Another Hermione escrita por Mrs Rainbow


Capítulo 40
40 - Patética.


Notas iniciais do capítulo

OLÁ AMORES FELIZ 2017!!!!!!!!!!!! FINALMENTE SAÍMOS DAQUELE INFERNO A. K. A. 2016!
kajnsdkasnasdn

Bem, fiquei feliz em ver que ver que aprovaram a Mione se interessar por garotas, também. (Não que eu fosse mudar de qualquer maneira kansdksajn)

Bem, algo que eu gostaria de falar e perguntar é:
Vocês sabem que uma hora vai rolar nheco nheco, né? kajsndnkasjn
Não irá ser algo detalhado como outras fanfics minhas (ao menos que me permitam, então modificarei a restrição de idade para +18 aksjndakn)

Mas vai rolar, até porque essa fanfic são sobre os ciclos da vida, espero que tenham notado aksndaksjnsdkjan

Enfim, eu estou feliz pois eu gostei de escrever esse capítulo! A muito tempo eu não estava com gosto para escrever para cá, mas eu tive, hoje! ♥
Talvez seja por que eu postei uma nova fanfic, faz muito tempo (tipo anos) que eu não posto uma fanfic simplesmente por postar, sabe? Sem programação, apenas para gostar de escrever. E eu postei! ♥

Então, acho que fez bem. Pois eu tenho um descanso para ambas as fanfics, umas com as outras. Além de que eu descobri um hobbie incrível que se chama: Edição de vídeos e Sony Vegas, meu mozão ♥

Bem, estou atrapalhando, não é? Obrigada pelos comentários do capítulo passado! Mesmo eles tendo diminuído MUITO desde o começo da fanfic para cá, o que - tristemente -, me desanima bastante, eu agradeço os que tiram o tempo para comentar.
Me dá um animo para escrever que vocês não entendem aksjndaskjn

Espero que gostem do capítulo! Faltam apenas mais dois para que eu não precise mais reescrever! E... ESTAMOS NO CAPÍTULO QUARENTA, MEU POVO. Q-U-A-R-E-N-T-A!
VOCÊS TEM NOÇÃO QUE LERAM 40 CAPÍTULOS ATÉ AGORA? AKSJNDAKSN



Primeiro de setembro chegou num piscar de olhos e como sempre, James estava nos atrasando.

Ri sentada em cima de minha mala na frente das escadas, mamãe quase se descabelava enquanto gritava com Pontas para que ele se apressasse

— Mãe, esse é o quarto ano consecutivo, não sei porque a senhora ainda se estressa. – Ouvi papai rir da sala e ela bufou, colocando as mãos na cintura

— Porque nós temos que ter uma conversa, uma conversa séria. – Arqueei uma sobrancelha e dei de ombros, girando a varinha em minhas mãos e lembrando da fala do senhor Olivaras em relação ao meu pedido

Você pode perder a varinha, e não existe mais de uma varinha que verdadeiramente pertença a um dono.”

Bem, seria um risco a correr. Suspirando eu a guardei no bolso de minha calça ao me levantar, James descia a escada correndo e com a mala balançando atrás de si;

— Cheguei! – Guinchou ofegante e eu ri desgrudando o cabelo de sua testa suada

— Ótimo, vamos para a sala. – Mamãe saiu e nós nos entreolhamos antes de segui-la, será que ela iria falar sobre a época que estávamos enfrentando? – Sentem-se.

Atendemos sua ordem e papai se levantou, ficando ao lado de mamãe. Ele suava muito e tinha o rosto vermelho, arqueei a sobrancelha para isso, nosso pai respirou fundo e limpou a garganta, sorrindo para nós de modo nervoso;

— Então... Vocês... Como foram as semanas na casa de Pedro? – Mamãe lhe deu um tapa no ombro e ele se encolheu fechando os olhos novamente, estufando o peito e respirando fundo mais uma vez. Cutuquei James e ele negou com a cabeça também não entendendo o que acontecia, papai abriu os olhos decidido e gritou: - ESTÁ NA HORA DE TERMOS UMA CONVERSA SOBRE SEXO

Nós nos assustamos tanto que acabamos engasgando com o nada

Primeiro: com o grito repentino;

Segundo: Com sua frase.

Mamãe sorriu orgulhosa para papai e o abraçou pela cintura enquanto o mesmo retomava o fôlego e passava o braço na testa para tirar o suor que se formara

— N-não é necessário, pai. – James balbuciou e eu apenas acenei com a cabeça, sentindo-me sufocar de vergonha.

— Eu também acho. – Nosso pai murmurou antes de limpar a garganta mais uma vez – Mas sua mãe acha que... Bem, vocês já são adolescentes e... nós sabemos que... os... hormônios... estão hãm... altos.

Me afundei no sofá, enfiando a mão no rosto, James abaixou a cabeça bagunçando os cabelos da nuca de modo constrangido.

— E vocês precisam saber se cuidar, não precisam apenas ter sexo com as pessoas que amam ou vão passar o resto de suas vidas, não é errado. Na verdade, é algo saudável! – Mamãe tomou as rédeas da conversa e comentou como se contasse para nós que estava chovendo e que devíamos levar um casaco.

— Menos a Mione! – Papai guinchou e ela fechou a cara lhe dando uma cutucada nas costelas

— Principalmente ela! Meu amor, a escolha é sua e completamente sua. Não de seu pai, não de seu irmão, não de seu parceiro. Sua. Você pode escolher se guardar ou não. – Sorriu e eu suspirei, refletindo seu sorriso e acenando com a cabeça – Mas¸ sempre deve se usar algo que os trouxas chamam de: preservativo. — Ela puxou duas longas cartelas e pegou a minha mão e a de James, as abrindo e depositando as coisas laminosas e brilhantes nas mesmas.

Gargalhei negando com a cabeça

— Mas mãe, existe a poção da lua. – Ela acenou com a cabeça e me olhou um tanto debochada

— Oh, claro. Porque carregar um frasco e esperar fazer efeito é mais fácil do que simplesmente rasgar um papelzinho. – Dei de ombros e mamãe levantou meu rosto cuidadosamente – Além de que a poção tem efeitos colaterais incrivelmente irritantes e não é totalmente segura. – Ela acariciou meu rosto e sorriu novamente

— Obrigada, mãe. – Murmurei fazendo-a se curvar e me dar um beijo carinhoso na testa, papai resmungava algo sobre eu ter que ser virgem até ele morrer ou até eu casar

— Você precisa conhecer seu corpo, menina. E você precisa aprender o corpo das mulheres, James! Eu me nego a criar um filho que não saiba proporcionar prazer a uma mulher. – Mamãe começou e a vergonha voltou, não podia falar isso só para cada um separadamente? Tinha que falar com James ali também? – Bem, existe algo chamado clitór-

— MÃE! – Gritei de modo agudo e ela fez carão, continuando seu discurso enquanto James se engasgava e se encolhia junto a mim e papai.

***

Nos despedimos dos nossos pais com os olhos nos sapatos, eu queria ficar longe de James e mamãe por alguns minutos para me recuperar. Então ver a senhora Lupin abraçando Aluado foi uma ótima oportunidade, sorri ao correr até a mulher alta e magricela, eu a achava bonita.

— Senhora Lupin! – Exclamei e ela levantou o olhar, sorrindo para mim de modo contagiante junto a seu marido. Diminui minha velocidade e quando cheguei perto, fui recebida com um abraço apertado

— Mione! Mas você já está uma moça! – Ri com sua fala, a última vez que eu havia lhe visto fora na estação de trem no final do primeiro ano, mas eu sempre conversava com ela por cartas.

Ela era jovem, estava na faixa de seus 30 anos, e era divertida.

— Obrigada, senhora Lupin. A senhora também está muito bonita! Mais jovem do que nunca. – Ela gargalhou ficando um pouco vermelha, gostava de ser elogiada.

— E eu? Estou muito pançudo? – O senhor Lupin sorriu calmo e eu soltei fortes risadas negando com a cabeça, recebendo um abraço do pai de Remus, que no momento parecia paralisado observando eu me dar bem com seus pais.

— Bom lhe ver, senhor Lupin.

— É bom ver a minha nora também, Mione. – Ele arqueou uma sobrancelha sugestivo enquanto Aluado engasgava e eu ria mais alto junto a sua mulher.

Coloquei a mão ao lado de minha boca, como se escondesse algo de Remus e sussurrei

— Eu não sou sua nora, ainda, mas prometo me esforçar. – John riu bem-humorado e eu lhe lancei uma piscadela marota.

— Vamos perder o trem, Neve. – Aluado grunhiu e eu sorri uma última vez para os criadores da belezura que era Remus.

— Vamos, amor. – Falei alto e agarrando seu braço de modo brincalhão, ouvimos gargalhadas atrás de nós e olhei para seu rosto, vendo que ele estava, de modo falho, tentando prender um sorriso divertido.

Entramos e seguimos procurar os outros marotos, cumprimentando alguns conhecidos ao passarmos. Algumas cabinas eram quase impossíveis de olhar dentro por conta da fumaça que os cigarros de narciso causavam, alguns monitores ralhavam impiedosamente e já tiravam pontos de suas próprias casas.

Apenas encontramos a nossa por que a risada de Sirius e Marlene era simplesmente inconfundível.

Tossi afastando a fumaça da frente de meu rosto, mas não adiantou de nada, já que eu suguei toda ela ao olhar para Emmeline e suas amigas.

— E-Emm? – Aluado chamou enquanto eu senti uma gargalhada subir por minha garganta enquanto me jogava ao lado de um Pedro espremido no canto da cabine.

Olhei a cena fascinada, ela estava com os cabelos loiros partidos no meio e estava tão babados que eu me perguntava se ela os tinha deixado daquele jeito de propósito, eles até estavam escuros de tão oleosos. Tinha as pálpebras caídas e os olhos vagando pelo teto da cabine, passei a olhar suas roupas;

Era uma blusa com um padrão psicodélico e uma calça com boca de sino gigante e escondia seus pés descalços.

— Incrível. – Sussurrei colocando a mão na boca ainda querendo rir, Pedro riu baixinho e franziu o nariz mais uma vez.

— Remus, meu broto. – Sua voz se arrastou quando ela falou com Aluado, depois de mira-lo vesga por longos segundos

Emmeline se levantou de modo preguiçoso e andou até Remus, ficando na minha frente.

Sua mão se arrastou pelo abdômen do lobisomem e a esse ponto eu já não ria mais, franzi o cenho para suas mãos ousadas. Ela não costumava fazer aquilo na minha frente, talvez tivesse ao menos tato.

A mão boba de Emmeline subiu até o peito de Remus e deslizou até atrás de sua nuca, logo ela o puxou e o beijou apaixonadamente.

Definitivamente, nunca tinha visto aquilo cara a cara. Minha garganta trancou, meu estômago embrulhou e meu coração se apertou. Todos da cabine ficaram silenciosos com a demonstração gratuita de afeto

— Não era certo o jeito que eu te tratava, gatinho. Foi mal. Eu te amo, bicho.

Não fiquei para ouvir a resposta.

Não me importava que eu soubesse que ele sentia agora um sentimento de carinho por ela, apenas.

Uma coisa era ele conversar comigo sobre isso, outra era ele ser colocado contra a parede pela própria Emmeline.

Pedro me seguiu junto a Marlene, Sirius ficou com James.

Caminhei por pouco tempo até achar a cabine de Severo, Régulos, Lily e Dorcas. Essa última franziu o cenho para mim e abriu o braço livre, já que estava encostada em Severo, sorri triste e me aninhei em minha amiga

— O que foi? – Murmurou e eu dei de ombros encostando minha cabeça em seu ombro

— Ela disse que amava ele. – Suspirei e ela acariciou meu cabelo de modo calmo, Dorcas conseguia parecer uma mãe quando queria.

— Emmeline virou hippie e perdeu os poucos neurônios que tinha, porque está fumando Narciso. – Marlene gargalhou, atraindo atenção de Regulos, que sorriu de lado e passou o braço por seus ombros

E aquela foi a primeira vez na vida que eu havia visto Marlene McKinnon corar e ficar sem fala.

Cutuquei Dorcas sorrindo maliciosa e ela refletiu meu sorriso, acenando com a cabeça. Essa malditozinho mini-Sirius era tão ou mais cafajeste e sedutor quanto o irmão, mas olha só.

Lily parecia no mundo da lua, olhando para fora do trem, que não se demorou a andar.

— Porque sinto que estou dividindo minha namorada? – Severo comentou e eu ri dando de ombros

— Não se preocupe, Severo. Dorcas não está em minha mira. Mas vamos admitir que se estivesse, eu a roubaria facilmente de você. – Todos gargalharam, acordando Lily de seu estupor. Hm...

Ela me olhou franzindo o cenho e eu me levantei, lhe chamando com a cabeça. A ruiva acenou com a cabeça e se levantou, logo me seguindo para fora da cabine

— Meu Deus, você vai roubar Lily de James, Mione? – Marlene gargalhou e eu ri lhe lançando uma piscadela brincalhona sobre o ombro, ouvindo as gargalhadas ficarem ainda mais altas.

Andamos praticamente até o final do trem até acharmos uma cabine vazia, Lily se sentou torcendo a barra de seu suéter.

— Lils, o que há de errado?

— Porque você acha que tem alguma coisa errada? – Retrucou e eu me sentei a sua frente, a olhando debochada e com uma sobrancelha arqueada;

— Primeiro, porque quando você me viu não reclamou por eu não ter penteado o cabelo, segundo, não reclamou que meu irmão é um babaca e terceiro, não se gabou pelo novo feitiço que aprendeu no verão. E eu duvido muito que você não tenha aprendido nenhum.

Lily suspirou, se curvando a colocando a cabeça entre as mãos de modo cansado

— Acho que não notou, é sangue-puro, afinal. – Murmurou e eu escorreguei até a ponta do banco estofado

— O que eu não notei, Lils? – Ela respirou fundo e se jogou para trás, se encostando do banco

— As pessoas... A época está mudando. Os olhares feios estão aumentando a cada dia e aquela palavra tem sido mais usada ultimamente.... – Suspirou olhando para o teto da cabine – Estou achando que essa... guerra, vai me afetar diretamente. Não, eu não acho. Eu sei. Sinto do fundo de minha alma.

Estremeceu e eu a observei de cima a baixo, sorrindo calma

— Você confia em mim? – Seus olhos caíram em mim e ela franziu o cenho confusa

— Que tipo de pergunta é essa?

— Confia? – Lily suspirou novamente e acenou com a cabeça – Então acredita quando eu digo que eu não vou deixar essa guerra lhe afetar?

— Isso é uma grande promessa, Hermione. – Murmurou antes de sorrir calma e um tanto emocionada – Por mais que eu esteja comovida por essas palavras, acho difícil você conseguir isso...

— Se esqueceu que fui eu que duelei com Voldemort em Hogsmeade? – Ela se encolheu e olhou ao redor, como se esperasse que ele aparecesse perguntando se alguém havia lhe chamado.

— Como posso me esquecer? Os grifinórios se gabam disso toda hora. – Ri dando de ombros um tanto convencida – Espero que um dia você confie em mim totalmente para me contar a verdade sobre si, Hermione Potter.

Claro que ela saberia que havia algo em mim, afinal, ela era Lílian Evans. Sorri marota e neguei com a cabeça

— Eu confio, mas ultimamente falar é algo perigoso. – Sorri amarga, não era uma desculpa e ela sabia. Realmente, parecia que tudo tinha ouvidos e acabava indo para o profeta diário ou para o K. P. A Fofocas.

— Um dia irá me contar? – Se levantou e eu lhe segui acenando com a cabeça

— Mas apenas quando você admitir que está começando a gostar de James. – Sorri maliciosa e ela ficou vermelha, empinando o nariz e bufando

— Eu não gosto dele. – Sua voz estava aguda, ri negando com a cabeça enquanto ela saiu rapidamente e pisando duro. Suspirei e enfiei minhas mãos nos bolsos da calça, não prestava atenção por onde ia, então tomei um susto ao trombar com alguém mais alto e corpulento que eu. Acabei indo ao chão.

— Desculpe. – Murmurei por reflexo e sentindo minha bunda doer, olhei para a mão estendida e levantei o olhar para o dono da conhecida mão.

Rabastan parecia cansado, tinha profundas olheiras e sua pele parecia estar quase cinza.

Franzi o cenho de modo preocupado com aquilo, aceitei sua ajuda – para a surpresa dele –, e ficamos nos encarando por um tempo até ele sorrir um tanto amargo e me dar as costas, voltando para sua cabine.

Engoli seco e me lembrei que ele já estava no sexto ano, faria 16. Essa era idade que os pais faziam os filhos se tornarem comensais. Não deixei de me preocupar, afinal, eu já não era mais uma criancinha que tinha raiva e rancor dele.

Havia lhe perdoado mentalmente ao admitir meus sentimentos por Remus, não doía mais.

Suspirei e voltei a minha cabine, desviando de alguns pirralhos que corriam pelos corredores e de monitores gritando algo sobre detenção antes mesmo de saberem que casas eram.

Quando entrei, a cabine já estava cheia, com James, Pedro, Sirius Severos, Dorcas, Marlene e Régulos.

Me sentei no colo de Pedro, vendo que todos os lugares estavam ocupados. Ele passou o braço por minha cintura, parecendo entretido em uma conversa com Severo, o que era incrível se você se lembrar que a alguns anos eles se azaravam e se odiavam.

— Oh! Estão aqui, os procuro a muito tempo. – Olhamos para a cabeça gorda do nosso professor de poções enfiada entre a porta da cabine, ele sorriu como se olhasse para joias preciosas – Senhores Black, senhor e senhorita Potter e senhor Snape, os convido ao clube do Slugue!

Prendi o gemido de desgosto ao ser convidada novamente a esse clube ridículo

— O senhor tem certeza que não está na verdade procurando o Remus Lupin? – Perguntei arqueando uma sobrancelha, ele tossiu constrangido e sorriu amarelo, claro que ele sabia o que Aluado era.

— N-não. E-esse é um clube um pouco seleto...

— Ora! Que puta sacanagem! Remus é o melhor na sua classe, seu velho! – Dorcas rosnou e eu sorri de lado com sua falta de papa na língua, o professor não poderia fazer nada já que Dumbledore a prezava muito por conta de sua sinceridade e por conta de sua mente extremamente aberta.

— Realmente, professor. – Concordei, para enfatizar e o colocar contra a parede – Porque ele não seria escolhido? Quer dizer, não foi ele a conseguir uma nota máxima em sua matéria?

— M-mas... O grupo está cheio!

— Não por isso, eu cedo meu lugar para ele.

— NÃO! – Guinchou agudo e bateu com a cabeça no teto da cabine, prendi a risada e arqueei as sobrancelhas de modo desinteressado. Claro que ele não me deixaria sair dessa caralha de grupo, já que eu já era “famosa” do mundo bruxo por ter duelado com Riddle e ter saído viva. – A-acho que me enganei, deve ter mais uma cadeira vaga, não é?

Sorriu amarelo e sumiu antes que eu pudesse arrancar mais alguma coisa dele. Bufei irritada

— Filha da puta oportunista. – Murmurei para mim mesma, estranhei não ouvir nada de James. Quando eu ia olhá-lo, Sirius começou a gargalhar de modo excessivamente alto, quase como se quisesse chamar minha atenção

— Você é tão engraçada, Dorcas. – Ela franziu o cenho e o olhou como se estivesse louco

— O que eu fiz?

— É... Ei, Snape, é verdade que... Hm... – Severo arqueou uma sobrancelha e eu gargalhei

— Acho que Almofadinhas ficou meio tonto por conta de toda aquela fumaça da cabine de Emmeline, não é? – Ele riu nervoso e eu estreitei os olhos para ele, quando James riu lentamente, eu o olhei, ignorando o grito de Sirius.

Pontas sorriu debilmente para mim e eu suguei o ar

— FILHA DA PUTA

***

— Qual é Mione, foram só algumas tragadas! – Pontas exclamou manhoso me seguindo até a sala de feitiços, os outros marotos mantinham uma distância segura, principalmente Sirius e Aluado pois eu quase os ataquei por deixarem que James fumasse Narciso.

— Você fumou narciso, seu filho da puta. – Rosnei, pisando duro pelo corredor movimentado, entramos na sala com ele resmungando.

Pedro e Sirius se sentaram ao meu lado, bufei para mim mesma.

— Sinceramente, você está exagerando uma besteira. – Exclamou sentado na mesa atrás de mim.

Exagerando? Primeiro, fumar isso é uma das coisas mais idiotas a se fazer. Segundo, se mais alguém, como um monitor ou um professor, tivesse visto seu estado, você não poderia participar do time esse ano! Seu mimadinho do caralho.

— Só porque você é careta, Hermione, não tente me transformar também. Desculpe se eu não sou uma queridinha de papai, que não sabe se divertir. – Meu irritamento cresceu com seu tom e palavras, ele havia feito merda e não estava admitindo.

— Me chame de careta, foda-se. Pelo menos eu não sou uma idiota, babaca.

— Idiota.

Infantil.

Resto de aborto.

Escroto.

Erro.

— Nojento.

— Patética! — Os marotos estavam assustados com nossa real discussão, quando eu ia lhe dar um novo xingamento, ele continuou a sibilar – É isso que você é, patética. Remus nem ao menos dá um “não” na sua cara, assim você podia parar de se envergonhar e de me envergonhar, também. Patético.

Toda a sala se calou com o barulho do tapa estalado, virando assustados para nós. Afinal, não era todo dia que os irmãos Potter brigavam.

Os óculos dele voaram para algum lado da sala e os meninos sugaram o ar com minha ação, enquanto a única coisa que eu havia feito fora rosnar, curvando-me sobre sua mesa.

— Mas pelo menos eu sou mulher o suficiente para admitir o que eu sinto por ele, diferente de você, eu não sou covarde. Você é patético, patético e covarde, não é homem o suficiente para admitir o que sente por Lilían. Não é? – E saí da sala, dei graças a Godric que Flitwick ainda não estava na sala. Entrei em uma sala inútil – e secreta – daquele andar, havia descoberto junto a Sirius.

Não havia uso e era repleta de bolinhas de borracha, algumas eram coladas nas paredes, outras no teto, e outras estavam simplesmente no chão.

Eu não queria admitir, mas ele havia me magoado. Essa era a parte ruim de ser a gêmea de James, ele sabia me magoar e eu sabia magoa-lo.

Mas eu não havia o feito, havia apenas machucado seu ego gigante.

Suspirei deslizando ao chão, aquelas palavras cravadas como facas em meu cérebro.

— Patética. – Ri sem humor, concordando um pouco com James.

Fiquei um bom tempo jogando bolinhas na parede, desestressando e me acalmando, quando julguei que a próxima aula iria começar, caminhei até a sala de transfiguração.

Pelos olhares de lado que eu recebia, era notável que haviam descoberto a discussão. Afinal, as paredes tinham olhos e ouvidos.

Mantive minha cabeça erguida ao entrar na sala, decidida a não pedir desculpas.

Entenda, sempre era eu que dava o primeiro passo para a reconciliação. Mesmo que as discussões sempre tenham sido bestas, nunca ficávamos muito tempo brigados pelo simples motivo de não conseguirmos.

Mas não daquela vez, daquela vez ele cutucou uma ferida antiga e aberta e ainda jogou sal por cima. Ele sabia que aquele era um assunto que não só eu era insegura, quanto me magoava.

Sentei-me a uma cadeira de distância de Pedro, já que alguma menina aleatória da lufa-lufa ocupada a do meio, quando a mesma me viu sentando, tossiu levemente e pediu desculpa se retirando.

Arqueei uma sobrancelha para aquilo, me perguntando porque Rabicho estava sozinho ali.

— Atrapalhei algo? – Ele me olhou de rabo de olho e negou com a cabeça, parecendo desconfortável com algo. Segui seu olhar e senti uma ponta de raiva e decepção ao ver Aluado e Sirius algumas mesas a frente. – Porque ficou sozinho? – Murmurei, sentindo-me subitamente triste.

— Aluado disse que você não devia ter partido para agressão física, Sirius concordou. Mas eu disse que os três eram idiotas, porque sabiam que aquele era um assunto delicado para você, e eu também disse que você devia ter batido mais forte. – Deu de ombros, senti um sorriso despontar em meus lábios e minha visão ficou embaçada.

— Obrigada, Rabicho. – Sussurrei e ele suspirou, sentando-me na cadeira do meio e me puxando para encostar a cabeça em seu ombro largo.

— Você realmente devia ter batido mais forte... E de mão fechada. – Gargalhei, chamando atenção dos três idiotas.

James não se virou, continuou em sua posição meio deitada na cadeira, apenas ficando tenso.

Almofadinhas sorriu levemente, em um pedido de desculpas, mas eu apenas desviei o olhar, magoada o suficiente para franzir as sobrancelhas, controlando o bolo que se formava em minha garganta.

Nem me importei em olhar para Remus, mantive-me firme, pensando como eu não falaria nada sem um pedido de desculpas.

Meu olhar caiu em um menino qualquer certinho, mal me lembrava seu nome, mas ele era bonito e era um dos únicos da lufa-lufa que não parecia ter sido atingido pela “vibe hippie”.

Seu amigo o cutucou e sussurrou algo, não demorou muito para que ele olhasse sobre o ombro descrente. Sorri de lado, apoiando os cotovelos sobre minha mesa e acenei com os dedos para ele, que olhou ao redor procurando mais alguém.

— Simon, o nome dele é Simon. – Pedro sussurrou, colocando a mão na boca, sorri mais larga e sibilei, fazendo questão de deixar claro que era com ele que eu estava falando.

Simon. – O bonitinho parecia ter se arrepiado, se sobressaltando na cadeira surpreso.

Flutuei um pedaço de pergaminho até sua mesa, vendo-o pegar no exato momento que McGonagall entrou na sala, encarando todos com seu olhar de falcão.

— Por Deus, senhor Harkness. Respire, rapaz! Todos sabemos que a senhorita Potter é um pouco intimidante, mas ela não vai saltar da cadeira para lhe atacar. – Muitos riram, eu inclusa.

— Eu nunca disse isso, professora. – Sorri para Simon, vendo um sorriso malicioso despontar em seus lábios. A sala fez um coro de som malicioso, fazendo-a negar com a cabeça em desaprovação. Mas eu pude ter um vislumbre de um pequeno sorriso antes que ela se virasse para ir a sua mesa.

— No primeiro dia de aula de vocês como quarto ano, iremos praticar um simples feitiço de desaparecimento, apenas para aquecermos, sim? – E com um aceno de varinhas, nossas mesas tinham roedores.

Arqueei ambas as sobrancelhas, vendo Rabicho de mexer desconfortável na cadeira, e então, fui em seu resgate, querendo ver um pouco de baderna, também.

— Professora?

— Sim, senhorita Potter?

— Para onde vão os ratos? – E a baderna começou.

Pedro riu baixinho junto a mim da professora tentando acalmar os lufanos e alguns grifinórios, acontece que a Lufa-lufa estava em um movimento vegano desde o final do ano passado. Os lufanos fizeram greve de fome, dizendo que comer carne era um ato horrível.

Isso durou um bom tempo, até Selena Martinez dar a dica de que os elfos podiam fazer algo de tofu para a mesa da lufa-lufa e em menor quantidade para as outras casas, também.

Uma pena, pois era engraçado ver a discórdia causada na maioria dos almoços.

Grifinória estava em terceiro lugar no ranking de hippies, perdendo só para Lufa-Lufa e para a Corvinal.

— Silêncio! – Minerva gritou, ela respirou fundo, quando abriu a boca para explicar algo, Lily gritou animada:

— Consegui! – E a baderna voltou, não consegui aguentar e comecei a gargalhar sem pudores, junto a Marlene, Dorcas, Pedro e os outros dois idiotas. James, em um movimento de varinha e falando o feitiço, também fez o rato desaparecer, atraindo atenção para si.

Lily o olhou sobre o ombro fixamente e um pouco corada, mas eu tinha certeza que ele mantinha o olhar entediado enquanto o xingavam.

— CALADOS. – E dessa vez, ninguém ousou respirar. – Os ratos são ilusões, senhorita Potter. – Apertou os olhos para mim, julgando-me como se soubesse que eu havia feito de propósito.

Nem ao menos murmurei o feitiço, apenas girei minha varinha de modo displicente e voltei a me curvar sobre a mesa, flertando com Simon descaradamente.

— O que você escreveu no papel? – Rabicho perguntou em um sussurro e eu ri pelo nariz, mordendo o lábio inferior e vendo minha presa respirar rapidamente.

— Segundo andar, armário de vassouras depois da armadura com brasão roxo. – Rabicho riu negando com a cabeça

— Isso é estranhamente direto e detalhado. – Prendi o riso, vendo-o do mesmo modo que eu

— Assim eu não darei viagem perdida. – Ele riu mais alto, fazendo Minerva estreitar os olhos para nós dois

— Espero que esteja rindo pelo fato do feitiço ser fácil, Senhor Pettigrew. – Rabicho sorriu e se desculpou, fazendo-me me curvar sobre a mesa para que Minerva não visse que eu queria gargalhar.

A aula seguiu com Simon ofegante, com Pedro rindo baixinho do estado do rapaz, comigo flertando e com Sirius tentando chamar minha atenção.

Depois das duas aulas de Minerva acabarem, me levantei pegando apenas minha varinha, deixando a mochila com Pedro.

Sorri e mandei uma piscadela para Simon, saindo da sala lentamente.

Peguei um atalho para o segundo andar, quando cheguei no local marcado, me encostei na porta do armário de vassouras, cutucando minhas unhas e passando a mão lentamente por meus cabelos.

Eles estavam grandes novamente, em apenas um dia em Hogwarts, ele havia crescido da altura dos meus ombros a até o meio de minhas costas. Droga que maldição Potter.

— P-Potter? – Levantei o olhar para Simon, sorrindo levemente, ele era alto e até mesmo um tanto magrelo, mas era bonito e charmoso. – Queria conversar? – Meu sorriso alargou e eu umedeci meus lábios com a língua, vendo sua atenção nos mesmo. Cheguei um passo mais perto dele, subindo a mão por sua gravata com as cores da Lufa-Lufa.

— Eu não diria o que eu quero fazer com você é “conversar”... – Murmurei dando passos para trás e o puxando junto – Mas se você quiser chama-lo assim, não me importo. – Simon arfou e eu o puxei para o armário de vassoura.

Não esperava que ele fosse ser tão... “dominante”. Pensei que teria que comandar o beijo, mas tão logo quanto entramos, ele enfurnou a mãos em meus cabelos e me empurrou e até que eu estivesse sentada em cima de um móvel que tinha ali.

Sorri de lado com aquilo, retribuindo o beijo.

Ora, ora, quem diria que o menino certinho que eu via quase todos os dias desde os 11 anos teria uma boa pegada.

Puxei seu lábio inferior entre meus dentes e seu olhar ficou ainda mais selvagem, os beijos dele desceram por meu pescoço, fazendo-me arfar surpresa entre sorrisos.

— Simon! – Ri sôfrega quando ele chupou a pele de meu pescoço, provavelmente deixando um chupão roxo.

***

O sinal devia ter batido umas duas vezes quando ele me agarrou pela cintura e distribuiu beijos castos em minha boca.

— Acho. Que. É. Hora. Do. Almoço. – Murmurei entre beijos, fazendo-o rir rouco e concordar com a cabeça. Ele me beijou uma última vez, antes de se soltar de mim e me deixar descer do móvel. Olhei para seu cabelo e ri levemente, estendendo a mão e o arrumando como antes, eu havia deixado algumas mordidas em seu pescoço, também.

— Então... – Começou, enquanto eu limpava a poeira de minha saia, levantei o olhar com uma sobrancelha arqueada de modo confuso

— Sim?

— Você... hm... Deixa para lá. – Ri dando de ombros, abri a porta do armário de vassouras e saí rapidamente, vendo que o corredor estava vazio. Ele me seguiu e eu sorri maliciosa, o puxando pela gravata e lhe beijando pela última vez, ouvindo um som de contentamento sair dele.

— Espero que possamos repetir, gatinho. – Sussurrei em seu ouvido e lhe lancei uma piscadela, deixando-o arfante e paralisado para trás.

Caminhei até o salão principal, sendo – como sempre –, acompanhada por olhares.

Sentei-me ao lado de Pedro e Aluado, ignorando esse segundo. Prendi meu cabelo, mostrando propositalmente as marcas que Simon havia deixado por todo meu pescoço.

— Meu Deus, ele te beijou ou te bateu? – Rabicho brincou e eu sorri maliciosa, sentindo Remus ficar tenso ao meu lado.

— Acredite, eu estou surpresa com o Senhor Harkness. – Ri baixinho, me servindo de alguma comida qualquer.

— Hermione Potter, você é uma cachorra sabia? – Arqueei uma sobrancelha de modo divertido para Marlene, ela tinha um sorriso largo estampado no rosto.

— O que eu fiz?

— Ah, nada demais. Só acabou com Simon, sua safadinha. – Gargalhei, negando com a cabeça, ela moveu ambas as sobrancelhas para cima e para baixo, sorrindo maliciosa enquanto olhava para meu pescoço.

— Você acredita que ele tem uma pegada incrível? – Ela gargalhou e empurrou Sirius para o lado, sentando-se em minha frente.

— Oh, conte-me mais, mestra da arte da sedução.

— Eu posso ser seu professor, se quiser, Marlene. – Almofadinhas sorriu malicioso para ela, fazendo-a o olhar de rabo de olho e voltar a me encarar.

— E então, como foi? Não poupe detalhes. – Ela me lançou um olhar, logo entendi seu plano. Marlene queria me ajudar a me vingar dos meninos, e ela começaria por Aluado.

Ele apertava o talher com força, deixando os nós de seu dedo brancos.

— Acreditaria se eu dissesse que ele tem um dos melhores beijos que já experimentei? – Cruzei minhas pernas, ouvindo Remus bufar e rosnar baixinho ao ver uma marca de dedos na mesma. – E nossa, ele tem uma pegada que... uau. – Sorri triunfante quando Aluado se levantou abruptamente e saiu pisando duro.

Agora era a vez de Sirius.

— E você? Como foi com o Black? – Perguntei, tomando um gole do suco, Sirius se engasgou com sua comida, recebendo tapas de Frank nas costas.

— Mione... – Ela corou, fazendo Almofadinhas abrir a boca surpreso, ela nunca ficava daquele jeito.

— Tá, tá. Almofadinhas, pede desculpas logo ou você vai sofrer como Aluado. – Rabicho gargalhou e eu mordi o lábio inferior, tentando prender a risada.

Marlene ficou ainda mais vermelha e se levantou, saindo apressada, não consegui prender a risada e comecei a rir alto, negando com a cabeça.

— Que droga, Rabicho. – Lhe dei um soquinho no braço, fazendo-o rir e me dar um beijo na bochecha, mas logo ele se separou sorrindo malicioso e franzindo levemente o nariz.

— Você está cheirando a Harkness. – Ri novamente, lhe empurrando com o ombro.

— Vocês estão mais íntimos, não é mesmo? – Sirius apertou os olhos de modo ciumento, como se Pedro tivesse tomado o lugar dele.

— É o que acontece quando uma pessoa não te traí e vai para o lado inimigo. – Dei de ombros como se não fosse nada, ouvindo Rabicho prender o riso e entupir a boca de comida.

— Ei! Eu não tomei lados! – Indignou-se e eu arqueei uma sobrancelha, estreitando os olhos para ele.

— Não? – Sirius engoliu seco e suspirou derrotado.

— Talvez eu tenha tomado sim... – Murmurou – Desculpa, devia ter visto pelo seu lado também. Você me perdoa?

— Hm... Conte quarenta e oito horas, um dia para cada burrada que você fez só nesse pequeno período de tempo. – Enchi minha boca e sorri um tanto acida, ainda estava magoada. Pelo menos para o dia.

— Dois?! O que eu fiz?

— Primeiro, você deixou aquele babaca fumar. Segundo, você tomou o lado babaca dele, mesmo sabendo que ele tinha sido babaca e que não estava admitindo que havia sido um babaca e feito coisa errada... E babaca! – Dei de ombros, fazendo-o suspirar e acenar com a cabeça, terminando sua comida.

— Miooooone. – Dorcas deslizou para minha frente, Pedro e Almofadinhas haviam ido buscar alguma coisa para a próxima aula, enquanto eu continuei comendo, já que havia me atrasado. Por ótimos motivos, ao menos.

— Eu não vou pedir desculpas a ele. – Falei sem levantar os olhos do prato, dei uma garfada na comida, engolindo e apontando com o garfo para ela – E diga para Almofadinhas para ele enfiar os galeões dele no rabo!

— Mas você bateu nele!

— Ele me chamou de patética e disse coisas dolorosas!

— E você o chamou de nojento.

— Ele me chamou de Erro.

— Escroto.

— Resto de aborto.

— Infantil.

— Ele me chamou de idiota e antes de mais coisas, Dorcas! Eu não vou pedir desculpas, não mais. James sabe o que fez e o que mereceu, não vou mais correr atrás e ficar me humilhando para ele. Se ele quiser voltar a conversar comigo, ele que dê o primeiro passo. – E pus um ponto final na conversa, ouvindo-a resmungar algo. Suspirei, lembrando-me de suas palavras. – Ei, acha que eu sou patética? – Depois de muitos minutos, levantei o olhar para onde ela estava anteriormente e resmunguei para mim mesma – Isso foi patético...

— Não. – Ouvi uma voz ao meu lado e olhei para Joshua, vendo-o na mesma posição de sempre. – Você não é patética. Impulsiva e detestável, sim. Patética, não.

Sorri levemente com aquilo.

— Obrigada, monitor chefe. — Ele sorriu orgulhoso e estufou o peito, fazendo-me rir baixinho.

— Hermione! – Voltei meu olhar para Marcus, vendo-o arfante e sorridente. – Eu sou o capitão do time, esse ano!

— Parabéns, Marcus!

— Obrigada. – Riu baixo e tentando parecer sedutor, franzi o cenho com aquilo – Vai fazer o teste, não vai?

— Óbvio! – Ele sorriu de lado e murmurou malicioso.

— Ótimo, estou esperando para vê-la em cima da vassoura novamente, Potter. – Quase me engasguei com o suco de abóbora, vendo-o sair exibindo o broche de capitão do time para os colegas de casa.

— E-ele acabou de flertar comigo? – Joshua olhou de mim para onde Marcus estava e acenou com a cabeça. – Mas... Que porra?



Notas finais do capítulo

Espero do fundo do meu coração que tenham gostado! ♥

Qualquer dúvida, só deixar no review que eu respondo da próxima vez que entrar ♥