Collide escrita por Allie Próvier


Capítulo 12
12. (a)Mar


Notas iniciais do capítulo

Gente, que demora! hahaha. Me desculpem, era pra esse capítulo sair na semana passada, mas nesse tempo eu fiquei toda enrolada com provas/trabalhos do colégio e pra melhorar tive infecção intestinal. :(
Ainda tô meio mal, mas estou melhor, então corri pra postar logo esse capítulo. E cada vez mais feliz com os comentários de vocês! ♥
Espero que gostem!




CAPÍTULO 12

“Enquanto nós estivermos juntos,

realmente importa pra onde vamos?”

Gabrielle Aplin - Home

 

   Valentina já dormia quando terminamos de almoçar e Lucas havia dormido há alguns minutos, pelo o que parecia. Estava deitado no sofá com uma manta de super-heróis cobrindo-o, enquanto a TV permanecia ligada em um canal de desenhos animados.

   Meu pai foi pegar Lucas para levá-lo ao seu quarto enquanto eu ia para a cozinha. Kate limpava toda a bancada e organizava algumas coisas nos armários, enquanto conversava com Daniel, que estava sentado em um dos bancos altos da bancada com uma revista de classificados em mãos.

— O que acha de pedirmos pizza? – ele perguntou, assim que sentei ao seu lado. – Kate disse que ela e seu pai costumam pedir comida pronta nas noites de fim de semana.

— Aprovo a pizza. – sorri. – Podíamos ver se tem algum lugar que venda algo doce também.

— Ah! – Kate sorriu animada. – Quase me esqueci! Tenho uma surpresa para você, Ally.

   Arqueei uma sobrancelha para ela, vendo-a ir até a geladeira e retirar de lá nada menos que uma torta maravilhosamente doce. Parecia ser de chocolate e estava toda coberta de chantilly e morangos incrivelmente vermelhos.

   Salivei.

— Leonard me disse que você sempre amou doces, então resolvi preparar essa torta. – ela disse, colocando a bandeja sobre a bancada, na minha frente. – Eu só não sabia qual sabor você preferia...

— Todos. – sorri totalmente idiota. - Sério, isso é... Meu Deus, parece tão bom.

   Kate riu e pegou dois pratos de sobremesa e talheres. Colocou-os na minha frente e na frente de Daniel, que também parecia animado. Ela cortou fatias para nós dois e comemos deleitosos. Aquilo estava divino. Tinha um recheio cremoso de chocolate que me fez ficar até arrepiada.

— Ah, você deu doce para ela. – meu pai disse todo sorridente, entrando na cozinha. – É por isso que os olhos dela brilham tanto.

   Ficamos conversando enquanto comíamos e meu pai ligava para a pizzaria. A pizza logo chegaria. Ajudei Kate com algumas louças sujas que estavam na pia e Daniel foi para a sala com meu pai. Da cozinha nós podíamos ouvi-los conversando animadamente sobre um filme que passava.

   Eu me peguei sorrindo, distraída, enquanto os ouvia. Era engraçado ter Daniel aqui, tão participativo e espontâneo. É como se isso fosse totalmente normal, como se não fosse a primeira vez. Mas eu devia agradecê-lo. Não sei se conseguiria chegar até aqui, ou se me sentiria realmente bem, caso viesse vindo sozinha. Tê-lo aqui me faz sentir mais a vontade, confortável. Ele realmente se tornou meu amigo. Isso era tão raro de acontecer comigo, - alguém se tornar próximo o bastante para se tornar meu amigo –que chegava a ser esquisito.

   Mas eu podia me acostumar com isso muito bem.

   Quando a pizza chegou, a colocamos na mesinha de centro da sala. As crianças já haviam comido antes de dormir, então não as acordamos. Eu sentei com Daniel em um sofá e Kate sentou-se com meu pai no outro. Ficamos assistindo a um filme de ação que passava, - cheio de explosões, gritos, tiros e pessoas encardidas – e só meu pai e Daniel achavam graça naquilo, enquanto eu e Kate tirávamos sarro deles e do filme, sobre ser totalmente exagerado e clichê.

   E o nosso primeiro dia terminou em pizza.

(...)

   Eu não conseguia dormir.

  Eu me revirei diversas vezes na cama, totalmente acordada. Fiquei parada, com as costas na cama, olhando tudo ao meu redor. Kate revelou que aquele quarto foi separado especialmente para mim desde que eles compraram aquela casa, ou seja, há 3 anos. Era todo branco, apenas a parede na qual a cabeceira da cama ficava era pintada de um tom bem claro de cinza e havia algumas luzinhas presas a ela, como pisca-piscas de Natal, mas redondas. Fiquei louca por elas. O teto era branco, de madeira e inclinado. Fazia-me sentir em uma cabana. A decoração era simples, apenas uma cama de casal, uma cabeceira de cada lado da cama, ambas de madeira e com uma luminária. Na parede à esquerda da cama havia uma janela parecida com os janelões da sala, mas um pouco menor, e com alguns vasinhos delicados de plantinhas. Adorei aquilo. Na frente da cama havia as portas do closet, que guardava apenas dois edredons na prateleira do alto e a minha bolsa de viagem.

   Meu pai havia dito que eu poderia decorá-lo como eu quisesse, nas próximas vezes que viesse aqui.

   Quando enjoei de ficar analisando o quarto, suspirei cansada. Já era quase uma hora da manhã e eu não pregava os olhos. Resolvi mandar uma mensagem para Daniel, - apenas um “oi” - para ver se ele estava acordado. Ele respondeu rapidamente.

   “Não consegue dormir?”

   “Não. Podemos conversar?”

   “É claro.”

   “Então vem pra cá. A porta está destrancada.”

   Ele visualizou e não respondeu. Deixei o celular na mesa de cabeceira, me encolhendo mais debaixo da coberta. Passou-se cerca de um minuto e a porta foi aberta silenciosamente. Daniel entrava sorrateiro e passou a chave, talvez para o caso de alguém vir me ver e não dar de cara com ele aqui dentro. Eu me arrastei para o outro lado da cama, para que ele deitasse ao meu lado, e ele o fez. E ainda puxou a coberta e se enfiou debaixo dela.

— Está querendo me seduzir, senhorita? – ele disse baixinho, com um sorriso idiota na cara.

   O quarto estava com as luzes apagadas, mas dava para enxergar um pouco graças à iluminação do jardim que rodeava a casa, pois ela era bem forte.

— Claro que não. – revirei os olhos. – Eu queria me distrair, e conversar pelo celular não me daria sono.

— Quer dizer que eu te dou sono? – ele perguntou, fingindo estar afetado, e eu dei um tapa em seu braço fazendo-o rir. – Então, me diga, como foi o dia para você?

— Estranhamente bom. – confessei. – Achei que seria esquisito estar aqui com eles, em um ambiente totalmente diferente... Mas foi tão confortável. Natural.

— Também achei isso. – Daniel disse, colocando as mãos atrás da cabeça e olhando para o teto. – Eles são bem legais. E seus irmãos são uma gracinha.

— Eu não sabia que você gostava de crianças. – sorri. – Isso foi uma surpresa para mim.

— Isso porque você parece achar que eu sou um idiota sarcástico o tempo inteiro. – ele bufou. – Mas enfim, estou feliz por vocês. Por você e seu pai, quero dizer.

— Eu também. – me encolhi debaixo das cobertas sorrindo, e ele me olhou. – E também estou feliz por você estar aqui, Daniel. Obrigada, de verdade.

   Ele semicerrou os olhos e um sorriso se formou em seus lábios lentamente. Ele tinha lábios bonitos, aliás. Seus olhos pareciam estar mais verdes, mesmo com a pouca iluminação que entrava no quarto. Eu ia comentar o que achei sobre as crianças, enquanto deitava de costas na cama, mas não tive tempo.

   Não tive tempo porque, de repente, Daniel tinha meus pulsos presos em suas mãos acima da minha cabeça e estava pairando sobre mim, me olhando ainda sorrindo. Arregalei os olhos, assustada com a atitude repentina. Ele foi abaixando um pouco o rosto, ficando a centímetros de mim, enquanto dividia seu olhar entre meus olhos e minha boca.

— Qual foi a última vez que nos beijamos? – ele perguntou baixinho.

   Engoli em seco, sentindo meu coração acelerar no peito. Ele pareceu perceber e um brilho estranho passou em seu olhar. Meu Deus, o que está acontecendo?

— E-Eu não sei... – murmurei, gaguejando vergonhosamente. – Mas já faz um tempinho...

— Um tempinho?

— É...

   Ele pareceu pensar nisso e deu de ombros, jogando-se ao meu lado novamente. Continuei na posição em que estava, petrificada, com as mãos largadas no travesseiro. A respiração ainda estava um pouco presa, enquanto ele colocava as mãos atrás da cabeça como se nada tivesse acontecido e começava a falar sobre irmos à praia no dia seguinte.

   Mas que diabos foi isso?

(...)

   O domingo amanheceu ensolarado. Algumas poucas nuvens no céu e um vento gostoso. Eu tomei um banho assim que acordei e vesti um short jeans e uma blusa fresquinha. Quando desci para a cozinha, Daniel e meu pai já estavam lá. Sorri ao ver Leonard Jones fazendo panquecas. Ele sorriu feliz ao ver-me e mandou-me sentar com Daniel à bancada. Fiz o que ele pediu e logo havia panquecas para nós dois. Meu pai jogou mel por cima das minhas, parecendo bem animado por fazer aquilo.

— Do jeito que você gosta. – ele disse.

   Sorri, agradecendo, e comecei a comer. Meu olhar captou o de Daniel, que me observava atentamente. Ele deu um sorriso torto e piscou um olho para mim, logo voltando a comer suas panquecas.

   Parei de mastigar e semicerrei os olhos para ele, intrigada com aquilo tudo. Depois da noite de ontem, quando ele se jogou em cima de mim e depois me largou como uma fruta podre como se nada houvesse acontecido, eu fiquei me perguntando o que ele estava querendo, afinal.

   Devia estar querendo brincar comigo, como sempre. Ele se joga em cima de mim, me faz sentir coisas e depois age como se nada daquilo tivesse acontecido. Mas se ele queria mesmo jogar assim, então eu também jogaria.

   Kate logo apareceu com as crianças de banho tomado e arrumadinhas. Todos tomaram café-da-manhã, enquanto Valentina comia sua papinha sentada em sua cadeirinha. Eu fiquei distraída observando-a e nem percebi quando meu pai me chamou. Olhei para ele, saindo do meu transe.

— Querem ir à praia hoje? – ele perguntou. – Lucas também está doido para ir. O dia está ótimo para isso.

   Eu olhei para Daniel e ele olhou para mim, assentindo. Seus olhos chegavam a brilhar. Esse menino nunca foi à praia? Estava tão ansioso quanto o Lucas. Terminamos de comer e meu pai e Daniel ficaram responsáveis por cuidar da louça suja, já que eu e Kate demoraríamos mais para nos arrumar. Por sorte eu havia lembrado de colocar um biquíni na bolsa, só por precaução. Fazia bastante tempo que eu não ia à praia, e Carmel era ideal para isso.

   Vesti meu biquíni e coloquei um vestido bem leve por cima. Achei meus chinelos escondidos no fundo da bolsa e coloquei um óculos escuro na cabeça, para segurar um pouco a franja. Eu me olhei no espelho do closet, fazendo careta para as minhas pernas brancas. Eu nunca fui fã de pegar sol e ficar bronzeada, mas tinha que admitir que estava precisando um pouco. Arrumei minha bolsa pessoal com coisas que precisaria na praia e fui para a sala. Daniel já estava no sofá, todo descontraído de bermuda, chinelo e a bendita blusa branca. Será que ele sabia que ficava absurdamente bem com essa cor?

— Você está me secando tanto que estou começando a me sentir desidratado. – ele disse, arqueando uma sobrancelha para mim.

   Revirei os olhos, indo sentar ao lado dele. Estava parada como uma idiota nos pés da escada, olhando para ele. Seu olhar caiu sobre as minhas coxas e foi subindo, até se encontrar com o meu.

— Você precisa pegar um sol. – ele riu. – Céus, Ally, você é um vampiro?

— Você é tão engraçado, Daniel. – resmunguei.

   Kate apareceu já vestindo seu biquíni e um vestido leve, assim como eu. Meu pai veio descendo as escadas logo atrás, com Valentina em seu colo e Lucas seguindo-o, usando um chapéu na cabeça e um óculos escuro infantil.

   Não resisti e estendi minhas mãos para pegar Valentina. Ela estava tão fofa vestindo um maiô florido, parecia uma boneca. Meu pai sorriu carinhosamente ao passá-la para os meus braços, e eu fiquei conversando com ela enquanto Kate e meu pai trancavam a casa. Decidimos ir em carros separados, então ajudei Kate a colocar Valentina na cadeirinha do carro deles e em seguida fui para o carro de Daniel.

   O caminho até a praia durou cerca de dez minutos. Não estava tão cheia, apenas algumas pessoas espalhadas pela areia. Provavelmente eram moradores locais, a maior parte das pessoas estava sentada em cadeiras de praia, lendo livros, ou reunidas jogando bola.

   Meu pai colocou um guarda-sol na areia, para proteger as crianças do sol, enquanto eu e Daniel forrávamos as cangas. Kate sentou em uma cadeira, com Valentina quietinha em seu colo olhando a tudo com curiosidade. Meu pai não demorou a correr para a água com Lucas, que fazia uma festa por estar na praia.

— Kate, você se importa se formos lá agora? – perguntei. – Se quiser, posso ficar aqui com você.

— Vá se divertir, Ally. – ela sorriu, parecendo muito bonita em seu chapéu de praia. – Não se preocupe comigo.

   Retirei meu vestido e o guardei na minha bolsa. Eu e Daniel começamos a caminhar em direção à água, mas na metade do caminho ele cismou de querer competir para ver quem chegaria primeiro. Paramos em um ponto e começamos a correr, rindo como dois idiotas. Ele chegou primeiro, é claro, porque eu sou muito pequena e minhas pernas são curtas. Ele já estava com os joelhos cobertos de água quando o alcancei, arfante e xingando-o. Ele riu de mim e me pegou pela cintura, me levantando com facilidade e me jogando dentro da água. Afundei e voltei à superfície rindo e tentando não engolir água salgada, enquanto Daniel estendia suas mãos para eu me apoiar nele e não ser levada pelas ondas.

   Ouvi meu pai e Lucas rindo de mim a alguns metros dali e mandei beijinhos para eles.

   Minutos depois, já cansada de quase me afogar diversas vezes e engolir água salgada, - e com os olhos ardendo MUITO – eu decidi voltar para debaixo do guarda-sol. Daniel me seguiu, tão cansado quanto eu. Sentamos na sombra, em cima das cangas e eu me sequei o máximo que consegui com uma toalha que havia levado. Prendi meus cabelos em um coque esquisito, já que meu cabelo ainda estava curto e me ofereci para ficar com Valentina enquanto Kate ia se banhar. Ela agradeceu e foi a encontro de Lucas e meu pai na água. Não demorou muito para Lucas vir correndo em nossa direção e se jogar ao meu lado, todo feliz, enquanto tagarelava sobre a praia comigo e Daniel.

   Desviei minha atenção dele, enquanto Daniel contava a ele sobre os bichos que havia no mar, e fiquei observando meu pai e Kate. Eles se abraçavam e ele beijava sua testa com carinho. Pareciam felizes.

   Valentina atraiu minha atenção para ela quando a senti esticar as mãozinhas para pegar uma mecha solta do meu cabelo. Sorri, dando um beijinho em sua bochecha gordinha. Notei Daniel olhando para mim com um leve sorriso, enquanto ainda conversava com Lucas.

   Eu acho que não me sentia feliz como me sinto agora há muito, muito tempo.

(...)

   Guardamos todas as coisas no carro para ir almoçar em um restaurante. Procuramos por um restaurante na beira da praia mesmo, assim não precisaríamos nos deslocar para o centro. Encontramos um lugar legal e almoçamos por lá mesmo. Valentina dormia no colo de Kate depois de ter mamado, e Lucas já demonstrava sinais de cansaço. Voltamos para casa assim que terminamos de almoçar, pois eu e Daniel teríamos que voltar para São Francisco ainda hoje.

   Todos estavam exaustos quando entramos em casa. Cada um foi para o seu quarto e eu tomei um banho quente, relaxando o corpo. Depois de me vestir, mandei uma mensagem para Eve, perguntando sobre o exame de Vanessa. Desci para o primeiro andar e não encontrei ninguém, então decidi sentar na mesa de piquenique que havia atrás da cama. Só então percebi que havia uma churrasqueira ali perto. Devia ser legal preparar hambúrgueres aqui, isso era bem a cara do meu pai.

   Fiquei cerca de quinze minutos sentada, com as costas encostadas na beira da mesa e observando o jardim ao redor. Era bem fresco ali.

   Ouvi uma movimentação atrás de mim e ao virar-me vi Daniel vindo em minha direção, de banho tomado e uma expressão cansada, mas satisfeita.

— Gostou de ir à praia? – perguntei. – Está feliz?

   Ele revirou os olhos diante da minha implicância, mas sorriu, assentindo.

— Fazia muito tempo que eu não ia à praia. – ele disse, sentando-se ao meu lado. – E a praia daqui é ideal.

   Concordei e ficamos em silêncio, aproveitando o ambiente. Eu me sentia muito mais leve e relaxada do que quando cheguei. Daniel parecia sentir o mesmo.

— Eu gostei de ter vindo com você. – ele disse.

— E eu gostei de você ter vindo. – sorri. – Pode vir de novo comigo, se quiser. Na próxima vou chamar Eve também.

— Aliás. – ele disse, como se a menção do nome de Eve o fizesse lembrar algo. – A Eve e aquele Jack... Eles...?

— Eles quase namoraram há uns seis meses atrás, mas Eve terminou tudo dizendo que tinha enjoado dele. – respondi. – Mas na verdade eu tenho certeza que ela é louca por ele, mas não quer admitir. Ele ainda tenta uma reconciliação.

   Daniel me olhava surpreso, e eu perguntei o motivo de ele fazer aquela cara.

— Eu pensei que a Eve fosse lésbica. – ele disse, rindo.

— O quê? – eu ri junto dele, balançando a cabeça negativamente. – Ela não é lésbica... Se bem que ela já ficou com algumas meninas há uns anos atrás, até namorou com uma por um tempo, mas nunca mais voltou a ficar, não sei por quê.

— Entendi. – ele sorriu. – Eles parecem se dar bem. Ele está na minha turma de literatura, nunca imaginei que ele se envolveria com ela.

   Ninguém imagina isso, até vê-los juntos. Jack era um menino tranqüilo e na dele, não se envolvia em confusão e era o tipo de cara que as pessoas gostam de ter por perto. Sempre falando coisas engraçadas e ajudando os outros. Já Eve... Ela é incrível, e linda, mas não tem muita paciência para pessoas perto dela. Escolhe os amigos a dedo e é bem mais séria do que Jack. A personalidade deles é absurdamente diferente, mas eles se completam de certa forma. Funcionam muito bem juntos.

   Queria eu ter essa sorte...

  Quando deu 16:00 da tarde, eu e Daniel decidimos ir embora. Arrumamos nossas coisas e as colocamos no porta-malas do carro. Meu pai, Kate e as crianças estavam na varanda. Abracei Kate e dei um beijinho em Valentina. Peguei Lucas em um abraço apertado e ele deu um beijo babado na minha bochecha, me fazendo rir. E, por fim, abracei meu pai apertadamente. Ele beijou o topo da minha cabeça, pedindo para que eu tomasse cuidado. Assenti e nos separamos. Daniel se despediu deles e meu pai pediu para que ele cuidasse de mim.

   Estremeci ao ouvir aquilo e revirei os olhos disfarçadamente. Daniel sorria de forma convencida para mim, enquanto íamos para o carro, como se dissesse “Olha só quem é o responsável aqui, eu que cuido de você.”

   O carro foi se afastando da casa pelo caminho de pedras e eu fiquei olhando a imagem deles na varanda pelo espelho, vendo-os acenar. Sorri para mim mesma, sentindo que as coisas haviam se acertado, finalmente.



Notas finais do capítulo

Pensei muuuito em colocar alguma treta entre a Ally e o pai dela, mas aí desisti, porque senão ia ficar muito drama, hahaha. Espero que tenham gostado de como as coisas se desenrolaram! No próximo capítulo haverá um "acerto de contas" entre o Dan e a Ally... Vocês imaginam como vai ser? ;D
Diz nos comentários! Prometo não demorar para vir com o próximo capítulo (amém). ♥



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