Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 24
24. Fique


Notas iniciais do capítulo

Só quero avisar que enquanto eu posto esse capítulo, tô ouvindo uma uma música MUITO amorzinho (Lawson - Where My Love Goes, pra quem quiser ouvir também) e tô me sentindo muito feliz porque eu amo essa história, amo o rumo que vou dar para ela e amo vocês, é isso. ♥
Capítulo dedicado à Andressa, que recomendou a fic no último capítulo! Obrigada, eu amei ♥
Espero que gostem do capítulo!




CAPÍTULO 24

 

Por que você está olhando para todas as estradas erradas?

Quando a minha é o coração e o tempero da alma.

Podem haver amantes que estendem as mãos,

mas eles nunca vão te amar do jeito que eu consigo.

Sam Smith - Like I Can

 

   Lá vem o estressadinho.

   Segurei minha bolsa contra meu peito para evitar que a chuva a atingisse e ignorei a cara de irritação de Daniel. Corri para dentro do prédio e pude ouvi-lo me chamar. Se ele queria discutir debaixo da chuva o problema era dele, eu não iria arriscar ficar doente porque ele não tem noção de hora ou lugar para discussões.

   Assim que passei pelas portas de vidro do hall de entrada, o escutei entrar também. Apertei o botão do elevador e esperei, enquanto Daniel aparecia ao meu lado me olhando confuso e emburrado.

— Está fugindo de mim? – ele perguntou.

— Não, estou fugindo da chuva. – resmunguei. – Não vê que já estou encharcada?

   Daniel cruzou os braços, bateu um pé no chão, olhou para mim, olhou para o elevador, voltou a olhar para mim e bufou, impaciente. Parecia querer dizer muitas coisas, mas não sabia como. Eu também não sabia se iria querer ouvir, porque sinceramente não quero me estressar ainda mais por hoje, então não me importei com seu silêncio.

   Entramos no elevador e subimos em silêncio. Ele continuava como se tivesse algum tique nervoso, com todas aquelas passagens de mão no cabelo e o pé batendo no chão.

   Mas assim que entramos no apartamento e eu fechei a porta atrás de mim, a avalanche veio.

— Aonde você foi com o Benjamin? – ele perguntou rapidamente. – Cadê o seu carro? E porque você já estava ensopada quando saiu do carro dele?

— Eu posso respirar antes de responder? – arqueei as sobrancelhas diante do seu desespero. – Sente-se, Daniel. Fique à vontade, quer beber algo?

— Não brinca comigo, Allison. – ele resmungou.

   Suspirei, largando minha bolsa em cima do sofá e retirando meus tênis lentamente, enquanto ele cruzava os braços e ficava me olhando ansioso. Que garoto nervoso.

— Depois que você saiu com a bela Louise, – comecei, fazendo-o revirar os olhos diante do meu tom cínico. – o meu carro morreu no estacionamento e eu senti um cheiro de combustível queimado. Benjamin me ajudou a chamar o reboque e me levou até a oficina mecânica de um amigo dele. Meu carro vai ficar pronto em uma semana. Fim.

— E ele te trouxe até aqui depois disso?

— Sim.

— E por que você está encharcada? Só começou a chover há alguns minutos, pelo horário que vocês saíram do colégio não havia chovido ainda.

   Arqueei uma sobrancelha para ele. Era um interrogatório? Daniel estava mesmo tão desconfiado assim?

— Fomos até a praia para beber algo antes de vir pra cá e começou a chover. – resmunguei. – Satisfeito?

   Daniel engoliu em seco, desviando o olhar de mim e sentando-se no sofá. Botei as mãos na cintura, olhando pra cara emburrada dele. Eu não sabia se ria de toda aquela cena e dava beijinhos naquele rosto adorável, ou se mandava ele parar de graça.

   Por fim, decidi ir tomar um banho e trocar de roupa antes que pegasse um resfriado. Deixei-o na sala e fui para o quarto pegar uma muda de roupas, antes de entrar no banheiro. O banho quente me fez sentir melhor instantaneamente.

   Eu não entendia qual era o problema de Daniel em relação a Benjamin. Tudo bem, tem todo o fato de que eu sou apaixonada por ele há um bom tempo e Daniel sabe disso, mas eu tenho plena consciência de que Benjamin não quer nada comigo. Eu não entendo o motivo de ele estar tão presente ultimamente, me dando atenção, mas sei que não tem nada romântico nisso. Ele me trata como uma amiga, de verdade. Ao mesmo tempo em que parece querer provocar Daniel com isso.

   Talvez seja esse o motivo de Dan ficar tão irritado com a nossa aproximação.

   Suspirei, sentindo uma ponta de chateação. Não é que eu espere que Daniel esteja nutrindo sentimentos por mim – apesar de eu sentir que estou nutrindo algo por ele, estranhamente – mas ser tratada como uma boneca que é jogada de um lado para o outro é complicado. Não é uma briga por quem tem mais da minha atenção, é uma briga por território. E Daniel se sente afrontado por Benjamin querer se meter no meio.

   Mas eu também não me sinto afrontada por Louise ter aparecido tão repentinamente e estar se metendo no meio de nós dois? Não é ciúmes, é apenas...

   Suspirei, desligando o chuveiro e puxando a toalha para me secar. É uma merda de situação, é isso que é. Daniel vira minha vida de cabeça para baixo com todas essas confusões, eu nem sei mais o que faço da minha vida. O exame final está chegando, eu ainda nem decidi para quais universidades mandarei minha carta, mas aqui estou eu pensando em besteiras.

   Vesti minha calça e blusa de pijama, e saí do banheiro secando meus cabelos. Daniel ainda estava sentado no sofá, na mesma posição. Revirei os olhos, indo até a cozinha e verificando a geladeira. Ainda tinha comida, graças a Deus. Se não tivesse, eu me recusaria a sair de casa para ir ao mercado, debaixo dessa chuva. Peguei uma pizza congelada e a enfiei no forno, já que era a coisa mais prática para fazer. Voltei para a sala e me joguei ao lado de Daniel no sofá. Ele não se mexeu, tampouco me olhou. Parecia perdido em pensamentos enquanto tinha o olhar fixo na TV desligada.

— Você ainda é apaixonada por ele, não é? – ele perguntou, um tempo depois.

   Parei para pensar na sua pergunta. Eu ainda sou apaixonada por Benjamin? Todos aqueles sermões de Daniel e Eve rondavam a minha cabeça – sobre eu não ser verdadeiramente apaixonada por ele, e sim manter essa idéia fixa na minha mente até acreditar que era verdade. Mas estar perto de Benjamin me causava sensações, sim. Não tão intensas quanto as que eu sentia quando estava com Daniel, mas ainda assim...

— Eu não sei. – respondi sincera. – É confuso. Por quê?

   Ele apenas balançou a cabeça lentamente, passando as mãos no rosto em seguida. Havia algo errado.

— O que houve? – perguntei.

— Louise... – ele murmurou, parecendo perturbado. – Quando saímos hoje, ela começou a vir com uma conversa estranha novamente.

— Novamente?

— Sim. – ele suspirou, jogando a cabeça para trás, encostando-a no encosto do sofá, e olhando para o teto. – Quando éramos vizinhos passávamos muito tempo juntos. Mas éramos crianças, e eu sempre a vi como uma irmã menor. Mas quando fizemos quinze anos ela começou a tentar se aproximar de mim... De outra forma.

   E eu deveria estar surpresa com isso? Obviamente não. Mordi minha língua para não dizer nada, o deixei continuar.

— Mas eu não entendi que merda era aquela, porque crescemos juntos. Eu nunca a vi dessa forma. Então eu expliquei isso e ela disse que estava tudo bem. – ele continuou. – Mas eu percebia que ela ainda tentava me fazer enxergá-la de outra forma. Enfim, eu fui embora e perdemos o contato. Quando nos encontramos em San Mateo, eu pensei que ela havia esquecido tudo isso e me senti aliviado. Mas comecei a perceber que ela ficou esquisita quando eu disse que estava namorando, e depois toda aquela animação repentina em te conhecer...

— Vai logo ao ponto, Daniel, pelo amor de Deus. – falei ansiosa. – O que ela fez hoje?

   Ele fez uma careta de desgosto, ainda olhando para o teto.

— Ela tentou me beijar. – ele disse. – Foi tão repentino que eu quase gritei. Num momento estávamos parando no sinal e no outro ela estava se jogando em cima de mim, tentando vir para o meu colo. Eu perguntei que porra ela estava querendo fazer e ela disse que não agüentava mais se segurar. Aí eu a empurrei para o banco e a mandei ficar quieta. Ela começou a gritar, ficou histérica, disse eu era um monstro e que nunca mais queria me ver. Quando chegamos à casa dela, ela saiu do carro batendo a porta e acabou.

   Mordi o lábio inferior, tentando conter a vontade de rir. Eve estava certa, afinal. E eu também, apesar de ter defendido a espertinha. Mas o modo como Daniel me contava aquilo – com aquela expressão de confusão e horror – me fazia ter vontade de rir.

— Você quase gritou, foi? – perguntei, com um sorrisinho.

   Ele revirou os olhos e bufou, mas sorriu quando virou o rosto em minha direção.

— Eu não esperava por isso. – ele confessou. – Quero dizer, eu até esperava, mas não pensei que ela realmente fosse tentar algo. Louise ainda tem a mentalidade de uma pré-adolescente, acho que isso se deve aos problemas que ela teve com os pais. Foi mimada até dizer chega e sente falta do pai dela.

— Eu também sinto falta do meu pai, mas nem por isso me joguei no colo dos outros. – revirei os olhos. – De qualquer forma, vocês voltarão a se ver?

— Eu não sei. – ele deu de ombros. – Eu não vou tentar falar com ela, vou deixá-la me procurar. Senão ela vai entender tudo errado. E de qualquer forma, eu não fiz nada errado, foi ela que endoidou.

   Concordei e depois voltamos a ficar em silêncio, cada um com seus pensamentos. Não posso negar que me senti aliviada e feliz por ela ter agido rápido e acabado com isso. Quero dizer, não tão rápido, já que demorou 2 semanas. Mas tudo bem.

   Mas ainda assim, senti pena dela. Vai saber há quanto tempo ela continuou gostando dele e disfarçando, assistindo-o junto comigo. Eu já estive nesse papel, sei como é.

— O Benjamin tentou algo? – ele perguntou de repente.

   Estava demorando...

— Não, Daniel. – revirei os olhos. – Para com essa cisma. Ele não quer nada desse tipo comigo.

— Você que pensa.

— Ele namora Mia Campbell. – falei. – Acha mesmo que a trocaria por Allison Jones?

— Eu trocaria. – ele deu de ombros. – Aquela garota é um porre.

   Não pude evitar sorrir com a forma espontânea que ele disse. Balancei a cabeça, ainda sorrindo. Ele era inacreditável às vezes.

— Mas ele não trocaria. – falei, com certeza. – Eu não entendo por que ele notou a minha existência agora, mas não acho que seja com outros fins além de amizade. Ele me trata bem, apenas.

— Eu não te trato bem? – Daniel perguntou, parecendo muito inseguro de repente.

   Que diabos era isso? Arqueei uma sobrancelha, sem entender o que havia com ele. Ele sempre ficou incomodado, sim, mas nunca dessa forma.

— Você me trata muito bem, Daniel. – falei séria. – É um idiota às vezes, mas cuida de mim do seu jeito. Eu admiro isso.

   Ele sorriu levemente, parecendo satisfeito em ouvir isso. Logo aproximou o rosto do meu e me beijou. Senti os leves choques reverberarem pelo meu corpo inteiro, como de costume. Uma de suas mãos veio para o meu rosto, acariciando levemente a minha bochecha. Aprofundei o beijo, sentindo a sua língua entrar em contato com a minha. E bastava isso para eu sentir uma necessidade absurda de senti-lo mais próximo.

   Segurei a frente de sua blusa e o puxei um pouco mais para mim. Daniel suspirou, segurando meu rosto com as duas mãos enquanto se aproximava. Quando vi, meu corpo já estava quase sobre o seu, com suas mãos segurando firmemente minha cintura. Nossas línguas se enrolavam uma na outra e meu corpo implorava por ele, mas como sempre, ele estourou a bolha.

— Ally... – ele murmurou, separando nossos lábios. – Melhor não.

   Parei tudo o que fazia, ficando estática. Eu já estava sobre o seu colo, com uma mão em sua nuca e a outra descendo sobre o seu abdômen. Mordi o lábio inferior, abrindo os olhos e dando de cara com Daniel ainda de olhos fechados, levemente arfante. Ele abriu seus olhos lentamente, focando-os em mim. Comecei a sentir uma vergonha absurda daquela minha insistência e tirei as mãos dele como se ele estivesse em brasas. Fiz menção de sair de cima dele, mas ele me segurou com mais força onde eu estava, me impossibilitando de fazer qualquer movimento.

— Não, fica. – ele pediu, com a voz rouca. – Não faça essa cara, por favor.

   Suspirei, me inclinando um pouco para frente e apoiando minha testa em seu ombro. Suas mãos subiram pelas minhas costas e ele me apertou contra ele, num abraço. Eu podia sentir sua respiração quente ao lado do meu rosto, batendo diretamente em meu ombro desnudo.

— Daniel, se você não quer nada disso comigo, então apenas fale logo. – pedi baixinho.

— É isso que você acha? – ele perguntou. – Que eu não quero isso com você?

   Fiquei em silêncio, sem coragem de abrir a boca para falar que sim, que eu nunca me senti tão rejeitada na vida. Daniel correu a ponta de seu nariz sobre a lateral do meu rosto, respirando levemente, e por fim beijou meu pescoço fazendo arrepios percorreram a minha espinha. Senti seus lábios sorrirem levemente contra a pele sensível do meu pescoço, enquanto suas mãos saíam das minhas costas e passeavam em direção aos meus braços, com as pontas dos dedos.

   Elas percorreram toda a extensão do meu braço arrepiado, subindo em direção aos meus ombros.

— Meu corpo pede por você, Allison. – ele sussurrou. – Você não tem ideia do quanto eu tenho que segurado.

— E por que se segura? – lamuriei inconformada.

— Porque eu quero preparar algo melhor pra você. – ele disse, afastando o rosto para poder me olhar.

   Suspirei, tirando meu rosto do seu ombro e olhando-o. Ficamos com os rostos próximos, nos observando em silêncio. Mordi o canto do lábio, ainda chateada com tudo aquilo, enquanto ele colocava uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

— Eu não quero que você me esqueça. – ele disse baixinho, fazendo-me sorrir um pouco. – Você é tão bonita, sabia?

   Não consegui controlar a vontade de rir, enquanto ele me olhava carinhosamente com um sorrisinho. Balancei a cabeça levemente, segurando seu rosto entre as minhas mãos e o beijando. E ficamos assim pelos minutos seguintes, sem nos importar muito com o que poderia acontecer.

   Talvez eu estivesse realmente afoita e apressada com tudo aquilo. E o fato de Daniel querer esperar, para poder me proporcionar algo melhor do que pressa e impulso, significava muito.

(...)

   O sábado amanheceu ensolarado.

   Cocei os olhos, desnorteada devido a luz do sol que invadia o quarto pela janela. Estiquei uma mão até a cabeceira da cama e alcancei meu celular, vendo que ia dar dez horas da manhã. Sorri ao ver que havia uma mensagem de Daniel. Na verdade, uma foto dele deitado em sua cama com pacotes de Doritos e Twix sobre o seu peito. Ele sorria abertamente, com os olhos fechados como uma criança. Ele havia enviado ontem durante a madrugada, depois de ter ido embora daqui.

   Eu não entendia como o estômago dele agüentava tanta coisa... Comemos pizza e nos enchemos de refrigerante, e quando chega em casa ele ainda se entope de besteiras.

   Mas não vou negar, eu faria o mesmo.

   Verifiquei se havia alguma mensagem da minha mãe, mas soltei um muxoxo. Ela havia dito há dois dias que mandaria mensagens para me atualizar sobre o dia em que começaria suas férias e ela poderia vir. Suspirei, deixando o celular de lado e levantando lentamente para ir ao banheiro. Fui enrolando os cabelos em um coque desgrenhado, de qualquer jeito. Fiz minha higiene matinal rapidamente, mas enquanto secava meu rosto em uma toalha, ouvi um barulho vindo da sala. Fiquei estática onde estava, olhando para a parede. Novamente, outro barulho.

   Senti meu coração acelerar e minhas mãos trêmulas. Céus, eu não sei o que eu faço. Olhei ao redor, procurando algo que servisse como arma. Mortal, de preferência. Meu Deus, com essas pernas curtas que eu tenho eu não consigo correr muito rápido. Segurei a toalha de rosto firmemente em minhas mãos, peguei minha escova dental e uma escova de cabelos que havia sobre a pia. Coloquei metade da cabeça para fora do banheiro, observando o corredor. Novamente um barulho de pancada leve, provavelmente na mesa de centro da sala. Fechei os olhos e respirei fundo, mordendo o lábio inferior.

   Saí a passos lentos do banheiro, armada com a toalha, a escova dental e a escola de cabelos. Ótimas armas, Allison. Qualquer bandido sentiria um medo absurdo de você. Palmas.

   Pulei de susto ao ouvir o barulho de algo caindo pesadamente no chão e abracei todas as minhas “armas” contra o peito, agarrada na parede. Pensei em correr até o quarto para pegar meu celular e ligar para Daniel ou para a polícia, mas o bandido me veria. Respirei fundo novamente e continuei andando. Ouvi o barulho da porta da frente sendo aberta e novamente uma movimentação vinda daquela direção. Apressei os passos até a sala, com o coração acelerando ainda mais a cada passo, no mesmo momento em que o bandido vinha vindo da entrada do apartamento e esbarrava em mim. Gritei, fechando os olhos com força e jogando tudo que estava em meus braços em cima dele, rapidamente pegando um jarro de vidro sobre a mesa de centro. Virei rapidamente, com o jarro em mãos e o coração a mil.



Notas finais do capítulo

#TeamDaniel continua forte, mas agora tem #TEAMBENJAMIN TAMBÉM!!! Muito feliz por algumas leitoras já estarem gostando dele, hahahaha. Se isso vai valer a pena ou não, eu não sei... Talvez sim... Ou não... Hehe. ♥
Tô com alguns planos bem legais pra fic e acho que vocês irão gostar. Logo eu conto pra vocês. ;)
Mas então, o que acharam do capítulo? Comentem!!!
Logo trarei o próximo! ♥
Bjbjbjbjbjbjbjbj

P.S: QUEM QUER VER A CARA DA LOUISE? É só clicar no link abaixo, hahahaha:
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