Proibido Amar escrita por Clenery Aingremont, Clenery Aingremont


Capítulo 9
Capítulo 8


Notas iniciais do capítulo

Não postei ontem, pois:
1 - Eu tinha que finalizar a one do 3º desafio do TDG de Escrita.
2 - Eu tava com uns 4 capítulos para frente, mas tive dificuldades em escrever, durante estes dias, e agora só tenho 1, então preciso recuperar o tempo perdido, antes que as coisas piorem =x
Espero que gostem ♥



O cheiro de comida foi o que recebeu a James e Sirius, na casa do primeiro. Padfoot também agitou-se, já fora de sua caixa de papelão, dando uns chorinhos.

— Finalmente! — disse Dorea, quando viu os três chegando.

Padfoot soltou-se dos braços de James, correndo até perto do fogão.

— Saia daí, menino! Vai se queimar! — ralhou, ela falava como se fosse mais um de seus filhos.

— Tivemos um pouco de dificuldade, por causa dele — disse James.

— Querido, ele estará aqui, conosco! — Dorea confortou-lhe.

— Não poderíamos nos separar dele — disse Sirius — Como isso soou gay!

Dorea começou a rir, batendo em seu ombro com uma colher de pau.

— Vão lavar as mãos, vocês dois! — ela mandou, voltando para perto do fogão, e tentando afastar a Padfoot, com o pé — Seu pai não vai almoçar em casa hoje.

— Ué! Por quê? — perguntou James.

— James, ele trabalha! — disse Dorea.

James bufou, odiava quando sua mãe falava assim com ele, como se ele fosse burro.

— Desfaz essa cara emburrada — ela colocou as mãos na bochecha dele, pressionando-as.

Ele tentou afastar-se, tropeçando em Sirius.

— Tá! Tá! — ele revirou os olhos, passando a mão na bochecha levemente dolorida — Conseguimos um apartamento. O dono gosta de cachorros, só pediu para não o deixarmos latir.

— Não terão problemas quanto a isso — Dorea sorriu, aliviada.

— Mas vamos ter um companheiro de apartamento — Sirius acrescentou.

— Ótimo! Assim já começam a socializar. Tomara que seja mais responsável que vocês — disse Dorea.

— Um nerd. Que legal! — ironizou James.

— E que saiba cozinhar — zombou Dorea.

— Pensei que iria quebrar essa pra gente, tia Dorea — Sirius abraçou-a, fazendo manha, sob o olhar fuzilante do amigo.

— Pensarei em seu caso — disse Dorea, livrando-se dele.

— Pensei que a vida de adulto seria menos dolorosa — dramatizou James — Que daria para sobreviver de...

— Fast food? — completou a mãe — Tome vergonha na cara, menino!

— Fast food, não! Como as garotas vão prestar atenção em nós, se tivermos 200 quilos? — reclamou Sirius.

— Você é um saco sem fundo, Órion! Come e não engorda. Quem dera ter a habilidade de vocês... — disse Dorea.

James revirou os olhos para Sirius, sem que sua mãe visse. Queria entender onde que sua mãe via gordura em si mesma.

— Enfim! Será melhor que comam, para poder arrumar as coisas da mudança — disse Dorea, virando-se para começar a servir os pratos.

Padfoot correu, repentinamente, para fora da cozinha, mas Dorea não prestou atenção nisso. James deu uma piscadela para Sirius.

— Eu já volto! — disse Sirius, indo atrás do cachorro.

— Mãe, que dia é hoje? — perguntou James, casualmente.

— Acho que 18, filho, por quê? — disse Dorea, distraída.

James saiu da cozinha, no mesmo instante em que Charlus, com um buquê de flores, entrou.

— Sua mãe deve ter fingido esquecer, só pode! — disse Sirius, enquanto subiam as escadas — O normal é que os homens esqueçam das datas importantes, não as mulheres.

— Minha mãe é uma raridade no mundo — brincou James.

— Quantos anos eles estão juntos? — perguntou Sirius.

— Acho que 30 — respondeu James, pensativo — Não! É vinte e alguma coisa, mas quase chega nos 30.

— Tanto tempo casados... — admirou-se Sirius.

— Desde quando se importa com isso? Está começando a pensar em relacionamento sério? — estranhou James.

— Não! Eu só queria entender como conseguiram ficar tanto tempo juntos — Sirius deu de ombros, despreocupado.

James atravessou o caminho de Sirius, já que a porta de seu quarto ficava no lado em que ele estava caminhando. Abriu a porta, e eles entraram, fechando a porta, em seguida.

— Mulheres de faculdade são outro nível! — disse Sirius, jogando-se, sem permissão, na cama de James.

— Tem razão, tem mais cérebro — retrucou James, sentando-se na cadeira do computador, ao contrário.

— Estou te estranhando! Vai me dizer, agora, que não curte uma boa pegação?

— Eu curto, mas eu estou vendo o aniversário de casamentos dos meus pais. Eu quero ter a mesma história que a deles.

— Ter um filho feito você?

Sirius calou-se, quando precisou desviar de um objeto não identificado, lançado pelo amigo.

— Estou falando sério! — reclamou James, apoiando o queixo do encosto da cadeira.

— Se você já tinha papo de viado, quando ficava nas noitadas comigo. Agora, então, você tá piorando... — murmurou.

— Um dia, você vai se apaixonar. E eu vou rir muito da sua cara! — retrucou James — Você tem trauma por causa dos seus pais. A sua mãe, aquela delicadeza em pessoa, e o seu pai, pau mandado, que morre de medo dela. Enquanto que os meus pais são um verdadeiro exemplo de casal! Meu pai tem mil defeitos, e minha mãe não reclama. A mesma coisa para a minha mãe.

— Acabou? — perguntou Sirius, mal humorado.

James revirou os olhos, e virou-se, ajeitando-se na cadeira, e apertando o botão de ligar, no gabinete.

— Espero que não estejam vendo coisas indecentes.

James pulou na cadeira, colocando a mão no peito, pelo susto.

— O que você tá fazendo aqui? — gritou Sirius, levantando-se.

— Mamãe mandou você ir pra casa — disse Regulus, calmo.

— Tá, tanto faz, vaza! — Sirius começou a empurrá-lo para fora do quarto.

— Então conseguiram mesmo? Com esse cão fedido aí? — ele perguntou, arrogantemente.

— Sim, nós conseguimos — Sirius deu um sorriso arrogante, que só comprovava o parentesco entre eles — E não chame Padfoot de fedido, damos banho nele todo o fim de semana.

Regulus revirou os olhos, entediado, e saindo lentamente do quarto.

— Esse garoto não é normal — disse Sirius, assim que fecharam a porta — Ele não pega garotas, ele não pega garotos... Só obedece o que minha mãe diz, como se estivesse sendo controlado mentalmente. Eu sei lá!

— Ele só te odeia — James deu de ombros, voltando o olhar para o computador, recém iniciado.

— Tenho que falar com a sua mãe, para não deixa-lo entrar — reclamou Sirius, voltando a deitar-se na cama.

— Ela deve estar pulando pela casa, de felicidade — disse James — Já sabe, né... Melhor arrumarmos nossas coisas antes da noite, deixar os velhos se divertirem.

— O que está vendo aí? — perguntou Sirius, debruçando-se para perto do monitor, o máximo que podia, estando ainda na cama.

— Precisamos arrumar um jeito de tirar o nerd do nosso apartamento... E arrumar uma caixa para o Padfoot — disse James, começando a procurar pelo Google.

— A caixa é moleza! — ele disse — Agora, o nerd... Não acho que precisemos nos esforçar tanto, é só um nerd.

— Vamos deixa-lo traumatizado — James sorriu — Faz tempo que não nos divertimos.

— Como queira — disse Sirius, começando a pensar em algo — A gente podia colocar algo bem nojento em cima da porta de entrada.

— É uma ideia... Quero fazer várias coisas.

Depois de um tempo procurando, Sirius concluiu:

— Estamos ficando velhos. E inexperientes.

— Podíamos assustá-lo, em vez de apenas humilhar — sugeriu James, negando-se a acreditar que aquilo era verdade, ele não podia estar perdendo a prática.

Batidas na porta fizeram com que James fechasse as abas, substituindo-as por uma aba de sinuca online.

— Entre! — disse, fazendo com que Sirius pegasse a outra cadeira, e sentasse ao seu lado.

— Desçam! O almoço está pronto! — disse Dorea, sorrindo radiante.

— Não podemos comer aqui? — perguntou Sirius.

— Quem limpa o quarto? — perguntou Dorea.

— Você — responderam, já levantando-se.

— Isso mesmo — disse Dorea, saindo do quarto.