Como Fazer Nossos Pais se Apaixonarem? escrita por Influenza


Capítulo 11
Jaqueta da Sorte


Notas iniciais do capítulo

Calma gente, calma kkk Antes de me matarem, quero que saibam que eu tive motivos para demorar. Mas não vou encher a paciência de vocês com eles :3 Antes de tudo: ME DESCULPEM POR TODOS OS ERROS DE PORTUGUÊS DO CAPÍTULO ANTERIOR! Eu só percebi quando um leitor me avisou (Obrigada novamente, Dastan :D) e aí vi quantos erros tinham, e os concertei. Mas esse aqui, eu revisei ♥ Mas posso ter deixado algo passar... Enfim, eu prometo que vou me redimir com vocês nesse capítulo :) Espero que gostem! :3



Naruto

— Vamos logo, Kakashi-Sensei! – Berrei.

— Cala a boca, Naruto! Não apresse o sensei, shanarooo! – Ordenou Sakura-chan.

Depois que deixei Boruto lá na minha casa, sozinho, eu e me time fomos para uma missão, algo como escoltar alguém muito importante do país dos campos de arroz para a vila da grama... Eu acho. Não prestei muita atenção no que o Kakashi-Sensei estava dizendo. Enfim, é uma missão. E como eu sou incrível, vou completar ela! Vou ser melhor que o Sasuke nessa missão, estou sentindo na pele!

— Tá bom, tá bom...

— Hunf, idiota... – Falou o Uchiha maldito.

— Eh?! Sasuke! Seu...!

— BAKA NARUTO!!! – Berrou Sakura-chan, antes de me dar um soco bem forte, digno de me mandar para um hospital. Mas como eu sou incrível, não me machuquei muito; mas doeu... Tô com dor de cabeça... – NÃO IRRITE O SASUKE-KUN!!! SE NÃO... VAI SE VER COM MEUS PUNHOS, SHANAROOO!!!

— Sakura-chan... – Resmunguei, acariciando minha cabeça a fim de tentar amenizar a dor. E o Sasuke só olhando... Teme! Por que a Sakura-chan só bate em mim, e no Sasuke não?!

— Nossa, pessoal... Já estão brigando a essa hora? Achava que vocês aguentariam mais tempo sem brigar... Acho que me enganei. Mas enfim, vamos logo! Já estamos atrasados. – Disse Kakashi-Sensei.

— MAS A CULPA É SUA! – Gritamos eu e Sakura, irritados, enquanto Sasuke apenas nos olhava com indiferença. Idiota. Teme.

— Calma, calma... Eu já disse que eu tive que ajudar uns velhinhos...

— Nos poupe das suas desculpas, Kakashi-Sensei! Não é, Sasuke-kun? – Disse Sakura, num tom meloso.

— Hum. – Respondeu, indiferente.

Depois de algumas brigas (E eu estava nelas, haha), nós paramos para descansar. O sensei disse que já estava na hora de fazer um lanche, e fazia tempo que não comíamos nada. Concordo com ele, se eu quiser virar Hokage tenho que manter minhas forças! E para isso acontecer, tenho que comer... De preferência rámen. Para eu e meu time termos um lanche digno, separamos as tarefas – ou melhor, o Kakashi-Sensei separou. Ele ficou para garantir nosso lugar, enquanto Sasuke e Sakura-chan iriam procurar lenha, e eu fiquei encarregado de procurar água, já que a nossa havia acabado. Teríamos que ser rápidos, pois o indivíduo que iríamos escoltar provavelmente já nos esperava no País do Campos de Arroz...

Depois de alguns minutos pulando pelas árvores, finalmente encontrei um rio para que pudesse começar minha tarefa. No entanto... Eu não estava sozinho. Tinha outra pessoa do outro lado do rio, ajoelhada na beirada, de cabeça baixa, com o que parecia ser uma garrafa em sua mão. Ela aparentemente veio fazer o mesmo que eu; pegar água. Eu imediatamente a reconheci; não é todo mundo que tem cabelos azulados e olhos brancos, não é?

— HINATAAAA!!! – Chamei (Talvez alto demais).

Ela praticamente deu um pulo de susto, deixou a garrafa que segurava cair ao seu lado e olhou para a direção do grito (Sim, eu gritei, algum problema?). Assumiu uma expressão muito surpresa, e sua bochechas ficaram levemente vermelhas... Será que ela está com calor?

— N-Naruto-kun... – Sussurrou, enquanto eu, andando sobre a água, ia para o lado em que ela estava. Companhia nunca é demais, não é?

Ela olhava para baixo, brincando com os dedos. Pelo visto, ainda sentia calor, pois seu rosto ainda estava vermelho... É nisso o que dá nunca tirar esse casaco!

— Oi, Hinata! Que coincidência... Tá fazendo o que aqui?!

— E-Eu... Eu estava... Eu estava pegando água para meus companheiros de equipe... Nós estamos em uma missão e...

— Nossa! Outra coincidência! Eu também estava fazendo isso! E... Ah! Eu fiz você deixar sua garrafa cair, desculpa... – Tentei me desculpar, colocando minha mão direita na parte de trás da minha cabeça e fazendo movimentos como se tivesse coçando o lugar, um sinal de que estava envergonhado. – Eu te ajudo... – Me ofereci para ajudar, enquanto me abaixava para pegar a garrafa.

— N-Não precisa se incomodar, Naruto-kun...

Uma coisa que eu não percebi, é que ela também havia se abaixado para pegar a garrafa. Sem querer, minha mão ficou por cima da de Hinata – já que ela tocara na garrafa primeiro –, e em seguida a Hyuuga me encarou nos olhos, completamente vermelha (Será que ela está com febre?). Eu a encarei de volta; ficamos assim por um longo tempo. Não me pergunte porquê... Meu corpo apenas não conseguia se afastar para que ela pudesse pegar sua garrafa...

Seus lindos orbes cor-de-pérola, que muito me lembravam a lua, continuavam a me encarar. Nunca havia parado para pensar, mas os olhos de Hinata são encantadores; aposto que qualquer um ficaria perdido em seu olhar, apenas pensando em como aqueles olhos conseguem ser tão cativantes... É, a Hinata tem olhos lindos! E ainda por cima, ela é incrível! Lembro-me de como eu fiquei impressionado com ela no exame chunnin... Nunca imaginária que ela era tão incrível. Enfim, tenho muito orgulho de ser seu amigo.

Ela de repente deu um pulo, junto com pequeno gritinho. Hinata recuou alguns passos e desviou o olhar, novamente brincando com os dedos indicadores; ainda não entendi porque ela faz isso...

— D-Desculpe, N-Naruto-kun...

— Por que está se desculpando, Hinata? Você não fez nada de mau. – Respondi, enquanto pegava a garrafa do chão.

— N-Não, é que... Eu...

— Seja lá o que for, não se preocupe. Tá aqui, a sua garrafa! E me desculpe por te fazer deixá-la cair...

— N-Não tem problema, Naruto-kun! A culpa foi minha, eu...

— Hinata... Pare de se culpar por tudo! Nós dois sabemos que você não tem culpa de nada! Isso deve ser muito incômodo...

— D-Desculpe, eu não queria ser um incômodo pra você também, Naruto-kun... – Disse ela, cabisbaixa e afastando-se um pouco e ficando a alguns passos da beirada do rio.

— O-o que?! Não é um incômodo pra mim, Hinata! Você nunca foi, não é e nunca será um incômodo pra mim!... Eu estava falando que... Deve ser um incômodo pra você ficar se culpando toda hora por uma coisa que você sabe muito bem que não foi por sua culpa. Você não deve pegar a culpa para você, Hinata. E eu te peço, nunca mais pense que você é um incômodo! Você é uma das pessoas mais legais que eu já conheci... Gosto de pessoas como você. – Disse, sorrindo.

Algo me dizia que ele precisava disso. Precisava ouvir essas palavras quase tanto quanto eu precisava ouvir... Suas palavras antes da terceira etapa do exame chunnin. Não, eu não me esqueci; foi graças a ela que eu pude conseguir confiança para derrotar o Neji. O que ela falou sobre “falha orgulhosa”, realmente me inspirou. E foi aí que eu descobri... Que eu gosto de pessoas como Hinata. Descobri que é bom ter amigos como ela.

— Naruto-kun... – Ela ficou sem palavras. Ela deu um pequeno sorriso doce (Que me lembrava alguém... Só que eu esqueci. Algum dia eu me lembro de quem é), e seus olhos me diziam nada mais, nada menos que “obrigada”.

— Então... Acho que é melhor a gente pegar a água, né? A gente já demorou muito, e... Aaaaaahhhhh!!! – Berrei, enquanto sentia um inseto gigantesco pousar em minha cabeça. Não me julgue! O inseto veio de surpresa e... ERA GIGANTE!

— Naruto-kun, espere...

Eu fiquei abanando os braços, tentando me livrar do inseto, ignorando – involuntariamente – o que Hinata havia dito. Depois de algum esforço, consegui me livrar do maldito inseto, mas sem querer... Bom... Eu sem querer esbarrei em Hinata e ela meio que... Caiu no rio...

— H-HINATAAAA!!! – Gritei, andando sobre a água para ajudá-la. Felizmente, a correnteza não estava tão forte e eu pude pegá-la, rapidamente. Não deu nem 5 segundos e eu a peguei no colo a fim de tirá-la do rio... Entretanto, o estrago já estava feito; Hinata já estava ensopada. – Hinata, você tá bem?! – Perguntei.

— S-Sim... Estou bem. Mas, N-Naruto-kun... – Percebi que suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas. E ao perceber do que ele estava falando, senti minhas bochechas esquentarem. Afinal, não é todo dia eu salvo uma garota (Mesmo que tenha sido de um rio raso) e a pego nos braços, como um super-herói (Mesmo que tenha sido culpa minha o fato dela ter caído), mesmo sendo uma amiga como Hinata...

A coloquei no chão cuidadosamente. Afastei-me um pouco, e Hinata levantou-se, tremendo de frio.

— Hinata... Me desculpe! Eu sou muito desastrado mesmo... Você está sentindo muito frio, não é?

— S-Sim, mas t-tudo b-bem, N-N-Naruto-kun... Não precisa se incomodar...

— Eu já disse que você não me incomoda nem um pouco, Hinata. – Disse, coçando a parte de trás da minha cabeça. – Você tem que trocar essa roupa, se não vai pegar um resfriado!

— O-O QUÊ?! – Arregalou os olhos, completamente vermelha. MEU DEUS! ELA ESTÁ FICANDO COM FEBRE! E A CULPA É MINHA...

— HINATA! VOCÊ ESTÁ FICANDO COM FEBRE! – Gritei, preocupado. – Acho melhor você tirar esse casaco molhado! Você pode piorar! – Alertei.

Ela passou alguns segundos pensando e, timidamente, tirou seu casaco molhado, e dobrou-o. Permanecia tremendo, mesmo tirando todo esse tecido molhado e ficando apenas com uma blusa preta e sua típica calça, e além disso suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas. ELA ESTÁ PIORANDO! E AGORA?!

Foi como se uma lâmpada acendesse acima de minha cabeça. Não hesitarei em ajudar uma amiga.

Desci o zíper da minha jaqueta laranja e a tirei. Estendi a peça de roupa para Hinata, a fim de que ela não sentisse mais frio, já que estava seca. Ela desviou seu olhar para o que eu estava oferecendo-a, e arregalou seus olhos perolados novamente.

— Naruto-kun, o que...

— Você precisa ficar quentinha, Hinata! Se você ficar assim, sua febre vai piorar... Você pode ficar com minha jaqueta e depois me devolver... – Comecei, e foi o suficiente para que ela ficasse completamente vermelha. É SÉRIO QUE FEBRE SE ESPALHA TÃO RÁPIDO ASSIM?!

— F-Febre... Ah! N-Não precisa, N-N-Naruto-kun! A j-jaqueta é-é sua e... – Ela voltou a brincar com os dedos indicadores, ficando cada vez com mais febre...

— Hinata! Olha só, você tá tremendo de frio! E sua febre está se espalhando rápido demais!!!

— Mas...

— HINATA! EU INSISTO, ACEITE, POR FAVOR!!! – Insisti, curvando meu corpo e abaixando minha cabeça, ainda segurando a jaqueta, com os braços estendidos.

— Naruto... Kun? – Eu senti ela finalmente pegar minha jaqueta laranja, hesitante. Fixei meu olhar no dela. Tenho que admitir que ver Hinata usando cores chamativas ficava um pouco... Diferente. E mesmo assim... Ficou bonito nela. Mas o que importa, é que ela ficará bem... Não é? – Obrigada. – Sorriu docemente. Eu tô falando! Esse sorriso me lembra alguém... QUEM?! QUEM?!

— Não fiz mais que minha obrigação como seu amigo. E também, sei que você vai cuidar muito bem da minha jaqueta da sorte!

— B-Bem... Então eu já vou. Meu time já deve estar impaciente, e inclusive o Shino-kun mandou o inseto para ver o porque de eu estar demorando...

— AQUELE INSETO GIGANTE É DO SHINO?! – Exclamei, surpreso.

— S-Sim...

— Ah... – Isso explica MUITA coisa.

— B-Bom, eu já vou... Talvez a gente se encontre d-de novo, Naruto-kun... E E-Eu irei devolver quando voltar pra vila!

— Tchau, Hinata! Se cuida, viu?! E não esquece de pedir pra Kurenai-Sensei te dar algum remédio contra febre!

— E-Entendido.

E ela foi. Eu fiquei um tempo ali parado, até ela sair da minha vista; para garantir que não aconteça nada de mau... Mas do que estou falando?! A Hinata é super forte. Eu dei meia-volta, a fim de retornar até onde meu time estava; mas antes que pudesse ficar de pé sobre a água, pisei em algo. Olhei para baixo e era... Uma pulseira com o símbolo do casaco de Hinata. Provavelmente o símbolo do clã Hyuuga! Ela deve ter deixado cair quando eu – sem querer – a derrubei no rio.

Foi realmente muita sorte ter caído na beirada, e não na água. Gritei por ela, mas já estava longe, portanto não podia devolver... Na próxima vez que nos encontrarmos, com certeza eu devolvido a ela! Guardei a pulseira no bolso da calça (Em situações normais, com certeza colocaria no bolso da jaqueta, mas... Já sabe, né?), me preparei para voltar ao local indicado, e fui de encontro ao meu destino.

E no final, nem pegamos o que viemos buscar naquele rio.

Himawari

Eu já estava algum tempo de volta ao clã Hyuuga, esperando Hinata para que eu e o Onii-chan possamos colocar nosso plano em ação. Já fazia horas que minha mãe havia saído para a missão, tanto que já era quase noite! E por coincidência, meu pai também havia saído para uma missão, então eu e meu irmão pudemos acertar todos os detalhes do plano A. Mas enfim, ninguém precisa saber o que é agora haha. Ao sair da antiga casa de meu pai, após a hora do almoço (Eu comi rámen!), vim imediatamente para cá, e no caminho para meu quarto, recebi uns olhares de Hiashi, e devolvi umas dez vezes pior. Fazer o que, né? Não consigo perdoar o Hiashi desse tempo, depois do que disse sobre minha mãe, e do que fez tia Hanabi fazer.

Ouvi uma batida na porta.

— Himawari-chan, posso entrar?

— Hinata! Você voltou! – Pulei da cama, e abri a porta para minha mãe. Ao vê-la, a abracei. Estava com saudades, me julguem se quiserem.

— Sim... Acabei de chegar!

Percebi que suas roupas estavam diferentes. Não era mais aquele casaco com uma cor neutra (Que estava em suas mãos)... E sim uma jaqueta laranja. A jaqueta do meu pai.

— Hinata... O que está vestindo? – Perguntei, com um enorme sorriso. SÓ PODE SIGNIFICAR QUE MINHA MÃE ESTEVE COM MEU PAI! VIVAAAA!!! – É de algum namorado?

— Q-Que?! N-Não, c-claro que não! O dono da jaqueta s-só me ajudou, p-porque eu cai n-no rio, e...

— VOCÊ CAIU NO RIO?! VOCÊ NÃO TÁ COM FEBRE, NÉ?! DEIXA EU VER SUA TEMPERATURA...! – Exclamei, tentando colocar minha mão em sua testa. No entanto, ela me parou tocando suavemente em minha mão.

— Calma, Himawari-chan, eu estou bem...

— NÃO, HINATA! NÃO VOU ME ACALMAR! Vou pegar um termômetro pra ver sua temperatura... Er... Onde é que tem?! – Eu provavelmente parecia bem perdida.

— Himawari-chan, eu estou bem, olha! – Ela deu um pequeno sorriso. É, com certeza o Onii-chan é filho da mamãe! Esse sorriso é idêntico!

— Não, Hinata... Você terá que ficar de repouso! Sempre quando fico doente minha mãe me coloca de repouso! – Exclamei. – Parece que você não vai poder ir... – Dessa vez, foi um sussurro, mas felizmente ou infelizmente, ela ouviu. Não me pergunte como.

— Não vou poder ir pra onde? – Perguntou, curiosa.

— Para... Para nenhum lugar (?)!

— Himawari-chan, sei bem o que ouvi. – Como eu disse há um tempo: EU NÃO SEI MENTIR. PRINCIPALMENTE pra minha mãe.

— Bom... É que eu iria te apresentar meu irmão... – Sim, isso fazia parte do plano. – Mas não vai dar.

— Ah! Por favor, Himawari-chan! Gostaria muito de conhecer seu irmão... Deve ser tão legal quanto você...

— Não sei não...

— Por favor... – E em seguida, ela fez aquela carinha que ninguém resiste. Droga! Nem eu consigo resistir a essa carinha! Lembro-me de uma vez que minha convenceu meu irmão a limpar as cabeças de pedra dos Hokages (Na época em que ele as pintava), apenas com essa carinha. É incrível o jeito que ela tem poder sobre nós...

— Bom... Er... Tem certeza de que está bem? – Ainda estava preocupada.

— Tenho certeza. – Garantiu. Bom, se ela tem certeza... Não vejo problema, se nem ela mesma está preocupada...

— Então... Tá bom! Hinata, o que acha de ir ao Ichiraku Rámen?



Notas finais do capítulo

E então, EU ME REDIMI OU NÃO???!!! KKKKK É gente, depois de 10 capítulos sem o Naruto e a Hinata se encontrarem, sem o início do plano, e toda essa demora, era o mínimo que eu podia fazer pra compensar vocês. Mas e aí, gostaram do momento NaruHina desse capítulo? O Naruto é um tapado, né? Kkkk Coloquem nos comentários suas opiniões sobre esse capítulo :D Beijos, e até o próximo! ^3^