Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 42
[2ªT] 4. Diga o meu nome


Notas iniciais do capítulo

Gente, já to cansada de tentar postar esse capítulo e não conseguir, sério. Tô há três horas sentada esperando a bendita internet funcionar direito, tô a beira de um ataque de nervos. Mas blz.
Espero muito que gostem do capítulo ♥




[2ª TEMPORADA]
CAPÍTULO 4

 

Tudo o que as pessoas me disseram continua bagunçando
a minha cabeça. Você deveria ter sido honesto.
Então talvez você não teria estragado tudo.

The Neighbourhood - Say My Name/Cry Me a River

 

Parachute – She Is Love

   Os outros integrantes da banda começaram a tocar os instrumentos enquanto Daniel passava uma mão no cabelo escuro e sorria levemente para todos que o assistiam. Eu sentia que meu coração ia sair pela boca a qualquer momento.

I've been beaten down, I've been kicked around,
But she takes it all for me.
And I lost my faith, in my darkest days,
But she makes me want to believe.

(Eu tenho sido quebrado, eu tenho sido chutado
Mas ela tirou tudo isso de mim
E eu perdi minha fé, nos meus dias sombrios
Mas ela me fez querer acreditar)


   Daniel fechou os olhos enquanto cantava. Sua voz fluía suavemente e eu senti cada parte de mim se arrepiar. Os cabelos negros estavam um pouco maiores, a antiga barba de três dias, os lábios... Ele não havia mudado em praticamente nada, mas ainda assim era... Era ele.

They call her love, love, love, love, love.
They call her love, love, love, love, love.
She is love, and she is all I need.
She's all I need

(Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor.
Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor.
Ela é amor, e ela é tudo que eu preciso.
Ela é tudo o que eu preciso)


   Eu não conseguia mexer braços, pernas e nem ao menos piscar. Senti os olhos atônitos de Eve, Jack e Benjamin sobre mim, mas eu não tinha forças para olhá-los. Meu olhar percorria cada parte de Daniel.

Well I had my ways, they were all in vain,
But she waited patiently.
It was all the same, all my pride and shame,
And she put me on my feet.

They call her love, love, love, love, love.
They call her love, love, love, love, love.
They call her love, love, love, love, love.
She is love, and she is all I need.

(Bem, eu tive meus caminhos, todos foram em vão
Mas ela esperou pacientemente.
Isso foi sempre o mesmo, todo meu orgulho e minha vergonha
E ela colocou meus pés no chão.

Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor.
Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor.
Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor.
Ela é amor, e ela é tudo que eu preciso.)


   As luzes levemente amareladas do pequeno palco mudaram. Ficaram mais fortes sobre Daniel, enquanto sua voz aumentava gradativamente para o clímax da música. As pessoas sentadas mais próximas à banda balançavam-se levemente sorrindo, enquanto ele mantinha seus olhos fechados e o antigo sorriso de lado.

And when that world slows down, dear.
And when those stars burn out, here.
Oh she'll be here, yes she'll be here,
They call her love, love, love, love, love.
They call her love, love, love, love, love.
They call her love, love, love, love. love.

She is love, and she is all I need,
She is love, and she is all I need,
She is love, and she is all I need.

(E quando essas palavras calarem, querida
E quando todas essas estrelas sumirem daqui
Oh, ela vai estar aqui, sim ela vai estar aqui,
Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor.
Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor.
Eles a chamam de amor, amor, amor, amor, amor.

Ela é amor, e ela é tudo que eu preciso.
Ela é amor, e ela é tudo que eu preciso.
Ela é amor, e ela é tudo que eu preciso.)


   Quando a música chegou ao fim, o local se encheu de aplausos e Daniel abriu os olhos, sorrindo abertamente. Ele coçou a nuca, parecendo um pouco envergonhado e seus olhos percorreram o local. E caíram sobre mim.
   E eu vou dizer uma coisa que talvez já seja bem óbvia a essa altura do campeonato: Allison Jones não lida muito bem com surpresas. Muito menos com grandes choques e coisas do tipo.
   Por isso, eu só percebi o que fazia quando senti o ar frio da noite bater contra o meu rosto e ouvi a porta da entrada do pub fechando atrás de mim. Tentei controlar minha respiração apressada e os batimentos cardíacos, enquanto olhava ao redor e via apenas algumas pessoas indo e vindo pela calçada, totalmente alheias ao que acontecia ali, comigo. Meus lábios estavam secos e eu estava desnorteada. Senti uma mão quente e forte segurar meu ombro delicadamente e me afastei rapidamente, ao mesmo tempo que me virava e dava de cara com Benjamin me olhando. Os olhos azulados e arregalados.
— Você...! – minha voz saiu fracamente, enquanto ele dava um passo em minha direção e eu dava um passo para trás. – Você sabia disso! Você me trouxe aqui e...
— Calma, Ally. – ele disse devagar, mas a expressão apreensiva. – Eu juro que não sabia que ele estaria aqui hoje. Eu falei com ele mais cedo e ele disse que não viria, por isso eu...
— Mas sabia que ele frequentava esse lugar! – falei, minha voz aumentando na mesma sincronia que a tremedeira pelo meu corpo, não sei se de frio ou de choque. – Sabia e ainda assim me trouxe, você é um...
— Opa, opa! – Eve apareceu, se colocando entre nós dois e sorrindo nervosa. – Vamos parar com o show antes que o dono do lugar nos expulse? Obrigada. – eu saí de perto dos dois e pude ouvi-la falando baixinho com Benjamin: - Volta lá para dentro, eu cuido dela.
— Diga a ela que eu não planejei isso. – ele disse. – Eu realmente...
— Entra, Benjamin.
   Ele suspirou, passando uma mão pelo cabelo liso e loiro e voltou para dentro do pub. Eve voltou sua atenção para mim. Não olhei para ela, mantive meu olhar focado em meus pés, enquanto forçava meu corpo e se manter de pé contra a parede de tijolinhos aparentes da fachada do lugar. Eu não queria voltar para lá.
— Ei. – Eve sussurrou, envolvendo seus braços ao meu redor. Afundei meu rosto em seu ombro. – Vamos lá, você consegue.
— Não consigo, não. – sussurrei, sentindo um peso desconfortável dentro do peito e uma vontade absurda de chorar.
   Eve afastou-se de mim ainda segurando meus ombros e olhou fundo nos meus olhos.
— Pare de chorar feito uma criancinha, Allison. Já se passaram seis anos, você é uma mulher adulta, dona de si e que namora um filho da puta há dois anos. Encarar Daniel Sullivan agora é fichinha diante disso tudo. – ela disse, me sacudindo levemente quando fiz menção de chorar e desviar o olhar do dela. – Olha para mim! Me ouve!
— Eu estou ouvindo! – falei chorosa. – Mas não quero! Você tem ideia do que isso é para mim? Eu superei a noite do baile, mas isso não quer dizer que eu quero olhar a cara daquele imbecil!
— Superou, é? – Eve arqueou uma sobrancelha para mim, me soltando e cruzando seus braços. – Então me prova. Volta lá para dentro.
— Por que está sendo tão cruel?
— Não estou sendo cruel, eu só quero que você cresça. – ela suspirou. – Olha... Eu sei que foi uma merda, ok? Você pode achar que eu sou Eveline Walker, a idiota sem coração que não se abala com nada, mas eu me abalo sim. Eu me abalo com cada merda que acontece com você, como se tivesse acontecido comigo. E pode acreditar, a minha vontade é de jogar aquele microfone na cabeça daquele idiota de quase trinta anos que agora resolveu pagar de galãzinho, mas você é melhor do que isso tudo. Correr e se esconder só mostra o contrário. Você não pode se deixar abater, Ally.
   Abracei a mim mesma, engolindo em seco e me sentindo uma idiota diante das palavras de Eve. Fiquei olhando as luzes dos faróis dos carros que passavam na rua, as pessoas que entravam risonhas no pub... Tentei abstrair e esquecer o que estava sentindo, mas era difícil. Mais do que eu imaginava. Totalmente diferente do que eu esperava. Eu achei que estava pronta para esse momento, mas não estou.
   Ver Daniel agora é como voltar a seis anos atrás. Todas as lembranças e as sensações da noite do baile me assombrando. Eve estava certa, eu não tinha superado. Acreditava que sim, que era tudo passado e nada mais me abalaria, mas aqui estou eu. Tão patética, trêmula e medrosa quanto na noite em que Daniel Sullivan me rejeitou.
— Você ainda é tão boba. – Eve suspirou, parecendo agoniada.
— Sim. – murmurei. – Me ensina a ser como você.
— É bem fácil. – ela disse, me puxando para si e me abraçando. Envolvi sua cintura com meus braços e afundei o rosto em seu ombro novamente. – Nasça de novo.
   Rimos baixinho juntas, enquanto ela dava um beijinho no topo da minha cabeça e nos soltávamos uma da outra. Eve fechou seu sobretudo ao seu redor, o frio cada vez mais intenso, e pegou minha mão.
— Vamos voltar lá para dentro? – perguntou. – Se você sentir que realmente não dá, nós voltamos para casa sem demora. Ok?
   Assenti, me sentindo melhor e mais tranquila. Eve estava certa. A essa altura do campeonato eu tinha que erguer a cabeça e não me abalar com qualquer coisinha. Eu sou uma mulher crescida. Não posso deixar Daniel me atingir dessa forma como se ainda fôssemos adolescentes. Eu sou melhor do que isso.
   Por isso, quando entramos no pub novamente e Eve me guiou de volta para a mesa, eu ergui o rosto e coloquei um sorriso na cara. Ficaria tudo bem. Eu poderia fingir que nada havia acontecido, que nem me lembrava dele.
   Mas eu vou te dizer uma coisa: É realmente foda fingir que não conhece uma pessoa que parece tão bonita quanto antes. Meu olhar percorreu todo o um metro e oitenta de altura de Daniel. Desde o cabelo escuro e levemente bagunçado – que ele deixava assim de propósito, com certeza – até os tênis pretos. Passou pela barba de três dias, os olhos verdes com cílios marcantes, os lábios bem preenchidos, a pequena pinta marrom do pescoço, a jaqueta escura, os ombros que pareciam maiores... Estava muito diferente, mas era ele.
   Porém, entretanto, todavia... Você não o conhece, Allison. Ele é só um cara qualquer que cantou agora a pouco e que está discutindo com Benjamin na sua mesa sobre algo que você não faz ideia do que é e nem faz questão de saber. Ou seja: alguém insignificante.
   Quando nos aproximamos, o olhar de Benjamin, Jack e de Daniel caíram sobre nós como grandes rochas. Eve deu um sorriso nervoso como se nada tivesse acontecido e eu senti o olhar verde cravado em mim. Ignorei.
— Nossa, está ainda mais frio lá fora! – falei, rindo pateticamente enquanto voltava a me sentar na minha cadeira. – Esse lugar é tão legal, Ben! Devia ter me trazido aqui antes.
   Ninguém disse nada. Todos me olhavam como se eu fosse um ser de outro planeta. Daniel me olhava como se eu tivesse caído do céu. Tentei não olhá-lo de volta para não ficar com a mesma cara de idiota que ele fazia para mim, caso contrário todo o meu plano iria por água a baixo. E já estava, considerando que ninguém se dignava a me ajudar nisso.
— É, está mesmo. – Eve disse lentamente. Pior atriz impossível. – Acho que vou pedir outra bebida.
— Eu também. – Jack disse, virando o resto da bebida que estava a sua frente rapidamente. – Vocês também querem?
   Todos assentiram e Jack fez um sinal para o barman. Aos poucos, lentamente, todos foram se ajeitando em seus cadeiras como se estivéssemos em cima de um campo minado. Benjamin voltou a se sentar ao meu lado, totalmente sem graça, enquanto Eve e Jack se remexiam desconfortáveis no outro lado da mesa redonda, à nossa frente. Só restava uma cadeira. E ela estava ao meu lado esquerdo. E Daniel estava atrás dela.
— Eu acho melhor você... – Benjamin disse para o primo, meio desconcertado.
   Senti o olhar de Daniel sobre mim e engoli em seco disfarçadamente, enquanto o barman deixava nossas bebidas sobre a mesa. Sorri para ele enquanto agradecia e pude ouvir Daniel suspirar baixinho.
— Depois a gente se fala. – ele disse. Só não sei a quem ele se referia.
   Quando ele se afastou e voltou ao palco, pude sentir o clima aliviar drasticamente na mesa. Uma das mãos de Ben tocou o meu pulso enquanto eu bebia um gole da minha bebida azul.
— Ally, me desculpe. – ele disse. – Eu juro que não queria que isso acontecesse.
— Está tudo bem. – sorri forçada e levemente para ele. – Nada aconteceu.
   Ele olhou fundo nos meus olhos por alguns segundos, parecendo confuso, até que assentiu fracamente e eu voltei minha atenção para Eve.
   Passamos cerca de três horas no local ouvindo a banda de Daniel tocar e bebendo. Virei todas as bebidas que eram colocadas a minha frente, falei sem parar, prestei atenção em tudo o que Eve dizia, nas histórias que Jack contava e nas piadas de Benjamin. Tudo para que a minha mente esquecesse da existência dele. Dos malditos olhos, cabelo e lábios. Mas a todo momento ele estava ali, à alguns metros, sua presença tão forte quanto as batidas desenfreadas do meu coração estúpido. Sua voz rouca e aveludada entrando na minha cabeça como um cântico mágico. E mesmo com o rosto virado e tentando a todo custo não me render à tentação de olhar para ele, eu sentia seus olhos sobre mim. Queimavam minha pele como brasa e todo aquele maldito arrepio me subindo pelas costas como anos atrás.
   Houve uma pausa de cinco minutos e logo a banda voltou a tocar. Batidas lentas.

The Neighbouhood - Say My Name/Cry Me a River

    A voz de Daniel reverberou por todo o local. Senti um formigamento na nuca. Se eu tinha dúvidas de que odiava Daniel Sullivan, todas elas acabaram de ser totalmente aniquiladas. Sim, eu o odeio, não tenho mais dúvidas. Porque não é normal ele ainda causar toda essa coisa desenfreada em mim após tanto tempo.

Say my name, say my name
If no one is around you, say, "Baby, I love you"
If you ain't runnin'
Say my name, say my name
You actin' kinda shady, ain't calling me baby
Why the sudden change

(Diga meu nome, diga meu nome
Se ninguém está por perto, diga, "Querido, eu te amo"
Se você não estiver me enganando
Diga meu nome, diga meu nome
Você está sendo meio desonesta não me chamando de querido
Por que a mudança repentina?)


   Em certo momento, me permiti desviar o olhar. Jack e Eve contavam uma história juntos, enquanto eu e Benjamin ríamos sem parar. E entre uma risada e outra, eu percorri meu olhar pelo local ao nosso redor. Vi as palmas, os gritinhos, as mulheres. Loiras, morenas, ruivas, platinadas. Altas, baixas, jovens, maduras. E aplaudiam, sorriam, não tiravam seus olhos dele. Havia muitos homens no local também e todos aplaudiam, gostavam da apresentação, mas a presença feminina ainda era maior. E quando meus olhos me traíram e caíram sobre ele, era como voltar para o ginásio do colégio. A diferença era que ao invés do uniforme vermelho, agora Daniel usava jeans e jaqueta de couro.

Any other day, I would call
You would say, "baby, how's your day?"
But today, ain't the same
Every other word is "uh-huh", "yeah, okay"
Could it be that you are at the crib with another lady?
And if you took it there, first of all, let me say
I am not the one to sit around and be played
So prove yourself to me, I'm the one that you claim
Why don't you say the things you said to me yesterday

(Qualquer outro dia, eu poderia te ligar
Você poderia dizer "querido, como foi seu dia?"
Mas hoje não é a mesma coisa
Todas as suas palavras são "uhum", "tá, okay"
Será que você está na cama com outra mulher?
Se você estiver, primeiro de tudo, me deixe dizer
Que não sou do tipo que senta e é enganado
Então prove para mim, prove que sou aquele que você quer
Por que você não me diz as coisas que me disse ontem?)


   "Quase trinta anos e quer pagar de galãzinho"— a voz de Eve fez eco dentro da minha cabeça.
   Torci o nariz, apertei meus lábios e semicerrei os olhos, sentindo uma leve tontura. A bebida já tomava meu corpo inteiro. Não pude deixar me prestar atenção na letra da música. Era irônico ele cantar aquilo. Porque, olhando pelo lado lógico... Quem devia estar dizendo tudo aquilo era eu. Cretino.
   Olhei bem para Daniel, ignorando o bolo na minha gargante e minha pele arrepiada ao ver o modo como ele fechava os olhos para cantar. Seus lábios levemente repuxados nos cantos em um sorrisinho.

You don't have to say just what you did
I already know
I found out from him
Now there's just no chance for you and me
And there'll never be
And don't it make you sad

(Mas você não tem que dizer o que você fez
Eu já sei
Eu descobri por ele
Agora simplesmente não tem chances entre eu e você
E nunca terá
E isso não te faz triste)


   Eu não iria deixá-lo me envolver dessa forma novamente. Eu o reencontrei, tudo bem, em algum momento isso aconteceria. Mas eu sou uma adulta agora, Sullivan. Tenho 26 anos, tenho um emprego, tenho um (quase) noivo. Não sou mais uma adolescente boba que vai cair nas suas palavras bonitinhas, no seu cabelo macio, na barba convidativa ou nessa coisa toda de cantor. Eu sou melhor do que isso. Não vou mais ser atingida. Não vou. Nunca mais.

You told me you loved me
Why did you leave me, all alone
Now you tell me you need me
When you call me on the phone
Girl I refused, must have me confused
With some other guy
Your bridges were burned, and now it's your turn cry

(Você disse que me amava
Por que você me deixou totalmente sozinho?
Agora você diz que precisa de mim
Quando você me chama no telefone
Garota, eu me recuso, você provavelmente me confundiu
com outro rapaz qualquer.
Suas escolhas acabaram, e agora é sua vez de chorar)


   E então, ele abriu os seus olhos e eles me atingiram diretamente. Era como se eles estivessem mirando a mim desde antes de serem fechados e não mudaram de direção. Meus dedos apertaram o copo de vidro com um pouco mais de força e eu me vi presa. Apesar da distância e da visão turva, pude ver seus olhos escurecerem levemente. Sua voz abaixou um pouco o tom e se tornou mais rouca, enquanto ele mantinha sua atenção em mim.

Say my name, say my name
If no one is around you, say, "Baby, I love you"
If you ain't runnin' game (oh, no)

Say my name, my name
Say my name then cry me a river
(My name)
Say my name then cry me a river
(My name)
Say my name then cry me a river

(Diga meu nome, diga meu nome
Se ninguém está a sua volta, diga, "Querido, eu te amo"
Se você não estiver me enganando (Oh, não)

Diga meu nome, meu nome
Diga meu nome e então chore um rio por mim
(Meu nome)
Diga meu nome e então chore um rio por mim
(Meu nome)
Diga meu nome e então chore um rio por mim)


   E nesse momento, enquanto eu me via enlaçada e sem conseguir desviar o olhar, eu soube. Veio bem do fundo, me atingindo como um soco e destroçando toda a minha confiança e determinação: Nada havia mudado.
   E eu também me odiava por isso.



Notas finais do capítulo

AI MEU DEUS DANIEL DO CÉU ♥
Tenho a sensação de que vai ter leitoras estranhando ou ficando irritadas com ele, HAHAHAHAHA. ME DIGAM O QUE ACHARAM!
E me desculpem pela demora, sério, esses dias foram horríveis. Tudo corrido por causa do colégio, internet horrorosa, aí hoje voltou ao normal e foi só eu dizer "OPA, VOU POSTAR O CAPÍTULO" e ela começou a ficar lenta de novo. Vsf né. Tô muito irritada, puta merda. Mas vida que segue.

P.S: Como viram, o Dan tá numa banda agora e logo vou explicar tudo (pq tá na banda, o que ele faz da vida, que faculdade fez, etc). Mas preciso que me digam: gostaram da forma como a música fica no meio do capítulo? As letras e tal? Acham que ficaria melhor de outro jeito? O mesmo pra tradução: gostaram ou preferem só a letra original, sem a tradução em seguida? Preciso MUITO que me digam, pra no próximo capítulo já ajeitar tudo!
Ah, e o próximo já tá quase terminado, tá? Oremos pra minha internet cooperar, hahahaha.
Amo vocês ♥ até o próximo!
Bjbjbjbbj

P.S²: Como a internet tá horrorosa, não sei se vou conseguir responder os comentários do capítulo anterior, mas assim que deu eu respondo tudo!



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