Danos permanentes? escrita por Julie Mellark


Capítulo 5
Capítulo 5 - Breves reencontros e meia profecia


Notas iniciais do capítulo

Olha eu aí queridos, nos vemos lá em baixo

14/06/17 editado!!




James sentiu um aperto no peito e uma tristeza enorme, mas não deixou transparecer.

Mais uma família inteira havia sido encontrada morta, incluindo as duas crianças do casal, ao que James sabia eles poderiam ter informações e não entregaram a Voldemort.

Mas o segredo da boa liderança, segundo ele próprio, era nunca demonstrar nada, se ele ficasse triste, com medo, perdido, ele nunca demonstraria, isso iria desestabilizar a equipe, e essa era um luxo que ele não podia se dar.

Era sexta à noite mas a reunião com os membros da Ordem estava acontecendo á horas. Dessa vez era no próprio apartamento de James, eles estavam discutindo sobre informações que aparentemente haviam vazado do grupo de seguidores de Voldemort.

— Espera! Você está me dizendo que Voldemort está propondo um acordo? - Sirius exclamou com uma cara horrorizada.

— Não! Não é um acordo propriamente dito, acontece que ele está atrás de algo e ele fará de tudo para conseguir, vidas seriam tiradas se preciso mas se entregarmos a ele antes, então pouparemos destruição e mais mortes. - disse Amélia Bones.

— Bones você perdeu o juízo? Você trabalha no Departamento de Execução da Lei Mágica, supostamente você deve saber que não se pode negociar com esse tipo. Já parou pra pensar no que Voldemort quer ? E se for algo que matará a todos nós? Ou quem sabe nos escravizar? - Arthur Weasley se pronunciou, ficando com as orelhas ligeiramente vermelhas.

— Não Arthur eu não esqueci, não precisa ensinar o meu trabalho, sei como fazê-lo - disse a mulher amarga e fechando a cara - só estou colocando ás claras uma das nossas alternativas.

— Olhem não adianta esquentarmos os ânimos, e sim analisar o que temos - disse Remo encarando a cada um na cozinha, todos estavam em volta da mesa.

— É mesmo? E o que temos? - zombou Ludo Bagman, um novo integrante a Ordem, geralmente ele era todo sorrisos e irritante mas quando se tratava de uma reunião da Ordem ele ficava apenas todo irritante.

— Voldemort quer algo, nós precisamos descobrir o que ele quer. Imaginaram se por algum momento o que ele quer é uma arma? Como uma arma contra ele? E se ele quer tanto isso por que é a única coisa da qual precisa se proteger? - Remo havia pensado naquilo assim que ouvira Dumbledore contando sobre a novidade, parece que o seu espião no lado de Voldemort estava fazendo seu trabalho muito bem.

— É eu pensei sobre isso. Acontece que precisamos achar antes dele. - Frank disse carrancudo

— Esse não é o nosso maior problema nem o primeiro passo. - James disse pela primeira vez naquela noite.

— Não? - Frank perguntou confuso encarando o colega

— Não! A nossa prioridade é descobrir o que ele quer, por que ele quer, e onde está. Se Voldemort não encontrou até agora, deve estar bem escondido. - James terminou encarando cada um da sala com sua habitual carranca no rosto.

No fim a reunião foi apenas desanimadora e uma grande exposição de dúvidas e mais dúvidas inúteis e sem respostas.

Passado-se algumas semanas e James não conseguia dormir direito, ficava tendo o mesmo pesadelo noite após noite, ficou remoendo o pesadelo que acabara de viver.

Um raio verde cortava o caminho até ele e quando ele chegava James só se lembrava de gritar e então o clarão verde causado pelo raio se desfazia, e aos poucos ele podia enxergar os corpos de todos que conhecia e amava, jogados um em cima do outro, sem vida.

Líquido vermelho preenchia o chão ao seu redor, e os olhos todos sem vida, fitavam o nada. Ele queria correr, tirá-los dessa vala de morte, queria poder ajudá-los, mas ele só conseguia se movimentar para parar no chão, caindo nas poças de sangue. Sangue dos seus amigos, família encharcando suas próprias roupas e mãos.

E então geralmente ele acordava, sentindo nojo de si mesmo por não ser capaz de salvá-los, nem mesmo dar uma morte digna, mas não essa noite. Essa noite James não havia sido atingindo pelo raio, tinha sido Lily, era ela quem caia morta no chão, banhada por seu próprio sangue, ele queria ajudá-la mas quanto mais ele se esforçava e corria para chegar até ela mais longe e distante ela ficava, mas ele ainda era capaz de enxergar os olhos verdes abertos encarando o nada, totalmente sem brilho e sem vida, sem o calor que ele se lembrava de ver sempre que olhava para a mulher.

Respirando fundo, James levantou da cama, e seguiu até o banheiro, um incômodo barulho vinha da janela da cozinha, curiosamente James seguiu até o barulho, encontrando uma grande coruja negra bicando sem parar o vidro da janela. Ela deveria ter acabado de chegar, uma vez que ele tinha sono pesado e, nem Sirius e Remus estavam em casa ela poderia ter ficado esperando para entregar a carta à noite toda.

A carta breve contém apenas a letra de Dumbledore, com apenas duas palavras HOGWARTS AGORA.

Mal tinha lido as palavras quando correu para o quarto pegou um casaco e desaparatou direto para os grandes portões de Hogwarts .

Ainda era noite, ou começo da manhã dependendo do ponto de vista, o dia estava começando a surgir, mas as estrelas e a lua ainda eram visíveis.

James não tinha dúvidas, o que quer que fosse, era importante, reuniões da Ordem convocadas com urgência, em especial em Hogwarts eram bem em último caso, e James tinha uma ideia do que era, para Dumbledore ter convocado tão repentinamente.

— Obrigada por terem vindo, sei que alguns têm família, e pelo horário alguns, me atrevo a dizer estavam dormindo, mas a situação é séria.

— Molly ficou realmente preocupada, mas não pode vir, está cuidando do nosso caçula Ronald - disse Arthur em tons de desculpas olhando cada um da sala.

Estavam reunidos em uma sala de aula vazia, já que agora a Ordem era grande o suficiente para não caber no pequeno escritório do Diretor.

— Não se preocupe com isso Arthur todos entendemos - disse Marlene com um sorriso sonhador e quente - aliás como vai o nosso pequeno mascote ruivo?

Antes mesmo que Arthur pudesse responder Dumbledore lhe cortou, tomando a dianteira

— Espero que muito bem, mas poderemos conversar sobre isso mais tarde, temo que o assunto que os trouxe para cá é um pouco mais preocupante. Essa noite o hospital St. Mungus foi atacado.

Todos na sala exclamaram surpresos, Voldemort atacando doentes era novidade, até agora não havia acontecido nada do tipo. Ele parecia ter predisposição a matar e livrar de seu caminho aqueles saudáveis e hábeis o bastante, doentes e pessoas a bera da morte não parecia estar em sua lista de prioridade, era baixo até mesmo para Lord Voldemort.

— Tivemos alguma baixa? - perguntou James categórico sem mostrar se abalar pela notícia

— Graças a Merlin não tivemos baixas, alias nem feridos, o ataque nos rendeu alguns reféns, mas os Comensais foram direto para a sala de arquivos e exigiram um arquivo em especial.

— Sala de arquivos? Mais alguém aqui esta achando isso tão estranho como eu? - Sirius perguntou levantando as sobrancelhas em sinal de confusão

— Sim muito estranho, mas o que exatamente eles estavam procurando e o porquê foi o fator que nos levou a resposta sobre o que Voldemort estava procurando tão desesperadamente - Alastor disse

— Por favor nos expliquem - Remus pediu encarando o Auror

— Comensais foram no St. Mungus atrás do controle de natalidade do mundo mágico, todas as crianças nascidas e geradas no período de um ano até hoje

— O que? Crontrole de natalidade - James perguntou perdendo a compostura, esperando o pior de toda essa história.

— Sim! Ele levou todos os arquivos essa noite e algumas horas mais tarde recebi uma mensagem de Dumbledore nos avisando que o espião havia o informado que Voldemort havia conseguido o que procurava.

O momento de tensão era palpável no ar, era como se o oxigênio fosse difícil e raro. Todos esperando em silêncio crucial Alastor concluir a história contando o que exatamente Voldemort estava procurando.

— Uma profecia! A profecia entretanto não está completa, algo muito forte está bloqueando o restante da profecia, mas o que importa é que Voldemort teve acesso a profecia e assim como ele, nós também - explicou Alastor em um tom calmo e incomum que ele nunca usava.

— Espere! O que isso tem haver com o ataque ao hospital - exclamou Amélia Jones

— Ouça a profecia e então me diga você. - disse Dumbledore enquanto pegava um papel dos bolsos da veste e recitava a profecia - "Aquele com o poder de vencer o Lorde das Trevas se aproxima... nascido dos que o desafiaram, nascido ao terminar o sétimo mês."

— Então me digam, vocês conseguiram fazer a ligação entre o controle de natalidade e a profecia? - Alastor disse encarando ninguém em especial

Ninguém respondeu, todos temerosos demais, a profecia era específica mas dezenas de vidas inocentes estavam em perigo, crianças tão novas que não sabiam pronunciar uma única palavra correndo perigo mortal.

— Bom eu espero que vocês tenham sim chegado a mesma conclusão que eu, uma merda não? - a voz fez os pelos da nunca de James arrepiar, ele conhecia aquela voz, suave e que outrora lhe trazia sensações capaz de levá-lo do 0 ao 100 em milésimos, mesmo de costas ele sabia quem era

— Lily? - Marlene disse incrédula correndo para abraçar a ruiva - Meu Deus é você mesma! Viva! Você sumiu por tanto tempo que eu.. Ah! Céus eu imaginei tantas coisa - Marlene não se preocupava em deixar as lágrimas caírem.

Alguns membros da Ordem sorriram ao reconhecer a ruiva, mas não James, ele não sabia se abraçava ou se saia correndo para pegar um ar, portanto afrouxou a camiseta abrindo dois botões e ousou se virar para vê-la.

Linda, ele quase perdeu o folego, lá estava a pequena Lily Evans, com cabelos maiores do que ele se lembrava, um sorriso no rosto e olhos calorosos, mas isso era tudo, ela parecia triste, e inacreditavelmente mais magra, aliás os ossos de seu rosto eram visíveis os braços pareciam mais finos, e ele ainda perdia o fôlego só de olhá-la.

— Vai com calma Prongs, ela é a Lils mas ela ainda é mistério, lembre-se disso ok? - sussurrou Sirius em seu ouvido.

Sirius entretanto não precisava lembra-lo disso, ele sentia a dor tão presente como se tivesse sido ontem. Até então ela não parecia ter notado o moreno, mas ao percorrer os olhos pela sala e encontrá-lo ela pareceu momentaneamente surpresa para então sorrir calorosamente.

— Hey Sirius, oi James - disse simplesmente e se aproximando do resto das pessoas da reunião e não esperando resposta dos morenos se adiantou para Dumbledore - então diretor como eu te falei mais cedo, Alice e eu estaremos encarregadas sobre os arquivos do hospital, traremos assim que possível, mais tarde gostaria que o senhor me mantivesse a parte das novidades, estivemos fora por algum tempo mas agora que voltamos precisamos nos inteirar.

— Alice está com você? Ela está aqui? - disse Frank olhando ao redor sem esconder a ansiedade.

— Oh sim! Ela está comigo, mas bem não aqui - sorriu a ruiva brevemente sem dar mais explicações.

— Então gracinha como vocês vão conseguir os documentos? Não é sigiloso e tudo não foi levado por Voldemort? - Perguntou Ludo dando um sorrisinho torto para a ruiva.

— Ah sim, trabalho no St. Mungus agora, tenho um acesso preferencial, por isso Dumbledore me pediu ajuda, e creio que temos alguns outros arquivos no hospital, vai dar algum trabalho mas conseguirei isso - Lily disse seria encarando o homem baixo e gordinho ao seu lado - e não me chame de gracinha.

— Trabalha no St. Mungus? Você é um Auror - disse Sirius com uma careta sem entendê-la

— Trabalho, e eu era uma Auror. - Lily disse encarando o amigo de quem sentirá falta mas não teria coragem de abraçar, ela sabia que ele devia ter fortes duvidas em relação ao seu caráter, pela forma como tudo aconteceu, pela forma que quebrou o coração de James, seu melhor amigo - Agora se me derem licença eu tenho que ir. Há alguns compromissos que necessitam de mim agora, entro em contato assim que conseguir a papelada Dumbledore - disse encarando o antigo diretor e já se virando enquanto puxava a capa preta e colocava o capuz.

 - Espere! Lily você já vai? Eu quero saber onde você estava, você não vai sumir de novo, ou vai? Vai voltar, certo? - Marlene correu de encontro a antiga colega de dormitório.

— Conversamos outra hora Lene, prometo que isso ainda vai fazer algum sentido pra você, algum dia - Lily disse expressando levemente um sorriso triste, deu um breve olhar a James como se quisesse lhe dizer algo e continuou seu caminho até desaparecer da vista.

Tão rápido como ela havia vindo, ela havia ido.



Notas finais do capítulo

Gente seguinte o capítulo mais parado era essencial para completar lacunas que estavam ficando na fic, estava estimando aqui e acho que a fic terá de 10 a 14 capítulos no máximo ok? O projeto vai demorar um pouco até Pq tenho outros dois em andamento, mais algumas ideias e ainda tenho minha vida pessoal e profissional para lidar né, mas enfim feliz 2016 pra vocês e espero o comentário de vocês



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