Never Let Me Go, Peter II escrita por Barbs


Capítulo 12
Verde


Notas iniciais do capítulo

Este capítulo é narrado pelo ponto de vista de Peter. Espero que gostem!
Não deixem de comentar!



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[Peter ponto de vista.]

Flashback algumas horas atrás.

“Porque eu? Tinha que ficar com Maya no hospital, não deixa-la sozinha, mas então ela me olhou com aquela cara de “Vá salvar o mundo, Peter Parker” e como eu podia negar?” pensava enquanto lançava minha teia no alto dos prédios e me balançava até o ponto central, seguindo as coordenadas que a S.H.I.E.L.D. havia me passado.

“Estúpido Duende Verde! Esse idiota é tão covarde que estava planejando bater na minha namorada e até mesmo em minha ex, ao invés de vir direto no problema: euzinho.” Definitivamente era algo que não conseguia entender.

“Por que eu?” era o que se passava na minha cabeça de segundo á segundo. Chegava a ser estúpido apenas pensar. Sequer fiz algo para Norman Osbourne, sempre fui amigo de Harry, seu ignorado filho, e de repente ele quer matar o Homem Aranha, e o pior, mesmo após descobrir que sou eu, o melhor amigo de seu filho ignorado, ainda sim continua com a estúpida ideia na cabeça. Meus pensamentos atônitos, e idiotas passavam rapidamente pelo meu cérebro de aracnídeo tentando achar uma resposta, e mesmo sabendo que não a encontraria dentro da minha cabeça, tentei juntar algumas peças que não sabia de onde surgiram.

“Harry está com raiva de mim?” Não. “Ele quer me matar?” Não. “O pai dele está com ciúmes do filho ficar mais comigo do que com ele?” Provavelmente não. Afinal, o Harry é... Exatamente! O filho ignorado! Chega ser estupidez ao quadrado pensar nisso. Era como se uma voz – mais do que irritante – gritasse na minha cabeça:

— Ei, Parker! Você é o gênio da ciência, faz coisas incríveis como pode pensar em uma ideia idiota dessas?!

— Não sou bom com convívio pessoal, querida consciência – falava comigo mesmo, ou com a voz irritante.

Enquanto saltava de um prédio ao outro, segurando em minha teia pensava em Maya, em como ela estava e se ia chegar bem em casa, estava aquele tipo de namorado grudento que todo mundo quer dar um pé na bunda. Mas, por favor né, ela acabou de sofrer um “acidente” do idiota do Duende Verde, e o que eu fiz?

— Nada.

— Cala a boca, consciência!

Provavelmente ninguém estava me escutando, afinal, as janelas dos prédios que eu passava bem ao lado estavam fechadas, e não era a primeira vez que tinha “surtos” de conversar com a minha consciência, coisas estúpidas, como: ficar falando sozinho. Sempre fui de fazer isso, não totalmente sozinho... Quero dizer, sempre tive amigos...

Imaginários.

Não faz diferença, eu os tinha e eles me escutavam e apoiavam. Bem, Peter Parker nunca foi o tipo de adolescente popular. E agora, ser popular, para mim não faz o mínimo sentido, tenho coisas mais importantes para fazer do que me preocupar se vou sentar na mesma mesa que Flash Tompson no intervalo. Preferia ficar do lado de fora sentado embaixo de uma árvore comendo algum sanduíche caseiro, mas ultimamente não tenho tempo nem para isso mais, há dias, e talvez há meses, eu não sabia mais o que era “comer com calma”.

 

— Sou mesmo um idiota – ri falando comigo mesmo.

Parei em cima de um telhado e fitei o Central Park. O idiota do Verdão escolhe o lugar mais movimentado de Nova York para atacar, ele realmente estava querendo chamar atenção. E onde estão Os Vingadores? Faço parte do grupo agora, não faço? Tenho todo o direito de chama-los, não tenho?

Sim, só se eu quiser tomar um soco de ferro na cara do Tony.

Droga, simplesmente tinha que esperar eles aparecerem para dar o ar da graça ao Duende? “Não!” pensei convicto e prossegui “Ele quer á mim e a ninguém mais. Ele é um idiota que bateu em minha namorada e vou ficar aqui, parado em cima de um prédio, só esperando que ele machuque mais pessoas inocentes?”. Isso mesmo, a resposta é não. Mas tinha que chegar em grande estilo, com um jeito Homem Aranha de ser.

Lancei um tanto de teia – o suficiente – do meu lado direito e aproximadamente o mesmo tanto do meu lado esquerdo e amarrei uma na outra, mas ambas grudaram o que me deu mais segurança. Estiquei meu corpo na roupa colada e dei um fraco sorriso me colocando no meio, como se fosse um chumbinho em um estilingue. Chamava aquilo de estilingue aranha. Na verdade, acabei de inventar e não consigo pensar que isso é ruim.

— Espero que esteja pronto orelhudo – disse mirando exatamente no Duende que destruía algo em uma loja perto do Central Park – realmente espero.

Estiquei o estilingue de teia. Soltei logo em seguida soltando meus pés do chão, voei a sei lá quantos quilômetros por hora, parecia uma montanha russa, mas a única diferença é que estou sem parar, a mil por hora, como se tivesse saltado de um paraquedas e a gravidade não interferisse em nada. Estava em queda livre, mais rápido do que pensei. E naquele exato momento, enquanto o vento e a pressão me deixavam surdo, quis gritar. Mas ia parecer antiprofissional demais para um super herói.

Não tinha a mínima ideia de onde iria parar, mas sabia que teria que ser rápido para pensar, não podia simplesmente cair no chão porque, sem dúvidas, não levantaria nunca mais. Era simples. Estiquei meu corpo virando minha cabeça em direção ao chão enquanto caía, ainda estava um tanto longe do chão quando fui pegando mais velocidade, estiquei minhas mãos para trás e apenas fitei um único ponto: uma estátua.

“Vamos, Parker, você consegue.”.

Lancei a teia quando pude perceber que estava a apenas alguns metros do chão, já podia ver nitidamente o verde do gramado e o Verde do estúpido do Duende Verde, aquela cor estava se tornando a minha menos favorita, ou melhor: estava detestando a cor. Lancei a teia no pescoço da estátua, que estava ocupado demais para perceber quem era, e girei a cento e oitenta graus onde, prestes a dar a segunda volta, consegui esticar minhas pernas e acertar em cheio, e com força, no peito do Duende que estava em cima do planador.

“Estava!” pensei sorridente caindo no chão na minha posição – sensual – de aranha.

Pude vê-lo rolar alguns metros longe de mim. Olhei para os lados para ver se tinha alguém e fazê-lo tal – maluco – sair dali, mas todos já tinham saído, antes mesmo de o amigão da vizinhança chegar. Uma coisa a menos para me preocupar.

Fui andando até o Duende que ainda estava caído no chão, tentando levantar. Estava com os sentidos confusos, havia os perdido na queda e pude sorrir embaixo da máscara, foi um golpe incrível e digno de ser chamado o “Golpe do Aranha Estilingue”.

— V... Você!

— Sei que é emocionante me ver, enfim, amável Duende – zombei um tanto irritado só por lembrar o que ele tinha feito com Maya – mas não há necessidade de gaguejar, tá?

Ele tentava recuperar o ar.

— Estou aqui, tiro fotos, dou autógrafos e tudo mais! – falei lançando a teia em seu pulso logo em seguida e o puxando.

Ele caiu bem aos meus pés e a única coisa que pensei, e consegui fazer rapidamente foi chutá-lo bem na cara, de modo que novamente, ele saísse de perto de mim. Tive que aumentar a voz para continuar a provoca-lo, mas estava fazendo-o apenas por raiva, por vontade de realmente acabar com ele. Apenas prossegui:

— E ah, eu fiquei sabendo o que fez com a minha namorada.

Ele apoiava o peso do corpo nos braços trêmulos, não me encarava nem por baixo da máscara.

— E espero que saiba – novamente parei perto dele – que não gostei nem um pouco.

— Ahhhhhh!

Um chute com todas as minhas forças soltei sem dó nem piedade na barriga do Duende. Ele urrou de dor subindo alguns centímetros – diria quase um metro – por causa do impacto que meu pé direito causou em sua barriga. Não queria ser ele naquele momento, ou – com certeza – teria borrado as calças.

— Peter... – ele tentava falar caído ao chão – maldito!

— Ah, sério? Esse é o melhor que você consegue?! – cruzei meus braços suspirando – com tanto dinheiro e tanta fraqueza... – revirei os olhos por baixo da máscara e balancei a cabeça negativamente – Norman Osbourne, o bilionário da cidade, o cara mais reservado, e ninguém sabe o porquê não é?

— Parker... – ele disse se levantando trêmulo – você é... Minha maior criação.

— Cale essa boca! – ameacei dar outro chute de saco cheio da falação, o que eu mais queria era surrar a cara desse idiota.

— Vai me dizer que não se lembra, hein? Primeira visita ao laboratório, na época em que o Doutor Connors ainda trabalhava lá... O olhar apaixonado pela loira filha do policial, lembra? – ele tentava me provocar – mas você é rápido... E talvez, pensativo. Sei lá, que seja, mas... Sua nova namorada, tenho que dizer, não é assim tão forte quanto pensei. Não para uma agente da S.H.I.E.L.D. que antes foi uma espiã malvada da Rússia!

— Cala essa boca! – tentei lhe dar um soco, mas ele foi mais rápido que pensei.

Em questão de segundos estava jogado no chão, como um inseto que tinha acabado de ganhar um peteleco por pousar em lugar errado.

“Espera.” Pensei revirando os olhos com o trocadilho mais sem querer e ofensivo que fiz a mim mesmo. Levantei do chão logo em seguida já que não tinha sido um golpe tão pesado, provoca-lo não ia me custar nada, afinal, não existe nada mais divertido do que provocar os próprios vilões, eles ficam tão irritados que acabam fazendo coisas por impulso. Chega a ser idiota.

— Isso é o melhor que pode fazer, Norman? – comecei a provocação de um jeito Peter Parker de ser – dizem que você é melhor cantarolando pelas noites no seu trabalho noturno... Nunca entendi essa piadinha, mas tanto faz – dei uma risada de frente para ele – você provavelmente serve pra essas coisas... Parece ser bem flexível... Que nojo!

Fiz uma careta por baixo da máscara e ele logo tentou me atacar, desviei de seu soco e antes que pudesse perceber sua próxima tática o sentido de aranha me avisou que algo não estava certo, virei na direção do Duende e percebi que um globo dourado estava vindo em minha direção, se o sentido tinha disparado, boa coisa não era.

Dei um pulo para frente fazendo com que a bola passasse por baixo de mim, mas antes mesmo de atingir a parede ou algum lugar descobri pra que aquele globo dourado e incrível servia. Uma explosão maior do que o possível para simplesmente caber naquele globo dourado ecoou pelo telhado de onde estávamos, voei pra frente sem poder fazer nada a respeito, tentei lançar minha teia, mas como tinha acabado de sair do hospital, estava sem fluido algum e não lembrei de recarregar.

“Mas que merda!” resmunguei por pensamento levantando dos escombros, meu braço estava dolorido, mas é claro que não podia demonstrar isso para o Duende ou ele se sentiria um vencedor, mesmo que não fosse um. Levantei do chão balançando a cabeça e o fitando, não tinha mais teia e sequer conseguiria recarregar naquele momento.

— Vamos lá – dei três pulinhos como um lutador de artes marciais – estou esperando por você – o provoquei.

Ele veio em minha direção, mas – só pra variar – fui um tanto mais rápido. Dei um salto do chão após pegar certo impulso e pulei por cima do Duende o empurrando pela parte de trás da armadura. Ele não foi muito longe por estar em cima do planador, mas a minha intenção não era manda-lo para longe, e sim presenteá-lo com alguns golpes... Ou tentar.

“Vamos, você consegue cabeça de teia” pensei me virando rapidamente sem o auxílio da teia, ainda no ar, o que foi um tanto incrível para mim.

“Por que não trouxe minha câmera?” pensei entretido na minha sequência de golpe “Isso daria uma ótima foto, e um vídeo sensacional, espero que esses papparazis chatos estejam por ai.” Logo em seguida dei um chute forte nas pernas do Duende, foi uma tentativa falha de lhe dar uma rasteira, mas acabei improvisando logo em seguida o puxando de cima do planador, como uma criança vingativa pelo amiguinho malvado ter pego seus brinquedos.

“Péssima comparação, Peter” pensei “Péssimamente Péssima”.

E como um amiguinho malvado faria, fui puxado pro chão junto do Duende Verde, caí com o ombro esquerdo no chão de cimento e minha vontade era de enforca-lo até a morte, mas eu não era o vilão da história, apenas o empurrei como um amador – ou uma criancinha preste a chorar – e fiquei de pé logo em seguida, bem rápido com toda a minha sensualidade de aranha.

— Sabe qual é minha cor favorita? – perguntei correndo até ele sem sequer espera-lo responder – é, você sabe que é azul e vermelho, não é pouco óbvio, han?

Antes que pudesse acerta-lo com um chute ou qualquer outro movimento senti meu peito tremer com o tremendo soco que tomei, fiquei alguns minutos sem ar e com a pressão acabei recuando para trás tentando recuperar meu fôlego, ele veio em minha direção e quando me preparei para pular – mesmo sem ar – ele me segurou pelo pescoço, estava me sentindo um lixo por estar nas mãos do Duende.

Ele me tampou para trás com tanta força que me fez pensar de onde surgiu tanta da mesma. Caí de costas no chão e a falta de ar só aumentou, tentei me levantar, mas sem respirar direito estava um pouco difícil me manter calmo e até mesmo pensar em algum modo e tirá-lo de perto de mim. Norman colocou seu pé no meu pescoço fazendo com que não conseguisse respirar de vez.

— Sabe o que mais gosto em você, Parker?

Tentava o empurrar, mas ele estava incrivelmente forte.

— Sua garra para um adolescente pobre e estúpido – ele disse puxando a máscara e me fitando bem nos olhos – quem disse que você é um herói? Nem todos te amam ou idolatram, Parker. A polícia quer te prender, os cidadãos tem certo medo de um homem vestido de aranha saltando pelos prédios... – ele tirou o pé do meu pescoço e pude pegar um tanto de ar, mas não o suficiente para conseguir acertá-lo já que o estúpido conseguiu ser bem mais rápido do que eu.

“Idiota” era o único pensamento que passava pela minha cabeça.

Ele segurou meu pescoço com apenas uma mão, apertou bem forte e novamente, estava sem ar, mas ainda sim conseguiria aguentar um tempo, mas ele parecia cada milésimo de segundo mais forte, e todas as minhas investidas contra a armadura dele estavam sendo inúteis. Ele subiu em seu planador e ficou me segurando pelo pescoço até a parede mais próxima, me jogou na parede e logo em seguida jogou algumas cordas que vieram rodando em minha direção, pareciam cordas magnéticas que simplesmente grudaram na parede me prendendo pelos braços, pernas e até mesmo no pescoço, porém, me deixando respirar dessa vez.

Inalei o ar bem rápido sentido a necessidade do mesmo, fechei os olhos por baixo da máscara, mas os abri logo em seguida.

— Você é patético, Parker – ele vinha em minha direção – e sonhei com isso há um bom tempo...

Urrei sem querer quando o primeiro soco foi dado em minha cara. Meu rosto virou para o lado e senti o sangue escorrer pela minha boca. Ainda estava ofegante, mas tentava me soltar, sem sucesso. Estava tomando uma boa surra do pai do meu melhor amigo, e como se não bastasse, ainda tinha pesar em machuca-lo por causa de Harry. Vida de herói não é nada fácil, nunca desejaria isso para ninguém, não sei nem como eu, um nerd magrelo consegui me adaptar á essa nova vida.

Senti uma dor aguda em meu peito, como se ele estivesse me cortando... E, de certo modo, ele estava. A dor foi tanta que não aguentei, não pude ver ou sentir mais nada, porque, em questão de segundos estava inconsciente.


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Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado!
Não deixem de comentar!
Beijos!



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