Sempre Ao Seu Lado escrita por Blood Roses


Capítulo 4
Capitulo 4





Felix decidiu tentar aproximar-se um pouco do menino, afinal por mais mas que tenha acabado de conhecer o menor, não mudava o fato de que eram irmãos, gostassem disso ou não, e com esse pensamento, ele começou a observar melhor Adrien, vendo a forma como o garoto se comportava.

No dia seguinte a sua chegada, Felix desceu as escadas um pouco mais tarde do que de costume, vendo a mesa de café ainda no lugar esperando por ele. Felix procurou discretamente pelo menor,, vendo que o garoto não estava ali, ele então resolveu comer algo antes de procurar pelo menino.

O jovem já havia comido e agora andava pelos corredores da casa àa procura do meio irmão, enquanto andava Felix notou que o quarto de Adrien ficava muito próximo ao seu, algo que ele não havia notado no dia anterior, percebeu também a infinidade de brinquedos jogados no chão sem qualquer uso, alguns até tinham um pouco de poeira por cima.

Felix então decidiu seguir para o outro lado, vendo que alguns dos quartos haviam sido mudados e agora eram salas de aula, porém Adrien não estava al. Encabulado o loiro resolveu descer as escadas e ir para os fundos, aonde havia uma enorme biblioteca e um gigantesco jardim.

No caminho para os fundos Felix ouviu uma voz masculina e o barulho do piano sendo tocado, o loiro aproximou-se mais e percebeu que era Adrien que estava tocando, o pequenino estava tendo aulas de piano.

—Não! Não! Não! – falou o homem irritado – Não é dessa maneira! Quantas vezes vou ter que repetir!

E lá foi o homem mostrando na partitura o que o pequenino deveria fazer, porém Felix percebeu que Adrien nunca entenderia aquilo, era preciso mostrar para o menino as teclas que ele deveria apertar e o ritmo que a música possuía.

Adrien tentou novamente e novamente ele errou, o professor irritado enrolou a partitura e a ergueu pronto para bater no menino. Felix rapidamente interveio interviu revelando a sua presença, o professor de música gaguejou e até mesmo deixou a partitura cair ao chão, assustado e incrivelmente envergonhado.

Felix aproximou-se do piano e sentou ao lado de Adrien, o loiro conhecia bem aquela música, pois também foi obrigado a aprendê-la, o loiro então começou a tocá-la devagar para que Adrien pudesse ver bem os movimentos de seus dedos.

Adrien o observou tocando e começou a tocar também, imitando Felix, o jovem ao perceber isso começou a tocar mais rápido até chegar ao ritmo da música, já Adrien atrapalhou-se no começar ao aumentar a velocidade, porém bastou um pouco de atenção e o pequeno alcançou Felix rapidamente, mostrando ter um grande talento para aprender.

—Muito bem – falou Felix sorrindo e esticou a mão para acariciar os cabelos loiros, porém Adrien se esquivou do toque rapidamente, levantando-se do banco e se afastando.

Felix arregalou os olhos, surpreso com a atitude do menino enquanto observou Adrien se afastar correndo para longe do loiro. Felix soltou um sonoro suspiro e dispensou o professor de música que curvou-se e saiu o local a passos rápidos, agradecendo mentalmente o fato de não ter sido despedido.

O loiro então olhou para o piano e começou a tocar uma nova melodia. A música era lenta e triste, porém incrivelmente bela, e o modo que Felix a tocava tornava-a cheia de emoções, principalmente pelo fato de que aquela música foi a própria mãe de Felix que havia escrito.

Quando terminou, Felix ergueu a cabeça, vendo um pouco escondido os cabelos loiros de Adrien, que estava espiando o irmão tocar, porém ao notar que Felix havia percebido a sua presença, o pequenino se pôs a correr para longe dali.

No almoço, Adrien evitou olhar para Felix, e após ficar olhando para a comida por aproximadamente cinco minutos o pequeno saiu e subiu as escadas. Após alguns minutos ele desceu, usando uma roupa simples e confortável e segurando uma pequena mochila. O mais velho ficou observando enquanto Adrien saia em direção à porta sem dizer uma única palavra.

Felix perguntou para Natalie a onde o garoto estava indo, a mulher lhe disse que ele ia a um grupo de crianças e que depois iria fazer hemodiálise, surpreso Felix perguntou quando o menino voltaria e Natalie disse que somente às quatro e meia da tarde, ele então olhou discretamente no relógio, vendo que ainda era meio dia.

Mesmo que estivesse de folga, Felix não poderia simplesmente abandonar tudo, e por isso ele estava deitado confortavelmente na poltrona em seu quarto com um notebook no colo, vendo o fechamento da empresa e os resultados alcançados com as pesquisas, Felix também passou novas ordens para a vice-diretar, que imediatamente começou a executá-las.

Quando percebeu já eram quatro horas da tarde, Felix então fechou o notebook e pegou o interfone, pedindo que lhe trouxessem uma xícara de café e alguns biscoitos, pedido que foi atendido com rapidez.

Haviam se passado aproximadamente vinte minutos, Felix então resolveu sair do quarto. Assim que saiu, o loiro ouviu o barulho da porta da frente se abrindo e o barulho de passos na escada, o loiro então viu Adrien subindo as escadas um pouco sujo de terra e com um grande hematoma na testa.

Chocado, o loiro foi em direção ao menino, porém este correu para o quarto e fechou a porta, sem dar a chance do loiro chamar seu nome. Felix aproximou-se da porta e conseguiu ouvir um choro baixo vindo de dentro do quarto, e ao ouvir isso sentiu seu coração se apertar.

Sem pensar muito, o loiro abriu a porta, vendo Adrien sentado no chão chorando. Felix se aproximou do garoto, porém quando foi tocá-lo Adrien afastou sua mão.

—Não toque em mim – falou ele, ainda chorando e embolando-se um pouco com as palavras.

—Por que? – perguntou Felix, que agora ajoelhou-se no chão – Por que não posso tocar em você?

—Por que eu sou como veneno – respondeu ele, soluçando no meio da frase – Todos tem medo de mim.

Felix sorriu levemente e aproximou-se mais.

—Bom – falou ele, tocando os cabelos loiros – Eu não tenho.

E ao falar isso ele abraçou o pequenino, que arregalou os olhos com o toque repentino.

—Você não é como veneno, Adrien – falou o loiro, acariciando os cabelos de Adrien – Você tem uma doença, mas não vai me ferir, nem me contaminar.

Ele se afastou do menino e esticou a mão.

—Vê? Eu estou perfeitamente bem – falou ele sorrindo – E vou continuar bem.

Adrien então abraçou o loiro e começou a chorar copiosamente, Felix apenas acariciava os cabelos tão loiros quanto os seus e balançava levemente o corpo enquanto sussurrava que tudo ficaria bem.

No dia seguinte, Adrien acordou em sua cama coberto por uma manta, o pequeno lembrou-se da cena da noite anterior e uma enorme culpa e preocupação apareceu em seu peito, afinal Felix o havia tocado, coisa que as outras pessoas evitavam, e evitavam fazer isso por uma boa razão.

Preocupado o pequenino saiu do quarto a passos rápidos e silênciosos, buscando o quarto do mais velho. Adrien rapidamente achou o quarto de Felix, o pequenino sabia que não deveria entrar sem bater antes, mas estava tão preocupado com o loiro que entrou sem bater, buscando fazer silêncio.

Adrien andou nas pontinhas dos pés até a grande cama de madeira escura que estava posicionada mais a direita no quarto, Adrien aproximou-se do lado esquerdo, vendo que Felix estava deitado ali dormindo profundamente.

Felix dormia tranquilamente até que a sensação de estar sendo observado o fez acordar. A primeira coisa que viu foi um par de olhos verdes com profundas olheiras o encarando na beirada da cama.

Surpreso o jovem levantou a cabeça, porém o par de olhinhos sumiu de sua visão e ele entendeu que quem estava ali era Adrien. Felix deitou a cabeça no travesseiro novamente, rindo internamente da tentativa frustrada de Adrien de se esconder.

—Bom dia – falou o loiro, que ainda sentia muito sono, pois ficara até de madrugada com o pequenino que se recusava a soltar sua roupa.

—B-Bom dia…  – falou Adrien baixinho e erguendo a cabeça, mostrando o rosto extremamente magro, que agora tinha uma coloração avermelhada.

Felix olhou no relógio, vendo que ainda eram seis da manha, e percebendo que ele havia dormido apenas três horas. O loiro então sentou-se na cama, vendo que Adrien estava com a mesma roupa da noite anterior, e com um grande hematoma na testa.

O loiro então olhou para si mesmo, vendo que não havia trocado de roupa, muito menos tomado um banho desde o dia anterior. Felix então levantou-se da cama e pegou Adrien no colo e começou a levá-lo para o banheiro.

—O que vai fazer? – perguntou o menino, receoso.

—Tomar banho – falou Felix, sentando-o no vaso sanitário – Acho que nós dois precisamos de um banho.

Felix retirou a camisa que usava, mostrando um tórax forte e definido para então ir até a banheira, enchendo a mesma. Adrien apenas observou a movimentação do maior, que agora colocava alguns produtos dentro da banheira.

—Você realmente não tem medo de mim? – perguntou o pequeno, com a voz baixa. Felix se aproximou e abaixou-se no chão, ele então passou a mão nos cabelos do pequeno, afastando o cabelo que cobria levemente o hematoma.

—Não tenho medo de você, porque sei bem o que você tem – falou ele sorrindo. Felix então pressionou o hematoma, e Adrien fez uma careta de dor – Dói?

O pequenino assentiu positivamente.

—Quem fez isso? – perguntou Felix, Adrien abaixou o olhar – Adrien…

Adrien fez uma expressão de dor, como se não quisesse se lembrar do acontecido, e Felix ao perceber isso resolveu mudar de assunto.

O loiro então pediu para que Adrien retirasse a roupa e entrasse na banheira, o pequenino ficou com vergonha de Felix e fez o loiro prometer que não olharia, Felix então virou de costas e tapou os olhos, prometendo que não iria espiar.

Adrien então retirou a roupa e correu para a banheira que estava com bastante espuma, Felix ao ouvir o barulho da água se virou vendo Adrien abaixado na grande banheira com a espuma o cobrindo, deixando somente a cabeça de fora.

Felix então falou para o menor lavar o corpo que ele iria lavar lhe os cabelos. Felix pegou o chuveiro portátil e molhou os cabelos de Adrien para então derramar um pouco de shampoo neles.

O maior então começou a esfregas os fios, vendo que o shampoo fez muito mais espuma do que o esperado, o que significa que o cabelo de Adrien deveria estar muito sujo. Felix pediu para que Adrien fechasse os olhos, coisa que o menos fez sem questionar, logo Felix enxaguou os cabelos de Adrien, esfregando com carinho para que toda a espuma saísse.

Depois de devidamente limpo, Felix abriu a ducha para retirar o excesso de espuma, ele então entregou a Adrien uma toalha e pegou uma toalha menor para secar os cabelos de Adrien.

Felix ajudou o menor a se secar e secar os cabelos, notando que o menino estava basicamente pele e osso e que definitivamente não estava bem. Após ajudar Adrien a se secar, Felix lhe entregou um roupão para mantê-lo aquecido enquanto ele iria ao quarto do pequeno buscar uma roupa limpa.

Ao voltar, Felix encontrou Adrien sentado em sua cama pescoceando de sono, o que fez o maior dar uma leve risada. Enquanto Adrien vestia o pijama, Felix foi tomar um banho, preferindo um banho rápido no chuveiro a um demorado na banheira.

Ao sair secando os cabelos, encontrou Adrien encolhido usando o roupão como coberta enquanto dormia. Felix retirou o roupão e o pegou no colo com extrema facilidade, ele então puxou a coberta que usava e deitou o menor na cama, para então deixar ao seu lado. Adrien abraçou o corpo do maior, aninhando-se em seu peito e voltou a dormir pesado, dessa vez sem pesadelos.

A partir deste dia, a relação dos dois se aprofundou, Adrien foi melhorando de maneira impressionante, em poucas semanas o pequenino já havia retornado ao seu peso ideal e tomava corretamente todos os medicamentos que deveria tomar.

Felix ,para descobrir o que acontecia no dia a dia de Adrien, pediu para que o menino desenhasse o que acontecia em seu dia a dia, coisa que Adrien fazia com alegria, principalmente para comentar com o irmão os fatos que ele acreditava serem interessantes ou engraçados.

Através dos desenhos Felix notou como as pessoas costumavam tratá-lo, principalmente os empregados da casa, e com isso ele resolveu mudar alguns empregados, colocando pessoas que conhecessem e aceitassem a doença de Adrien, para que o menino pudesse ter algum apoio quando Felix não pudesse estar por perto, coisa que aconteceu mais rápido do que Adrien poderia esperar.

Já fazia dois meses que Felix estava “afastado” da empresa, o jovem já não podia manter a empresa funcionando dando as ordens do local onde estava, fora o fato de que as tecnologias estão sempre mudando, e ele precisa de manter atualizado.

Felix então despediu-se de Adrien, prometendo visitar o irmão dentro de um mês, e com o coração partido o jovem partiu, indo para a Europa, local aonde a cede de sua empresa esta localizada.

Após um mês o loiro voltou à mansão como prometido, e mimou o irmão o máximo que conseguiu no curto tempo que teve disponível para isso, mais após apenas quatro dias Felix teve que partir novamente, prometendo que voltaria.

A partir disso as viagens de Felix tornaram-se frequentes, e pouco a pouco seu tempo com Adrien diminuía. Felix fazia o máximo que podia para poder retornar, mais seu pai ao descobrir sobre a relação que estava criando com Adrien, resolveu aumentar as reuniões e viagens do jovem, tudo para que ele não se encontrasse com o irmão, mais teve seus planos frustrados por Felix e sua impressionante capacidade de liderança.

Em uma dessas viagens Felix recebeu uma ligação de seu pai, o que fez o jovem ficar incrivelmente preocupado, pois fazia mais de um ano que o loiro não escutava a voz do pai, vendo o homem apenas pela televisão em alguma entrevista que ele dava.

Porém o que realmente o preocupou foi o motivo da ligação, seu pai estava indo para a mansão onde Adrien estava. Assustado, o loiro ligou para a mansão e pediu para falar com Adrien. O pequeno atendeu o telefone com a voz carregada de sono, e somente nesse momento Felix percebeu que deveria ser de madrugada em Paris.

Felix perguntou ao pequeno se ele já havia conhecido o pai, porém Adrien negou, dizendo que sequer havia visto o homem que seria seu pai. Ao ter essa notícia, Felix cancelou todos os compromissos que tinha nos próximos três dias e seguiu rumo a Paris, desejando chegar na casa antes de seu pai.

As horas de voo foram cruciantes, e assim que chegaram Felix correu para a Mercedes que estava a sua espera no aeroporto. Porém a sorte não estava do seu lado, e ao chegar o loiro já viu a limusine parada na frente de sua casa, mostrando que ele não havia conseguido chegar a tempo.

Felix sequer esperou o carro parar para sair, o jovem correu em direção a casa e abriu a porta de maneira desesperada, correndo para dentro, somente para ver seu pai parado no topo da escada, com os braços nas costas e o peito estufado, os cabelos brancos penteados perfeitamente para trás, e os olhos tão azuis quantos os seus, o encarando através das lentes corretivas.

—Vejo que não seguiu minhas ordens – falou o homem, com um olhar decepcionado no rosto, algo que Felix já estava acostumado, pois sempre fora esse o olhar que aquele homem dirigia a si.

—Já faz algum tempo, meu pai – falou o loiro, ligeiramente ofegante e nervoso, porém não deixaria isso transparecer em sua voz.

—Natalie! – falou o homem um pouco mais alto. Rapidamente a morena apareceu no campo de visão dos dois – Onde está Adrien?

A morena atrapalhou-se ligeiramente com o tablet.

—No hospital, estará voltando em breve – falou ela com a cabeça baixa.

Porém o “em breve” da morena foi muito mais rápido do que eles podiam esperar, e logo a porta da frente foi aberta. Adrien ao ver o irmão ali, soltou a pequena mochila que usava e correu em direção a Felix, pulando no irmão.

—Felix! – gritou o pequenino feliz. Felix abraçou o irmão, incapaz de conter um sorriso pela alegria do menino. Adrien retribuiu o abraço, sorrindo largamente para Felix, porém o barulho do sapato batendo no degrau da escada chamou a atenção de ambos.

Felix soltou Adrien no chão, o menino olhava com receio para o homem que descia as escadas lentamente, vindo em sua direção, porém o homem parou no meio, sem chegar necessariamente ao fim da escada.

—Então você é o filho dela – falou ele, olhando com superioridade para o pequeno menino.

—E seu filho também, não podemos esquecer disso – falou Felix, devolvendo aquele olhar.

Adrien queria correr para Felix que naquele momento estava próximo de si, pois o homem a sua frente lhe causava muito medo.

—De fato – falou ele, estufando levemente o peito – O fruto de um erro.

Então o homem virou o rosto em direção a Adrien, com um olhar de puro nojo, desgosto e principalmente raiva. Felix ao perceber aquele olhar sentiu seu coração se apertar, Adrien não merecia aquele olhar, não ele.

Felix lembrava-se bem daquele olhar, pois era esse o olhar que recebia quando não atingia as expectativas do pai, o loiro então tomou uma atitude levemente desesperada. Felix abraçou Adrien, tampando os olhos do menino para que ele não visse aquele olhar, para protegê-lo, porém fez isso um pouco tarde demais.

—Entendo – falou o homem seriamente, principalmente pelo fato de Felix olhar para ele com ferocidade.

O homem então deu meia volta e saiu, indo possivelmente em direção ao seu quarto. Felix ao ver o homem se afastar voltou sua atenção para Adrien, que estava em silêncio até aquele momento, porém antes que o loiro pudesse falar algo Felix sentiu sua mão ficando húmida.

O loiro então retirou sua mão com cuidado dos olhos do menor, vendo as singelas lágrimas escorrendo dos olhos verdes, Felix então pegou Adrien no colo e o abraçou, sentindo o pequenino aumentar o choro, Felix então começou a acariciar suas costas, sussurrando que tudo ficaria bem.

Naquele dia mesmo o pai dos garotos foi embora, porém antes de partir o homem teve uma curta conversa com Felix. Após a cena na copa da casa, o homem convocou Felix ao seu aposento, o loiro foi um pouco receoso ate lá, imaginando o que iria acontecer.

Ao entrar, o garoto viu seu pai parado de frente para a janela, mais de costas para si. Como sempre, ele estava com os braços para trás e o peito estufado, sua postura perfeita o deixava ainda mais ameaçador.

—Você costumava ser mais forte – falou o homem, sem virar-se para Felix, que naquele momento havia acabado de fechar a porta atrás de si – Aquela criança o está tornando fraco.

—Adrien jamais me deixara fraco – falou Felix, porém o homem ignorou aquela frase, como sempre fazia com qualquer coisa que Felix dizia.

—Aumentarei sua carga de trabalho – falou ele, Felix arregalou os olhos levemente – A partir de hoje toda a parte de pesquisas de cosméticos estará sob sua jurisdição.

—O que? – sussurrou Felix, pois as duas partes juntas davam metade da empresa.

—Você voltaráhoje à noite para a Europa, os fornecedores estão o esperando lá para o fechamento de contratos – falou o homem calmamente.

—Espera… – falou o loiro.

—Eu já passei para os seus consultores executivos sua nova agenda – continuou o homem, em encará-lo – Isso é tudo, já pode ir.

Felix encarou aquele homem, e ali fez uma promessa para si mesmo, ele jurou que nunca se tornaria como ele. O loiro sairá do quarto um pouco aturdido, porém não tinha tempo para lamentar ou amaldiçoar, haviam coisas mais importantes que precisavam ser feitas naquele momento.

O loiro saiu a passos rápidos, indo em direção ao quarto de Adrien, ao entrar encontrou o pequenino sentado na mesa com uma pasta aberta, ao se aproximar Felix percebeu que deveriam ser desenhos. Ele se aproximou e sentou-se no chão, próximo a Adrien que ao perceber a presença do irmão sorriu largamente.

Felix então começou a conversar com Adrien, buscando fazer o pequenino esquecer os acontecimentos de poucos minutos atrás. Felix perguntou sobre os desenhos, e Adrien contou animadamente sobre cada um deles, fazendo Felix rir levemente de alguns fatos, porém ao chegar no último desenho, que era o que ele estava fazendo naquele momento, seu olhar tornou-se triste.

—Por que ele me odeia? – perguntou o pequenino, lembrando-se bem do olhar que o homem havia lhe dirigido.

Felix suspirou levemente.

—Eu não sei – respondeu com sinceridade – Mas não ligue para isso – falou o loiro, que agora abraçou o menor com muito carinho – Apenas esqueça aquilo que lhe faz mal, e guarde bem o que te faz bem.

Adrien riu levemente.

—Então eu vou te guardar dentro de uma caixa – falou ele, sorrindo – Uma caixa bem pequenininha, assim poderei levar você comigo sempre.

Felix riu e fez cócegas no irmão, fazendo o pequenino rir até ficar ofegante. Naquela noite mesmo, após o jantar, Felix arrumou suas coisas e despediu-se de Adrien, que chorou e pediu para que o irmão ficasse um pouco mais, porém Felix não poderia atender esse pedido, e com o coração partido Felix saiu, prometendo retornar.





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