SeuSegredo. Com escrita por Panda Chan


Capítulo 15
A raposa e o espinho


Notas iniciais do capítulo

Olá bolinhos, como vocês estão?
Esse capítulo é dedicado pra Julia, que fez aniversário ontem ♥ PARABÉNS JULIA O/
Sobre o capítulo anterior: não sei o que rolou, mas já arrumei no Nyah. O Social continua com o capítulo meio bugado porque não consegui alterar (ficou "enviando" por meia hora e nada de enviar!). Obrigada a todos que avisaram sobre.
Hoje o capítulo não tem capa por motivos de preguiça u_u Se vocês verem como minhas unhas estão lindas (insta wondernatchu) com all star desenhados em cada uma entenderiam porque tanta preguiça q
SOU UMA AUTORA SINCERA, NÃO ME JULGUEM KKKKK
Boa leitura.



Depois que o Bill foi embora, os inspetores resolveram procurar pela Secret do lado de fora do prédio o que deu vantagem para que Lucca e eu pegássemos algumas das câmeras que escondemos pela escola.

— O que você vai fazer agora? – ele perguntou depois de ouvir toda a minha história sobre o encontro com o Bill.

— Assistir a cada minuto de gravação dessas câmeras.

— Anna, você não vai conseguir dormir se fizer isso.

— Eu sei – revirei os olhos – Amanhã você pega as câmeras que faltam.

— Acha que ninguém vai estranhar você faltar logo no dia seguinte ao encontro dos anônimos?

— Eu sou um número invisível – ele me encarou sem entender – Se eu apareço ou não, poucos notam. Essa é a minha vantagem.

Desde que cheguei em casa tudo que fiz foi assistir as gravações das pequenas câmeras espiãs. Mesmo que eu tenha a informação sobre o horário que ele pichou o muro, não posso confiar nessa informação porque ele pode ter algum ajudante que fez o serviço.

Meus olhos ardem e quase se fecham, sinal de que eu devo tomar outro gole da minha lata de energético. Nenhum detalhe das filmagens pode passar despercebido e por isso revejo cada cena várias vezes.

Graças as câmeras descobri que Bill passou perto dos vestiários antes de entrar pela janela aberta. Cada movimento dele foi gravado e mesmo assim não consegui uma imagem que mostre, mesmo parcialmente, sua face.

— Isso é frustrante – murmuro e massageio as pálpebras fechadas.

Quando um bocejo involuntário escapa por meus lábios vejo que foi um erro.

— Com sono? – sinto os dedos dele tocando minha cabeça e fazendo um cafuné estranho. Sinto-me um cachorro.

— Para com isso ou vou dormir mesmo – murmuro.

— Pode dormir, Nana banana – Lucca diz – Eu termino de ver as gravações por você.

O que ele diz faz sentido, ele realmente pode ver as imagens por mim. Lucca dormiu e foi à escola, bem diferente de mim que passei a noite em claro buscando provas.

— Não posso – resmungo – Se deixar algum detalhe passar, o encontro terá sido em vão.

— Você está assistindo essas gravações há doze horas, no mínimo. É hora de descansar.

Eu queria ter protestado e lutado pelo meu direito de procurar as evidências do meu inimigo mortal em vídeo, mas o carinho estava tão bom que adormeci sem me dar conta.

“ O romantismo acaba no muro.

Ai ai (insira um bocejo aqui), acabei de sair da escola e devo parabenizar os inspetores e a policia local pelo péssimo trabalho buscando intrusos. Sem vocês, eu não teria entrado com tanta facilidade.

Estou com sono, porém não me esqueci de vocês meus pequenos curiosos venenosos.

Sobre o Bill só tenho uma coisa a dizer: ele não é nada romântico na vida real.

Eu definiria a personalidade dele como a de um vampiro de livro romântico que é fofo com a garota e um filho da mãe boa com o resto das pessoas. Acreditam que ele me chamou de espigão?

Bill não quis conversar muito, passou mais tempo me ofendendo e ameaçando. É agora que vem a parte legal do nosso encontro.

Nosso garotinho romântico declarou guerra oficial contra mim e disse que “teria muitos aliados para vencer”. Vocês acreditam nisso? Ele acha que têm aliados!

É por isso que eu invoco todos vocês, meus amados venenosos, quero informações sobre o Bill.

O que vocês ganham com isso? É simples, com uma postagem posso acabar com qualquer um na cidade (cadê a novidade?) assim como posso te ajudar a ser popular ou conseguir o que quiser da forma mais discreta possível.

Conheço segredos de todos, até dos mais invisíveis, e não pouparei esforços para acabar com quem se aliar ao garoto florista.

Não preciso ressaltar que aqueles que me ajudarem vão ser muito bem recompensados com a popularidade instantânea ou vendo seus inimigos cair.

A escolha não parece difícil para mim e espero que não seja para vocês.

O lado negro os aguarda.

Sejam venenosos.

Beijinhos, Secret.”

Meus olhos se abrem, contra a minha vontade, quando ouço o toque do meu celular.

— Deixa que eu atendo – Lucca diz com a voz cansada.

— Pode deixar que eu faço isso – bocejo – Foque nas gravações.

Ele assente e tira uma gravação da pausa. Atendo o telefone sem me dar ao trabalho de ver quem está ligando.

— Onde você se enfiou? – Ícaro grita e eu afasto o aparelho.

— Em casa, por quê?

— Amanhã tem prova de história e você não me ajudou a estudar nada! – o tom de voz dele consegue ser desesperado e acusador ao mesmo tempo. Vou criar uma palavra para descrever isso.  Talvez acusasperado ou desacusador.

— Fiquei doente – finjo uma tosse – Não fui nem a aula hoje.

— Eu sei – o ouço suspirar – Posso ir até sua casa para estudar? Eu realmente preciso da sua ajuda.

Olho para Lucca focado nas cenas gravadas ontem e suspiro derrotada.

— Vamos para a sua casa.

Faço o possível para tirar minha cara de sono, mas não dá certo. Lucca diz que eu sou louca por ir ajudar o Ícaro a estudar quando estou tão cansada e eu tenho que lembra-lo que tenho esse compromisso com o loiro.

Acho que por agora não vou conseguir dormir e ficar acordada levantando suspeitas sobre o Bill é pior ainda. 

Desde que postei sobre o encontro no blog o celular da Secret não parou por nenhum segundo com as teorias mais malucas e improváveis possíveis. O pessoal tem muita criatividade na hora de arrumar suspeitos e até o prefeito da cidade, que não consegue pular nem a cerca direito porque está acima do peso pra isso, entrou no meio.

O bom de estar com cara de zumbi é que minha mentira sobre a doença fica mais convincente.

— Você está doente mesmo! – Ícaro para com os olhos quase saltando as órbitas.

— Achou que eu estava mentindo? – tombo com a cabeça para o lado fazendo cara de inocente.

— Sim – ele responde quase imediatamente – Agora tô’ me sentindo mal por isso, desculpa.

’ perdoado – afinal, é mesmo mentira.

— Vem – ele passa o braço ao redor dos meus ombros – Vou te fazer um chocolate quente para recompensar por duvidar do seu caráter.

— Não tem como ficar brava com quem faz chocolate quente – digo e ele ri.

Caminhamos até a casa dele, tão diferente da minha que chega a assustar.

Minha casa é bem minimalista então objetos como quadros de família não são muito presentes, já a do Ícaro é cheia deles. As fotos começam no batente da porta, onde pregaram fotos de máquina de um homem loiro com um garotinho fazendo careta e continuam por todas as paredes contornando os móveis.

— Caramba.

— É, eu sei – Ícaro coça a nuca – Minha tia têm uns hobbies estranhos, como tirar fotos. Pode se sentar no sofá, vou buscar o chocolate quente.

Faço como ele disse e me acomodo no sofá laranja ainda perdida nas memórias de família expostas nas paredes. Reconheço Ícaro em várias delas e encontro até algumas dele atuando em peças de teatro.

Não demora muito para que ele retorne com duas xícaras de chocolate quente.

— Essas fotos te assustam?

— Não – tomo um gole da bebida e fico feliz com o calor que ela traz – Só não estou acostumada a algo tão íntimo.

— “Íntimo” significa “bagunçado” em algum idioma? Se sim, aqui é bem “íntimo”.

— Aquele é você na peça do Peter Pan? – aponto para a foto ao lado da televisão em uma moldura cheia de flores e sorrisos.

— Sim – ele pega e entrega para mim – Note que a Sininho ainda não tinha jogado pó de fada na minha cara e por isso estava lindo.

Reviro os olhos.

— Ainda bem que fazendo piadas você é um ótimo...

— Sou um ótimo? –os olhos acinzentados me encaram com expectativa.

—... Skatista – completo rindo.

— Eu só te atropelei uma vez, quando você vai me perdoar por isso? – ele abre a mochila e tira de lá o material da aula de história.

— Nunca – sorrio – Entretanto, se você continuar fazendo bebidas quentes pra mim posso cogitar essa opção.

Começamos a revisar a matéria e com muito orgulho digo que Ícaro está evoluindo bastante e parece gostar da matéria. Pergunto sobre assuntos diversos para ele que acerta boa parte e quando percebo, o chocolate quente já acabou e o céu foi tomado pelo tom alaranjado do pôr-do-sol.

— Acho que o tempo passa mais rápido quando estudamos – ele me observa olhando o céu.

Faço um movimento com a cabeça concordando e inspiro profundamente.

— Sua casa tem um cheiro estranho – comento.

— Coisa da minha tia – ele responde – Ela tem várias maluquices, como espalhar ervas pela casa para afastar vibrações ruins.

Ícaro revira os olhos de forma cômica, o que me faz rir.

— Como está o ensaio para ser o príncipe da Bela Adormecida?

— Difícil – o ouço suspirar – O príncipe aparece bem menos que a Aurora, mas ele tem que passar amor e dedicação em todas as cenas. É horrível encenar um personagem tão perfeito porque parece que algo vai dar errado.

— Relaxa, tenho certeza que vai conseguir o papel.

— Espero que consiga – ele pega as xícaras vazias – Vou deixar isso a pia e já te levo em casa.

— Ok.

Assim que ele se afasta meu celular vibra com uma nova mensagem do Lucca.

Lucca: Isso foi enviado para o celular da Secret.

“Até mesmo a raposa mais esperta é ferida pelo espinho de uma rosa. Imagino que várias pessoas tenham se aliado a você, quero que saiba que a mim também. Que o melhor anônimo vença. Bill



Notas finais do capítulo

Tá ficando complicado pra Anna ser a Secret e continuar como uma aluna normal. Vocês acham que alguém além do Lucca e do Ícaro percebeu que nossa "invisivel" não apareceu?
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