Dance With Me escrita por annaprata


Capítulo 2
Capítulo 01


Notas iniciais do capítulo

Sumi, sei, kkk. Mas em 2016 me aconteceram tantas coisas que fez com que eu não conseguisse fazer aquilo que eu mais amo. que é escrever, mas farei o possível pra que neste novo ano isto não me aconteça. E espero tb que vocês não tenham se esquecido de mim.




Começa a tocar o cisne de Camille Saint-Saens, as cortinas se abrem e as luzes dos refletores são posicionadas em mim, chegou a hora. Não sou mais Isabella Swan e sim um cisne branco frágil, solitário, que está agonizando, morrendo aos poucos. Subo na ponta e ando suavemente e silenciosamente pelo palco, de costas para o público, no ritmo da música; enquanto meus braços transformam-se em asas, fazendo gestos delicados. Giro lentamente e uma angustia apossa-se no meu interior, começo a sentir dor e lágrimas saem, sem nenhum aviso, dos meus olhos. Por que estou sentindo esta dor profunda no meu coração? Como fazê-la se extinguir? Estou morrendo por dentro. Não aguentando mais, desço lentamente da ponta e abaixo-me, esticando umas das pernas para frente, ao passo que a outra fica dobrada; e com fim de esconder minhas lágrimas, deito-me para frente colocando a cabeça no meu joelho.

Permaneço tão submersa no meu mundo que só me recordo que há pessoas envoltas quando a música para e escuto, sem cessar, gritos e aplausos. Sorrio feliz, havia conseguido incorporar no personagem. Levanto-me para agradecer ao público, mas estaco no lugar ao reconhecer uma voz. Curiosa e chocada procuro desesperadamente por ela, até que a encontro. Mãe? Como isso é possível? Renée está na minha frente, em pé, aplaudindo freneticamente e com um enorme sorriso estampado no rosto.

— Mãe! – Grito no meio do palco.

Corro até ela, mas do nada tudo ao meu redor fica escuro. Entro em pânico.

— Mãe, cadê você? – Pergunto desesperada.

— Estou aqui, minha filha querida.

Olho pro lado e lá está ela, sorrindo para mim.

— Você estava linda Bella, incorporou no personagem como eu sempre te aconselhei. Estava certa filha, você nasceu para brilhar no palco – Diz ela chorando.

— Mãe, sinto tanto a sua falta.

Começo a chorar também.

— Também minha filha, mas nunca esqueça Bella – Diz ela olhando fixadamente para mim – Você nasceu para dançar, o palco faz parte de você, não o abandone como eu fiz, enfrente todos os obstáculos que surgirem em seu caminho, seja forte filha.

Vou correndo até ela para abraça-la, quero tanto sentir o seu cheiro, mas novamente tudo ao meu redor fica escuro.

—MÃE! – Grito.

Acordo assustada ao escutar o som do despertador, foi tudo um sonho. Seguro forte meu pingente em formato de coração, enquanto tento controlar minha respiração. Tiro a corrente do meu pescoço e abro a joia, olhando fixadamente para a foto que há dentro onde eu e minha mãe estamos juntas, comemorando o meu primeiro dia de aula de balé; e sem que eu possa controlar lágrimas começam a sair dos meus olhos.

Já faz um ano desde a morte de Renée, mas esse tempo ainda não foi suficiente para amenizar o meu sofrimento por esta perda, ainda é muito grande a falta que sinto dela. Minha mãe sempre foi minha inspiração, e mesmo sendo só nós duas, nunca senti a falta de uma figura masculina ao meu lado, Renée tinha a capacidade de conseguir exercer esses dois papeis na minha vida.

Respiro fundo, seco com as mãos as lágrimas e bato sem fazer força o meu rosto. Agora não é hora para ficar triste Isabella, você precisa está focada e forte para o desafio que lhe espera hoje. Levanto-me, dirigindo-me até o banheiro sem fazer muito barulho, não quero acordar Ângela, a coitada chegou acabada ontem depois do trabalho; e eu uma mera acomodada temporâria em sua casa, não quero pertubá-la.

Fecho devagar a porta do banheiro, já percebi que a mesma às vezes gosta de ser bem escandalosa. Não perco tempo e pego logo a escova que está encima da bancada, penteando vagarosamente meus longos cabelos castanhos. Assim que fico satisfeita iniciou a realização do coque, e não querendo deixar nenhum fio solto passo, sem nenhuma piedade, laquê nele.

Satisfeita com o resultado tiro o pijama e me encaminho até o chuveiro, tomo um banho rápido e volto para o quarto. Olho o relógio e contente com o horário iniciou a me vestir, colocando a roupa que já havia separado com muito cuidado ontem. Estava tão nervosa de perder o horário, que já havia deixado tudo pronto, nada poderia dar errado. Será hoje que irei à luta do meu maior sonho: fazer parte do corpo de bailarinos da Royal Academy of Dance, assim como minha falecida mãe. Desde que vi um vídeo onde Renée se apresentava como bailarina principal dessa academia, coloquei na cabeça que iria seguir os seus passos, e depois da sua morte esse desejo só se intensificou ainda mais.

Nunca entendi o porquê da minha mãe ter desistido da dança, ela nunca gostou muito de falar no assunto; apesar de ter ficado radiante quando lhe informei meu desejo de querer fazer aulas de balé, Renée nunca sequer dançou na minha frente, só me dando conselhos e algumas instruções. As vezes eu a pegava, quando ela pensava que estava sozinha, chorando enquanto assistia algumas das suas apresentações. Então não querendo vê-la triste nunca tentei me aprofundar no assunto.

Semanas atrás, minha amiga de infância Ângela me ligou para comunicar que audições seriam feitas para selecionar uma nova bailarina e justamente da Royal Academy of Dance. Num primeiro momento eu havia ficado em choque tamanha foi minha emoção, mas instantes depois comecei a treinar sem parar; sai da pequena cidade de Forks, e vim para Londres, usando todas as economias que havia juntado no decorrer dos anos, e me hospedado na casa da Ângela. Essa seria minha chance, e darei o melhor de mim para chegar até o fim dessa audição.

Termino de me aprontar, dou uma última olhada na minha bolsa para ver se não havia esquecido nada, e com tudo pronto vou até a cozinha pegar umas frutas e umas barras de cereal, comerei no caminho. Antes de sair olho o relógio no meu pulso e fico satisfeita, tudo está saindo como o programado.

Caminho até o ponto de ônibus mais próximo e para a minha alegria minutos depois ele chega, invés de me sentar fico em pé me aquecendo, nenhum pouco ligando para os poucos passageiros que estavam dentro que me olhavam surpresos ao me ver do nada esticando pé, escalando e me alogando. Estou tão concentrada que nem percebo o momento em que uma menina que aparentava ter uns cinco anos, chega ao meu lado com um olhar de admiração.

 – Como você consegue fazer isso? – Pergunta ela ao me ver colocando umas das pernas perto da minha orelha – Você tem osso não?

— Sophia, não incomode a moça – Reepreende uma mulher, que ao que tudo indica é a mãe dela.

— Tem problema não – Falo para a mulher – Você quer saber o segredo? – Pergunto fazendo suspense para a menininha.

— Quero.

— Você tem que treinar muito – Falo me abaixando para ficar na altura dela.

— Treinar? – Pergunta ela curiosa.

— Isso mesmo, e todos os dias, fazer exercícios para que seu corpo pareça que não tem nenhum osso nele – Falo brincando para ela – Eu consegui fazendo balé.

— Balé? – Pergunta ela curiosa – Mãe quero fazer balé, quero ser igual a essa moça.

Sorriu com a inocência dela.

— Se você se comportar – Fala a mãe dela.

— Prometo me comportar – Diz ela fazendo biquinho.

Fico ainda conversando com minha nova amiga Sophia, mostrando a ela alguns passos de dança, até que o ônibus para no ponto que devo descer.

— Tchau, Sophia! Espero que você se comporte para que sua mãe a coloque na aula de balé.

— Tchau, Bella, boa sorte.

Dou um beijo nela e desço do ônibus, o bom que ele para bem em frente do teatro onde vai ocorrer a audição. Um nervosismo começa a tomar conta de mim, mas respiro fundo, e vou caminhando até o local.  Você precisa relaxar Bella, tudo vai dar certo, você treinou muito, agora só mostrar para todos a sua dança.

Assim que vou me aproximando cada vez mais, percebo que há um aglomerado de pessoas, que ao que tudo indica são todas candidatas para participar da audição. Fico impressionada pela quantidade de garotas, a concorrência será muito forte. Dirijo-me até onde estão realizando o cadastro de cada participante e depois de algum tempo já estou com a placa que será o meu número nas mãos, grudando-a no meu collant.

Como já havia me alongado bem, decido colocar a minha sapatilha de ponta para fortalecer o meu pé. A cada minuto que passa mais gente vai chegando, o que só me deixa mais ainda nervosa; até que finalmente eles começam a chamar em grupos.

 – Agora os números 50 a 90, por favor – Chama uma mulher baixinha, toda animada.

Olho para o meu número grudado no meu collant só para confirmar, número 90, chegou a minha vez. Eu e as meninas entramos numa sala grande onde num canto há umas pessoas sentadas, o que tudo indica serem os jurados da selação. Um deles levanta-se e apresenta-se como Jasper Hale, pede para que todas se pocissionem na barra e começa a falar todos os movimentos que devemos executar nela.

São várias passos e fico com medo de me perder em algum, então começo a fazer o exercício de respiração que minha mãe me insinou para relaxar e assim que soltam a música sinto-me um pouco mais tranquila. Foco-me apenas nos movimentos, esquecendo-me de todos ao meu redor. Finjo que estou praticando na pequena sala que há na minha sala, na época que Renée gritava por cada falha minha, e isso me motiva a fazer cada passo com mais perfeição ainda. Assim que executamos tudo que foi solicitado, os jurados ficam conversando entre si.

— Muito bem meninas, agora irei falar quais de vocês vão passar para a próxima etapa – Fala Jasper.

Meu coração começa a bater forte.

— Números 55, 57, 63, 68, 71, 74, 83, 86, 88 e 90.

Sorriu feliz, está vendo mãe? Consegui superar a primeira fase. Vou para fora da sala e sento-me em uma cadeira para tirar a sapatilha.

— Está vendo aquela ruiva que está entrando agora? – Pergunta uma das candidatas para outra.

— Então ela que é Victoria Moore, filha de Thomas Moore? – Pergunta a outra.

— Isso, muitos aqui estão dizendo que essa audição foi toda forjada, um meio de colocá-la na companhia sem levantar muitas suspeitas pela influência do pai dela.

Não é possível! Meu Deus, que sejam apenas meras fofocas sem fundamento. Saiu de perto dessas garotas e vou até um canto mais afastado me aquecer, focando exclusivamente em mim. Pelo olhar muitas alí devem estar me achando uma metida, mas estou nem aí pra elas, eu vim aqui para ganhar a vaga e não fazer amizades.

O último grupo sai da sala e das 140 participante, agora só restam 80, vejo que a tal Victoria que mencionaram se encontra entre as selecionadas. Balanço a cabeça tudo não passa de uma mentira, foco Bella, você precisa superar mais uma etapa.

Novamente somos separas em grupo, e outra vez Jasper nos explica quais o movimentos que deveriamos executar, só que dessa vez na diagonal da sala. São vários passos que exigem muita atenção, então me concentro ao máximo. Além disso, nos pedem para executar várias piruetas e saltos, quando finalmente estão satisfeitos eu já estou transpirando e cheia de suor pelo corpo; até que finalmente o grande momento chega.

— Irei falar agora as duas candidatas que vão realizar a última prova – Fala Jasper.

Só duas? Olho para as meninas ao meu lado e vejo também o olhar de nervossimos delas.

— Números 111 e…

Lágrimas começam a sair do meus olhos, não consegui, já que ele falou um número posterior ao meu, não querendo que ninguém me veja assim, dirijo-me até a saida da sala.

— E 90.

Estaco no lugar, escutei direito? Viro-me até Jasper e vejo o sorriso no rosto dele, minha cara de surpresa deve estar mesmo hilária.

— Número 111 e 90 permaneçam na sala. Quanto as outras não fiquem triste, vocês possuem muito potencial.

Ainda estou tão emocionada que nem percebo o momento que todas as outras meninas retiraram-se da sala, só saindo mesmo do meu transe quando um rapaz entra de supetão.

— Isso são horas, Edward – Repreende uma mulher que está no corpo de jurado.

— Peço desculpa a todos, mas aconteceu um imprevisto – Fala ele.

— Fazer o que – Fala Jasper – Pelo menos você chegou no momento certo, Jacob e Edward vão ajudar na próxima etapa.

Ajudar?

— Muito bem, Isabella e Victoria, a dança com um parceiro é muito importante, então cada uma de você vai dançar junto com um dos meninos.

Sem que eu possa esperar o deslumbrante homem de um estranho cabelo cor de bronze desalinhado se aproxima de mim, pegando minha mão e a beijando gentilmente.

— Muito prazer mademoiselle, Edward Cullen ao seu dispor – Diz ele todo galenteador.

Meu coração começa a bater forte e fico completamente hipnotizada ao ver de perto seus deslumbrantes olhos verdes.

— Isabella Swan, mas pode me chamar de Bella – Falo toda desengonçada.

Ele sorrir e achando que não fosse possível, meu coração acelera ainda mais. O que deu em mim?

— Pelo jeito Edward já escolheu Isabella como parceira, cuidado que esse aí é um galinha nato.

— Não ligue para a Alice, essa minha irmã gosta de me difamar – Diz ele fazendo drama.

— Só estou tentando ajudar – Diz ela sorrindo, piscando o olho para mim.

Irmãos? Eles não são muito parecidos; ela é pequena e graciosa, seu cabelo tem um tom preto, sendo curto e arrepiado e seus olhos são da cor castanha, nada parecida com as esmeraldas que Edward possui nos olhos. Mas apesar de não conhecê-la, já simpatizei com essa baixinha, o que me faz sorrir de volta para ela.

— Deixa de criancice vocês dois – Fala a outra mulher, que ainda não sei o nome.

— Deixa de ser exigente Dona Esme, essa é só uma forma de descontrair um pouco o clima – Fala Edward sorrindo.

— Eu desisto de você – Fala a mulher, que agora eu já sei que se chama Esme, sorrindo para ele.

— Muito bem, vamos adiantar aqui. Charlie e Esme vocês querem que elas dancem algo específico? – Pergunta Jasper.

Agora já sei o nome de todos. Charlie e Esme ao que tudo indica são os mais experientes nesse ramo da dança, percebi em seus olhares quando analisava cada passo executado por todas as candidatas. A Alice não têm cara de ser bailarina, diferente dos outros três garotos: Jasper, Jacob e Edward; eles com certeza devem ser bailarinos da escola de dança. Minha vontade agora é a de me bater, por não ter pesquisado qual era o corpo principal de bailarinos da academia.

— Por mim elas podem escolher, o que você acha Charlie?

— Por mim também – Concorda o homem alto, de cabelos e olhos castanhos.

— Então meninas podem se reunir com seus parceiros, daremos alguns minutos para cada uma.

— Edward vai mesmo ser parceiro dela? – Pergunta Victoria, do nada, apontando para mim, e não gostei nada do modo que ela se dirigiu a minha pessoa, como se ela fosse um ser superior – Acho que nós dois combinamos melhor para fazer uma dupla, ele é o bailarino principal dessa compainha, saberá aproveitar melhor minha técnica.

Santo Deus, quem ela pensa que é? Olho para o outro rapaz que está ao lado dela, que eu me lembre se chama Jacob; e se olhar pudesse matar, a ruiva estaria agora mortinha. Então ela se acha superior? Vou calar agora mesmo a boca dela. Ela vai se arrepender de deixar Isabella Swan zangada. Dirijo-me até onde eles estão e puxo a mão do rapaz.

— Jacob, né? – Pergunto.

Ele concorda com a cabeça.

— Gostaria de fazer dupla comigo?

Vejo que ele fica chocado com a minha atitude, mas instantes depois sorrir.

— Claro, será um prazer, Isabella.

— Bella – Corrijo ele.

— Bella – Afirma ele.

Olho pro lado e estranho ao ver o olhar irritado que Edward está dirigindo ao Jacob, e este apenas sorrir para ele. Mas agora não é o momento de tentar entender a situação, preciso vencer a tudo custo essa ruiva odiosa, pra ela deixar de se achar superior, odeio pessoas assim. Vamos ver Victoria se você consegue vencer essa etapa, mesmo sendo parceira do Edward.



Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado, e prometo não me demorar em postar os próximos capítulos. E mesmo não merecendo espero seus comentário, kkk. Beijões!



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