The Son Of Cruella De Vil escrita por Apple White


Capítulo 12
Capítulo doze – Esqueceram-se de mim


Notas iniciais do capítulo

É com um imenso orgulho que eu comemoro aqui os 44 acompanhamentos e os 10 favoritos que a fanfic já tem.
Vocês não sabem o quanto isso me dá cada vez mais vontade de continuar, especialmente agora que tenho várias ideias em mente que deixarão vocês de boca aberta.
Espero que gostem desse capítulo que fiz com muito carinho e amor!



Eu me aproximei de Diana e enxuguei as suas lágrimas.

— Você não é uma aberração!

Diana tirou a minha mão de sua bochecha e virou as costas.

— Pelo menos não ainda. Eu sei que você estava lá naquele dia. Naquele dia em que eu quase matei aquela garota, e eu me arrependo tanto disso. Acontece que meus poderes estão ficando cada vez mais fortes e o colar nem sempre está me ajudando a ter controle. Eu simplesmente não posso perde-lo agora já que estou tendo uma vida normal. Estudo numa escola em que todos frequentam, sou praticamente popular por ter furado a mão de um idiota com um lápis, mas a única coisa que me falta é amigos. Eu não quero que meus amigos sintam medo de mim, Carlos! Não quero...!

As lágrimas caiam em ritmo acelerado pelo seu rosto e eu novamente tentei enxuga-las.

Um movimento de Diana me assustou. Ela me abraçou.

— Me desculpe se eu fui uma idiota com você recentemente.

A abracei de volta e coloquei meu queixo em cima de sua cabeça.

Ela era tão baixinha...

— Eu só queria ser uma pessoa normal. Queria poder ir para a escola sem a preocupação de que eu posso machucar ou, pior... Matar alguém! E se eu fui idiota, o que claramente eu fui, era porque eu queria chamar a atenção de você e dos seus amigos. Quando eu te vi não sabia como reagir ao encontrar o garoto que misteriosamente vinha nos meus pensamentos. Me desculpe...

A interrompi:

— Shhh!

Fiz com que ela olhasse no fundo dos meus olhos, e foi exatamente o que ela fez. Fiquei parado encarando aqueles olhos castanhos sem dizer uma palavra, mas logo voltei a realidade.

— Eu vou te ajudar, ok? Não importa se você pode me machucar ou me matar, eu vou te ajudar! Não é isso que os heróis fazem?

— Obrigado...

— Diferente do que você acha, eu sei o que é ser uma aberração para os outros. Acha que foi fácil quando fui para Auradon sendo o famoso filho da Cruella De Vil? As pessoas me afastavam, me desprezavam e o pior de tudo, me humilhavam. Acho que ter poderes deve ser mais normal do que o filho de um vilão andando no meio de heróis. E eu vou te ajudar porque quando foi eu nenhum dos mocinhos realmente me ajudou como deveria ter ajudado.

Diana deu um sorriso e logo deu-se conta de que estava correndo contra o tempo. Então ela voltou a mexer nas porções.

— Regina deve ter pegado meu colar.

— Por qual motivo ela precisaria dele, afinal?

— Eu não sei.

— Diana, seu colar não está aqui! Vamos embora e ir na loja do Senhor Gold, talvez a Bella saiba sobre o colar.

— Eu preciso de um feitiço que o encontre antes que seja tarde demais. Mas eu simplesmente não sei se existe algum feitiço que o encontre. Mas deve ter, não é? Existem tantos feitiços! Vamos sair logo daqui antes que eu acabe ficando louca...

Ela subiu novamente e eu fui logo atrás.

— Eu realmente espero que alguém naquela festa tenha visto algo.

Quanto mais próximos estávamos da loja do Senhor Gold, mas paranoica Diana ficava. A cada cinco passos dela, uma rachadura se abria na calçada. Ela dizia que isso era por causa dela, seu nervosismo apenas a deixava cada vez mais descontrolada e que se não achasse seu colar ela não teria certeza de alguém além dela sobreviveria para contar a história de Storybrooke.

— BELLA! — Diana abriu a porta da loja com força, e eu vi Bella assustar-se com a sua chegada. — Preciso de ajuda!

— Ajuda? Com o que? — Ela perguntou.

— Você era esposa do Senhor das Trevas, e sabe, eu queria muito saber se existe algum feitiço que possa me ajudar a encontrar um objeto mágico.

— Eu não tenho tanta experiência com magia... Diana, certo?

— Certo — Ela fez silencio. — Tem certeza que não sabe se tem algo?

— Tenho certeza, e mesmo se eu tivesse ideia de um feitiço assim eu não diria na frente de um garoto que eu nunca vi na minha vida — Bella apontou para mim e eu me assustei. — Quem é ele?

— Ele? Tem certeza de que não o conhece?

— Eu...

— Só porque voltei a morar com a minha mãe não significa que eu estou ajudando ela com algum plano diabólico, Bella. Eu sou um dos mocinhos também! — Eu a interrompi.

— Me desculpe, mas eu realmente não sei quem é você ou de quem você é filho, menino.

— Ele é o filho da Cruella De Vil!

— Não sabia que Cruella tinha filhos... — Disse baixinho.

Certo. Isso está começando a me preocupar um pouco. Eu não falei mais nem uma palavra sequer. Bella me conhecia como uma das pessoas que mais ia na biblioteca atrás de livros, e eu tenho certeza que é impossível esquecer essas sardas e o meu cabelo branco.

Acredito que a surpresa não foi somente em mim, mas Diana aparentemente não estava entendendo nada, assim como eu. Ao sair da loja, decidimos ir até a delegacia para saber se alguma coisa estava acontecendo na cidade, em seguida iriamos voltar para a mansão de Diana ver se todos estavam bem e se alguém viu alguma coisa ontem à noite.

A delegacia estava quase vazia, quando chegamos vimos apenas Emma olhando para a parede. Ela estava pensativa, e o olhar dela dizia que alguma coisa podia estar acontecendo na cidade.

— Emma Swan? — Diana a chamou e logo Emma a encarou.

— Ah, você é a filha da Esmeralda, não é? — Diana assentiu e deu um meio sorriso. — Aconteceu alguma coisa no qual eu possa ajudar você e o seu amigo? — Senti que a forma como ela “me mencionou” foi como se nem soubesse o meu nome.

— É por isso que estamos aqui — Diana disse.

— Como assim? — Emma perguntou.

— Diana perdeu um colar, certamente ele foi roubado ontem à noite e estamos procurando desde quando acordamos depois que o provável assaltante colocou alguma droga na nossa bebida. Esse colar é mágico, e precisa ser encontrado antes do anoitecer...

— Não sei se posso fazer muita coisa, mas se eu descobrir alguma coisa eu prometo que vou contatar você ou o... — Ela me olhou.

— Carlos — Continuei para Emma.

Uma certa decepção me veio de repente. O que havia acontecido para as pessoas simplesmente não lembrarem mais de quem eu sou? Saí da delegacia sem esperar que Diana me seguisse. Eu iria voltar para aquela mansão na esperança de que ao menos os meus amigos lembrassem de mim.

Depois de três minutos contados, Diana logo veio me seguindo dizendo que me ajudaria a descobrir o que estava acontecendo, mas eu não queria ajuda, esse meu problema não era nem metade do problema de Diana com falta de controle.

Apesar de não olhar fixamente para ela enquanto ela falava coisas no qual eu simplesmente não estava entendendo, eu observava atentamente seus movimentos. Não sei se ela percebia ou apenas ignorava para não perder completamente o controle, mas a cada passo seu o chão rachava e as lâmpadas dos postes explodiam quando ela passava por perto. O vento soprava forte e apesar das nuvens indicarem bastante chuva e frio, o clima estava bem quente, mais quente que o normal.

Ao chegar na mansão, abri a porta e vi apenas Mal, Jay e Evie sentados no chão com a mão na cabeça e caretas de dor. Certamente a enxaqueca estava forte. Diana entrou devagar na sua casa e ficou olhando para a bagunça que estava aquele lugar. Se não tivéssemos muito preocupados com algumas catástrofes, arrumaríamos isso tudo.

— Cara, onde você estava? — Jay perguntou.

— Pelo menos você deu um sinal positivo de que se lembra de mim — O ajudei a se levantar, o mesmo fiz com Mal e Evie.

— Eu não lembro de praticamente nada sobre ontem à noite. Apenas que vi Audrey beijando o Ben e do nada eu estava causando uma briga, em seguida eu vi você... — Apontou para Diana. — Fazendo magia. É esse o seu segredo? Você faz magia?

— Infelizmente sim.

— Onde vocês dois estavam? Estávamos preocupados! — Evie correu até mim e me abraçou, seu abraço era apertado e eu estava sufocando.

— Eu estava tentando impedir uma catástrofe.

— Catástrofe? — Jay perguntou.

— Nós temos que encontrar um colar antes do anoitecer, caso contrário Diana vai começar a se descontrolar e acabar com toda a cidade.

— Um colar? — Mal levantou uma sobrancelha.

— Eu não nasci com poderes, eu fui amaldiçoada quando eu nasci — Contou. — E esse colar me ajuda a ter controle, mas a cada dia que se passa ele começa a não servir mais para o meu controle. Sabe aquele treino, Evie? Eu me descontrolei e quase matei aquela garota, eu fiquei tão assustada e fugi.

— Você tem como dizer como era esse colar? Talvez assim tenhamos mais chances de encontra-lo sabendo como ele é — Sugeriu Evie.

— Talvez eu tenha uma foto o usando.

Diana subiu até seu quarto e dois minutos depois voltou com um álbum de fotos. Ela sentou no sofá e passou algumas das fotos até parar em uma no qual parecia ser a mais recente. Nessa foto ela usava um vestido florido e uma tiara preta. Seus cabelos estavam mais curtos e devo dizer até mais cacheados. Olhei para o seu pescoço e pude ver um colar, o mesmo colar que Doce Imaginação usava.

Novamente me assustei com a forma como as duas se pareciam. Quando não era somente na aparência física, elas tinham alguma coisa igual.

Doce Imaginação usava um vestido branco, e o único acessório que usava era aquele mesmo colar que controlava os poderes de Diana.

— Eu já vi esse colar... — Soltei sem querer.

— Já? — Mal perguntou confusa.

— Já. Mas infelizmente eu não faço a menor ideia de onde ele esteja, o que complica um pouco mais a nossa busca. Nós temos poucas horas até Diana se descontrolar totalmente.

— Por qual motivo você não o usou na festa ontem? — Jay perguntou.

— Não achei que algo assim poderia acontecer.

— Você tem que aprender que coisas assim não devem ficar de bobeira em algum lugar. Quando o encontrarmos, prometa que nunca mais irá tirá-lo do pescoço outra vez.

— Eu prometo, Evie.

— Ótimo!

Me sentia triste por Diana, assim como me sentia totalmente angustiado em que somente quatro pessoas lembrava do meu nome.

Ouvimos um barulho vindo da cozinha, e logo olhamos para a porta que dava passagem para o cômodo. Mal começou a andar mais devagar, e foi na frente. Em passos lentos nós a seguimos, tomando todo o cuidado para que a pessoa que estivesse ali não notasse que sentimos a sua presença.

— Vocês estão procurando isso?

— Mamãe?!



Notas finais do capítulo

Quem vocês acham que pode ser?
Cruella? Regina? Esmeralda?
Certamente é alguém que possuí o colar, não é? E nos capítulos anteriores vocês viram perfeitamente que quem o roubou foi a Úrsula.
Tirem as suas próprias conclusões!