A Raposa escrita por Miss Weirdo


Capítulo 8
Capítulo 8


Notas iniciais do capítulo

OI LEITORES
Bem, acho que eu devo uma explicação por não ter postado nem terça e nem quinta. Bem, minha vida anda um rolo, daí eu tive uns problemas na escola, peguei 7 recuperações, não tenho mais vida social e basicamente respiro para conseguir passar de ano.
Ah, tanto faz, vocês não ligam. Alright, eu dedico esse capítulo a todos vocês, como um "prêmio" pela minha demora, o que acham? Ah, e esqueci de avisar, vou ficar um tempo sem postar (yay), então vou demorar para responder MP's ou comentários mesmo, apesar de me esforçar.
Tanto faz.
Beijinhos!



Eu tinha passado os últimos vinte minutos em que estava consciente pensando no que ela havia dito. Como eu lutava? Uma bela tragédia, eu não lutava, eu apenas fugia e segurava o inimigo. Eu não era forte como Mohra, ágil como Garra, astuto como Tobias, intimidador como Magma e muito menos gracioso como Fox. Podia me definir como a perfeita mistura do “quase deu errado”, porque quase sempre acabava morto, porém por alguma obra milagrosa e bizarra, diga-se de passagem, do destino, eu vivia mais um pouco, apenas para me torturar e lembrar que eu não representava muita coisa no meio daqueles homens.

E bem, depois disso eu dormi.

Acordei com a movimentação dos Sailors, e já imaginava ser o café. Me estiquei, com a rede vermelha balançando devido ao movimento, todavia eu já estava acostumado com aquilo, se eu tentava mudar de posição durante a noite parecia que o navio estava afundando. Decidi que estava cansado demais para comer e apenas me virei para dormir um pouco mais, o que era válido, já que eu havia passado a noite anterior (e o dia, obviamente) lutando. Minhas pernas doíam um pouco, assim como meus braços, mas era algo que com o tempo passaria.

Devo ter cochilado mais uma vez, porque senti alguém me cutucando com a ponta do dedo, e após grunhir, a seguinte frase:

— Graças aos Deuses, pensei que estava morto.

Me virei e encontrei Batata parado ao meu lado.

— Eu só não fui para o café - respondi, esfregando os olhos, exausto.

— Não, cara - o marujo ironizou - o almoço acabou já tem certo tempo. Roubei um pão sem Cabeça perceber.

Arqueei as sobrancelhas, confuso. Não, ainda era manhã, com certeza. Peguei o pão mesmo assim, tirando o cabelo dos olhos.

— Eu não sei, você não parece bem - ele me disse, agachando-se para se nivelar a altura da rede. Eu me sentei, mas a sensação de cansaço ainda não havia passado.

— Eu só estou me sentindo cansado - respondi, respirando fundo - nada demais.

— Você dormiu direto até agora, isso não é normal, pretende morrer de fome? - perguntou.

— Tem certeza de que já passou o almoço? - questionei, zonzo.

— E eu lá ia desperdiçar minha saliva para inventar histórias? Ande, vá tomar um sol - constatou, e logo deu tapinhas em meu rosto, mas tirou a mão rapidamente e levantou meu queixo com os dedos - você está quente. Eu vou buscar Jaguar.

E com isso saiu porta acima, e eu apenas não aguentei ficar sentado e me joguei novamente na rede. Pelo que eu me lembrava, Jaguar era quem os mantinha vivos quando o assunto era medicina.

Alguns segundos depois (pelo menos foi o que me pareceu, eu podia ter pego no sono), Jaguar apareceu com um pedaço de pano e o jogou na minha testa. Ele estava úmido e gelado, e imediatamente me fez soltar um palavrão.

— Eu estou com frio, tire esta porcaria de mim - grunhi.

— Você tem que ficar aí deitado mais um pouco - avisou, como se fosse um desafio para mim. Eu realmente só queria dormir.

— Tanto faz - e fechei os olhos novamente.

— Tente acordar para o jantar, até lá vai ter aliviado um pouco - murmurou, a voz parecendo distante, eu já caindo no sono novamente.

Depois disso foi silêncio.

Despertei novamente, pulos no convés acima de mim. Eu realmente estava me sentindo mais aliviado, portanto retirei o pano e o deixei no chão, sentando na rede. Eu estava suando, tive que esfregar o rosto. Me levantei com cautela, a fome dando pontadas em meu estômago, mas ao mesmo tempo eu sentia que se comesse algo poderia vomitar. Fui vagarosamente até a escada, abri a escotilha e deixei o ar da noite bater em mim. Estava frio, o clima úmido e bem nublado, eu não podia ver nenhuma estrela ou sequer a lua, e tremi com o vento que balançava minha blusa.

Aquilo que eu estava ouvindo era… Música?

Quando estreitei o olhar, vi que todos os pés criando o tumulto no andar debaixo eram onze marujos, todos dançando ao som das músicas tocadas por Ello no piano. Lembrei-me que este era seu ofício antes de vir para o navio, tocava as mais diversas canções em um bar da capital.

Andei até eles, que estavam ao redor daquela mesma estrutura cilíndrica com a bacia que portava o fogo ao meio. Eles cantarolavam a canção dos Quatro Inimigos, provavelmente a mais conhecida de todas, e faziam a coreografia das típicas danças do continente. Das poucas vezes que eu tinha ido a algum bar do Leste, havia aprendido partes da dança, mas nunca meu forte.

Realmente, eu não era bom em muitas coisas.

Cruzei meus braços para tentar evitar perder calor, e me sentei em um barril, vendo-os se divertindo, e aquilo já foi motivo o suficiente para me deixar mais animado.

“Na noite escura, quatro inimigos jantavam

Pratos bateram, copos quebraram

Eles se odiavam”

Dois passos para frente, dois para trás, eles rodopiavam e batiam três palmas em cima e logo três embaixo. Com certeza estavam todos bêbados, não havia sincronia nenhuma no que faziam.

“A bruxa mexia sua língua maldita

Ela queria, ela faria

Presos na névoa infinita”

Tobias me viu, e logo gesticulou para que eu me aproximasse, e eu resolvi então levantar. Um pouco de diversão não me mataria, apesar do mal estar.

“E o homem bem quieto, era tudo arranjado

Um mercenário, frio!

Pago com dinheiro manchado”

Foi quando interrompi meu curso para o meio deles ao me dar conta de que alguém bem importante não se encontrava ali. Faltava algum tipo de conexão naquela dança, e constatei que as partes femininas haviam sido cortadas. Não havia nenhum borrão vermelho no meio daqueles homens. Mapeei o convés, e a encontrei escondida ao lado do piano, recostada na parede, sorrindo e acompanhando a música com balanços da cabeça. Cruzei os Sailors até chegar a sua frente, e todos eles se calaram e desaceleraram os movimentos, a música quase cessou, mas eu estava seguro do que queria, e não iria desistir.

— Você me concede essa dança? - e a reverenciei, estendendo a mão, igual eu sabia que um homem deveria fazer a uma dama.

Ela me fitou, os olhos indecifráveis, mas o meu sorriso convencido não vacilou.

— Achei que nunca ia pedir - revirou os olhos, com um sorriso desafiador logo em seguida. Tomou a minha mão e veio comigo.

“A dama como uma rosa, bela de se olhar

Mas o veneno de seu perfume

Aprendeu a manipular”

Ela rodava, rindo, lá no meio, feliz. Eu acompanhava, o enjoo quase desapercebido no meio da diversão, o que me animava cada segundo mais. Todos riam e gritavam enquanto pulavam de um lado para o outro, como se não houvesse nada para se preocupar.

“E o que restava era o caçador,

Perseguia as sombras, fugia dos vivos

Vivia na dor”

Ela ficava bem bonita quando ria verdadeiramente, e não com a segunda intenção de me matar. Rodopiou pelo meio de todos, cantando, movendo os braços, aparentando ter a inocência que os anos como capitã haviam lhe tirado.

“E no fim da refeição todos se olharam

Deram um grito e caíram

Os barulhos cessaram”

A música parou e todos bateram com o pé direito no convés, como que para imitar aquele trecho. Logo Ello voltou a apertar as teclas do piano.

“E na noite escura, os inimigos se separaram

Quatro almas tão confusas

Em silêncio vagavam

Nesse momento todos começaram a bater palmas, e eu me encontrava já sem frio. Senti o estômago embrulhar, e corri em direção a um barril para sentar e abraçar minha barriga. De repente as espessas nuvens que cobriam a noite estrelada cumpriram sua função, e gotas de chuva passaram a molhar minha pele, ganhando mais intensidade a cada vez, contudo sem ficar muito forte. O mar não estava agitado, apesar das ondas estarem movendo o Metal Curse mais fortemente.

Um trovão cruzou o ar, junto a um raio ao longe que iluminou sombriamente a noite escura.

Um grito agudo sucedeu-se. Virei meus olhos em direção ao aglomerado dos marujos apenas para ver Fox cobrindo os ouvidos com as mãos, enquanto os olhos estavam cerrados.

Levantei-me rapidamente e fui até perto de Sombra para tentar entender o que tinha acontecido, e o vi murmurando um “Ah, infernos”.

Mais um trovão. Ela soltou um gemido abafado e saiu correndo desnorteada para seu quarto. Fiquei esperando alguém tomar a iniciativa de ir ajuda-la, porém quando vi que ninguém fez ou faria nada a respeito, pois todos procuravam arrumar as velas ou correr para o quarto, fiquei indignado, e resolvi tomar uma atitude eu mesmo. Saí andando rapidamente em direção a escada, e de repente ouvi um grito:

— Onde pensa que vai? - era Ello, dando passos na minha direção.

— Vou ajuda-la! - respondi, virando-me.

— Ela não gosta de ser incomodada em dias de tempestade - argumentou.

— Eu não ligo - dei de ombros.

— Cara, ela vai te matar! - gritou, como se esperasse que eu fosse desistir.

— Ótimo! Isso com certeza a deixará feliz! - bem, eu não ia.

Disparei pelo corredor de seu quarto, que ao abrir a porta era apenas uma escada em espiral, que levava a um pequeno hall e uma porta. Esperei em silêncio no completo escuro, com o ouvido encostado, e de lá não veio nenhum som.

— Fox? - bati suavemente, e esperei um pouco mais. Eu estava angustiado, e o coração acelerado. Após o trovão que veio a seguir, eu estremeci por ela, o que me deu ainda mais urgência em ajuda-la - se você não abrir, eu arrombo - constatei. Fiz uma contagem de um a três, e bem no último instante ela sussurrou.

— Você não deveria estar aqui - a voz estava fraca e abafada.

—Vim ver como você está… Precisa de ajuda?

— Posso me virar, é apenas uma tempestade - pude sentir o medo em sua voz. Não era o mesmo tom confiante e determinado típico daquela ruiva, era tão… Inseguro.

Um outro trovão rasgou os céus, e eu ouvi um suspiro de desespero.

— Por favor, me deixe entrar - pedi, tentando transmitir segurança em minha voz.

— Você nem me conhece, vá embora - ela sibilou.

— É óbvio que te conheço, capitã. Você é uma garota forte, não gosto que esteja assim.

— Pois bem, sou sua capitã. Estou mandando que vá embora.

Nesse momento, um estrondo. Mais um trovão ecoava pelos céus, e do outro lado da porta, Fox deu um gemido de pânico. Senti meu coração se quebrando, e uma urgência em ajuda-la de qualquer maneira possível. Encostei a testa na porta.

— Essa é mais uma ordem que irei desacatar. Por favor, abra a porta.

— Me deixe sozinha.

— Nunca.

Estranhei o motivo de ter dito aquilo. E estranhei também a exagerada preocupação. Balancei a cabeça, afirmando que qualquer um faria aquilo por ela. Fox era nossa capitã, a quem devíamos lealdade, certo?

Esperei por volta de quinze segundos. Achei que não fosse abrir a porta, e já me preparava para aborda-la novamente, porém fui surpreendido por um baixo rangido. Era apenas uma fresta, pela qual pude ver seu olho. A luz do quarto me tirou do breu completo, e apesar de pouca, consegui ver seus olhos inchados e a pele vermelha.

— Tomeh, eu te imploro, me deixe sozinha. Por todas as vezes que você me irritou e eu lhe deixei vivo, por favor, saia daqui.

— Mas você não está bem - continuei.

— Eu? - então esfregou os olhos, dando um sorriso forçado - eu estou ótima.

Mais um estrondo. Ela soltou a porta para cobrir a boca com o intuito de abafar um grito. Os olhos cerrados, ela perdeu o equilíbrio e afastou-se. Foi a minha deixa para abri-la o suficiente para permitir minha passagem e fecha-la novamente atrás de mim.

Quando tive um vislumbre por completo de Fox, senti que morria por dentro. Ela não estava imponente e corajosa como sempre. Seus olhos demonstravam medo, o rosto vermelho, o cabelo bagunçado e a respiração ofegante. Encontrava-se um pouco curvada, como se para proteger-se.

— Eu… Tomeh… - então fitou-me por uns instantes, tentando por algum motivo se explicar. Porém o inimaginável aconteceu. Ela começou a chorar.

Isso mesmo. Sea Fox estava chorando.

E eu obviamente não ia deixa-la ali, aos prantos. Me aproximei rapidamente e a envolvi em meus braços.

— O que está fazendo? - ela indagou em meio a soluços, se debatendo, tentando me empurrar. Mais um trovão. Ela então parou de gritar e segurou meus braços, assustada. Eu a apertei, e senti as lágrimas escorrendo pelo meu ombro.

Apesar de ser apenas cinco centímetros menos que eu, Fox parecia tão pequena. Ela soluçava e gemia, com medo, e aquela visão simplesmente não entrava na minha cabeça. De repente, ela desprendeu seus braços e os envolveu ao redor do meu corpo, me apertando. Sorri involuntariamente, mas logo me repreendi e comecei a passar a mão pela ponta de seus fios ruivos, parecendo, por algum motivo, sem vida.

— Calma - sussurrei - é apenas água.

Ela tentava conter as lágrimas, como se para manter a compostura, porém sempre engasgava e voltava a chorar. A cada trovão era como se um pedaço dela desaparecesse, a deixando mais apavorada, como se fosse uma tortura interminável.

Eu, que estava doente, ignorei completamente o cansaço e o mal estar. Ela era mais importante.

Ficamos ali por não sei quanto tempo, ela tentando se explicar, como se me devesse palavras, e eu apenas a mandava ficar quieta - de uma maneira sutil, obviamente, mesmo frágil daquele jeito eu poderia sair daquele quarto com uma faca atravessando meu pescoço - e a sensação de vê-la tão triste partia meu coração infinitas vezes. Depois de um certo tempo, sentamos no chão, ela com a cabeça apoiada em meu ombro, soluçando incessantemente, e meu braço esquerdo a envolvendo.

Quando a chuva diminuiu de intensidade, Fox acalmou, limpou as lágrimas, e eu me atrevi a questionar depois de uns minutos de silêncio:

— Qual o motivo de tanto medo?

Ela ficou quieta, respirando pesadamente por uns instantes.

— Eu... Prefiro não dizer - respondeu, e eu apenas revirei meus olhos, pois era mais um mistério que a envolvia.

— Tudo bem, se é o que você quer - dei de ombros, e então ela levantou o rosto, me fitando, as sobrancelhas arqueadas. Seus olhos quando vermelhos se tornavam verdes, constatei, mas logo foquei no que ela iria dizer, apesar de estar vidrado com aquela cor maravilhosa.

— Você não vai insistir? - ela questionou - soube que tentou descobrir sobre mim com outros marujos. Eles sabem que não gosto que digam.

— Realmente, tentei. E não, dessa vez não vou insistir.

Dessa vez– ela murmurou, no meio de um riso. A água caía menos intensamente, e Fox parecia mais tranquila. Depois de mais silêncio, ela perguntou - você conhece a história completa dos Quatro Inimigos?

Me recordei da música, e depois assenti lentamente.

— Minha mãe me contava quando eu era menor. Era minha história preferida.

— Você pode conta-la para mim? Eu nunca ouvi - ela pediu, silenciosamente.

— Bem, é basicamente o que a canção diz. Eram os quatro, a bruxa, o mercenário, o caçador e a dama. A dama abriu sua casa para um jantar entre todos, sendo que na verdade se odiavam. Ela pretendia envenena-los durante a refeição. Só que cada um deles tinha feito um plano individual para matar os outros. Todos fizeram uma visita à cozinha durante a noite para por veneno nos pratos. No final, quando eles comeram, todas as sopas estavam um tanto quanto letais, se me entende.

Ela deu um riso suave.

— Quanta estupidez - ela comentou - muito mais fácil usar uma espada para matar do que veneno.

— Mas se você pensar, cada um deles tinha uma especialidade diferente. A bruxa fazia encantamentos, seria muito mais fácil mata-los com uma maldição. A dama tinha controle da guarda, muito inteligente, ela poderia ter dado uma simples ordem e todos perderiam a cabeça. Já o mercenário tinha qualquer artimanha que desejasse para tirar-lhes a vida, enquanto o caçador perseguia demônios, poderia usar seu machado encantado para decepar-lhes a cabeça a qualquer instante. Não percebe? Pretendiam fugir do óbvio.

Ela calou-se, e logo fez perguntou:

— Acredita que essa história seja real?

— Sim, acredito - respondi.

— Então realmente acha que demônios existam?

Calei-me, enquanto senti os pelos de meu braço se arrepiando. Os gritos de minha mãe ecoaram novamente, e eu cerrei os olhos, tentando me esquecer dos pesadelos de minha infância, que me torturaram por anos, e ainda os faziam, e naquele momento, mais fortes como nunca.

— Eu... Deveria voltar para meu quarto - respondi, me levantando. Ela o fez logo em seguida, me levando até a porta calada. Seu olhar já me disse tudo o que eu precisava saber.

Desci as escadas, encontrando o convés completamente vazio, pois ainda chuviscava. Desci pela escotilha e achei todos os homens em suas camas, porém sentados e conversando.

— Você não parece morto - Garra comentou, de braços cruzados, parecendo surpreso.

— Achei que ela já tinha te feito andar pela prancha - Jaguar disse.

— O que aconteceu lá em cima? - Ello perguntou. Aquilo em sua voz… era ciúme?

Eu apenas neguei com a cabeça lentamente, enquanto me dirigia a minha rede. O que tinha acontecido lá em cima era segredo meu e dela.

Afinal, ela gostava deles, não?



Notas finais do capítulo

O que acharam? Opiniões para eu melhorar o texto? Como sempre eu fiquei insegura em relação ao capítulo, mas resta vocês me dizerem o que acharam ;D



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "A Raposa" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.