Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 21
21. Primeiras impressões


Notas iniciais do capítulo

Gente, MIL desculpas pela demora em postar!!! Como eu disse no último capítulo, eu estava mudando de casa e tava tudo uma bagunça. Meu notebook foi pro conserto, ainda não vieram instalar a internet aqui em casa, tá complicado. Mas tô continuando a escrever no pc da minha irmã e vou tentar postar pelo celular mesmo, ok? Por isso pode ter algumas coisas desorganizadas (o Nyah é diferente pelo celular), mas assim que der eu venho consertar!
Espero que não tenham esquecido de mim (e do Dan e da Ally), e espero que gostem. ♥
P.S: Capítulo dedicado à Caramujo, Dreamer, Miss Fortune e MD, que recomendaram a fic! Muito obrigada, de verdade! Pulei de felicidade, hahaha ♥




CAPÍTULO 21

Pois você diz pule e eu fui o primeiro, mas cair sempre me arruinou.
EDEN - Gravity

Eu juro que se eu tivesse uma faca aqui comigo, a cabeça de Daniel já estaria voando para a Baía nesse momento.
   Mas, é claro, eu sorri. Porque em momentos de desespero, em que você deve manter a pose e a sanidade, você tem que ajeitar a postura e colocar um sorriso no rosto, e fazer a sua voz mais simpática. Finja que é um prazer conhecê-la, Allison. Isso, diga que Daniel falou muito dela também – infelizmente. E nossa, que cabelo lindo! Você é muito bonita, Louise. Muito, muito bonita. Seu sorriso é ofuscante. Está me ofuscando. Eu quero fugir daqui. Eu quero matar Daniel.
   Eu mal sinto o gosto desse maldito sorvete de chocomenta.
— São Francisco é tão legal! – ela dizia, com todo aquele cabelo longo e ondulado e aquele sorriso perfeito e aqueles olhos tão verdes quanto os de Daniel. – É incrível a atmosfera daqui, totalmente o oposto de Nova York. Agora entendo por que você fugiu, Danny!
       Quê?
   Arqueei as sobrancelhas para Daniel, diante do apelido tão carinhoso que Louise usou para chamá-lo. Ele não pareceu perceber. Claro, aquilo devia ser comum para eles. Ambos cresceram juntos, praticamente. Daniel sorriu abertamente, concordando com ela, enquanto eu remexia o sorvete em minhas mãos.
— Eu também gosto bastante daqui. – ele disse, e então pareceu notar que eu existia. – Ally mora aqui há bastante tempo, não é?
Olhei para ambos, assentindo, e forcei um leve sorriso.
— Sim. – falei. – Na verdade, eu nasci em Oregon. Vim morar aqui quando tinha dois anos.
   Daniel arqueou as sobrancelhas, surpreso.
— Eu não sabia disso. – ele murmurou. – Por que não me disse?
   Dei de ombros. Aquilo não fazia diferença alguma. Mas para Louise, aparentemente, fazia. Seus olhos brilharam para mim, enquanto ela sorria.
— Sério?! – ela disse feliz. – Eu sou louca para conhecer o Oregon! Eu não saí muito de Nova York, na verdade, então há muitos lugares que eu ainda desejo conhecer. Você lembra algo de lá?
— Algumas coisas. – suspirei. – Nos mudamos quando eu era muito nova, então não lembro quase nada dessa época. Mas voltei lá três vezes algum tempo depois, para visitar minha avó paterna, antes de ela falecer. Lembro apenas de árvores, estradas e cachoeiras congeladas no inverno. – sorri nostálgica. – Acho que irei voltar lá novamente, um dia.
— Me leve quando você for. – ela pediu, segurando minha mão, e rimos juntas. – Acho as cachoeiras incríveis! Você já foi até lá, Danny?
   Ele negou com a cabeça, em silêncio, com os olhos pregados em mim. Parecia me analisar e me senti envergonhada.
— E como é o colégio de vocês, Ally? – Louise perguntou. – Eu pensei que ir estudar lá, mas minha mãe preferiu me matricular na Drew School.
   Graças a Deus.
   Tentei controlar a vontade de suspirar em alívio, como a perfeita idiota que sou, mas me contive. O Drew School era um colégio particular, então isso indicava que ela moraria praticamente do outro lado da cidade. Ou seja: não ficaria próxima.
   Eu me sinto uma louca psicótica pensando assim, mas não consigo evitar. Se ela fosse estudar no nosso colégio e morasse mais perto... Eu não sei se a minha cabeça iria agüentar. Eu iria explodir em uma semana – ou menos.
   Comecei a falar sobre o nosso colégio, sobre os Lions e tudo mais. Daniel me ajudava complementando algumas coisas sobre o time. Louise nos ouvia animada. Olhando-a assim devo admitir que ela não era tão ruim. Ao menos não é a megera que imaginei que fosse. Mas, afinal, o que eu imaginei? Que ela chegaria aqui dizendo que Daniel era o homem dela e tomando-o de mim?
   Eu definitivamente estou enlouquecendo.
   Ela parecia gostar bastante dele, sim. Mas como amigo. Dava para ver o quanto eram próximos, e apesar de isso ainda me causar um desconforto estranho era reconfortante notar que ela não parecia loucamente apaixonada por ele.
   Ficamos um bom tempo conversando e eu acabei me divertindo, no final. Não foi tão ruim, mas eu ainda queria esganar Daniel por ter me levado de surpresa daquela forma, sem me avisar que a encontraríamos. Acabou escurecendo e achamos melhor ir para casa, mas como Louise havia ido de ônibus nós a levamos para casa. Era um pouquinho distante do nosso caminho habitual, mas não nos importamos.
   Ela era bem tagarela e foi falando durante o caminho inteiro sobre tudo o que havia na cidade. Nos fez prometer que a levaríamos aos parques e em todos os lugares legais. Daniel concordou e eu tive que concordar também, afinal, era óbvio que eu iria junto.
Meu Deus, Allison. Você está virando uma namorada ciumenta. E nem namorada de verdade você é. Isso é tão patético...
   Quando Louise saiu do carro – depois de jogar metade do corpo para a frente, entre nossos bancos, para beijar nossas bochechas – e acenou para nós enquanto entrava no seu prédio, o silêncio se instalou dentro do carro. Eu fiquei olhando as luzes da cidade, no lado de fora do carro, enquanto Daniel dirigia calmamente. A música que tocava no rádio estava baixa, apenas alguns acordes de violão e uma voz calma. Eu não sabia o que dizer e, ao que parecia, Daniel também não.
— Pela a sua cara, foi uma surpresa. – ele disse, minutos depois. – Vou ser degolado ou não foi tão ruim assim?
   Suspirei, mordendo o lábio inferior. Olhei para ele pelo canto do olho, indecisa entre esganá-lo ali mesmo ou relevar tudo. Ruim não havia sido, afinal, Louise era uma pessoa agradável. Não era a personificação da Regina George que eu imaginei que seria – e isso é bom, porque já basta Mia Campbell na minha vida. Mas a situação em si não foi nem um pouco agradável, porque eu não esperava vê-la. Nem ao menos queria vê-la.
— Você não devia ter feito isso. – respondi. – Eu fui surpreendida. Mas tudo bem.
— Ela não é tão ruim. – ele deu de ombros. – Ela tem alguns defeitos... E algumas coisas que me incomodam às vezes... Mas, no geral, é uma boa garota.
   Apenas balancei a cabeça levemente e voltamos ao silêncio. Senti o olhar de Daniel sobre mim diversas vezes, parecia querer dizer algo, mas não dizia. Eu também queria dizer muitas coisas, mas não sabia ao certo o que. E a nossa relação vai se baseando nesse “vai-não-vai”, eu não sei onde vai parar. Vi a minha rua passar por mim rapidamente e me apoiei na janela, olhando para fora, confusa. Voltei meu olhar para Daniel e seu meio sorriso.
— A minha rua era ali. – murmurei.
— Eu estou te devendo um momento nosso. – ele deu de ombros. – Quero te levar em um lugar. Ou a madame tem algum compromisso?
— Na verdade, sim. – falei seriamente, vendo seu sorriso desmanchar lentamente. – Tenho que trocar a areia do meu gato.
— Ah, sim. – seu sorriso voltou, com um ar de alívio, enquanto ele arqueava as sobrancelhas. – Aquele imaginário.
— Esse mesmo.
   Daniel riu gostosamente e eu me peguei admirando-o. Ele parecia cada vez mais bonito, com as luzes da cidade refletindo no vidro e entrando um pouco no carro, iluminando-o fracamente e todas essas coisas. Se isso fosse um filme nós riríamos juntos com uma música tocando no fundo, meus cabelos voando perto da janela e a imagem se afastando e enquadrando toda São Francisco ao nosso redor.
   Mas, como não estamos em um filme, eu me contentei com Daniel se esticando até mim para alcançar meus lábios, após parar o carro no sinal vermelho.
(...)
   Eve e Jack me observavam atentamente, enquanto me ouviam contar sobre a noite passada. Tentei detalhar como Louise era e sobre o quanto eu estava errada sobre ela desde o início. Jack assentia fracamente, com um leve – mas forçado – sorriso. E Eve, bem... Eve era Eve. Sempre.
— Você se convence com tão pouco. – ela resmungou. – Francamente, Ally, você ainda vai quebrar a cara muito feio com essa mania de confiar tanto nos outros.
   Eu olhei para Eve e Jack totalmente confusa, bebendo um gole do meu suco de caixinha. Jack desviou o olhar de mim e voltou a focar sua atenção em seu lanche, enquanto Eve semicerrava os olhos para mim.
— Meu Deus, qual é o problema agora? – perguntei. – Ela realmente não é a pessoa que eu pensei que fosse, Eve...
— Mas e se for? – ela arqueou uma sobrancelha. – E se ela está se passando por uma boa garota para enganar você e, quando você menos esperar, dar o bote?
— Estamos falando de uma garota de dezessete anos, Eveline. Não de uma cobra.
— E qual é a diferença entre as duas coisas? – ela quem me olhava confusa agora e eu revirei os olhos. – Eu só estou te avisando.
— Você nem a conhece! – insisti. – Eveline Walker e mania de afastar tudo e todos, sem nem ao menos conhecer antes.
— Allison Jones e sua mania de confiar cegamente em qualquer pessoa. – ela resmungou, revirando os olhos. – Mal conheceu a garota e já está discutindo comigo por causa dela. Isso é bem a sua cara mesmo.
— Eve, eu estou avisando, não me irrite. – falei entre dentes, tentando controlar a voz, sentindo meu coração acelerar. Eu odiava isso, odiava ser contrariada em algo que acreditava e Eve era mestra em provocar isso. – Dê sua opinião quando souber do que está falando.
— Eu sei do que estou falando. Eu te conheço há quinze anos, se você não se lembra. – ela respondeu no mesmo tom.
— Você... – eu comecei, mas Jack levantou as mãos rapidamente, enquanto Daniel vinha em nossa direção.
— Por favor, chega! – Jack pediu. – Vocês vão mesmo discutir por causa de uma pessoa que nenhuma das duas conhece direito?
   Eu e Eve ficamos quietas, ainda encarando uma a outra, ambas sérias e irritadas. Daniel chegou a nossa mesa e nos olhou confuso.
— Está tudo bem? – ele perguntou.
   Eve ficou de pé, pegando sua bolsa no banco e pendurando-a em um ombro, enquanto nos dava as costas em silêncio e atravessava o gramado em direção ao colégio. Jack suspirou e sorriu fracamente para mim, enquanto pegava sua mochila e a seguia. Senti um nó se formar em minha garganta e meus olhos arderem. Ver Eve me dando as costas era a coisa mais rara e mais dolorida que havia. Éramos muito diferentes e era exatamente isso que nos completava, mas eu odiava a minha teimosia e a arrogância dela em alguns momentos.
— O que houve? – Daniel perguntou cuidadosamente, enquanto se sentava ao meu lado e dividia seu olhar entre eu e Eve, que já desaparecia para dentro do colégio. – Eu nunca vi vocês duas assim.
— Está tudo bem. – engoli em seco, sem olhá-lo e voltando minha atenção para a bandeja à minha frente.
   Daniel não acreditou em mim, mas não fez mais perguntas. Apenas afagou meu cabelo carinhosamente, na nuca, enquanto eu oferecia uma maçã para ele.
   E o dia seguiu num ritmo agonizante. Tentei encontrar Eve no intervalo entre as aulas, mas não a achei. E na aula de Biologia, que fazíamos juntas, ela não apareceu. Consegui esticar no pescoço na janela da sala para olhar o estacionamento e não avistei o carro de Jack, o que significava que eles haviam ido embora. Isso só serviu para eu me sentir ainda pior. Odeio discutir com ela, ainda mais por algo tão bobo.
  Caminhei lentamente até o estacionamento enquanto digitava uma mensagem para Eve, perguntando se poderia passar em sua casa mais tarde. Assim que apertei em “Enviar”, senti um braço ser jogado sobre os meus ombros e sobressaltei assustada.
— Olá. – Benjamin sorriu, abaixando um pouco a cabeça para beijar minha bochecha. – Te vejo lá em casa mais tarde?
   Isso era muito, muito esquisito. Eu ainda estava desnorteada com toda aquela aproximação repentina, então me limitei a balançar a cabeça debilmente. Benjamin sorriu e avistamos Daniel encostado em seu carro, com as mãos nos bolsos do casaco e os olhos cravados em nós dois. Benjamin retirou o braço dos meus ombros, ainda sorrindo, e piscou um olho para mim enquanto ia para o outro lado do estacionamento.
— Vocês estão bem próximos. – Daniel resmungou assim que me aproximei.
   Revirei os olhos.
— Não começa. – pedi. – Não tem nada de mais.
— Você acha? – ele parecia irritado quando apontou, com um gesto de cabeça, na direção de Benjamin. – Você realmente é ingênua.
   Olhei para a direção que ele indicou e vi Benjamin no outro lado do estacionamento, encostado em seu carro com seus amigos ao seu redor, mas com os olhos cravados em mim. Ele desviou o olhar quando me viu olhando-o, parecendo meio sem graça, e riu de algo que um dos meninos disse sem parecer ao menos ter escutado. Suspirei, voltando meu olhar para Daniel que já havia entrado em seu carro.
— Vai mesmo ficar assim? – perguntei, apoiando os cotovelos na janela do carro.
— Eu é que te pergunto, Allison. – ele sorriu sem emoção, apoiando a cabeça preguiçosamente no encosto do banco. – Você vai mesmo ficar assim?
   As questões eram tantas ultimamente que eu não sabia ao certo o que responder. Porque essa pergunta podia ser aplicada à minha discussão com Eve, à minha cisma e aparente ingenuidade em relação à Louise e, também, às “brechas” que eu dava para Benjamin – pela visão de Daniel.
   Minha cara devia ser a mais abobalhada possível, porque Daniel bufou levemente, impaciente. Eu devia ser realmente irritante. Passei uma mão na nuca, sentindo uma dor desconfortável se apossar da minha cabeça de repente. Suspirei, tirando os braços da janela e me apoiando apenas com as mãos, enquanto ainda olhava Daniel. Eu não sabia se era para eu entrar naquele carro para tentarmos acabar com aquele clima esquisito ou se eu devia seguir meu caminho e ir fazer qualquer outra coisa, antes de ir à sua casa mais tarde para mais uma aula particular.
   E quando eu ia perguntar o que ele preferia, eu a vi. Atravessando o estacionamento com um grande sorriso, os olhos claros e os cabelos ondulados ao redor do rosto, emoldurando-o. Parecia que havia saído do filme As Patricinhas de Beverly Hills ou da série Gossip Girl, com aquela saia de pregas curta e o blazer azul-marinho. A garota era tão bonita que me fazia sentir uma ameba, com meu cabelo curto desgrenhado e meu tênis levemente sujo de mostarda que havia caído do sanduíche no intervalo. Vou te dizer, minha vida não está sendo um mar de rosas desde que Daniel Sullivan entrou na minha vida com todo esse caminhão de bagagens. É coisa demais para o meu emocional fragilizado.
— Achei vocês! – Louise disse assim que chegou mais perto.
   Eu dei uma risada nervosa, sem saber como reagir direito ao tê-la ali e ela me rodeou com seus braços. Eu retribuí o abraço, meio desconcertada. Ela era um pouco mais alta do que eu, toda esguia e com pose de menina criada em cidade grande. Não consegui controlar o ímpeto de olhar para eu mesma enquanto Daniel saía do carro para abraçá-la. Meu jeans estava desfiando, meu tênis estava manchado e minha blusa meio amarrotada por causa do cochilo que tirei durante a aula de Física. Suspirei, fechando os olhos e pedindo forças aos céus para agüentar qualquer coisa que estivesse por vir.
— Que tal sairmos agora? – ela perguntou animadamente. – Pensei que vocês poderiam me mostrar algumas coisas hoje, que tal?
   Daniel me olhou interrogativo e eu fiquei olhando de um para o outro sem saber o que dizer.
— Mas se você estiver cansada, eu entendo, Ally. – Louise disse, parecendo preocupada. – Você parece chateada com algo. Eu cheguei em um mal momento?
— Não. – balancei a cabeça rapidamente, forçando um leve sorriso. – Está tudo bem, Louise. Acho que será bom sairmos hoje. Aonde você quer ir?
— Isso é por conta de vocês! – ela sorriu. – O que acham que eu gostaria de ver?
   Daniel começou a falar sobre alguns dos parques que havia na cidade, com food trucks e coisas legais que ela gostaria e abriu a porta de trás do carro para ela entrar. Ela sorriu, como se aquilo fosse algo especial entre eles, e entrou. Revirei os olhos disfarçadamente, enquanto dava a volta no carro tentando me controlar para não arrastar os pés. No outro lado, Benjamin me olhava. Sério e intrigado.
   Sorri levemente para ele, acenando fracamente. Pude vê-lo suspirando, mesmo de longe, enquanto acenava para mim. Não pude evitar pensar – enquanto via Louise e Daniel sorrindo um para o outro em meio a risos e piadinhas – que Benjamin O’Neil podia vir em seu cavalo branco que eu sempre imaginei para me resgatar disso tudo. Porque mesmo que eu sempre o tenha visto de forma deturpada e fantasiosa, imaginar Ben sendo o cara incrível que sempre pensei era bem melhor do que dar de cara com esses sentimentos confusos e dolorosos que eu vivencio com Daniel e sua bela e risonha amiga de infância.



Notas finais do capítulo

Comentem o que acharam! Acham que a Louise realmente não é tão ruim assim? O que achar da atitude da Eve? Hahaha. Que saudade eu senti de vocês! ♥
Assim que der postarei o próximo capítulo! Me desejem sorte, hahahaha.
Amo vcs ♥



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