Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 44
[2ªT] 6. Manhã de Natal


Notas iniciais do capítulo

Natal chegando, friozinho no Brasil (AMÉM)... Tava pedindo por capítulos natalinos. ♥
Ah, capítulo dedicado à Camila Oliver, que recomendou a fic no último capítulo! Muito obrigada, amore. ♥
Espero que gostem!

P.S: Lembram do amigo do Daniel, George, e sua esposa Katherine, mencionados no capítulo anterior? Então, os nomes mudaram. Agora são Emmett e Cadence, porque eu botei nomes neles que já existiam, hahahaha (George é o padrasto do Daniel e Katherine é a Kate, madrasta da Ally.)
Desculpe pela confusão, gente. Sorte que lembrei logo e deu tempo de trocar antes de eles aparecerem novamente.
Agora sim, boa leitura pra vocês. ♥




[2ª TEMPORADA]

CAPÍTULO 6

 

No último Natal, eu te dei meu coração.

Mas no dia seguinte você jogou fora.

Este ano, para me salvar das lágrimas eu

o darei para alguém especial.

Taylor Swift - Last Christmas

 

  POV Daniel

  No sábado, eu mal dormi.

  No domingo, passei metade do dia finalizando uma matéria sobre os eventos culturais que ocorreriam no Central Park para o trabalho e a outra metade do dia eu passei no sofá, assistindo TV, comendo yakissoba e me perguntando o que Allison Jones estaria fazendo naquele momento.

  Na segunda, eu fui trabalhar com meu corpo implorando pela minha cama quentinha. E assim que coloquei os pés na redação, a primeira coisa que ouvi foi:

— Falou com ela? - Carlos perguntou afoito, com um grande sorriso e uma caneca de café quente na mão. - Pela sua cara de noite mal dormida, eu imagino que...

— Vai trabalhar. - resmunguei, largando minha bolsa-carteiro na minha mesa e me jogando na cadeira giratória.

  Carlos esticou o pescoço e ficou me olhando por cima da divisória das mesas. Arqueei uma sobrancelha para ele, que ainda mantinha aquele olhar divertido e irritante.

— Fala sério, Daniel. Eu jurava que você ia aparecer radiante hoje. - ele se arrastou para trás em sua cadeira, conseguindo me ver completamente. Bebeu um gole do café antes de continuar. - Eu, Emmett e Viking já estávamos planejando o seu casamento, sabia?

— Ah, é? - sorri fracamente, cruzando os braços e apoiando minha cabeça na cadeira. - E o que vocês planejaram?

— Na verdade, planejamos a parte mais importante do casamento. - ele explicou, com seu sorriso sacana. - Que é a despedida de solteiro. Você sabe, muita bebida, strippers e ressaca, para compensar a merda que foi a despedida do Emmett. Depois o casamento ficava por sua conta mesmo, mas eu prometo que irei comprar um presente legal. - ele deu de ombros. - Uns guardanapos ou coisa assim.

— Muito bom. - falei, exalando sarcasmo por cada poro. - E o que Emmett achou disso?

— Ele disse que ia adorar, contanto que desse para ele voltar para casa antes de uma hora da manhã, para a Cadence não ficar irritada. - Carlos revirou os olhos. - Mas a gente dá um jeito nisso.

— Bom, muito bom. - suspirei ligando meu computador e colocando a bolsa de lado para começar meu trabalho. - Mas talvez os planos tenham que ser adiados. Ao menos por um tempo.

— Enfia logo uma aliança no dedo daquela garota. - Carlos ralhou.

— Não dá.

— Por quê?

— Porque já enfiaram uma aliança no dedo dela antes de mim.

  Carlos ficou em silêncio. Isso era raro e totalmente imprevisível. Por isso, após cinco minutos sem ouvi-lo falar besteiras, eu virei-me para ele receoso. Seu olhar estava fixo em mim e eu quase podia ver um traço de compaixão em seus olhos castanhos. Ele respirou fundo, sem desviar o olhar de mim, e bebeu um longo gole do café. Soltou um "Ahh..." no final, passou a língua nos lábios e assentiu fracamente, voltando seu olhar para sua própria mesa.

— É, Sullivan. - ele disse baixinho. - Que merda.

  Dei de ombros. Eu não me sentia totalmente na merda, ainda. Benjamin me deu poucas informações, mas eu poderia descobrir todas as outras por minha própria conta. Felizmente eu tinha fortes contatos que me ajudaria nisso e seus nomes são: Facebook e Instagram.

  Eu não desistiria de Ally. Não agora, não aqui. Não depois de todo esse tempo. Eu só a deixaria se ela realmente - realmente - desejasse isso. E, céus, eu espero que não deseje.

***

  Na volta para casa, passei em um mercado para comprar comida. Eu não aguentava mais comida chinesa e precisava encher a despensa com comida de verdade. Faltava apenas uma semana para o Natal, meus tios - pais do Ben - viriam para a cidade nos visitar e nós precisávamos mostrar que éramos muito responsáveis. Ao menos fingir.

  Eu ainda não sabia se minha mãe iria vir nos ver para aproveitar a vinda da minha tia Tanya, ou se iria passar o fim do ano com seu marido George e os filhos dele. A essa altura do campeonato, infelizmente eu preferia que ela passasse com eles. Eu realmente não estou afim de ouvir mais um de seus discursos sobre como eu a decepcionei indo morar em um bairro que ela não aprovava; e sobre como eu deixei de fazer Medicina; e sobre como eu me transformei em tudo o que ela não esperava. Se eu puder evitar isso, com certeza irei evitar.

  Eu realmente não entendia qual era o problema da minha mãe. Talvez fosse a necessidade por atenção e o desespero em manter as aparências porque George era um babaca arrogante e podre de rico, e seus filhos eram todos médicos e empresários. E eu, seu querido e único filho em quem ela depositava toda a sua esperança, resolveu abrir mão de tudo o que ela queria, para fazer o que eu quero.

  Eu me formei em Jornalismo, arrumei emprego em uma revista e fui morar em Chinatown com Benjamin. E acho que o ápice do desespero dela foi quando, ao implorar para Benjamin me convencer a fazer o que ela queria, ele disse: "Ah, tia, não se preocupe. O Daniel vai ficar bem. Nós vamos morar juntos."

  Um filho jornalista e um sobrinho publicitário morando em Chinatown, em um apartamento pequeno e convivendo com um monte de imigrantes. Claire Sullivan foi ao delírio. E ela nem sabe que em algumas noites eu canto no bar do Viking só por diversão, em troca de cervejas de graça. Imagina só quando descobrir.

  Meu celular vibrou no bolso traseiro da calça e eu o peguei, enquanto lia o rótulo de um pacote de biscoitos.

— Alô. - atendi.

Foi ao mercado?— Benjamin perguntou no outro lado da linha.

— Estou nele.

Ótimo. Não esqueça de trazer papel higiênico, sabonetes cheirosos, shampoo e produtos de limpeza. Traz umas verduras também, pra minha mãe não surtar.— ele disse rapidamente, sem me dar tempo para raciocinar direito. - Meus pais vão chegar no dia vinte e dois.

— O quê?! - quase gritei, largando o biscoito dentro do carrinho e me apoiando nele. - Por quê?

Porque eles querem passar mais tempo com seu amado filho.— eu quase podia imaginá-lo revirando os olhos. - E o filho adotado, também.

— Vai se foder. - resmunguei. - Tudo bem, eu levo. Mais alguma coisa?

Traga bastante comida e não esqueça daqueles bolinhos.

  Revirei os olhos e concordei, encerrando a chamada. Comprei as coisas que precisaríamos para a ceia de Natal que eu sabia que minha tia Tanya sempre gostava de preparar e peguei bastante biscoitos, cervejas e comida congelada para nos mantermos até meus tios chegarem. Eu e Benjamin não tínhamos paciência alguma para preparar refeições. Ou comprávamos comida pronta no outro lado da rua, ou jogávamos algo no microondas.

  Quando terminei, cerca de uma hora depois, levei tudo para o carro e me enfiei atrás do volante, tremendo de frio. Já havia anoitecido e eu mal via a hora de chegar em casa. Mas quando liguei o carro e olhei pelo espelho retrovisor, eu a vi.

  Era difícil não reconhecê-la, apesar de parecer bem diferente. A altura e o porte esguio ainda eram o mesmo. O cabelo loiro e liso parecia um pouco mais curto. As sobrancelhas mais escuras e bem marcadas eram reconhecíveis mesmo debaixo d'água.

  Eveline Walker estava atravessando o estacionamento do mercado distraidamente, com duas bolsas de compras nos braços e indo em direção a um carro branco. Engoli em seco, sentindo meu coração acelerar um pouco. Ansiedade ou nervosismo ou expectativa, eu não sei. Meus olhos varreram o estacionamento avidamente, procurando por alguém minúsculo e de cabelo curtinho acompanhando-a, mas não encontrei. E quando seu carro foi em direção à saída do local, eu não tive controle de mim.

  Admito que seguir pessoas não é algo que eu faça normalmente e nem que eu aprove, mas eu não consegui controlar. Porque na noite de sábado, Eve estava com Ally. E obviamente onde Eve estiver, Ally estará também. Fiquei todo o caminho com as palavras de Benjamin em minha mente: "Ela está noiva. Ela está noiva. Ela está noiva."

  Provavelmente Ally estava morando com seu noivo ou algo do tipo. E aqui estou eu, como um maldito stalker perseguindo a melhor amiga da mulher que eu preciso recuperar. Pensando por esse lado, a perseguição parece menos negativa. É por uma boa causa, afinal.

  Eve dirigiu até Greenwich Village. Procurei manter meu carro a uma distância considerável para ela não perceber. Mas pelo o que eu bem lembro de Eve, ela não é idiota. Não vou me surpreender se ela parar o carro no meio da rua e vir até mim perguntando que porra eu acho que estou fazendo.

  Eu não sei, Eve. Sinceramente.

  Tentei empurrar a culpa e a sensação de que eu parecia ridículo para o fundo da mente e me concentrei no caminho percorrido. De repente, Eve estacionou na frente de um prédio todo de tijolinhos vermelhos. Parei um pouco atrás, no outro lado da rua. Ela desceu de seu carro com as bolsas do mercado e a entrada do prédio foi aberta por alguém.

  Meu coração quase falhou uma batida ao ver Allison descer as curtas escadas até a calçada, sorrindo de orelha a orelha, ajudando Eve com as compras. Ela vestia um grande cardigan cor de vinho, calças jeans escuras e sapatilhas nos pés. Seu cabelo curto estava preso em um rabo de cavalo alto e meio despenteado, as pontinhas do seu cabelo ondulando levemente na nuca. Elas sempre ondulavam em contato com o frio. Ela contava algo animadamente enquanto mantinha aquele sorriso no rosto.

  Mantive meu olhar fixo nela até vê-las sumindo dentro do prédio e a porta fechando lentamente atrás delas. Só então percebi que prendia minha respiração. Soltei o ar lentamente, fechando os olhos e apoiando minha testa no volante a minha frente, que minhas mãos ainda seguravam com força.

— Você é um idiota. - resmunguei baixinho para mim mesmo.

  Fiquei cerca de cinco minutos dentro do carro tentando acalmar o coração e me martirizando. Até que, por fim, lancei um último olhar para o prédio e coloquei o carro em movimento. E estranhamente, me afastar daquele lugar doeu. Cutucou bem fundo no meu peito, como na noite em que eu falei tudo o que não devia e depois observei Allison se afastando de mim.

  Porque no fundo, o bom senso me golpeia tentando me fazer enxergar que eu fui o errado. Eu fodi com tudo, como Benjamin fez questão de frisar. E ir atrás dela, agora, é uma faca de dois gumes. Eu sei que posso machucá-la ao tentar entrar em sua vida novamente e isso vai me machucar ainda mais. Há 50% de chance de eu conseguir recuperá-la e outros 50% de chance de ela me desprezar.

  E eu sou um maldito insistente que não se deixa abalar com isso e ainda quer tentar o que for possível.

 

  POV Ally

  Manu sugou o que restava do seu suco pelo canudo, enquanto mantinha seu olhar atento em mim. Quatro segundos de silêncio. Ela deixou seu copo sobre a mesa e juntou as duas mãos sobre o colo.

— Deixa eu ver se eu entendi. - ela disse lentamente. - Você foi largada na noite do baile de formatura pelo tal Daniel, conheceu o Cameron na faculdade, está noiva dele...

— Quase. - a interrompi rapidamente e ela arqueou uma sobrancelha para mim. - Quase noiva. Continue.

— Tudo bem, quase noiva. E agora que o seu quase noivo está vindo para Nova York viver com você, o Daniel reaparece. Cantando em uma banda. Numa jaqueta super sexy e com um olhar verde irresistível.

— Exatamente. - suspirei. - Quero dizer, menos a parte da jaqueta super sexy e o olhar verde irresistível, eu não disse que...

— Você não disse, mas pela descrição dele que você fez e pela sua cara de idiota nesse momento, é exatamente isso.

  Desviei o olhar de Manu e voltei a observar a rua pela janela, tentando não transparecer muito os meus sentimentos. E a minha cara de idiota. E minhas mãos levemente trêmulas ao  relembrar a noite de sábado para contar a ela.

— Sua vida é mais emocionante do que eu pensava. - ela sorriu, apoiando o cotovelo na mesa e o queixo em sua mão. - Quem diria que você arrasaria tantos corações sendo pequenininha desse jeito?

  Fechei os olhos, tentando conter um riso. Olhei para Manu com uma sobrancelha arqueada e tentando parecer séria.

— Eu tenho meus encantos. - falei, fazendo-a rir. - Mas no momento eles tem me atrapalhado bastante.

— Olha, sinceramente, eu nem sei como te aconselhar. - ela admitiu. - Mas tenho uma coisa muito importante para te perguntar.

— Que seria...?

— Você está pegando aquele tal Benjamin também?

  Olhei para ela totalmente confusa, mas ela parecia estar falando muito sério.

— O quê? - sorri. - Não, Ben é meu amigo! Que pergunta é essa, Manu?

— Ah, que bom. - ela sorriu aliviada, abanando-se teatralmente com uma mão. - Porque eu tenho que admitir que ele é maravilhoso. Sério. Naquele dia em que ele foi lá na editora eu tive vontade de pular nele e...

— Sem detalhes. - pedi quase sem voz. - Acho melhor voltarmos ao trabalho. Quando ficamos tempo demais longe você começa a ter uma ideias... Loucas.

— A culpa é sua. - ela ralhou, enquanto levantávamos e pegávamos nossas bolsas. - Fica me contando essas histórias dignas de filme e depois esses caras inacreditáveis aparecem na minha frente pedindo para falar com você, como quer que eu reaja? Minhas pernas tremem.

  Voltamos para a W. H. Publishing e eu me senti nostálgica ao levantar o olhar para o grande prédio à nossa frente. E para todos os outros ao redor. Eu já estava em Nova York há um mês, mas talvez nunca me acostume a sensação única que essa cidade me passa. Parece que tudo é possível aqui.

  Passei o dia lendo manuscritos e, no fim do expediente, já estava exausta. Pedi para Manu levar minhas observações sobre os livros para Richard McClean - o editor-chefe - e arrumei minhas coisas para ir embora. Quando estava no elevador, meu celular vibrou dentro da bolsa. Peguei o aparelho rapidamente e vi que era uma mensagem de Benjamin.

  "O jantar de Natal na casa de Eve ainda está de pé? Meus pais irão chegar mais cedo nesse natal e minha mãe disse que está louca para te reencontrar."

  Respirei fundo, sentindo um arrepio percorrer meu corpo inteiro. Eu adorava Benjamin e reencontrar Tanya e Anthony seria incrível, mas tudo isso me leva direto ao...

  As portas do elevador abriram e eu acordei do meu devaneio. Meus dedos segurando o celular com força. Saí do elevador e andei a passos rápidos até a saída do prédio, enquanto digitava uma mensagem para Ben rapidamente.

  "Claro! Também quero reencontrá-la. Eu, Eve e Jack iremos esperá-los no dia 24."

  Eu realmente não fazia ideia do que aconteceria nesse Natal. E a minha mente gritava a todo momento que boa coisa não sairia desse dia.

***

  O dia 24 de Dezembro começou com 4ºC e músicas natalinas reverberando por todo o apartamento. Acordei sorrindo ao ouvir Eve passar em frente a porta do meu quarto cantarolando. Joguei o edredom para o lado e pulei da cama, vestindo um casaco quentinho por cima do meu pijama e calçando um par de pantufas de gatinho. Fui até o banheiro, fiz minha higiene matinal e saí do quarto penteando os cabelos com os dedos. Ao chegar na sala, lá estava Eveline Walker terminando de enfeitar a árvore de natal.

— Eu pensei que nem teria árvore. - sorri, atraindo a atenção dela e de Jack para mim.

— Na verdade, realmente não teria. - Eve riu, terminando de pendurar uma bolinha vermelha em um dos galhos da árvore. - Mas o Jack veio com um papo todo sentimental sobre ser o nosso primeiro ano juntos e blábláblá. E ontem nossas mães falaram que estavam loucas para ver a nossa árvore, então Jack foi comprar uma nessa manhã e também trouxe uns negócios para enfeitar.

  Eve era sempre tão, tão, TÃO delicada. Jack revirou os olhos para mim, mas sorria como um garotinho. Eu me aproximei deles para olhar melhor a árvore que não era gigante, mas maior do que Eve. Devia ter cerca de 2 metros. Jack pegou uma estrela dourada e a tirou do plástico, ela brilhava de tão nova. Logo ele a estendeu para mim e o olhei sem entender.

— Queremos que você a coloque no topo. - Eve sorriu, pegando um banquinho de madeira e colocando na minha frente. - Aqui, você vai precisar.

  Senti vontade de me rebelar como um anão descontrolado, mas ao olhar a altura da árvore eu percebi que realmente precisaria do banquinho. Eve e Jack seguravam uma risada ao me ver subindo no bendito banco e me esticando toda para enfiar aquela estrela no topo da árvore.

— Quer ajuda? - Eve disse, com uma mão na frente dos lábios, abafando seus risinhos. - Eu posso te pegar no colo ou algo assim...

— Vai à merda, Eve. - resmunguei.

— Onde está seu espírito natalino, Allison?

— Vai à merda com o Papai Noel. - bufei e finalmente consegui encaixar a estrela. - Consegui!

  Desci do banquinho com um sorriso de orelha a orelha, observando meu trabalho. Eve e Jack me abraçaram e desejamos um feliz natal a todos nós. Logo arrumamos a bagunça da sala e Jack ficou encarregado de ir buscar nossas mães - Danielle e Vanessa - no hotel onde elas estavam hospedadas. Insistimos para que elas ficassem aqui, mesmo tendo pouco espaço poderíamos dar um jeito, mas as duas nos ignoraram e decidiram ficar em um hotel próximo ao Central Park. Segundo elas, não queriam nos "sufocar" e também queriam caminhar pela cidade.

  Aproveitei para espalhar os outros enfeites natalinos pelo apartamento, antes de começar a cozinhar com Eve. Jack havia feito um bom trabalho ao escolher as decorações, era tudo tão bonitinho. Arrumei duas almofadas - uma verde e uma vermelha com desenhos bordados de renas - no sofá, pendurei uma guirlanda na porta de entrada e liguei o pisca-pisca da árvore de natal. Em cima da mesa de jantar coloquei algumas velas pequenas e douradas, bem decorativas, e pequenas renas brancas de metal, com pequenos detalhes dourados, que mais pareciam o tipo de decoração que eu colocava no meu quarto. Acho que Jack realmente queria um natal enfeitado.

  Eu e Eve começamos a preparar algumas coisas e eu sorria ao ver a animação da minha amiga. Seria nosso primeiro Natal juntas depois de um bom tempo distantes uma da outra. Eu também estava empolgada. Eve já havia colocado o Peru no forno cedo, para adiantar. Então resolveu preparar um purê de batatas e legumes, e algumas outras coisas simples e rápidas, enquanto eu fiquei responsável pelos cookies, rabanadas e uma torta de abóbora que minha mãe e Vanessa adoram. Assim que o Peru ficasse pronto eu a colocaria no forno.

  Eu e Eve conseguimos adiantar tudo e quando nossas mães chegaram, foram só beijos e abraços apertados. Elas haviam chegado à cidade ontem a noite e foram direto para o hotel, então não conseguimos nos ver antes.

  Deixei-as com Eve e Jack, enquanto ia tomar um banho e me arrumar. Benjamin já havia enviado uma mensagem avisando que logo estaria aqui com seus pais. Eu estava bem ansiosa para rever Tanya e Anthony, eu sentia falta deles.

  Sequei e arrumei meu cabelo, vesti uma roupa quentinha e meu querido suéter vermelho com estampa de rena. E assim que eu voltei para a sala, senti o cheirinho de comida vindo da cozinha. Minha mãe, Vanessa e Jack conversavam na sala, enquanto uma música de natal tocava baixinho vinda da TV. Eve já estava arrumando a mesa e eu corri para ajudá-la. O Peru já estava pronto e eu o levei para a mesa, enquanto Eve colocava a minha torta de abóbora no forno.

  E quando terminamos de organizar tudo e colocamos os pratos e talheres na mesa, a campainha tocou. Corri para a porta, já sabendo quem era.

  Benjamin, Tanya e Anthony sorriram abertamente para mim. Eu os abracei empolgada e Tanya me apertou em seus braços, enchendo meu rosto de beijinhos. E quando nos separamos e cada um foi entrando no apartamento... Lá estava ele.

  Atrás de todos, por último, com as mãos nos bolsos do trench coat cinza e com um meio sorriso nos lábios. Os olhos verdes fixos em mim. Eu senti o oxigênio faltar e meu sorriso animado ir desmanchando aos poucos.

— É bom te rever, Allison. - Daniel sorriu.

 



Notas finais do capítulo

OLHA O PRESENTE QUE CHEGOU PRA ALLY ♥ HAHAHAHA. Ai, eu queria. Admito.
Agora rolou o reencontro oficial deles, gente. O que vocês acham que vai acontecer? Será que a Ally vai saber lidar? HAHAHA.
Me digam o que acharam/estão achando, por favor. E o que esperam no próximo capítulo!
Prometo tentar postar o próximo capítulo no dia 24, véspera de Natal, pra quem fica no sofá comendo e vendo TV igual a mim poder ter o que ler, HAHAHA. ♥
Até o próximo!



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Collide" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.