Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 6
6. (In)diferenças


Notas iniciais do capítulo

Capítulo novinho. ♥




CAPÍTULO 06

 "Estou cansada de lutar a boa luta.

Se você disser a palavra, então eu direi adeus."

HAIM - Forever

  Arregalei os olhos, mas sorri para disfarçar. Fiquei balançando a cabeça como uma idiota, sem ter idéia de como reagir. Daniel arqueou uma sobrancelha para mim, talvez se perguntando qual era o meu problema.

  Bom, o meu problema é que você não disse absolutamente NADA sobre TUDO ISSO, Sullivan.

— Já nos conhecemos, mãe. – Ben disse, piscando um olho para mim.

  Ouvi Daniel bufar baixinho e em seguida me segurar pelo cotovelo. Sem dizer mais nada, ele começou a me rebocar escadas acima de volta para seu quarto. Assim que entramos no cômodo e ele fechou a porta, eu joguei as mãos para o ar, enlouquecida.

  Tudo bem, não tão enlouquecida, mas bem surpresa.

— Que merda foi essa?! – perguntei, arregalando os olhos. – Como assim você mora com o Benjamin? Como assim vocês são primos?!

— Não sei por que toda essa surpresa. – ele resmungou, voltando a sentar na cama e a ligar a TV. – Pensei que já soubesse.

— É óbvio que eu não sabia! – falei, sentando na cama novamente e olhando-o pasma. – Vocês não se parecem em nada!

— E desde quando primos devem ser parecidos? – ele revirou os olhos. – Nossas mães são irmãs, apenas.

  Ele estava tratando aquilo com tanta naturalidade! Como isso é possível? Eu estou fingindo namorar um cara que é primo do cara por quem eu sou verdadeiramente apaixonada, eles vivem debaixo do mesmo teto! Eu devia saber disso tudo. Como eu nunca soube disso? Provavelmente todo o colégio deve saber e eu, que sou do jornal da escola nem desconfiava!

— Eu devia ter gravado a sua cara quando soube. – ele riu, olhando para mim de forma divertida. – Foi impagável.

— Que bom que eu divirto você. – bufei.

— Teria mudado algo se você soubesse que somos primos? – ele perguntou. – Seria diferente?

— É óbvio! – o olhei como se ele fosse um idiota; e realmente era. – Para começar, eu nunca te usaria como modelo de namorado fictício.

— Por quê? – seu olhar divertido desapareceu e ele me olhou de forma dura. – O primo de Benjamin O’Neil não seria bom o suficiente?

  Balancei a cabeça, confusa. Desde quando Daniel se tornou tão nervoso e frio? Sua mudança de humor era muito brusca.

— Não é isso, Dan. – respondi. – É confuso. Vocês moram debaixo do mesmo teto.

— Não há nada confuso, você que é maluca. – ele resmungou. – E ele não tem nenhum pingo de bom senso. Não confie nele.

— Como assim?

— Não confie e ponto. Ele não é isso tudo que você e o colégio inteiro pensam, não abaixe a guarda.

  Apenas assenti e ficamos calados. Não adiantaria discutir com esse Daniel. O único som que se ouvia no quarto era o da TV, passava um filme qualquer de super-heróis. Terminamos de comer o lanche que ele havia preparado e, por fim, ele colocou a bandeja com os pratos e copos em cima da escrivaninha e voltou a deitar na cama, com os braços atrás da cabeça. Ficou olhando fixamente para o teto, enquanto eu olhava fixamente para ele.

  Eu já estava naquela casa há quase uma hora e até agora não havia entendido absolutamente nada.

— Minha mãe mora em Nova York. – ele começou de repente. – Há três anos ela casou com George. Ele é empresário, bem sucedido e tudo mais. Totalmente arrogante. Não agüentei viver seis meses com eles e vim morar com a minha tia. Minha mãe veio me visitar nessa semana, fazia meses que não nos víamos, nos falamos poucas vezes por mensagens, apenas. Por isso não fui ao colégio.

— Não sente falta dela? – perguntei, olhando para meus dedos, enquanto mexia-os. – Três anos longe é bastante tempo.

— Eu até sinto, mas ela começou a ficar como ele. – Dan suspirou. – Prefiro viver aqui, me sinto mais à vontade. Ela foi embora hoje, pela manhã.

— E o seu pai? – perguntei curiosa.

— Morreu. – falou simplesmente. Arregalei os olhos, baqueada. Ele percebeu minha expressão e revirou os olhos. – Eu era um recém-nascido quando ele morreu em um acidente de carro, ele e minha mãe não estavam juntos. Eles tiveram um caso e ela engravidou de mim. Ele até ficou feliz, pelo o que ela diz, mas morreu alguns meses depois de eu nascer.

— Você não sente falta? – perguntei com a voz um pouco falhada. Eu não esperava por aquilo.

— Como posso sentir falta de algo que nunca tive? – ele sorriu levemente, arqueando uma sobrancelha. – Não fez diferença. Eu sempre soube me virar bem, minha mãe também soube cuidar de mim.

  Apenas assenti, desviando o olhar dele. Só então percebi o quanto estávamos próximos. Daniel estava deitado de costas, com as mãos atrás da cabeça e eu estava deitada de lado bem próxima dele. Nossos olhares se encontraram novamente e eu engoli em seco.

— O que há? – ele perguntou baixinho. – Você está estranha. É por causa do lance do meu pai?

— Não, eu só... – murmurei. – Eu preciso ir.

  Daniel me olhou profundamente, parecia que tentava ler minha mente. Quebrei o contato visual e fiquei de pé, pegando minha bolsa e pendurando-a no ombro.

— Desculpe pela visita repentina. – falei, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. – Eu precisava saber como você estava.

— Agora já sabe. – ele disse, enquanto se colocava de pé.

— Obrigada por compartilhar tudo isso comigo. – falei sincera.

  Daniel me olhou de cima, colocando as mãos nos bolsos da calça. Ainda parecia tentar ler minha mente. Desviei o olhar do seu rapidamente.

— Ally, me diz. – ele insistiu.

— Não é nada. – forcei um riso. – É sério, eu estou bem. Espero te ver no colégio amanhã, ok?

  Ele suspirou, dando de ombros. Saímos do quarto e eu me despedi de Tanya na cozinha. Ela ficou chateada por eu ir embora, queria que eu ficasse para o jantar, mas eu inventei uma desculpa qualquer e prometi que voltaria outro dia. Não vi Benjamin pela casa, então fui poupada de me despedir dele.

  Isso era tão esquisito. Se eu cumprisse a promessa de vir jantar num outro dia, teria Daniel de um lado e Benjamin do outro. Isso era totalmente... Totalmente...

  Daniel me acompanhou até o carro. Só me deixou em paz depois de me ver colocando o cinto de segurança. Revirei os olhos diante de sua oscilação de humor. Uma hora parece querer que eu desapareça do planeta, e na outra me enche o saco para que eu coloque o cinto de segurança. Vai entender.

(...)

  No dia seguinte, Daniel apareceu.

  Vestia jaqueta de couro e um sorriso fácil no rosto. Conversava com alguns amigos nerds no corredor. Era incrível a forma como ele se adaptava totalmente bem tanto no grupo de amigos nerds, quanto no grupo de jogadores. Mas por que estou prestando tanta atenção nele ultimamente?

— Fecha a boca antes que todos nós nos afoguemos na sua baba, por favor. – Eve provocou, com um sorrisinho.

— Quê? – eu a olhei, confusa. – Não viaja, Eveline.

  Ela abriu a boca para me xingar, mas ao ver minha cara de sonsa percebeu que eu a chamei pelo nome completo apenas para lhe provocar. Então preferiu ficar quieta ao invés de quebrar meu pescoço. Isso, é claro, até Yui e Jane brotarem na nossa frente como duas assombrações. Eve bufou alto, praticamente se enfiando dentro de seu armário. Eu quis fazer o mesmo.

— As coisas não andam boas, Allison? – Yui perguntou, toda petulante. – Você e Daniel terminaram?

— Por que quer saber?

— Parecem bem distantes hoje. – Jane arqueou uma sobrancelha. – E logo depois de ele faltar por três dias consecutivos...

— O que vocês fazem quando não estão tomando conta de vidas alheias? – perguntei. – Sobra algum tempo para lazer?

  Yui sorriu provocadora. O sinal da primeira aula soou e todos se separaram, cada um para um lado. Eu teria aula de matemática com Daniel, então fui em sua direção com um sorriso leve nos lábios. Ele me olhou indiferente e seguiu em direção à sala.

  Eu me sentei no lugar de costume, ao lado da janela, enquanto ele sentava na fileira do outro lado da sala. Ok, ele definitivamente está esquisito. Geralmente ele sentaria um pouco mais próximo de mim. Não tão próximo, porque há alguns dias eu mandei ele manter no mínimo um metro e meio de distância de mim nas aulas de matemática, porque eu me sentia nervosa por ter um cara tão inteligente perto de mim, enquanto eu parecia uma ameba tentando resolver os exercícios. Era como fazer uma prova com o professor sentado bem na sua frente, de braços cruzados e te encarando.

  Mas ele também não precisava ir sentar no outro lado da sala, como se eu tivesse alguma doença. Apoiei o queixo na mão, semicerrando os olhos enquanto o encarava. Enquanto colocava seu livro sobre a mesa, o seu olhar captou o meu. Ele arqueou uma sobrancelha e eu suspirei, desviando o olhar. Ele já estava esquisito antes de desaparecer. Continuou esquisito ontem, quando o encontrei. E agora está pior. A sensação que tenho é que não sei mais como lidar com ele, porque parece outra pessoa. Na verdade, parece uma pessoa que definitivamente não me quer por perto.

  Bem, de qualquer forma não estamos namorando de verdade. De repente ele enjoou de me aturar e dessa mentira toda que inventamos. Que eu inventei. Olhei para ele novamente, vendo-o de braços cruzados e com o olhar focado na lousa branca. Parecia pensativo. Talvez estivesse pensando em uma forma de terminar comigo.

  Meu Deus, meu namorado de mentira quer terminar comigo. Esse é o nível no qual cheguei. 17 anos sem um namorado, quando consigo um ele é de mentirinha e, para melhorar, ele vai terminar comigo. Aproveitei que o professor ainda estava no corredor conversando com uma professora e peguei meu celular na bolsa, digitando uma mensagem rápida para Eve.

  “Daniel vai terminar comigo.” – apertei em “enviar”.

  Eve me respondeu segundos depois, como sempre. É por isso que ela é minha melhor amiga.

  “Como assim?”

  “Acho que ele está todo esquisito e me tratando como se eu fosse uma bactéria porque quer terminar comigo. Nem fingindo eu consigo segurar um namorado, Eve...”

  “Ah, então você ACHA. Ele nem disse nada ainda.”

  “AINDA.”

  “O professor chegou, nos falamos no intervalo.”

  Suspirei, guardando o celular e vendo o Sr. Kyle, meu professor de matemática, colocando suas coisas sobre a mesa de mogno e olhando para a turma como se procurasse alguém. Quando seu olhar caiu sobre mim, ele sorriu de forma dura e educada. Em seguida, virou-se para a lousa e começou a escrever.

  Olhei ao redor disfarçadamente, tentando entender o que foi aquilo e meu olhar cruzou com o de Daniel. Ele me observava. Quando viu que o peguei no flagra, ele pareceu meio envergonhado e voltou a olhar para seu caderno.

   Tudo bem. Vai ficar tudo bem.

(...)

  No intervalo, ele apareceu na minha mesa como se nada tivesse acontecido.

  Ok, nada aconteceu realmente, mas estava acontecendo. Internamente, dentro de nós dois. Ele parecia querer dizer algo e eu estava em rebuliço por dentro. Não é que eu esteja me apaixonando por ele nem nada assim, mas é impossível ficar tranqüila. Ele era meu amigo, afinal. Primeiro ele me mata de preocupação, sumindo daquela forma e tudo mais. Depois que praticamente invado o espaço pessoal dele, ele me conta coisas e me faz achar que está tudo bem. E aí, no dia seguinte, aparece de novo, mas me trata de forma indiferente. Aí me faz pensar várias coisas sem sentido e depois simplesmente senta ao meu lado no intervalo, como se nada tivesse mudado.

  Mas está mudando, eu estou sentindo. Não estou paranóica como Eve acusa.

— Vai comer essa barra de cereal? – ele me perguntou, minutos depois de sentar conosco e Eve terminar de discutir comigo sobre algum assunto qualquer que eu nem sabia mais qual era depois que Daniel sentou ao meu lado e eu fiquei tremendo por dentro.

  Eu olhei para ele querendo dizer muito mais do que “Não, pode pegar.” Ele me olhou esperando uma resposta, eu acho que não percebeu a minha cara de louca. Então apenas neguei com a cabeça e voltei a beber meu suco. Ele pegou a minha barrinha e começou a comer, enquanto eu puxava o suco de laranja pelo canudinho. Já havia acabado há um tempo, mas eu continuava sugando como se fosse brotar suco novamente, então fazia um barulho engraçado enquanto nós três olhávamos um para a cara do outro, passando mensagens ocultas através dos olhares.

  Meu Deus, que clima horroroso.

— Eu acho que vocês precisam conversar. – Eve disse, levantando e pegando suas coisas. – Eu vou ali conversar com a Karen, ela ficou de me emprestar um filme e... – eu e Daniel ficamos olhando para ela, ambos com uma cara esquisita, e ela suspirou. – Enfim, divirtam-se. Até mais.

  O silêncio fúnebre se instalou entre nós. Acho que nunca estivemos tão esquisitos um com o outro, nem quando havíamos acabado de nos conhecer e ele me beijou o clima ficou tão pesado. Na verdade, nossa relação sempre foi tranqüila, apesar de ele gostar de me provocar. E agora está essa porcaria.

— Pelo amor de Deus, diz o que você tem. – falei rapidamente, virando meu corpo na cadeira e ficando de frente para ele.

  O sol estava batendo um pouco no meu rosto nessa posição, então tive que fechar um pouco os olhos para conseguir enxergar. Daniel olhou para mim, os lábios entreabertos e ele parecia pensar no que dizer. Ele olhou meus olhos e sorriu levemente. Eu devia estar igual a um hamster com os olhos praticamente fechados, como ele sempre dizia.

— Você é que esta esquisita. – ele deu de ombros. – Eu estou normal.

— Seu normal nunca foi esse, Daniel. – insisti. – Está me tratando como se eu tivesse alguma doença contagiosa.

— Se isso fosse verdade eu não estaria aqui agora.

— Mas está aqui remoendo algo por dentro, eu estou sentindo. – cruzei os braços. – O que há de errado? Foi algo que eu fiz?

  Ele voltou a me olhar diretamente nos olhos. Mordeu o lábio inferior levemente.

— Eu acho que estou... – ele disse, parecendo relutante. – Eu acho que estou... Por você...

  Arqueei uma sobrancelha, sem entender absolutamente nada. Fiquei esperando ele continuar a falar, enquanto ele esfregava a nuca e suspirava. Segundos depois, voltou a me olhar, mas dessa vez sua expressão estava diferente. Aquele sorriso idiota havia voltado.

— Eu acho que estávamos passando tempo demais juntos sem necessidade. Só estamos fingindo isso tudo, então é melhor nos vermos apenas nos intervalos. – ele disse rapidamente.

— Ah.

  Ficamos nos olhando por um tempo. Ele com sua expressão de quem não se importava com tudo aquilo, e eu com cara de idiota sob o sol. Processei o que havia escutado e assenti lentamente, desviando o olhar do dele. Voltei à posição inicial, de frente para a mesa, tentando fugir do constrangimento.

— Tudo bem, eu entendo. – falei, num fio de voz e tossindo, tentando normalizá-la. – Você tem razão, as coisas estavam meio...

— É.

  Eu não suportava aquela sensação. Surpreendentemente, aquilo doeu. Como uma facada. Quero dizer, ele não terminou com nosso namoro de mentira. Ele terminou com o que eu acreditava que fosse uma amizade e achei que aquilo fosse verdadeiro. Ao menos aquilo, afinal. Mas ele estava no direito dele, eu o coloquei nessa história contra a sua vontade. Ele me ajudou muito aceitando tudo aquilo. Era demais querer que nos tornássemos super amigos e que ele me aturasse.

  Mas o clima que nos envolveu nesse momento era sufocante. Tateei minha mão no banco ao meu lado, pegando minha bolsa com força entre os dedos e ficando de pé. Fixei um sorriso fraco nos lábios, tentando convencer a mim mesma de que... Eu não sei.

— Eu vou indo agora. – falei, enquanto ele levantava a cabeça e me olhava com um olhar estranho. – A gente se fala depois. Ou amanhã, não sei.

  Olhei para tudo ao nosso redor, tentando ao máximo não focar o olhar nele. Lhe dei as costas e saí rapidamente do refeitório. Pela visão periférica pude ver Eve me observando atenta em uma mesa a alguns metros. Respirei fundo enquanto andava a passos rápidos pelo corredor que levava aos armários. Queria pegar o livro da próxima aula e me enfiar na sala o mais rápido possível.

— Ally! – Eve chamou, andando rapidamente atrás de mim. – Ally, espera!

  Suspirei, parando onde estava e me virando para ela. Eve parou bem na minha frente, me olhando com dúvida, talvez tentando adivinhar o que havia acontecido através da minha expressão.

— Ele terminou? – ela perguntou em uma voz fininha.

— A amizade, sim. – falei, tentando controlar a voz. – Parece que não há necessidade de nos vermos o tempo inteiro. Ele está certo. Está tudo bem.

  Voltei a andar em direção ao meu armário. Eve suspirou e não disse mais nada.

(...)

  A semana passou rapidamente.

  Eu e Daniel mal nos falávamos, com exceção dos momentos durante o intervalo. Ele sentava comigo e com Eve, conversávamos um pouco sobre coisas aleatórias, Eve tentando descontrair o clima o tempo inteiro e quando o sinal soava, cada um ia para um lado. Eu admito que estava bem chateada com ele, mas não tinha o direito que querer reivindicar nada. Não podia simplesmente virar para ele e fazê-lo voltar a ser meu amigo. Então, guardei para mim. Eve tentou conversar algumas vezes, mas eu não via motivo para falar sobre aquilo. Eu e ele nos afastamos e ponto. Aproveitei para me dedicar ainda mais ao jornal, produzi bastante conteúdo e o Sr. Harris ficou satisfeito.

  Sexta-feira chegou e, junto dela, a preguiça mórbida. Levantei apenas porque Eve me ligou às seis da manhã dizendo que acordou com desejo de comer pudim. Resmunguei algum xingamento qualquer, enquanto ela dizia para eu me arrumar rápido e desligamos. Saí da cama minutos depois, esticando os braços acima da cabeça. Fiz minha higiene matinal, tomei um banho e me vesti vagarosamente.

  Meu celular tocou novamente e eu o peguei, achando que era Eve me apressando novamente. Mas paralisei onde estava ao ver o nome que piscava na tela.

  Era o meu pai.

 



Notas finais do capítulo

Gostaram? Comentem aí o que vocês acham que vai acontecer :D



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