Percabeth e... escrita por G a b i


Capítulo 9
Percy, eu e... O cara do machado


Notas iniciais do capítulo

É oficial: Valhalla é meu mais novo lar! Já morri e "voltei a vida" pela segunda vez! E não, não foi treinando para o Ragnarok. Eu estou bem morta porque... A FANFIC GANHOU A SEGUNDA RECOMENDAÇÃO! *Gritos histéricos* Muitíssimo obrigada, Bombom de Mel! Nem tenho palavras pra explicar o quanto eu AMEI a sua recomendação! O capítulo de hoje é dedicado para você :)
O capítulo é inspirado em um conto de "terror" que eu li em um site (sorry, eu não lembro o nome).
É sábado, mas eu estou aqui de novo porque vocês fizeram por merecer!
Boa leitura a todos! Nos vemos nas notas finais ;)



"Um casal de namorados havia acabado de sair de uma festa na casa de alguns amigos. A estrada estava escura e chovia muito. Era por volta das 3 horas da madrugada e quase não havia movimento.  

A estrada não estava em boas condições e quase não existia iluminação.   

A chuva ganhou mais intensidade e o cara que estava no volante não tinha uma boa visão do que estava a sua frente.  

Uma das rodas do carro acabou entrando em um buraco que havia na rua. O pneu estourou, fazendo o cara perder o controle do veículo, que girou, saindo da pista e parando em um matagal que havia ao lado da estrada.  

Os gritos da namorada deixaram o cara ainda mais nervoso.   

Ele desceu do carro, aquela chuva forte o molhando por inteiro.   

Para o azar do casal de namorados, o cara constatou que havia não um, mas dois pneus furados.   

A garota queria a todo custo que ele consertasse aquilo. Ela queria sair dali logo. Estava com medo.  

O carro não tinha seguro. E, claro, contava com apenas um step. O cara não tinha muito o que fazer.  

Deixou, muito a contra gosto, a sua garota dentro do carro. E seguiu a pé, na chuva, pelo acostamento. Ele iria pedir ajuda num posto que ficava aberto 24 horas. O mesmo posto em que minutos atrás havia abastecido seu carro.  

O posto era bem próximo, mas já havia se passado mais de uma hora e o namorado da garota ainda não havia voltado.   

Desesperada, a garota ligou para o celular do companheiro mais de dez vezes. Nada. Só caixa postal.  

Mas então, finalmente, notou pelo espelho do carro a aproximação de alguém.  

Mas não era o seu namorado.  

Assustada a garota trancou todas as portas do carro.  

Um grito agudo escapou de sua boca quando um homem colocou a cara perto do vidro do carro.  

Velho, um sorriso apavorante, dentes tortos e amarelados. A barba branca pingando por causa da água da chuva. E o macacão que vestia, ensopado e sujo.  

A garota gritava "vá embora" e tentava desesperadamente ligar para o namorado, de novo.  

O homem deu dois soquinhos no vidro do carro, atraindo a atenção da garota. Lágrimas escorriam pelos olhos dela.   

O que aquele velho pretendia?  

Então ele mostrou o machado.  

A garota gritou. Pedia socorro desesperadamente. Mas àquela altura ninguém parecia ouvi-la.  

O cara do machado deu a volta no carro. E, pela janela do motorista, ele mostrou o que aquela garota com certeza nunca queria ter visto: a cabeça decepada do seu namorado.  

Ela sufocou um grito.  

E começou a se certificar de que todas as portas estavam mesmo trancadas.  

O cara do machado voltou a dar dois soquinhos no vidro do carro.  

A chuva estava mais fraca naquele momento.  

A garota, apavorada, viu o que ele balançava do lado de fora: as chaves do carro."  

— Eu disse que eu não queria saber dessa história. Qual é o seu problema? — Encolhi-me sobre o sofá do pequeno chalé que Percy e eu estávamos hospedados.  

— Ah, qual é, Annie... Ficou com medo? — Percy riu e sentou-se atrás de mim, me abraçando.  

— Não estou com medo. Só acho desnecessário você insistir em algo que eu disse para você não fazer. — Menti.  

— Tudo bem, então. Agora é a sua vez. Vamos, conte-me uma história apavorante.   

— Já disse que é para você parar com isso. — Levantei do sofá e fui em direção ao frigobar pegar um refrigerante.  

Percy e eu planejamos um final de semana em uma pousada, alugamos um chalé e tudo mais, porém o tempo não colaborou muito.  

A chuva começou de manhã e até agora não havia parado, o que impossibilitou a nossa trilha pela mata.  

Estávamos entediados.   

Percy sugeriu que brincássemos de contar histórias de terror.  

Eu não quis.  

Mas mesmo assim o idiota veio com aquela coisa de "o cara do machado".  

Ridículo. Mas eu fiquei com um pouco de medo. Só que obviamente eu não admitiria isso a Percy.  

Peguei minha lata de refrigerante e na mesma hora ouvi batidas na porta do chalé.   

Quem seria? Já passava das 9 horas da noite.  

Joguei a latinha em cima de Percy.  

— Não ouviu? Estão batendo. — Disse, revirando os olhos e indo em direção a porta.  

Um trovão soou bem na hora que eu abri a porta, seguido de um clarão.  

Dei um grito agudo e fechei a porta com força, saindo correndo para a cama e me sentando lá.  

A mão no peito. Não era possível.  

— Annie, o que foi?

Não respondi.   

As batidas na porta voltaram, e Percy, com uma expressão confusa, foi atender.  

Escondi-me embaixo do lençol.  

— Ah, sim. Ok, qualquer coisa nós interfonamos para a recepção. Mas por enquanto não notamos nenhuma goteira. Obrigado pela preocupação. E desculpe minha esposa. Estamos contando histórias de terror. E o senhor sabe como são as mulheres...  

Com quem diabos ele falava?  

Ouvi o barulho da porta se fechando. E senti Percy se deitando ao meu lado, tirando o lençol de cima de mim.  

Então ele soltou uma gargalhada que a pousada inteira deveria ter ouvido.  

Não estava com medo... — Disse ele, ainda rindo. — Só pensou que o pobre senhor que trabalha aqui fosse um assassino.  

— Ele era igualzinho ao velho que você descreveu na história. — Ri baixo, meio envergonhada por ter feito tamanho escândalo.  

— Igualzinho. Tirando o fato de que não é um assassino com um machado na mão.  

— Pois é, parece que não.  

— Annabeth, você não pode julgar as pessoas pela aparência.  

— E você não pode contar histórias de terror em dias escuros e chuvosos quando eu peço para você não fazer isso.  

Percy riu e me beijou.  

— Desculpa.



Notas finais do capítulo

Hey! E aí, o que acharam desse capítulo? Deixem suas opiniões nos comentários!
E para todos que estão comentando: Eu amo vocês, sério ♥
Gosta da fanfic? Que tal favoritar e/ou recomendar?
Enfim, por hoje era isso. Quarta-feira tem mais e... Eu posso dizer que o capítulo 10 é um dos meus favoritos ~ suspense mode on *risos*
Até quarta!
Xoxo,
G a b i.


(23/01/2016)