I'm finally yours escrita por willy robbins


Capítulo 1
Capítulo único


Notas iniciais do capítulo

Procurei, acima de tudo, manter a essência de Rony e Hermione, e acho que consegui um bom resultado. Boa leitura!



— Alguém saberia me responder o nome da planta utilizada em poções embelezadoras?
Hermione já estava com a mão estendida no ar.
— Sim, Srta. Granger?
—É a bobotúbra, Sra. Sprout. _ Excelente! 10 pontos para a Grifinória. A Sra. Sprout continuou sua aula, enquanto Rony e Harry tentavam em vão copiar as anotações de Hermione, que novamente levantara a mão.
— Srta. Granger?!
— Professora... É...É verdade que a Floresta Proibida está cheia de Bobotúbras?
— Sim, Srta. Granger, é verdade. Mas devo dizer que não é fácil encontrá-las lá, embora fosse muito bom ter algumas aqui para uma demonstração... Enfim. – Ela acenou com a mão, como que para esquecer o assunto, e retomou a aula.

— Mas afinal, por que você está tão interessada nessa tal de Abotúba? – Perguntou Rony quando estavam voltando das estufas, indo para a sala comunal.
— É Bobotúbras. E não é da sua conta o motivo do meu interesse. – Hermione falou rispidamente.
Rony a encarou, pareceu intrigado por um momento, mas logo voltou a discutir com Harry sobre o próximo jogo da Grifinória contra a Sonserina. Hermione ignorou os dois, só conseguia pensar em alguma forma de conseguir aquelas plantas, sabia que não podia contar com Harry ou Rony, eles não entenderiam, ela teria que ir até a floresta sozinha e conseguir as Bobotúbras por conta própria. Afinal, eram plantas dificílimas de serem encontradas, se ela ao menos conseguisse umas para as aulas de herbologia... Mas a verdade é que ela queria aquelas malditas plantas para si mesma, e por motivos que ela não queria assumir, mas precisava encarar: O objetivo era fazer um pouco da poção embelezadora e experimentar, talvez assim ela conseguisse chamar a atenção de Rony. Ela se sentia extremamente idiota, era a pior ideia que ela já tivera. Mas já havia passado muito tempo desde que Hermione finalmente percebera o que se passava entre ela e o amigo, precisava fazê-lo perceber também.
No dia seguinte, Rony e Harry estavam na aula de Adivinhação, enquanto Hermione tinha um de seus raros horários livres. Ela foi até o dormitório das meninas, vestiu um casaco para se proteger dos ventos fortes de dezembro, e saiu pelo castelo, em direção a Floresta Proibida.
Após alguns minutos, Hermione já caminhava pelas bordas da floresta. Não sabia onde encontraria as plantas, só sabia que precisava adentrar todo aquele mato. Então ela começou a andar, até que as altas árvores começaram a cobrir o sol, deixando o lugar mais escuro e frio. Hermione agora precisava se desvencilhar dos galhos que batiam nela enquanto passava, uma vez ou outra ouvia ruídos que a deixavam assustada, e até um pouco arrependida. Foi quando ela subitamente parou ao ver alguém cujo cabelo ruivo parecia brilhar na floresta escura, e que tinha no rosto cheio de sardas um corte recente.
— Rony? – Uma Hermione mortificada chamou.
Rony deu um pulo e, aos gritos, empunhou a varinha, até perceber que quem estava ali era Hermione. Então ainda mais mortificado que a amiga, ele falou:
—Hermione? O que v-você tá...
— …O que VOCÊ tá fazendo aqui?
—Bem, eu só estou pegando algumas, sabe... Algumas dessas abotúbas – Ele ergueu a mão cheia das plantinhas.
—É BOBOTÚBRAS, RONY! E sou eu que as quero. Afinal, O QUE VOCÊ VEIO FAZER AQUI?
— Sabe, Hermione, você não é a única que se interessa por herbologia. Eu acho que é uma matéria muito... é... muito útil – Ele fez uma careta, percebendo a falha em seu argumento.
— Você odeia Herbologia, Rony. O que você tá aprontando, hein? Cadê o Harry?
— “Cadê o Harry? Harry, Harry, Harry...” – Ele fez uma imitação tosca da voz de Hermione – Desculpa te decepcionar, mas Harry não está aqui.
Hermione não entendeu. Apesar de sua inteligência, ela não entendia nada quando se tratava de Rony. Ele ficava amuado toda vez que via Harry e ela conversando entre si, e em alguns momentos, os tratava realmente mal. Ela não conseguia enxergar coerência nesse comportamento de Rony.
— Olha, Ronald, eu realmente acho que você não gira bem da cabeça. Qual o problema com o Harry? Eu entendia quando era com o Victor, mas com o Harry...?
Rony bufou.
— Ah, claro. Você não poderia esquecer o maravilhoso Victor Krum – Rony falou, debochado.
Hermione estava a ponto de bater nele. Idiota.
— Já esqueci há muito tempo. Você que parece não ter esquecido, sempre faz questão de lembrar dele toda vez que conversamos.
—Da mesma forma que você sempre menciona a Lilá.
— HA-HA. É muito diferente, tá? – Hermione retorquiu – Eu nunca quis machucar você, quando tava com o Krum.
— E você acha que EU quis machucar VOCÊ? Escuta, se eu fiquei com a Lilá ano passado, foi culpa sua.
—CULPA MINHA? – Hermione parecia ofendida.
— Sim, culpa sua. Como você acha que me senti quando soube que você se agarrava com o Krum no quarto ano? Eu paguei na mesma moeda quando fiquei com a Lilá.
— Se VOCÊ tivesse um pouco mais de atitude, Rony, NADA daquilo teria acontecido.
— Não tente se justificar com isso, Hermione.
Hermione abriu a boca e tornou a fechar. Aquilo era demais para ela.
— Não me importo com você ou com aquela vaca da Lilá! Agora, sai da frente que eu vou pegar minhas Bobotúbras.
— EU PEGUEI ESSAS PLANTAS IDIOTAS PARA VOCÊ – Rony falou, acusatoriamente.
Ela o encarou, esperando mais explicações.
— Eu sabia que você estava obcecada por elas.
“Ele é tão doce, algumas vezes” Ela pensou, mas logo se censurou. Ele era um idiota.
— Descobri que são plantas embelezadoras. Presumo que queira parecer mais bonita para o Harry...
Dessa vez, ela não se controlou. Partiu para cima dele, socando seus braços musculosos.
— ERA... PARA... VOCÊ,... SEU... GRANDE... IDIOTA – ela falou enquanto batia nele.
Então ele segurou seus braços, e Hermione percebeu que ele gargalhava. Ela ficou lívida de raiva.
— Posso saber o motivo de tantos risos? – Ela perguntou, se desvencilhando dos braços de Rony.
— Hermione, você não precisa disso. Você sabe... Eu acho você perfeita... assim – Ele ainda ria.
Hermione sentiu suas bochechas queimarem. Rony, parecendo perceber o que falara, parou de rir e olhou para os pés. Ela o encarou, e se deu conta do corte em sua bochecha.
— Ron, o que aconteceu com seu rosto?
Ela se aproximou, tocando a bochecha sardenta de Rony delicadamente. As orelhas dele ficaram extremamente vermelhas.
—Digamos que não foi fácil pegar essas coisas – Ele mostrou as Bobotúbras.
— Você realmente foi pegar as bobotúbras... para mim? – Ela perguntou, num sussuro.
— É, achei que você ia gostar. Às vezes, Hermione, tenho a impressão de que... de que faria qualquer coisa por você.
Hermione sentiu sua respiração parar. Ela estava tão desconcertada. Então levantou os olhos, e tentou captar toda as outras coisas que Rony estava tentando lhe falar e, ela sabia, não estava conseguindo. Seus olhos azuis pareciam vidrados nos olhos dela. Hermione não sabia há quanto tempo estavam daquele jeito, mas sentiu que poderia passar o resto da vida apenas o observando. Rony encaixou suas mãos nas dela, e a puxou sutilmente para perto. Ela sentiu quando as mãos dele soltaram as suas e deslizaram até sua cintura, pressionando-a. Então se deu conta, mais uma vez, do corte em seu rosto.
— O seu rosto, Ron....
Mas ela não chegou a completar, porque Rony a beijou. Profunda e intensamente.

 





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