Príncipe Às Avessas escrita por G a b i


Capítulo 1
É, eu posso dar um jeito nisso.


Notas iniciais do capítulo

Oi para você que chegou até aqui. Espero que continue lendo.
Bem, essa é minha primeira fanfic pjo/hdo aqui no site. É #Caleo, porque eu shippo hard eles dois (mas outros personagens também aparecerão).
Esse capítulo é meio que uma introdução, por isso não está tão grande. Os próximos serão maiores.
Acho que era isso, por enquanto.
Espero que gostem.
Boa leitura!
Nos vemos nas notas finais.



Calipso estava na estufa de flores quando o interfone que havia lá dentro tocou. Era a governanta da mansão, avisando que Atlas, o pai da garota, estava ao telefone querendo falar com ela. Calipso deixou tudo como estava e saiu correndo para atender a ligação do pai, afinal, eram poucas as vezes que Atlas se lembrava da existência da garota. Ele sempre estava viajando a negócios, e Calipso vivia sozinha naquela casa enorme.

Desde sempre, as únicas companheiras da garota foram as plantas — que ela amava. Calipso nunca soube como era ter uma mãe, já que a mesma havia falecido durante o parto. Nem mesmo isso fez com que Atlas reconsiderasse a decisão de deixar a própria filha aos cuidados dos empregados da mansão.

Mas Calipso não o culpava. Pelo contrário. Ela amava o pai. Sabia que tudo o que ele fazia, todas as horas e mais horas de trabalho, todas as viagens, tudo era para dar uma vida boa para ela.

Calipso deixou o segundo andar da estufa às pressas. Correu por entre os corredores do andar de baixo, e quando chegou na porta, esbarrou com força em alguém que vinha entrando.

— Ai! — Houve um barulho de coisas metálicas caindo no chão.

— Olha por onde anda, Valdez! — A garota xingou alto. Virou as costas e continuou correndo em direção a casa, deixando um Leo Valdez caído no chão, em meio a várias coisas que haviam saltado para fora da sua caixa de ferramentas.

— Calipso. Sempre tão gentil. — O garoto murmurou, e começou a juntar suas ferramentas, colocando-as de volta dentro da caixa.

Quando Leo finalmente conseguiu chegar ao segundo andar da estufa, começou a procurar pela prateleira quebrada que a governanta havia mencionado. Seu trabalho era consertá-la. Aliás, Leo fazia isso para o condomínio inteiro. Ele consertava coisas. Quaisquer coisas.

Valdez não veio de uma família rica, como a de Calipso. Por isso ele trabalhava como um "faz tudo" nesse condomínio de luxo. O dinheiro que ganhava, servia para ajudar nas despesas da casa. Ele morava com o pai, Hefesto, que era dono de uma pequena oficina automotiva.

Leo já havia feito vários outros serviços na casa de Calipso. Era incrível como sempre tinha algo que dava defeito por lá. Mas Valdez não reclamava. Ele adorava ir naquela casa porque 1) consertar coisas era como um hobby para ele; 2) eles pagavam muito bem pelo serviço; e 3) ele adorava encontrar aquela garota maravilhosamente linda chamada Calipso (mesmo que ela fosse mal-humorada e grosseira em tempo integral).

Ele andava pelos corredores daquela enorme estufa, quando, finalmente, achou a tal prateleira com defeito. Nada que alguns pregos e parafusos não resolvessem. Ao lado da prateleira havia uma mesa não muito grande, com duas cadeiras de cada lado. Leo colocou sua caixa de ferramentas sobre a mesa e sentou-se em uma das cadeiras. Mas antes de começar a procurar os itens que seriam necessários para fazer o conserto da prateleira, ele notou que havia um diário em cima da mesa. Estava aberto, com uma caneta ao lado.

Curioso como era, Valdez resolveu bisbilhotar. Sabia que não era certo, mas mesmo assim começou a ler.

E ele terá lindos olhos verdes, porque verde é minha cor favorita.

E ele terá cabelos cor de areia, porque assim ele combinará mais comigo.

E ele terá lábios grossos e rosados, porque esse é o tipo de boca em que eu quero dar o meu primeiro beijo.

E esse beijo vai ser o primeiro dele também, porque ele nunca teria tido uma namorada antes.

É, eu seria a primeira namorada dele. E nós ficaríamos juntos pelo resto das nossas vidas.

E ele saberá como tocar violão. E ele vai cantar para mim com uma voz de anjo. Porque eu acho super romântico garotos que tocam violão e cantam para as namoradas.

E ele será meu príncipe encantado. Assim como nos contos de fadas.

E eu não demorarei muito para encontrá-lo, porque eu acho que mereço — pelo menos uma vez na vida — alguém que me ame de verdade, que mostre que se importa comigo e que cuide de mim.

Porque eu quero — e preciso — de alguém que me mostre que eu não sou apenas mais um rostinho bonito nesse mundo.

Porque eu não aguento mais ser tão sozinha e quero alguém que, acima de tudo, me faça realmente feliz.

***

Leo coçou a cabeça, pensativo. Calipso tinha escrito aquilo. Por incrível que pareça, a garota conseguia ser romântica e sensível.

No final da folha estava escrito "Cali". Ela, com certeza, estava com pressa. Por isso nem havia terminado de assinar seu nome.

— Calipso quer um príncipe. — Valdez falou consigo mesmo. Olhou para o diário, depois para a prateleira com defeito. Levantou-se da cadeira e falou sozinho outra vez:

— É, eu posso dar um jeito nisso.



Notas finais do capítulo

Oi, de novo. Desde já, muito obrigada se chegou até aqui.
Que tal deixar um comentário com a sua opinião? Eu adoraria saber o que você achou desse primeiro capítulo.
Enfim, era isso.
Xoxo,
G a b i.


(28/09/2015)