Justice: Born to Die escrita por Barbara Herdy


Capítulo 27
Exile | Interlúdio III - Not sent


Notas iniciais do capítulo

OI, NINJAS!

Tudo bem por aí?

Eu espero que sim ♥

Hoje temos um novo interlúdio e a nossa Willa precisa de ajuda.
O que será que aconteceu com Lee? O que será que nos aguarda no capítulo 5?

Minhas aulas começaram na Universidade e adivinha quem está pirando nas matérias novas para estudar? o/
Isso aí, eu mesma, Barbara Mello.

Muito obrigada pelas suas leituras, ninjas e os comentários maravilhosos da Spocking (no Nyah) e Wong _E (Social Spirit) estão guardados no meu coração ♥

Até breve.



Tóquio, 22 de agosto de 2016.

Steve.

Eu estou em uma encrenca.

Eu preciso da sua ajuda.

Eu me sinto completamente perdida sem a sua presença e os seus conselhos.

Eu nem sei por onde começ

(Carta jogada no lixo por Willa Fairchild).

 

Tóquio, 22 de agosto de 2016.

Steve. Eu preciso me encontrar com você.

Onde podemos fazer isso? Em algum lugar entre Boston e Nova Jersey? Eu não posso falar sobre o que está acontecendo através das cartas, muito menos por telefone.

(Outra carta jogada no lixo por Willa Fairchild).

 

Tóquio, 22 de agosto de 2016.

Eu não sei o que está acontecendo com a minha vida.

Eu nem sei mais se eu tenho uma vida.

Eu nem sei por onde começar com essa carta ridícula. Eu não posso falar com Pietro sobre isso. Isso seria injusto e cruel com ele depois de tudo que ele viveu na Hidra, depois de tudo que eu estou fazendo ele passar por conta do Bucky.

Ele tem sentimentos por mim. Seria bem mais fácil para ele se eu não correspondesse, mas é inegável que eu gosto da sua presença, gosto de estar com ele, adoro ele. Não é difícil me imaginar tendo uma vida com ele, como você tem com a Sharon. Só que… Eu não estou pronta para isso. E isso não tem nada a ver com o Bucky e o que vivemos. Tem haver comigo. Eu não estou pronta para me envolver emocionalmente com alguém. Não estava com Bucky e não estou com Pietro. Talvez eu nunca esteja pronta para viver uma vida com ninguém. Eu me sinto quebrada. Como se uma peça faltasse em mim. Eu não quero que alguém encaixe essa peça faltante, eu preciso encontrá-la sozinha. Isso faz algum sentido? Eu não sei. Eu não quero iludir o Pietro, mas também não quero perdê-lo. Isso dói tanto, esse sentimento de posse e ao mesmo tempo de liberdade.

Ele gosta da vida de solteiro, mas está apaixonado por mim. Eu gosto da vida de compromissada e eu nunca o colocaria na posição de escolher entre mim e o que ele ama e eu sei que ele ama essa liberdade e sem amarras.
É da natureza dele. Como é da minha buscar por um lar.

Falando em lar… Eu sinto a sua falta. Eu deveria ter ficado com você nessa casinha no meio do nada em Boston.

A China não foi de todo ruim. Lembra daquele trabalho? Acabou que ele me levou a um lugar que eu não esperava. Eu plantei as sementes e eu não sei que frutos ele me dará. No entanto, eu aprendi que se planta o bem, naturalmente, você recebe o bem. Mal posso esperar por isso. Literalmente.

Eu fico tentando puxar na minha mente o que você falaria para mim, o que você me aconselharia e eu não consigo ouvir a sua voz aqui dentro... Antes eu conseguia ouvir tão bem o meu instinto Capitão América e agora parece ter partido. Junto com você.

Eu descobri o motivo para a Jessica ser ligada a mim por um parentesco falso. Só não sei ainda como e porque eu. Eu tenho em mãos algo que pode me ajudar a chegar a essa resposta, mas…

PORQUE É TÃO DIFÍCIL FALAR SOBRE ISSO?

(Willa Fairchild guardou a carta em um envelope, mas acabou desistindo do seu envio. Amassou e jogou no lixo não encontrando motivos para preocupar o seu amigo com os seus problemas insignificantes, como ela mesma descreveu. Pietro Maximoff encontrou a carta no lixo e leu sem a autorização dela, mas ao longo de sua história tanto no presente, quanto no futuro, ele nunca revelou isso a Willa por respeito as suas escolhas, e hoje, em algum lugar do futuro, ele não se perdoa por essa decisão).

 

Carta enviada para Grant Rogers, Sir para uma caixa postal em Boston, E.U.A.

Tóquio, 22 de agosto de 2016.

Oi, Steve.

Como estão às coisas por aí?

Eu não retornei para a Mansão. Pretendo passar um tempo aqui e pode me responder essa carta para essa caixa postal, no Brasil.

As coisas não estão muito bem por aqui.

Está tudo bem por aqui.

Eu descobri detalhes sobre aquela história da Jéssica e eu não sei até que ponto tudo isso é verdade ou mentira. Eu preciso me jogar nessa investigação, então posso ficar um tempo sem enviar notícias. Eu estava pensando em me encontrar com você. Eu preciso dos seus conselhos. Podemos marcar, não é? Eu espero que sim.

Eu me sinto tão perdida.

Está tudo bem por aqui.

Sem novidades quanto as minhas pesquisas sobre o James.

Espero que você tenha mais sucesso por aí.

Eu estou com o Pietro. Estamos bem.

Eu preciso de você.

Saudades.

W.

(Nota da autora: essa carta foi enviada para o Steve.)