Minha jornada... escrita por eduarda14


Capítulo 4
Um pesadelo numa noite de sexta


Notas iniciais do capítulo

Frase do capítulo: “Saiba que tudo o que fizer na vida irá deixar traços, portanto procure ser consciente de cada ação.”




        Minha família é bem divertida. Tem o tio Wily, irmão da minha mãe, ele é tão engraçado, parece que toma um suco todo dia de manhã. Sabor alegria. Mas já tem uma tal de Sílvia. Essa já come toda tarde pudim de cocô. É tão chata e arrogante. É uma pena que os pais da minha mãe morreram. E eu nem vi eles! 

Tem também a prima Bia, ela é demais, gosto de conversar com ela. Já uma cidadã chamada de Priscila, não fui com a cara dessa metida e orgulhosa. Não importa, ela também não foi com a minha. 

— Olá Malu! 

— Oi Bia. 

— Está fazendo o quê? 

— Estou lendo este livro. 

— Interessante, "O meio ambiente em debate", é trabalho da faculdade? 

— Sim, vamos fazer uma avaliação sobre ele. 

— Nossa! Superinteressante - Era a babaca da tal de Priscila. 

— Então você gosta de Ecologia... Quero ser veterinária, eu amo os animais. 

Então é por isso que ela gosta tanto desta priminha aí.  

— Bia, você veio aqui para falar de faculdade? 

— Malu, é que eu queria te convidar para uma festa que vai ter. É um aniversário de um amigo do meu namorado. Você topa? 

— Bia, não tá vendo que ela tá muito ocupada lendo este livrinho. 

Eu não queria aceitar o convite, mas essa garota está me enchendo! 

— Não sei... 

— Maluzinha, por favor, assim você vai conhecer as pessoas por aqui. Desde que chegou, nunca saiu com a gente... 

— Não tá vendo que esta intelectual aí prefere ficar em casa? 

Não está vendo que esta garota aí quer que eu quebre a cara dela?! 

— Eu vou! 

                                ... 

— Mãe? Quero falar com você. 

Quando cheguei em casa, minha mãe estava rindo muito. 

— Mãe? Tá tudo bem? 

— Estou feliz Malu. Feliz! 

— O que aconteceu? 

— O David me convidou para sair... Nesta sexta... 

Minha mãe estava parecendo uma jovenzinha apaixonada. Mas cara! Estou sem palavras! 

— O David o quê?? PARABÉNS MAMÃE! E você aceitou não foi? 

— Sim. 

— Tem que ficar bem linda, mais ainda. 

— Pode deixar... Queria falar alguma coisa? 

— Sim. É que no mesmo dia que você vai sair com o seu amor, eu vou para um aniversário com a Bia. 

— Ah. Tudo bem. Aniversário de quem? 

— É de um carinha aí... 

— Cuidado minha filha. 

— Você em mãe! Eu digo a mesma coisa para você... 

No dia seguinte... 

— Gérson, eu achei essa prova difícil! 

— Dora, você nem leu o livro. 

Esses eram meus novos colegas: Gérson e Isadora. 

—O que você achou da prova Malu? 

— Achei fácil, quando a gente gosta de algo, se esforça, não é verdade? E vocês? 

— Não me olha com essa cara Gérson. Eu li sim, até a página 20... 

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       Na noite da festa eu quis desistir, mas é só uma festinha de nada, antes que acabe eu desapareço de lá... 

— Pensei que não viria Malu. 

— Pensou errado priminha Priscila. 

— Então gente, vamos entrar? 

 Era um lugar tão barulhento, mais parecia uma balada (Não que já tenha ido em uma), com tanta gente estranha... 

— E aí? Está gostando Malu? 

— Eu aposto que ela está odiando. Com certeza ela queria estar em casa com a mamãe... 

Todos ali ficaram rindo de mim, nossa como eu quero enfiar a mão na cara desta imbecil! 

— Eu vou tomar alguma coisa longe desta daí! 

— Deve que vai tomar suco de morango, nem refrigerante essa daí deve que bebeu na vida. 

— Olha aqui, eu não bebo refrigerante mesmo não! O ácido presente nele ataca as células gástricas sabia disso? E o que você tem com isso! 

Me deu vontade de ir pra casa, só que não iria deixar este gostinho para essa sem noção. Só me afastei daquelas pessoas. 

— Malu não liga pra ela tá legal? É que a Priscila está caidinha por um tal de Dantes, e ele não dá bola pra ela e fica tratando todo mundo deste jeito, coisa de gente boba. Pode tomar alguma coisa aí à vontade. Beleza? 

— Ok

Depois de um tempo estava entediante aquele lugar. São 22h:30min. Agorinha eu  caindo fora. 

— Oi gatinha, posso sentar aqui com você? 

Odeio que me chamem assim, mas eu não era dona da cadeira, então... 

— Pode. 

— Eu sou Dantes, e você? 

— Malu. 

Espera aí. Dantes... "É que a Priscila está caidinha por um tal de Dantes", quando olhei para o lado, lá estava ela olhando pra mim, quase me fuzilando com o olhar. 

— Malu... Que nome lindo, assim como você. Eu estava te olhando e te achei bem interessante... 

Não sabia o que ele queria dizer com "interessante", só sei que esse cara parece ser bem mais velho que eu e bem esquisito... 

— Malu, posso fazer uma pergunta? 

— Sim. 

— Quer ficar comigo? Por favor... Desde que vi você já me encantei. Amor à primeira vista, sabe?

Não, não sei... O que ser isso? "Ficar comigo", o que eu quero é sair daqui, mas o ciúme da Priscila está me divertindo. 

— Não sei o que quer dizer. 

Dantes começou a aproximar o seu rosto do meu... Que por minha vez não conseguia se mover. Os lábios então se encontraram... Nos afastamos. E ele me disse algo quase sussurrando. 

— Malu, fica comigo, por favor... 

— Como assim? 

— Você vai ver, vem comigo. 

Ai que raiva! Malu você é uma vacilona. De verdade esta era uma parte de minha vida que gostaria de apagar... Foi então que ele começou a tirar a camisa. Pena que na vida não existe a tecla "Control Z". -------------------------------------------------------------------------------------------------Mas infelizmente aconteceu. Aconteceu o quê? Aconteceu o pior!!! Agora é tarde, foi tudo muito rápido, parece que quando voltei a raciocinar, logo me afastei. Ai cara! Minha mãe vai me matar. O Dantes começou a se vestir e se levantou rapidamente. Empurrou-me na parede. 

— OLHA AQUI! VOCÊ NUNCA ME VIU NA SUA VIDA, TÁ ENTENDENDO? E NUNCA HOUVE NADA ENTRE A GENTE? ENTENDEU? 

— Me solta! 

Ele saiu com muita pressa daquele lugar. 

Que droga! O que eu fiz! Não creio!  Por que ele saiu assim? Tão nervoso... 

Saí o mais rápido daquele lugar.  

        Quando se aproximei de casa. Vi minha mãe com o David. Eles estavam se beijando. Trocando um beijo tão apaixonado. 

— Não vou atrapalhar este momento. Esperarei ele sair. 

Quando eles se despediram e a mãe entrou, eu fui logo atrás. 

— Oi filha. Pensei que iria demorar mais. Como foi? 

Não queria estragar a felicidade da minha mãe naquele momento. Vou falar o que aconteceu amanhã. 

— Foi legal. Vou dormir.  

— Está bem. Boa noite. 

— Hum. Acho que não. 

— O quê? 

— Nada não. 



Notas finais do capítulo

Control Z: É utilizado no computador para desfazer o que foi escrito.



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