A Raposa escrita por Miss Weirdo


Capítulo 17
Capítulo 17


Notas iniciais do capítulo

OI LEITORES :D
GENTE EU TO MUITO FELIZ, JURO
ESSE É O PRIMEIRO CAPÍTULO EM UNS DOIS MESES (que foi o tempo que eu levei pra postar os últimos dois capítulos) QUE EU GOSTEI DE VERDADE, SÉRIO
GOSTEI MESMO
TO COM VONTADE DE MORDER ESSE CAPÍTULO DE TÃO AMORZINHO
Ok, agora vamos às notas:
1- Eu estou no mês de provas (isso mesmo, mês), então talvez eu não poste por um tempo, mas nada que vocês já não estejam acostumados.
2- Eu queria agradecer horrores a todo mundo, a história atingiu proporções que eu não esperava! Em apenas 16 capítulos, eu já tenho 5 recomendações, 62 acompanhamentos, 206 comentários (PASSAMOS OS 200 ♥), 1.700 views e algo que não depende realmente de vocês, mas 51.440 palavras NO TOTAL! Obrigada a todo mundo, juro :D
3- MOON PETIT, AMORE, TO ESPERANDO O COMENTÁRIO DO CAPÍTULO PASSADO! A senhor admitiu no face que leu, to só no aguardo aqui. Senhora? Senhora, volta aqui! Se a senhora não é culpada porque ta correndo? Senhora?
4- Ainda não tem mapa porque os Sailors permanecem na capital de Tiga!
5- Boa leitura!




O clima estava estranho na mesa de jantar.

Grier havia ficado diferente depois que prestamos homenagem aos marujos que haviam ficado no navio de maneira eterna. Ele estava avoado, o olhar perdido, a cabeça baixa e cutucando a comida, como se evitando o momento de come-la. Sua aflição era algo notável, e eu tinha um palpite de que ele estava assim por causa de Fox. Eu podia não saber da história que os dois tinham juntos, mas pela maneira que ele a tratava como uma boneca de porcelana, portar-se da maneira como ela havia feito, sendo uma líder, corajosa, forte, era algo distante da imagem que ele tinha. 

Eu até o entendia, de certa maneira. Quando vi Fox descendo as escadas, vestida perfeitamente como uma dama da alta sociedade - ela era uma marquesa, estúpido - eu senti algo estranho, uma pontada no estômago, como se não fosse a capitã que eu conhecia. Meu pedacinho de casa foi vê-la se impor, levantando imponente na mesa e dizendo o que pensava, não importasse o que os nobres dissessem. Já o dele foi vesti-la com perfeição e contempla-la em silêncio.

De qualquer maneira, era possível sentir o alívio nas respirações dos Sailors. Não havia mais o peso em esconder o que havia ocorrido. Quatro marujos tinham morrido, e nós não pudemos dizer adeus. Bem, não com eles presentes.

— Então, Bel - Evanna sorriu, um pouco constrangida - como você acabou se tornando uma pirata?

Fox repousou os talheres na mesa, desconfortável:

— Isso não é algo que eu gosto de falar - respondeu, seca, e deu um gole em seu vinho.

— Algum dia há de nos contar - Hyn sorriu timidamente - afinal, somos seus amigos.

Sombra pigarreou de seu lugar na mesa, gerando risos discretos nossos. Bem, discretos na medida do possível.

— Algum problema? - Fredrik questionou, sentado ao lado de sua irmã. Ele parecia pronto para iniciar uma discussão, e eu imediatamente rolei meus olhos.

— Nenhum, eu apenas engasguei - o marujo respondeu, e as risadas persistiram.

— Mas você já acabou sua comida há certo tempo, veja seu prato, está vazio - Evanna constatou inocentemente.

— Minha irmã está certa. Eu insisto em saber o que lhe incomoda.

— Pois bem, não me leve a mal - Sombra começou, mas seu tom zombeteiro imediatamente me fez segurar o riso na garganta - mas é curioso que os senhores se denominem “amigos” da Fox quando a viram pela última vez cinco anos atrás.

— Não vejo motivos para ainda não sermos amigos, éramos próximos na infância - Hyn estreitou o olhar.

— Certo, mas quem conviveu com ela este tempo todo fomos nós - Cabeça deu de ombros, afundando-se em seu assento. 

— Vamos com calma - Grier colocou seus cotovelos na mesa, apoiando-se.

— Muito engraçada é a maneira como vocês se acham no direito de entrar neste castelo, comer da nossa comida, usar de nossos quartos e ainda zombarem de nós! - Fredrik indignou-se, levantando sua voz.

— Não! - exclamou Tubarão - muito engraçado é como vocês se acham no direito de nos subestimar mesmo depois de todos os navios que enfrentamos e todas as vezes que salvamos a vida da “sua amiga”!

— Espere, quem salvou quem? - Fox arqueou as sobrancelhas.

— Ela não escolheu ir para seu navio pútrido e fedorento, ela foi obrigada! - Fredrik cuspiu, indignado.

— Mais respeito ao falar do Metal Curse - Tobias se levantou em tom de ameaça. 

— Cuidado com o tom que usa ao falar com meu amigo - Hyn também se ergueu.

E lá íamos nós novamente.

Jia ergueu seu pequeno braço para apoiar suavemente em seu marido exaltado, sussurrando algo que o fez suavizar o rosto. Notei que a manga de seu vestido escorreu, revelando uma pulseira de contas quase que enferrujadas. Uma escolha estranha para quem poderia ter todas as joias que quisesse.

— Por favor, sentem-se - Grier pediu.

— Vocês estão em menor número - Ello levantou-se, pela primeira vez se pronunciando em muito tempo.

— Nós temos guardas - Fredrik apoiou-se em seu amigo, fitando-nos com raiva.

Os guardas presentes na sala puxaram as espadas de suas bainhas em parte, fazendo um chiado agudo que arrepiou os pelos de minha nuca. Imaginei que deveria estar bem patético naquele segundo, todos se mobilizando para sabe-se lá que tipo de briga estava prestes a ocorrer e eu sentado olhando tudo de maneira curiosa enquanto comia minha coxa de frango.

— Eu mandei se sentarem! — Grier esbravejou de maneira autoritária, e todos acabaram por obedecer relutantemente.

Depois de um curto silêncio desconfortável, eu disse: 

— Fox deve ter lhe avisado que estamos aqui apenas de passagem - e dei mais uma mordida.

— Sim, avisou - o regente respondeu, massageando suas têmporas. 

— E que vamos embora em breve - comentei.

— Ainda bem - murmurou Fredrik, e eu não pude dizer se o fato de ter sido audível tinha sido proposital.

— E que Fox vai conosco - terminei de falar, e os nobres levantaram todos os seus olhares.

— O quê? - exclamou Jia.

— Mas você acabou de chegar! - Hyn juntou-se a sua esposa no momento de indignação.

— Quando ela me disse que vocês iriam embora,  imaginei que fossem apenas… Vocês— Grier respondeu, intrigado.

— Não vamos embora sem ela - Mohra deu de ombros após um gole de seu vinho.

— Mas Belena não pode ir embora, eu tenho planos! - o regente falou, como se fosse óbvio.

— Parem de falar de mim como se eu não estivesse aqui! - Fox sibilou, nervosa.

— Temos de encontrar a mãe do Tomeh, e logo - Cabeça anunciou - ou será apenas questão de tempo até que os ataques voltem.

— Que ataques? - Evanna questionou, comendo legumes em uma tigela.

Belena é uma marquesa! - Fredrik se estressou.

— Não, Fox é uma pirata! - Tobias respondeu.

— Mas, Bel - Grier começou, ignorando todos da sala - eles podem ir embora. Você deveria ficar. Realeza está no seu sangue, sabe disso. Nasceu em berço de ouro, passou sua vida em condições miseráveis por um infortúnio do Destino e…

— Infortúnio? Me levarem como escrava e matarem minha família é apenas um “infortúnio”? - ela ironizou, levantando o tom de voz enquanto cruzava os braços.

— Fox, eu sugiro que partamos amanhã - me pronunciei.

— Belena - Grier virou-se, pegando suas mãos, mesmo a garota tentando se esquivar - se ficar aqui, podemos nos casar, igual o Destino sempre quis.

Todos da mesa engasgaram.

— Com licença? - Mohra perguntou, esticando sua mão para puxar a cadeira da ruiva para mais perto de si, consequentemente mais longe do nobre.

— Grier, eu não… - a ruiva tentou responder, atordoada.

— Bel, se fizer isso, vamos ficar juntas, será incrível! - Evanna bateu palmas de excitação. 

— Fox, você não pertence a esse mundo - Tubarão inclinou-se sobre a mesa para tentar ter a atenção de sua capitã - pode até ter sido nobre um dia, mas sabe que seu lugar é no mar, ao nosso lado!

E os pedidos não pararam por aí. Os gritos que se contrastavam vinham de todos os cantos da mesa, as vozes se misturando em uma bagunça alta e atordoante. O olhar de Fox estava perdido, olhando de um lado para o outro sem saber o que fazer. Eu sabia que não fugir dos problemas era algo que estava em seu sangue, ou pelo menos ela fingia que estava.

Mas isso não se aplicava a mim.

Empurrei minha cadeira para trás bruscamente, limpando a boca com a manga da blusa:

— Se me permitem, estou me retirando. Perdi o apetite. 

Todos se calaram e olharam enquanto eu saía daquele lugar e caminhava até meu quarto. Eu não aguentava mais muita coisa que estava acontecendo, e já que eu não poderia salvar Fox, eu pelo menos poderia sair dali e fingir que tudo ficaria bem. Iria até meus aposentos ficar em silêncio, ouvindo o crepitar do fogo na lareira e observando a janela. Eu só precisava daquilo.

Bati a porta atrás de mim e observei o silêncio do quarto. Dei uma olhadela em tudo rapidamente, apenas respirando fundo, tentando decidir o que fazer, sendo as possibilidades tão amplas e ao mesmo tempo, tão poucas.

Comecei arrancando aquela blusa estúpida que me pinicava, e fiquei coçando os braços em uma sensação de puro alívio. Só de tira-la já senti que parte de meus problemas escapuliram pela janela e correram pela floresta naquela noite fria, e desejei que a brisa pudesse preencher aquele ambiente. Tiga era a minha terra natal, e, mesmo tendo passado cinco anos navegando, quinze deles foram gastos com o clima frio e úmido daquele continente.

E, ao constatar aquilo, me entristeci. Talvez Hyn estivesse certo. Fox podia até ter passado os últimos anos de sua vida pelo oceano, mas todos os outros treze foram gastos em seu castelo, nas terras ricas de sua família, sendo tratada como a boneca que ela deveria ter sido, e não como a guerreira que havia se tornado.

Joguei-me em uma poltrona azul escura de frente para a lareira. Tirei meus sapatos também, e coloquei os pés na frente do fogo, onde fiquei mexendo os pequenos dedos para aquece-los. A sensação era boa, me trazia conforto.

Acabei perdendo a noção do tempo enquanto encarava as chamas, brilhantes e imprevisíveis. Elas rodopiavam pelo ar, mas logo desapareciam. A madeira queimada trazia um cheiro familiar e reconfortante, e fui colocado nesse transe. A hipnose foi cortada por batidas na porta, que me assustaram, mas ao perceber quem era, logo me animei.

— Fox? - chamei, enquanto me levantei e caminhei para abrir a porta - não achei que você viesse, depois das discussões de hoje… Ah, o que você faz aqui? - eu questionei, ao ver que quem me aguardava do outro lado era a pequena figura da garota de cabelos castanhos e lisos.

— Está certo, a ruiva não veio, assim que você saiu ela correu para o próprio quarto. Eu não estou surpresa, a coitada ficou bem assustada com todo mundo gritando ao mesmo tempo - foi dizendo, até se jogar em minha cama. Era estranho ouvir sua voz, já que sua presença mal era notada normalmente, e mais curioso ainda era ouvir alguém conversando comigo em Gher, língua oficial daquele continente.

— Lady Jia, eu não acho que seja correto você se deitar em minha cama. É uma dama casada, seu marido deve estar procurando por você - eu disse, sem entender o que estava acontecendo.

— Não se preocupe com Hyn, já está dormindo - ela então se sentou.

Eu estava gostando cada vez menos daquilo tudo. 

— Mais um motivo para você voltar para junto dele, o que os outros pensarão que você veio fazer aqui? - tentei, cruzando os braços.

— Ninguém pensará nada porque ninguém sabe que eu estou aqui, bobo - ela balançou a cabeça, como se fosse óbvio.

Inferno.

— Posso então te perguntar o motivo de sua presença?

— Eu vim conversar, não se preocupe - ela se levantou, vindo até mim, fazendo meu coração se acelerar. Ela logo puxou minha mão e me fez sentar na poltrona.

— Conversar sobre o quê? - questionei.

— Você pergunta demais - ela rolou os olhos - mas já que a falta de informações tanto lhe aflige, eu explico. Percebi que, assim como todos os outros marujos, você está bem confuso com essa história de Belena e Grier.

— Este é o passado dela, pouco me interessa - menti, pois todo o meu ser berrava em desvendar até seu último segredo. Mas eu teria que fingir que não me importava, pelo menos para manda-la embora. Eu não podia sequer imaginar o que poderia acontecer se alguém a visse no meu quarto àquela hora.

— Ah, dá para ver que pouco te interessa - ela arqueou as sobrancelhas, ironizando. Logo, continuou - eu poderia ter escolhido qualquer outro marujo para contar essa história, mas você foi o que mais me chamou atenção.

— Perdão? - questionei, confuso - eu não sou forte ou alto como os outros, não tenho nenhum braço mecânico e pouco falei desde o momento em que chegamos, então desculpe-me se eu achar sua justificativa pouco convincente.

— Ah, não é nada relacionado ao seu físico, apesar de que você não está nada mal - ela ponderou, me fitando, e eu me lembrei que estava sem blusa, e mesmo sem ter motivos, fiquei sem graça, procurando algo para me cobrir, o que a fez rir - como eu estava dizendo, era algo diferente. Algo em seus olhos.

Entortei a cabeça, confuso.

— Lady Jia, eu realmente não acho que seja apropriado…

— Cale a boca, Tomeh - ela falou - eu sinto daqui suas intenções com Bel.

— Intenções? - eu questionei, confuso.

— Claramente! Tudo o que você deseja em relação a ela, o que mais seria? - a garota fez graça, colocando as mãos na cintura.

Desculpe, eu realmente não estou te entendendo.

Jia então ficou em silêncio, como que maravilhada enquanto me encarava.

— Vocês subestimam as mulheres - ela me fitou, provocativa - nós sabemos de coisas que nem vocês mesmos sabem… Ainda.

Ao observar meu olhar de completa confusão, ela balançou a cabeça e lembrou-se do motivo de ter vindo até mim.

— O que eu pretendia fazer, de qualquer modo, era te contar porque ela não é hostil com Grier, visto que desde que chegou procura evitar qualquer tipo de contato com homens. Eu não tenho ideia do que ela passou quando sua casa foi saqueada e muito menos durante o período em que colocou aqueles pés de criança no convés de um navio, mas eu sei de sua história até os treze anos.

Dessa vez eu não interrompi.

— Eu era dama de companhia de Belena, o que significa que eu deveria segui-la igual um soldado segue seu rei. Eu e Eve, para ser exata. Evanna e Fredrik são de Abaur, eu nasci aqui, assim como Grier, e sua preciosa capitã ruiva veio de Epícia. Nossa história começa quando Bel e seus pais, que eram amigos dos pais do regente, vieram para o palácio. Eu sempre morei aqui, e minha crescente afinidade com ela fez com que os pais dela tomassem a decisão de me ter como dama de companhia, sendo que os títulos de sua família eram melhores e maiores que os da minha.

— Certo, mas onde Grier entra…

— Fique quieto, por favor - ela rolou os olhos - pulando os detalhes, a família de Bel era importante em Epícia. A mãe dela era o Sol do palácio do continente, o título dado para uma pessoa de extrema confiança do rei ou da rainha, enquanto seu pai era um importante general. Os pais de Grier, muito amigos da rainha também, viram nisso tudo uma aliança poderosa. Quem não veria?

— Então eles resolveram consolidar essa aliança com o casamento de duas crianças? - eu indaguei. As coisas funcionavam com casamentos arranjados desde muito antes de eu nascer, mas nunca me pareceu certo, forçar duas pessoas a um matrimônio.

— A questão era que Bel e Grier sempre foram amigos. Eles se gostavam - Jia deu de ombros - nenhum se revoltou com a ideia, eles sempre a encorajaram.

Ah.

Então era por isso que Grier tinha proposto um casamento. E era por isso que Fox não fugia dele.

— Ela ainda gosta dele? - eu questionei, antes que pudesse impedir as palavras de fugirem de minha boca.

Jia riu, divertida, e arqueou as sobrancelhas, sem me dar uma resposta, o que apenas me revoltou.

— Muito bem, acho que você já pode ir embora - falei, me erguendo e a empurrando suavemente para a porta.

— Ei, espera - ela me impediu, fincando os pés pequenos no chão. Logo tirou o cabelo do rosto, deixando a mostra mais uma vez a pulseira de contas acobreadas, e virou-se para mim. Estávamos um de frente para o outro, a porta relativamente longe e virada para nossos ombros, portanto não teria como empurrar a garota em uma manobra ágil para fora de meu quarto.

— O que você quer? - questionei, sem paciência.

— Eu quero te dizer para tomar cuidado - falou, séria - você pode ainda não saber, ou não admitir para si mesmo, mas se sentir desse jeito em relação a Bel só lhe trará sofrimento.

— Eu não sinto nada em relação a ela - voltei a afirmar.

Jia ficou calada então, e me olhou de cima abaixo. 

— Bom, então não vou me sentir culpada.

— Culpada pelo quê? - eu perguntei, mas a resposta não veio em palavras.

A morena puxou as mangas largas de seu vestido, que escorregaram por seu ombro e pararam em sua cintura, revelando seu corpo. Na ponta dos pés, esticou seus braços e os passou ao redor de meu pescoço, ainda que com dificuldade.

Fiquei sem palavras por um momento por causa da surpresa. Faça algo, seu idiota, não é a primeira vez que isso lhe acontece.

Ela então encostou seus lábios nos meus, o que levou alguns instantes. Eu a beijei de volta, apenas por impulso, mas logo a empurrei para longe devagar, o que fez seus olhos se tornarem surpresos. Foi tentar dizer algo, mas eu a impedi, subindo as mangas por seus ombros novamente.

— Por que você fez isso? - eu questionei.

— Eu… - ela olhou para baixo, sem graça. Algo me dizia que aquela não era a primeira vez onde ela tentava algo com outro homem que não fosse o marido, e algo também me dizia que aquela era a primeira vez onde sua tentativa havia falhado.

— Você é infeliz em seu casamento? - arqueei as sobrancelhas, preocupado.

Ela não respondeu, apenas continuou fitando o chão, cruzando os braços e em silêncio.

— Ou você é apenas infiel por diversão? - a instiguei a falar, o que funcionou, visto que ela virou brava para mim:

— Eu não sei o porquê, está bem? - falou - apenas não sei!

— Então não acha que deva ser melhor parar com a impulsividade antes que se arrependa? - sugeri.

— É tudo muito complicado - desabafou.

— Então torne simples. Vir aqui e inventar toda aquela história apenas para tentar dormir comigo foi a real complicação. Fale com Hyn, explique para ele como se sente, e, por favor, dê valor a si mesma. Não precisa de nenhum homem para se sentir especial.

Depois do que eu disse, ela não hesitou em levantar o olhar para mim, mesmo sem dizer nada. Caminhou até a porta devagar, mas antes de sair, fez questão de dizer:

— Eu não inventei história alguma. Belena realmente foi noiva de Grier, e eu posso ver claramente os seus sentimentos por ela, mesmo que você ainda não possa. Agora deixe que eu dê meu conselho para você: é bom que seja rápido. Bel já gostou de Grier uma vez, e de nada me surpreenderia se isso acontecesse de novo. Se não se der conta do que sente de uma vez, pode perder sua Fox para sempre.



Notas finais do capítulo

E aí, o que acharam?
Hm?
Hm?
HM?????????
Ai gente, até o próximo kkkkkkkkk



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