada contra a parede e correu até ela sem pensar duas vezes. Ele se aproximou correndo, procurando o azul no olhar dela, mas se assustou ao encontrar apenas desespero e agonia.

“Hey” ele começou, se abaixando.

“F-fica longe de mim.” ela atirou o braço, golpeando o ar, e ele percebeu que o medo a estava deixando fora de si.

“Calma, eu não vou te machucar. Meu nome é Chat Noir.” Chat baixou o tom de voz, tentando levá-la de volta à realidade “Eu vou te ajudar.”

“Não! M-me deixa em paz!” ela gritou com dificuldade entre as respirações e tentou colocar-se em pé, mas suas pernas não reagiram por mais de dois segundos e ela caiu sentada, voltando à posição inicial.

Chat Noir trincou os dentes. Ele não podia deixá-la ali. Em um impulso, pegou-a pela cintura e jogou-a sobre o ombro direito, caminhando rapidamente de volta à garagem, sentindo-a se debater e respirar com dificuldade contra seu corpo, percebendo que ela era mais leve do que ele imaginava. Fechou o portão atrás de si, levando-a até a cadeira giratória acolchoada na frente do terminal principal, já que era mais confortável do que os bancos sem apoio. Quando ela sentou e apoiou as costas, o olhar dela girou pelo local e a respiração dela se tornou mais acelerada.

Marinette sentiu uma forte pontada atravessar seu peito e inclinou-se para a frente, contraindo cada músculo e abraçando o próprio corpo enquanto tentava repelir a dor. Ela não sabia onde estava, não sabia o que estava sentindo. Não reconhecia nada. O controle havia sumido completamente.

“Vai ficar tudo bem.” Chat se abaixou à frente de Marinette, sussurrando próximo ao ouvido dela “Você vai ficar bem. Você está segura aqui. Nada vai te fazer mal.”

Ele percebeu que os lábios dela abriam e fechavam em uma tentativa de se comunicar, mas a respiração agitada e as golfadas de ar entre gemidos impediam que as palavras fossem pronunciadas.

“Eu não tô conseguindo te entender. Fica calma.” Chat levou a mão instintivamente às costas dela, acariciando-a em movimentos lentos, tentando buscar a consciência dela seja lá onde estivesse presa “Respira devagar, sem pressa. Não precisa ter pressa. Nós temos todo o tempo do mundo.” ele murmurava com o rosto próximo ao dela, balançando a cabeça em aprovação quando percebeu que a respiração dela começou a se acalmar “Isso, muito bem. Você tá indo muito bem.” ele sorriu vendo o progresso e não tirou os olhos dos dela.

“Eu vou ficar pra trás.” ela começou, franzindo a testa e engolindo a seco “Eu vou ficar...” Chat percebeu que ela começava a perder o controle novamente.

“Ssshh, calma.” ele soprou entre os dentes, se aproximando e afastando as mechas da franja dela com a mão “Ninguém vai te deixar pra trás.” a fala dele era rouca e carregada de preocupação.

“Vai.” Chat percebeu algo no olhar dela mudar, como se ela estivesse implorando para que ele a ouvisse. Implorando pra que ele entendesse “Eu sempre vou ficar pra trás. Eu sempre vou ficar sozinha, sempre.”

Ele lembrou das palavras de Nathanaël e sentiu como se tivesse levado um tiro no peito. Era por causa dele próprio que ela estava daquele jeito. Ele que havia criado os sentimentos e as percepções que a jogaram naquele poço de desilusão. Por quatro anos ela tinha sofrido daquela forma por causa dele, sozinha, sentindo-se abandonada. Marinette, a garota cheia de sorrisos e coragem carregava dentro de si todo aquele desespero por causa dele, e seu coração se quebrou em mil pedaços ao perceber que Adrien Agreste, mais uma vez, havia destruído algo importante.

“Não vai, eu tô aqui. Você tem seus amigos. Tem sua família.” ele oferecia com as palavras o conforto que os olhos dela buscavam.

“Não tenho.” as palavras saíram em um murmúrio “Ninguém me conhece.” a voz dela foi perdendo a expressividade aos poucos “Quem me conhecia se foi, e deixou outra pessoa no lugar.”

Chat Noir sentiu um nó apertar sua garganta. Sabia exatamente de quem ela estava falando. Chat ajoelhou-se à frente da cadeira onde Marinette estava sentada e tomou-a em um abraço forte, aninhando o rosto no pescoço dela e respirando devagar. Ela se referia ao Adrien que por tanto tempo tentara buscar e que se perdera na escuridão do passado. Sabia que Marinette não deixaria quem ficou em seu lugar se aproximar, não depois de ele ter causado todo aquele dano, toda aquela dor. Ainda assim, existia uma possibilidade de ele consertar o que havia feito. Ainda podia ajudá-la de alguma forma. E mais uma vez, como todas as outras, Chat Noir remendaria o que Adrien Agreste havia rasgado.

“Você não vai ficar sozinha, Marinette.” ele percebeu tarde demais que deixou escapar o nome dela, mas a agonia que enchia seu coração era tanta que não se importou “Eu prometo, eu juro pela minha vida, que você nunca vai ficar sozinha.”

Chat notou que o desespero dela foi dando lugar à calma, e que o corpo de Marinette já não tremia tanto quanto antes. Ele ergueu a cabeça, mantendo o braço esquerdo ainda sobre as costas dela, e viu que ela ainda estava com a cabeça apoiada nos joelhos e que o olhar azul se perdia em algum ponto que não existia naquele mundo.

“Como você sabe meu nome?” ela murmurou sem olhar para ele, como se a pergunta não tivesse qualquer importância, mas dentro dele as palavras se transformaram em ansiedade.

Chat ergueu os olhos e viu a bolsa escolar dela atirada ao chão perto da entrada da garagem, tentando conter o suspiro que surgiu com a mentira lhe escapando facilmente entre os lábios.

“Está nos documentos dentro da sua bolsa.”

“Ah.” Marinette aceitou a resposta com facilidade. Ela provavelmente não lembrava sequer de metade do que havia acontecido, incluindo como fora parar ali, então qualquer coisa que ele dissesse ela provavelmente consideraria verdade.

Chat inclinou o rosto e viu que os olhos dela encontraram os dele brevemente, para depois voltarem ao ponto perdido. Ainda estava entorpecida, um efeito comum após as grandes descargas de adrenalina das crises de pânico. Ela permanecia com os braços cruzados sobre o peito e o corpo dobrado sobre as próprias pernas, a cabeça deitada de lado sobre os joelhos. Felizmente, o pior tinha passado.

Ele passou a mão delicadamente nos cabelos dela, sentindo as mechas negro-azuladas deslizarem pelo meio de seus dedos, afastando-as do rosto dela e admirando o abrir e fechar lento dos lábios que se recuperavam da falta de ar como um pequeno peixe que acabara de ser colocado de volta no aquário.

“Você está melhor?” Chat perguntou calmamente, mas a resposta não surgiu e o olhar dela não mudou de foco “Não, não está.” ele murmurou para si mesmo, percebendo que os lábios dela estavam ressecados por hiperventilar por tanto tempo, e andou até um pequeno frigobar que ficava encostado próximo aos armários, voltando com uma pequena garrafa de água e girando a tampa para abri-la, colocando-a à frente do rosto dela.

“Não está com sede?”

Marinette não respondeu. Porém no segundo seguinte, ele percebeu que ela correu a ponta da língua pelos meio lábios e engoliu a seco enquanto crispava as sobrancelhas em uma expressão de dor. Ela estava com sede, mas não tinha forças para reagir. Chat levantou-se e buscou um canudo, colocando-o dentro da garrafa e ajoelhando-se à frente dela, levando-o até os lábios de Marinette e esperando que ela reagisse. Assim que sentiu o toque, ela entrabriu a boca e devagar sorveu um gole de água, fechando os olhos em alívio enquanto engolia. Uma gota escapou-lhe entre a abertura dos lábios e o canudo, e Chat levou a mão até o líquido, secando-o com o indicador e sorrindo levemente em ver que ela estava, aos poucos, mostrando reação. Quando parecia satisfeita, Chat recolheu o canudo juntou a tampa no bocal da garrafa, fechando-a.

“Adrien.” a voz dela saiu como um susurro, mas bateu nos ouvidos dele como um murro.

Quando ele ergueu a cabeça, os olhos azuis dela estavam fixados nos dele. A mão dele parou no ar, suspensa próxima à cabeça dela, no meio de uma carícia, congelada pelo choque. Ele não disse nada, não conseguia dizer nada. Esqueceu até mesmo de respirar. Engoliu a seco, não conseguindo se mover ou desviar o olhar do rosto dela. Ele estava preso. Marinette piscou lentamente. Uma, duas vezes. E fechou os olhos, caindo no sono.



Notas finais do capítulo

Você acharam mesmo que eu não ia botar MariChat nessa fic?
Mas gente, vocês me conhecem melhor do que isso ;3
Não vai faltar ship nenhum não! Minha salada é completa! Huiahseuaihe!

Algumas de vocês tem me pedido imagens dos personagens e eu queria muito desenhar pra mostrar pra vocês, mas se eu parar pra desenhar não vou conseguir escrever ;___;
Mas prometo que vou procurar um tempinho pra fazer! ;3

Ah, eu tenho recebido alguns fanarts e isso tem me deixando absurdamente feliz, vocês não fazem ideia, eu nem mereço todo esse carinho ;____;
Podem mandar que eu tô amando, viu? ♥
Eu vou organizar um tumblr pra postar tudo que vocês me mandarem lá *----*
Muuuuuuuito obrigada, vocês são os melhores Miraculers do mundo! *3*



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