Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 38
38. Epílogo


Notas iniciais do capítulo

POR FAVOR, leiam as notas finais!
E é com muito amor que eu dou a vocês o epílogo da 1ª temporada. ♥

P.S: A música desse capítulo tem tudo a ver com eles, recomendo que ouçam. ♥




CAPÍTULO 38

 

No meio de Setembro, nós ainda brincávamos na chuva.
Nada a perder mas tudo a ganhar.
Refletindo agora como as coisas poderiam ter sido,
valeu a pena no final.

Daughtry - September

 

Daughtry - September

   Abri os olhos sonolentos e suspirei, olhando ao redor.

   Eve ressonava tranquila na poltrona ao meu lado e a maior parte dos passageiros ainda dormia. Eu bebi um gole de água que havia na bandeja a minha frente e olhei pela janela do avião, vendo que o dia estava raiando. Não pude conter um sorriso ao ver os tons rosados em todo o céu, enquanto o sol se levantava no horizonte. As poucas nuvens abaixo de nós formavam um tapete sem fim. Me encostei melhor em minha poltrona e puxei a manta quentinha que a comissária de bordo havia me dado durante a madrugada, me cobrindo até o queixo enquanto admirava a vista.

   Era um novo começo.

   Lembrei de minha mãe e Vanessa no portão de embarque, chorando e nos apertando em um abraço em grupo. Minha mãe havia retornado alguns dias antes da nossa partida para Los Angeles e chorava o tempo inteiro. Pela primeira vez, quem iria embora era eu, e não ela.

    Quando eu e Eve chegamos na UCLA, preferimos arrumar nossas coisas antes de explorar a universidade. Como saímos de São Francisco bem tarde e dormimos mal no avião, sentíamos nossos corpos moídos. Começamos a arrumar nossas roupas e alguns objetos pessoais em nosso quarto compartilhado e após alguns minutos Eve saiu para buscar algo para comermos.

   Sentei no meu tapete felpudo que já estava esticado no chão e retirei algumas coisas de uma das malas. Alguns cadernos com textos pessoais, álbum de fotos, desenhos... Até que me deparei com a foto da formatura. Eu e Daniel, lado a lado no tapete vermelho e todas aquelas luzes sobre nós. Eu sorria abertamente e ele tinha aquele sorrisinho torto nos lábios. Sua mão me segurava firmemente pela cintura, próxima a ele. Sorri fracamente, passando um dedo pela fotografia. Quem nos via assim, no início da noite, nem imaginaria que...

   Suspirei, enfiando a foto dentro do álbum de fotos e encostando minha cabeça na cama atrás de mim. Mordi o lábio inferior, tentando jogar os sentimentos para o fundo da mente. Já fazia alguns meses, era hora de parar com isso. Esqueça, Allison.

   Fechei os olhos, enquanto repetia o mantra em minha mente.

   Logo Eve voltou e começou a falar desenfreadamente sobre tudo que viu pelo caminho e eu permiti que minha mente e meu coração sossegassem em paz. Havia acabado, afinal.

   Era hora do próximo passo.

 

POV Daniel

   Eu joguei minha mochila no canto do quarto e retirei os tênis com os pés, me jogando em minha cama em seguida. Mal fechei meus olhos para descansar e minha mãe abriu a porta, espiando. Arqueei uma sobrancelha para ela, que sorriu.

— Mal acredito que você voltou, filho. – ela disse, se apoiando no batente da porta. – Como foi na NYU? Gostou?

— Foi só uma cerimônia de boas-vindas hoje. – eu disse, passando as mãos no rosto. – Mas gostei, sim.

— Que bom, com certeza você vai gostar de lá. Está em casa novamente, afinal. – apenas assenti enquanto ela falava. – Eu vou terminar de preparar o jantar, desça daqui a alguns minutos. Benjamin disse que quer dar uma volta pela cidade depois, por que não o leva?

— Eu vou ver.

   Ela fechou a porta e eu pude, finalmente, respirar. Nada contra a minha mãe – com exceção da sua péssima escolha para maridos -, mas desde que voltei ela tem me cercado tanto que eu quase sinto vontade de voltar para São Francisco correndo. Talvez isso passe quando ela se acostumar com a minha presença novamente.

    Decidi pegar o notebook para dar uma olhada no que andava tendo por Nova York hoje, para o caso de ter que levar Benjamin para conhecer a cidade mais tarde. Talvez houvesse alguma festa ou coisa do tipo. Eu estava exausto devido aos últimos dias, mas talvez espairecer a cabeça me fizesse bem.

    Sentei na escrivaninha e esperei o notebook inicializar. Passei os olhos pela mesa enquanto esperava e remexi em um bloco de papéis aleatórios que estavam amontoados em um canto. Olhei cada um, vendo que a maioria era algumas folhas de lembretes e anotações. Até que o papel gasto com a letra familiar apareceu.

   Senti meu coração bater um pouco mais rápido, enquanto passava os dedos pela folha amassada. Suspirei, pegando-a. Talvez pela milésima vez nos últimos poucos meses que se passaram. Eu já não sabia mais se ela estava amassada e gasta pela força com a qual Allison a segurou naquela noite, ou se porque eu relia tanto aquelas palavras. Eu já sabia de cor o que dizia ali. Apesar de gasta, ainda tinha o cheiro doce e familiar dela.

   Aproximei a folha do meu rosto e respirei fundo, sorrindo fracamente enquanto me sentia um idiota outra vez. Isso tem se tornado muito comum. Uma vez a minha tia, Tanya, me disse que quando somos jovens é comum metermos os pés pelas mãos, e que tomamos atitudes precipitadas acreditando que elas são muito inteligentes e maduras. Mas que, na verdade, não temos ideia do que estamos fazendo.

   Ela não podia estar mais certa.

   A noite do baile rondava a minha mente o tempo inteiro, me recriminando, açoitando, martirizando. Eu me sentia desprezível, como Allison disse. Seu rosto antes de me dar as costas parecia me torturar mentalmente. Eu fui tão burro...

   Guardei a folha de Prós e Contras dentro de um caderno e apoiei meus cotovelos na mesa, afundando o rosto nas mãos. Espiei a vista da janela a minha frente por entre os dedos, vendo os prédios e luzes da cidade. Nova York nunca dormia. Todos viviam dizendo que eu estava em casa agora, mas eu não podia me sentir mais desajustado do que nesse momento.

   Maldita falta que eu sentia daquela garota.

— Toc, toc. - Benjamin apareceu na porta, arqueando uma sobrancelha para mim. - Vamos sair hoje?

— Daqui a pouco eu desço. - falei, ainda disperso. - Me espere pronto.

   Benjamin assentiu e fechou a porta. Suspirei, passando as mãos no rosto e voltando meu olhar para a janela.

   Vi um avião cruzar o céu, distante e silencioso. Me perguntei onde ela estaria agora, e com quem. Estaria na UCLA? Fazendo novos amigos? Conhecendo pessoas novas? Provavelmente com aquele sorriso fácil que fazia todos quererem ser amigos dela. Era difícil encontrar alguém como Allison Jones. Talvez eu nunca encontrasse alguém como ela.

   Ou, talvez, eu a encontre.

   Eu sei que nossa história ainda não acabou.

   Ainda não.



Notas finais do capítulo

Agora eu posso chorar? HAHAHAHA.
Nem vou prolongar muito, porque vai ter 2ª temporada e ainda há felicidade, MAS... Eu gostaria de agradecer a cada leitor(a) da história. Aos que acompanham desde o começo, aos que chegaram agora, aos que sempre comentam, aos fantasminhas... Cada capítulo dessa história existe graças a vocês. Porque se não fosse vocês, eu nem teria imaginado que ela poderia ter outra temporada. Eu planejava fazer "Collide" ser bem curtinha e simples, e com um final TOTALMENTE diferente desse. Mas graças a Deus vocês existem, HAHAHAHA. ♥
Obrigada por tudo, gente. Quando eu digo que amo vocês, mesmo sem conhecê-los, eu falo a verdade. Como eu já disse algumas vezes, essa história é MUITO importante para mim. Aqui eu coloco muito do que eu sinto e já senti, e agora na 2ª temporada ela será ainda mais pessoal. Eu espero DO FUNDO DO CORAÇÃO que vocês gostem de tudo o que está por vir, e que continuem aqui comigo.
Amo vocês. ♥

E BORA PRO PRIMEIRO CAPÍTULO DA NOVA TEMPORADA! ♥

P.S: Quem ainda não tá participando do nosso grupo no facebook? Corre pra participar!!! Eu tô postando prévias dos capítulos, fotinhas... O link é:
https://www.facebook.com/groups/209079426170113/



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