Dance With Me escrita por annaprata


Capítulo 7
Capítulo 06


Notas iniciais do capítulo

Capítulo novo!!! Aproveito aqui para deixar meu beijo especial para: Bela02, Novacullen e Víh Corrêa. Brigadão meninas pelos comentários, vocês não sabem como eles me deixam felizes, sendo a razão de eu continuar escrevendo. E fantasminhas ainda não desisti de vocês, apareçam, como eu já disse eu não mordo, kkk.



Termino de beber o meu leite enquanto vejo os bailarinos do espetáculo da bela adormecida agradecerem ao público. Quando a tela da televisão fica preta, indicando assim que a fita havia chegado ao seu fim, levanto-me do sofá e vou procurar a minha mãe, para que ela coloque outra peça de ballet para eu assistir. Corro em direção ao seu quarto, mas paro, imediatamente, em frente à sua porta, ao escutar ela gritando de lá de dentro.

— COMO CONSEGUIU O MEU NÚMERO?!

Curiosa chego mais perto, e olhando pela brecha que há, vejo-a sentada em sua cama enquanto fala no celular.

— Não faça isso, por favor— Suplica ela e para minha surpresa percebo que está chorando — Não faça eu me sentir mais miserável, já se passaram seis anos, esqueça de mim, assim como eu esqueci de você.

Renée desliga o celular e preocupada me aproximo dela, tocando o seu joelho.

— Não chore, mamãe.

Ela olha fixamente os meus olhos e se perde neles.

— Por que eles têm que ser tão parecidos com os dele? ­— Questiona ela enquanto acaricia o meu rosto.

Não entendo suas palavras, mas esqueço imediatamente do assunto quando lembro a razão de a estar procurando.

— Quero outra fita, quero assistir outro ballet — Exclamo saltitando.

Ela finalmente sorri e me abraça bem forte.

— Muito bem, vamos fazer a vontade dessa criança pidona.

Trimmm, Trimmm, Trimmm.

Acordo meio desorientada ao escutar o despertador tocando, desligo-o e esfrego meu rosto sonolento com as mãos. Estranho. Ando sonhando muito ultimamente com a minha mãe. E nem me lembrava dessa recordação, na época eu tinha apenas seis anos, então não me atentei para um fato importante. Quem devia ter ligado para Renée só podia ser o meu pai, por isso ela havia ficado triste. Então os meus olhos são parecidos com o dele? Suspiro frustrada, com a morte de Renée sinto falta de ter alguém da família ao meu lado, pois nunca havia querido conhecer o meu pai. Mas não adianta pensar nisso agora, nunca saberei da verdadeira história dele e muito menos o conhecerei.

Resignada levanto-me da cama e vou até o banheiro me preparar, hoje será um grande dia na minha vida, já que farei parte do grupo de bailarinos da academia dos meus sonhos. Começo a sentir um frio na barriga, enquanto tomo um banho rápido, pois ao mesmo tempo em que estou ansiosa por este momento, um nervosismo toma conta de mim ao lembrar que hoje teria que rever o Edward.

Fico aqui pensando como devo agir com ele, enquanto me seco. Melhor fingir que não aconteceu nada, ser indiferente. Ocorre que Edward não parece ser um homem que desiste facilmente. Então a melhor maneira é ser franca com ele, dizer que nunca misturarei paixão com trabalho. Ele vai ter que me entender, e quem sabe sejamos apenas amigos, Edward parece ser um cara legal.

Termino de me arrumar e vou preparar o café da manhã, e enquanto estou fritando um ovo, Ângela aparece com uma cara horrível.

­— Vish, está de ressaca? — Questiono.

Ela levanta o indicador para confirmar a minha pergunta.

— Bem que eu disse para você maneirar ontem, mas você não me escutou. Quero ver como vai trabalhar hoje.

Ela fica calada, na certa deve estar com uma tremenda dor de cabeça. Suspiro e vou até o liquidificador preparar uma bebida para aliviar um pouco os sintomas da sua ressaca. Quando está pronta, levo até ela, e sem perder tempo a doida bebe tudo na maior rapidez.

— Essa bebida é horrível, mas pelo menos faz milagres — Diz ela com cara de nojo.

Rio dela e vou terminar de preparar o nosso café da manhã, quando tudo está pronto coloco na mesa e nós duas nos servimos.

— Posso saber por que ontem a senhorita encheu a cara?

Ângela fica calada, contudo não irei desistir e ela suspira quando percebe o meu olhar determinado.

— Acho que estou apaixonada.

— O que?! — Exclamo surpresa.

Pode parecer estanho, mas se tem uma coisa que Ângela possui aversão é o de se apaixonar, ela nunca foi de ficar sério com ninguém, era só uns amassos ou uma noite de sexo, mas nada mais além disto. É um trauma dela de infância, uma aversão que ela criou, pois, sua mãe é louca pelo seu pai, mesmo ele batendo inúmeras vezes nela.

Ângela não consegue enxergar o amor como algo mais além do que apenas uma doença, que deixa a mulher agir feito uma idiota. Ela não enxerga que na verdade o que sua mãe sente é um amor doentio. Em inúmeras vezes minha amiga tentou ajudá-la a sair de casa, fugir. Contudo, depois de um dia que sua mãe ficou do lado do seu pai, ao invés do dela, ela cortou definitivamente os laços com a sua família e se trancou ainda mais por conta deste fato.

— Quer falar sobre ele? — Pergunto, agora entendendo o porquê dela estar tão mal ontem à noite.

— O nome dele é Ben, ele é o mais novo advogado contratado do escritório — Ela para um pouco, mas fico quieta, não posso força-la, ela tem que se abrir sozinha comigo — Ele é lindo, muito atraente, mas não queria misturar prazer com trabalho, isso nunca dá certo — Ela olha para mim e eu concordo com a cabeça — Ele sempre que possível flertava sem nenhum pudor comigo, até que uma noite estávamos cuidando de um caso juntos e não havia mais ninguém no escritório, então não resisti, nós dois fizemos um sexo muito louco encima da mesa de reunião do escritório.

Olho para ela surpresa, sei que minha amiga é uma louca, mas por esta eu não esperava, ele mexeu mesmo com ela.

— Sei que foi uma tremenda loucura — Exclama ela enquanto levanta da cadeira e começa a andar de um lado para o outro na pequena cozinha — Disse para ele que devíamos esquecer, agir como se nada houvesse acontecido. Só que depois o Ben veio com uns papos que está loucamente apaixonado por mim e que queria algo sério, eu sempre tentava desconversar, mas não adiantava, ele continuava a insistir e isso estava me deixando aterrorizada. Foi aí que eu tive um plano.

Ela engole em seco e tenho medo desse seu plano.

— Sabia que ele ia levar um cliente num bar, para comemorar a vitória de um caso, então coloquei o vestido mais sensual que possuo e fui até lá. Havia um homem muito bonito que descaradamente começou a me paquerar e me fazer insinuações, eu vi que o Ben estava nos observando então sem perder tempo eu arrastei o cara até o banheiro masculino e dentro das cabines fiz sexo com ele, eu sabia que o Ben iria nos perseguir, queria que ele escutasse.

Ela para de andar e me olha fixamente.

— Quando acabou saí rapidamente para que ninguém me visse no banheiro masculino, deixei o cara lá sem nenhuma explicação, eu nem mesmo gostei do sexo, estava me sentindo um lixo. O Ben estava fora do banheiro e quando passei por ele e vi seu olhar triste, me senti mais mal ainda, não consegui encara-lo por muito tempo e corri para fora do bar.

— Oh, Ângela, no dia da minha comemoração você ainda estava perdida não era? — Questiono enquanto vou abraça-la — Sei que você é doidinha, mas você não é de ficar com os primeiros caras que ver numa festa, desculpa por não perceber nada.

Ela me abraça mais forte.

— Ontem ele ligou para mim, disse que ia pedir demissão da empresa, que não aguentava olhar mais para mim, que eu sou a mulher mais suja que ele conheceu na vida e que sente vergonha de ter se apaixonado por mim. E foi nessa hora, Bella, que percebi que eu o amo, estou tremendamente horrorizada, pois ao mesmo tempo em que não quero que esse sentimento tome conta de mim, eu não quero perdê-lo.

Ela começa a chorar desesperadamente.

— Calma, amiga — Tendo acalma-la — Ângela, se apaixonar não é uma coisa ruim, você tem que entender que o amor que sua mãe sente pelo seu pai é doentio, isso não quer dizer que todos são assim. Só porque você está amando, isso não faz com que você seja uma fraca.

— Agora eu entendo, mas agora já é tarde, Bella. Eu nasci para estar sozinha.

— Não é tarde não, fale com o Ben pessoalmente, se abra com ele, conte toda a verdade, se ele te ama de verdade vai entender, e vocês iram superar isso juntos.

Ela não diz nada e só me abraça, fico chocada, Ângela sempre foi a forte de nós duas e vê-la assim corta demais o meu coração.

Dou-lhe um calmante e ligo para seu escritório dizendo que ela está doente e que vai precisar faltar. Queria ficar cuidando dela, porém não posso. Deixo uma mensagem na sua cabeceira e vou caminhando até a estação de ônibus. Enquanto o espero, fico pensando no que fazer para ajudar a minha amiga, não gosto de vê-la assim, Ângela sempre foi meu porto seguro, e testemunhar esse seu estado de desespero é de partir o coração. Perdida em meus pensamentos, não percebo a hora que um Audi branco para do meu lado. Estranho. Contudo, sou tomada pelo nervosismo quando o vidro escuro do carro abaixa e posso enxergar quem de fato está dentro do carro, nada menos do que Edward Cullen.

Ele me dá um sorriso, e isso faz com que o meu corpo seja tomado pelo desejo, irritando-me. O que esse homem está fazendo comigo? Engulo em seco, desvio meu olhar do dele e fico parada, rezando para que ele me deixe sozinha.

— Quer uma carona?

— Não, obrigada — Falo com o maior descaso que consigo.

Todavia, para o meu desespero, o causador das minhas noites mal dormidas sai de dentro do carro e, sem que eu possa esperar, me pega, colocando-me em seus ombros como se eu fosse um saco de batatas.

— O que você está fazendo?! — Questiono com raiva — Solte-me agora mesmo — Grito enquanto soco as suas costas.

— Não desisto fácil, Isabella, não sei o que deu em você naquela noite, mas você me deseja assim como eu te desejo, e adoro um desafio.

— Você é muito presunçoso.

— Sou mesmo, baby.

Ele me coloca dentro do carro e entra rapidamente para que não ocorra a chance de eu fugir. Quando percebo, Edward já está colocando o carro para andar.

— Pare agora mesmo esse carro.

Ele finge que não me escuta e continua dirigindo calmamente, o que só me faz ficar mais irritada ainda.

— Estou ansioso em poder começar a dançar com você, Bella. Sei que seremos uma ótima dupla — Relata ele com um sorriso, como se nada tivesse acontecido.

— Eu não estou nenhum pouco, preferia dançar com o Jacob — Provoco-o.

Ele para bruscamente o carro, assustando-me, ainda bem que estou de cinto, senão teria acertado a cabeça no vidro da frente.

— Você é doido?! Podia ter causado um acidente.

Olho finalmente para ele irritada, todavia, arrependo-me ao ver sua cara de zangado.

— Jacob, é? Quero só ver se aquele beijo ridículo que ele te deu pode lhe causar isso.

Sem que eu possa esperar, Edward me beija com paixão, tento resistir, empurrá-lo, porém, quando ele para um pouco o beijo e morde a minha orelha, um dos pontos mais sensíveis que tenho, meu corpo todo entra em combustão e sem pensar em nada o puxo, desejando sentir ainda mais os seus lábios tentadores, estou completamente perdida.



Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado, o próximo capítulo já está prontinho e ele só vai demorar ou não para sair a depender de vocês, kkk. Deixem essa escritora aqui feliz, kkk. Sim, eu estava tento uma ideia e gostaria de saber o que vocês acham, vocês curtiriam se eu criasse um grupo no whatssap? Vocês topariam participar dele? Estava pensando em criar um, assim eu conheceria vocês e vice versa, kkk.



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