Danos permanentes? escrita por Julie Mellark


Capítulo 10
Capítulo 10 - O livro de registros


Notas iniciais do capítulo


Primeiro de tudo!! Eu editei a fic, alguns capítulos tem alterações mais relevantes que outros, mas mesmo assim recomendo uma releitura.
Agora ,
VOLTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEI
13/07 MAS VOLTEI




Céus, quem por Merlin inventou que vassouras eram bons artefatos para se voar? – Reclamou Lily indo para as pequenas arquibancadas que haviam no local – É sério esse não é o objeto mais apropriado, tem pouco apoio e a aerodinâmica é uma porcaria.

— Por Merlin Lily, pare de nos estressar com isso, você só está assim por que nós ganhamos e você caia da vassoura a todo o momento. – Disse Sirius que sorria abertamente

Estavam em um considerável pequeno campo de quadribol, que era alugado as vezes para pequenos jogos familiares e de lazer. Sirius não se aguentava de felicidade por ter finalmente vencido Marlene, que fazia uma careta nesse momento. James tinha jogado em seu time junto com Alice e Remus, já no time de Marlene estavam Lily e Tonks, uma prima de Sirius que estava no último ano da escola e era tão renegada da família quanto ele.

— Isso não é justo o balaço me acertava a todo o momento, como eu devo me manter apoiada no ar por uma vara enquanto uma bola me acerta bem no nariz? Esse jogo não faz o menor sentido para mim – a jovem mulher disse enquanto amarrava seus cabelos, era um dia muito quente e mesmo com o fim da tarde de aproximando o calor era intenso.

— Você é extremamente competitiva Lily, quando você não ganha pra você não faz sentido nenhum mesmo. – Disse James surgindo ao lado dela, enquanto descia da vassoura suavemente e começa a caminhar para as arquibancadas, ele olhava para frente, mas não falou com hostilidade dessa vez.

— Como estão suas feridas? Todas já cicatrizaram? – Perguntou ela parando de caminhar e virando-se para ele ignorando a leve alfinetada que ele tinha feito.

— É, estão melhores. Acho que vão ficar algumas marcas, mas não me importo, eu gosto de colecionar algumas aventuras – um leve brilho maroto passou por seus olhos enquanto ele também parava e dava de ombros.

Com certeza James Potter não se importava com mais com uma coisa trivial como cicatrizes, não mais.

Lily suspirou e abaixou a cabeça, ela parecia pequena e indefesa, como se qualquer coisa fosse capaz de quebra-la, mas quando levantou a cabeça encarou o homem com tanta força que James se sentiu um pouco acuado.

— Podemos conversar? Eu realmente espero ter uma oportunidade para falar com você, desde que eu voltei a Londres – era quase uma suplicada

— Não sei se temos algo a conversar mais, você deixou bem claro naquela carta que eu não servia mais para você, eu lembro das palavras que você usou até hoje – respondeu azedo e voltando a caminhar, mas olhou em volta e viu que todos já haviam ido embora – Onde raios foram todos?

Ignorando a pergunta do outro, Lily correu até ele, tocando seu braço para que ele olhasse para ela – Por favor, eu preciso mesmo te falar algumas coisas, não me importa que você não queira, nesse momento eu tenho que ser egoísta e te falar isso, por favor.

— Nesse momento? Lily você sumiu por quase seis meses antes de me mandar uma carta terminando tudo comigo, que tipo de pessoa faz isso? Eu digo qual, as egoístas, você me deixou achando por meses que havia sido capturada ou morta, eu te procurava dia e noite antes de receber uma coruja no começo de agosto dizendo que eu devia te deixar em paz, que você seguiu sua vida sem mim, e estava fugindo de mim. O que mais tem a ser dito?

As palavras acertaram Lily como um soco a cada silaba, ela sabia que ele havia procurado por ela e como deveria parecer que estava morta, os meses de desespero sem receber notícias deveria tê-lo deixado maluco, mas tudo fazia parte do plano para proteger o filho deles, era o maior sacrifício pelo seu maior bem, ela não tinha dúvidas que valia a pena, mas ele não poderia saber e tudo que ela mais queria nesse momento era gritar que nunca quis partir, que ele devia conhecer o Harry que iria entender.

— Eu não tenho muito a falar, eu sei que foi errado e eu sei que fui péssima pra você, tudo que eu tenho a te dizer é sinto muito, que eu realmente espero que um dia você me perdoa e me entenda – Ela se aproximou mais dele e tocou um fio de cabelo que caia pela testa do homem – Apenas lembre-se do que nós somos capazes de fazer por aqueles que amamos. – E dizendo isso ela virou-se antes que ele pudesse ver seus olhos marejados, pegou a capa na arquibancada e colocou o capuz, naquela noite ela aparatou sem olhar para trás.

— Você é quem não entende Lily – o homem sussurrou sozinho em meio ao crepúsculo.

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Uma dúvida pairou na cabeça de James por semanas, o que Lily Evans quis dizem com “lembre-se do que nós somos capazes de fazer por aqueles que amamos”. Frequentemente a frase aparecia rodear seus pensamentos diários, ela queria dizer algo com isso, James sabia que sim, mas não podia entender, ir embora não tinha acabado com a guerra, nem poupado amigos e famílias de morrerem, então por que ela diria algo assim?

Balançou a cabeça afastando esses pensamentos e focando nos relatórios entregues, desde o ataque ao St. Mungus o mundo magico teve seus dias de paz, mas ultimamente Voldemort tinha voltado com uma de suas atividades mais sem escrúpulos na opinião de James, suas vítimas estavam sofrendo uma possessão mental, Voldemort estava entrando na cabeça delas e fazendo-as enlouquecer com visões e ilusões criadas por ele, os casos mais tristes iam de suicídio até uma mãe que matou os próprios filhos pois acreditava estar vendo comensais da morte.

Algumas vezes o rapaz achava que não daria conta de ler todos esses relatórios a cada dia casos mais e mais tristes iam aparecendo e com Moody em uma missão apenas ele estava coordenando o departamento de aurores. O dia tinha sido exaustivo e tudo que ele queria era deitar no sofá de sua casa e tirar um cochilo, foi tirado dos seus pensamentos quando alguém bateu na porta do seu escritório.

— Pode entrar, está aberta – resmungou enquanto fechava a pasta com alguns documentos que ele iria revisar em casa.

— Ah! Você já está de saída, ótimo. Assim podemos ir juntos – disse Marlene parecendo realmente satisfeita com isso.

— O que? – Perguntou sem entender do que se tratava

— Você não esqueceu, não é mesmo? – Quando o maroto não respondeu, ela continuou – Hoje temos reunião da Ordem da Fênix – sussurrou para não ser ouvida – Vai ser no escritório do diretor, tenho a chave do portal comigo, ela se ativa daqui a quinze minutos, você vai, não é? – disse tirando uma velha escova de dentes do bolso da calça.

James suspirou e caiu na cadeira novamente, pelo jeito seu cochilo teria que ser adiado mais uma vez.

Horas mais tarde, depois de conversarem sobre um ataque ocorrido em um bairro trouxa no interior do País de Gales, o interrogatório de alguns comensais capturados e até mesmo a condenação de alguns deles, Marlene resolveu interromper a reunião, pois Lily parecia acuada em seu assento, abrindo a boca esporadicamente e apenas se movimentando para olhar o relógio de pulso várias vezes durante a reunião.

— Serio Lily o que você tem? Parece que alguém morreu, você não está bem. – disse Marlene fazendo todos olharem diretamente para a ruiva que notando todo os olhares em si fez uma careta e se endireitou na cadeira.

Preferindo dizer uma meia verdade, já que não podia contar que o culpado da sua preocupação era Harry que estava doente a mais de uma semana, com febre e ela não havia sido capaz de nada para ajuda-lo tudo que queria fazer agora era estar em casa cuidando dele. Era como se ela soubesse que precisava estar em casa – Não estou mesmo, é a febre – desculpou-se dando de ombros como se isso não fosse nada.

Alice que sabia o que a amiga queria dizer com isso, deu um sorriso e apertou a mão da amiga – Vai passar, tenho certeza, não se preocupe

Sirius achou um pouco estranho esse tipo de comportamento em relação a apenas uma febre, quando Lily já havia continuado em combate de formas muito piores, mas achou melhor não comentar nada. James ficou preocupado, e percebeu que a ruiva estava mal desde o começo, mas não sabia o que poderia fazer para ajudar.

Apenas Dumbledore foi capaz de entender de quem as amigas estavam realmente falando – Sabe Lily, talvez seja melhor você ir para a casa, tenho certeza que te fará mais bem e será mais útil – deu um sorriso cumplice e encarou os olhos verdes brilhantes na esperança que ela entendesse o recado, esperta como era, ela pareceu se animar na hora

— Mesmo? Se vocês me deem licença eu vou mesmo seguir os conselhos do diretor e ir para a casa – disse levantando rapidamente parecendo mais animada e colocando o grande casaco preto sobre si saindo pela grande porta de madeira da sala do diretor.

A reunião prosseguiu por mais alguns minutos depois da interrupção, até que Marlene cortou novamente a fala de alguém – O que foi Edgar? Por quê está nervoso, posso ouvir seus pés batendo desde o começo da reunião, quer dizer algo? – Marlene era conhecida por não ter papas na língua e não se importou em expor outro colega bruxo na frente de todos

— Não-Não! Será que poderíamos ter uma pausa? Também não me sinto bem, o que a Evans tinha pode ser contagioso – ele soava nervoso e deu um sorriso amarelo.

Alice levantou as sobrancelhas com o que ele disse mas segurou a risada, James concordou que todos mereciam um pequeno intervalo e propôs que em quinze minutos todos voltassem a sala.

Enquanto alguns saíram para dar uma volta na Hogwarts noturna onde os alunos já estavam na cama, outros permaneceram na sala e se juntaram em cantinhos para cochichar, Marlene e Sirius saíram da sala e James aproveitou para beber um whisky que ele tinha em sua garrafa no bolso de seu casaco.

— Alice, será que poderíamos conversar por um instante? – perguntou Dumbledore indicando a saída para ela, claramente uma conversa privada. Ele queria saber como andavam as coisas com elas e os meninos, Alice entendeu a deixa e acenou enquanto ia para a saída.

 James estava ocupado, observando a sala e todos os objetos esquisitos que o diretor amontoava naquele lugar, até que viu Fawkes, a fênix de estimação do diretor. Se aproximou dela, ela parecia relaxada com a cabeça entre as asas, e estava sem dúvida na melhor idade de sua vida, suas penas estavam mais brilhantes e vermelhas que nunca e ela parecia imponente e perigosa.

Nos meios de seus devaneios de como ela tinha sorte de renascer das cinzas sempre que queria, James foi pego de surpresa pelo grito de um dos quadros dos antigos diretores.

— O QUE VOCÊ ACHA QUE ESTÁ FAZENDO? LARGUE JÁ ESSE LIVRO- Fineus Nigellus Black, gritou

Isso fez com que os burburinhos de conversa cessassem e Alice e Dumbledore entraram novamente na sala rapidamente.

Edgar Bones estava atrás da mesa do diretor, com um livro na mão e com aparência de em pânico de ter sido pego em flagrante.

— LADRÃO! LARGUE JÁ ESSE LIVRO EU NÃO TE DISSE? VOCÊ É SURDO OU SÓ BURRO MESMO? - Fineus parecia realmente alterado – Apenas diretores da escola podem ver esse livro, você não tem esse direito.

Mas Edgar não soltou o livro, na verdade ele prendeu ainda mais junto de seu peito como se estivesse disposto a morrer por isso. James não entendeu o que aquele livro tinha de tão importante, mas levantou a varinha para Edgar quando percebeu que o diretor, Dumbledore, estava sério e para James ele parecia se controlar para não parecer nervoso

— O que está fazendo Edgar? Vamos, me devolva esse livro – disse o diretor dando pequenos passos até ele, e estendendo a mão

— Não vai dar não coroa – James franziu a testa com isso, mas não teve tempo de pensar muito a respeito, logo Edgar começou a fazer caretas, seus ossos pareciam encolher e seu rosto afinou enquanto sua pele ficava cada vez mais escura, seu cabelo desapareceu e de repente Amycus Carrow estava de frente a Ordem, exibia um sorriso de escarnio e parecia realmente satisfeito com a expressão de surpresa de todos.

— Tolos! Todos vocês, e vão morrer pelas mãos do meu mestre-  e dizendo isso levantou a velha escova de dentes que Marlene havia mostrado mais cedo para James.

James Potter assim que processou o que viria a aconteceu correu para agarrar o homem, mas ele desapareceu com a chave de portal antes mesmo de James conseguir alcança-lo e levou o livro junto.

— O que raios acabou de acontecer? – Perguntou Sirius que havia acabado de chegar com Marlene na sala

— Professor, me diga o que tinha naquele livro? – perguntou Frank ignorando Sirius

— Aquele livro meus jovens é um item magico muito poderoso e antigo, mas criado apenas para meios de contabilidade, receio que Voldemort não irá usá-lo dessa maneira – O diretor suspirou e continuou – é o livro que contém o nome de todas as crianças que tem uma vaga em Hogwarts, se elas quiserem é claro, a relação dos nascidos trouxas com magia que devemos contatar, e de todos aqueles que possuem magica em suas veias.

James processou a informação, Alice parecia em choque e Frank apareceu do seu lado para ajudar e sussurrando coisas em seu ouvido, James ainda não entendia até que Remus disse:

— Então agora Voldemort tem acesso as crianças nascidas no final de Julho, magicas, e que ele acha que é uma ameaça? É isso que eu entendi? – Remus perguntou incerto e parecendo ficar pálido

James torcia para que a resposta do diretor fosse que não, que ele havia entendido errado, mas então:

— Receio que sim Sr. Lupin, infelizmente Voldemort conseguiu o que queria, e bem de baixo de nossos narizes.



Notas finais do capítulo

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